Vinte Linhas 692

Visita guiada a uma antiga memória de Romeu Correia

No passado dia 19 de Novembro, a meio de uma manhã ameaçadora, integrado num grupo da Associação ALDRABA, iniciei uma visita guiada por um quarteto de luxo: Henrique Mota, Luís Bayó Veiga, Alberto Ramos e Luís Barros. Os segundos, não sendo da Associação O Pharol, associaram-se ao encontro e ao percurso. O grande largo de Cacilhas, cujo nome mudou ao longo dos tempos, foi o ponto de partida para a viagem a pé pelos restaurantes do Ginjal hoje desactivados e seguindo o percurso pelos estaleiros navais e fábricas diversas em ruínas.

Hoje um livro como «Os tanoeiros» é muito mais do que um testemunho – é o próprio tempo recuperado não como lembrança mas como recordação. O Museu documentando as actividades marítimas da região ribeirinha, foi um mergulho ma História que é sempre mais que cronologia e arrumação de factos em gavetas. Tudo ali tem vida até as peças que parecem adormecer no pó dos séculos. O almoço no «Horácio» foi uma festa provando que a mesa não é apenas o espaço da refeição mas também o lugar do encontro. Seguiu-se uma tertúlia na Incrível Almadense num espaço tipo «café-concerto» gerido pela Associação Almada Velha. Luís Milheiro esteve presente e dialogou com o grupo. Com Alberto Ramos na mesa foi possível relembrar Romeu Correia, o eterno vagabundo das mãos de ouro que continua ao nosso lado mesmo quando não parece. Não é forçada esta referência: as suas mãos fabricaram livros como os já acima falados «Os Tanoeiros», os «Bonecos de Luz», o «Trapo Azul» ou a «Gandaia» sem esquecer o «Desporto Rei».

Num tempo de confusões e incertezas, com o futebol a ocupar um espaço excessivo nos jornais, na rádio e na TV, faz hoje em dia falta um livro a avisar para o precário de tudo isso, dentro e fora do Desporto Rei. No meu livro «As palavras em jogo» (Editora Padrões Culturais) está uma entrevista por mim feita a Romeu Correia. Já na altura lamentei não ter «apanhado» tudo o que o Romeu Correia foi, viveu e testemunhou. Mas era impossível. Esta viagem do passado dia 19 de Novembro foi mais uma tentativa para recuperar a sua antiga memória entre o Ginjal e o Mundo. (Nota – texto não enviado em Novembro passado para o nosso Blog mas sempre a tempo de reactivar memórias de Cacilhas e do Cais do Ginjal)

5 thoughts on “Vinte Linhas 692”

  1. Aquilo era bonito, alegre, vivo e triste, mas foi no tempo do faxo, e no tempo em que eram os quatro grandes com o belenenses do Matateu, com os cauteleiros a pedir esmola à saída e entrada dos cacilheiros.

    Com os mariscos, passarinhos fritos, tremoços e carapauzinhos fritos com o copo de três, ou este apenas sem mais nada, desde que o benfica ganhasse já estava bom.

    Havia o espectáculo das carroças das alfaces e dos nabos para os alfacinhas, a embarcar nos cacilheiros a baloiçar.

    O faxo estragou parte daquele ambiente quando construiu aquela ponte “cála-te boca”!

  2. a chulice reuniu no horácio para mais um almoço à borliú e depois foram arrotar postas de pescada para a incrível, deve ter sido uma grande sessão de ressonanço abrilhantada com peidos ilustres. ora deixa cá ver, ò sábado é cabrito, portantes afinfaram-lhe com uns crustáceos de entrada e saíram com 100 bicos por cabeça a débito na conta do pelouro da cultura da autarquia. vê lá se o tribunal de contas te apanha.

  3. e diz o gajo que foi acompanhado por um quarteto de luxo. No meio de mais um enfardamento à conta das doações no tempo do IRS, para as associações, anda-me este marmanjo, que se diz comuna, a comer à custa do explorado, e ainda escreve com mãos bêbadas esta coisa «é o próprio tempo recuperado não como lembrança mas como recordação». Ó ZECA CALÃO explica aí a diferença entre lembrança e recordação, mas não ligues o cu a uma tomada, para não te virem ideias brilhantes.

  4. “No passado dia 19 de Novembro, a meio de uma manhã ameaçadora, integrado num grupo da Associação ALDRABA, iniciei uma visita guiada por um quarteto de luxo: Henrique Mota, Luís Bayó Veiga, Alberto Ramos e Luís Barros. Os segundos, não sendo da Associação O Pharol, associaram-se ao encontro e ao percurso.”

    Os segundos (…) associaram-se ao encontro?!!!

    Quais segundos? No quarteto que descreve só há um “segundo”, que na ordem que cita se chama Luís Bayó Veiga.

  5. «integrado num grupo da Associação ALDRABA»

    oh bronco da benedita, meu, não precisas de dizer o tipo de associações onde andas, pá, aldrabão já tu és, só podias procurar uma associação à tua altura, morcãoe.
    Aldrabas, enfardas e arrotas postas de trampa para delicia da adrenalina de gajos generosos que te poem escrupulosamente no lugar, hein, ó «coça pra dentro», à conta dos outros.

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