Vinte Linhas 648

Ainda os primitos franceses – o raio que os parta!

Já se foram embora os miúdos, já vizinha. São diabólicos. E não nos deixaram saudades. O mais velho numa esplanada, depois de beber apenas parte de um sumo de laranja, recebeu na mão metade de um pastel de nata e, sem dizer nada a ninguém, atirou o pastel para os pombos. Veja lá, o cabrãozinho.

Depois deixaram um caderno de telefones todo giro, daqueles da EXPO 98, ou seja do Oceanário. Não sabemos quem foi mas foi um deles. A verdade é que o caderno apareceu no telhado do prédio vizinho. Alguém o atirou. Com muita paciência o meu marido tirou o caderno, pegou em duas vassouras e empurrou devagar até à última telha. Depois com jeito lá fez subir o caderno entre os dois paus. Percebeu-se que é deles pelo primeiro número da lista: MAMAN 003395011 – os últimos algarismos não se percebem nem isso é importante.

Uma coisa que fez saltar a tampa ao meu marido foi a cena da televisão. Ele quis ser simpático, procurou o canal MEZZO no Meo e disse para o mais velho: «Queres ver a TV em francês? É falado em francês!» Pois o miúdo virou-lhe as costas, o cabrãozinho.

Eles desprezam todos os outros europeus que não são franceses. A mãe da avó deles a primeira coisa que perguntou ao avô deles em 1979 foi isto: «Você quer o passaporte francês? Quer a nossa nacionalidade? Nós tratamos de tudo!»

Para aquela criatura o meu primo não era nada, era menos que marroquino, argelino ou tunisino. Eles nem sabem onde fica Portugal. Nem sabem nem querem saber. O nosso vizinho o senhor Dias costuma dizer «Quando chegar mande saudades que é coisa que cá não deixa!» É isso. Olhe vizinha, eles não deixaram saudades, o raio que os parta!

45 thoughts on “Vinte Linhas 648”

  1. oh pá! rega-te com gasolina e acende um xarro que a xenofobia passa-te. o sindicalista calaceiro acha-se loiro de olhos azuis e tem vergonha da família, temos o breivik do bairro alto. já agora, foi pena que o puto não te esfregasse os pastéis de nata no focinho e te enfiásse a lista telefónica acompanhada de passaporte françiú pela goela abaixo. sim, em casa do poeta respira-se cultura e as criancinhas são sintonizadas no mezzo às 8 da matina, finesses para disfarçar o cheiro a mijo e alergia a marroquino, argelino ou tunisino.

  2. Oh! Anonimo! Desculpa lá mas sempre que este bloguista (é assim que se escreve?) vem aqui postar qualquer “merda” lá vens tu também com uma “merda” ainda maior. Eu não conheço este bloguista nem recebo para o defender. Não é esse o meu intuito. Mas sim tentar perceber o que pretendes com essa tua mal cheirosa verborreia. Eu sei que o autor de há muito te mandou levar onde levam as galinhas mas tu infelizmente deves ter mais onde levar e zás, ou não vais ou se vais, vais depressa e voltas rápido. Nem sequer limpas o cu porque cada vez cheiras pior.
    Uma vez é capaz de ter graça, mas por sistema não lembra a qualquer pessoa com os 5 alqueires bem medidos. Não reparas que acabas por ser pior do que aquele a quem criticas? Se o autor é isto e aquilo que dizes, tu serás 10 vezes pior. Deves estar sempre com o olho bem aberto para à primeira vires cagar as postas de pescada. Ainda não percebi ao que vens mas diz lá. Queres que ele te vá ao cu? Usa a técnica do busto do Napoleão que costuma dar resultado. Ou ele já te foi ao rabo e não gostaste? Muda de parceiro.
    Comigo não contes que eu não gosto de paneleiros.

  3. É para registar que estou do lado de “Fodilhão” e que concordo com ele, mesmo sem me rever na sua linguagem desbragada.
    Força poeta e veja se Napoleão ou o busto dele, Sinhã, quer de volta os seus sobrinhos e se dá uma palmadas aos pais dos gajos por não terem sabido fabricar grande loiça, pelos vistos.
    Já agora, poeta, não lhe parecia melhor que as cegonhas passassem a levar daqui, de Portugal, os putos para França ?
    Ao menos para não irem folgadas, na viagem de regresso !
    Jnascimento

  4. Ou então as cegonhas fazerem o desdobramento em Ourozinho da Carreira da Viúva com a União de Sátão e Aguiar da Beira. Na viagem de regresso, pois. Um abraço algarvio

  5. oh projecto poético falhado! deixa-te de má educação infantil e vê lá se respondes às críticas que te fazem. só os tansos habituais, béculas & nascituros é que engatam com poetas fodilhões. até no disfarçe és um tosco, já agora, o apelido é do teu pai ou da tua mãe?

  6. Estás equivocado anonimo, no “até no disfarce és tosco” porque quem escreve é outro e não quem tu pensas. É alguém que vem aqui ler frequentemente e não está para te aturar, percebes? Quem disfarça és tu que não dás a cara.
    Oh! Sinhã não conheces a velha história do busto do Napoleão? Vou-te contar. Um tipo queria ir ao rabo à mulher mas não sabia como abordar a questão. E não encontrava uma maneira airosa de lho dizer. Então um dia resolveu comprar um busto do Napoleão e à noite foi-se deitar mais cedo que a mulher e colocou o busto em cima da mesa de cabeceira.
    Quando a mulher se foi deitar, ao entrar no quarto olhou para a mesa de cabeceira e disse:
    -Olha! É o busto do Napoleão, não é?
    Resposta do marido:
    -Qual Napoleão qual carapuça, o que tu queres é que eu te vá ao cu!

  7. Fodilhão, só pela “estória” do busto do Bonaparte, 20 valores. Agora aqui só para nós: E deu resultado?

  8. ah, Fodulhão, o embuste anal. :-) eu também vim perguntar o mesmo: se não comunicar e arranjar atalhos, que complicação com um assunto tão recto, foi a solução. :-)

  9. Sinhã essa expressão «directo ao assunto» faz lembrar outra bem portuguesa que é «cortou o mal pela raiz». Quanto aos miúdos também existe aquela «enxertado em corno de cabra»; no caso a origem dos ditos é um italiano e uma francesa. Safa!

  10. Ó Fodilhão, que graça queutacho! Atão, «Quem disfarça és tu que não dás a cara»???!!! E tu, meu, deste a cara, ou és tão anónimo como eu???!!! É preciso ter lata! Ou pensas que lá por pores o teu nome a azul, deixas de ser anónimo? Pior, meu, és duas vezes anónimo: no pseudónimo e em quereres fazer pensar que tens um blog para te identificarem. És parvo, pá, aqui não comemos palha, mas tu parece que sim.

  11. Não Sinhã, nada de confusões – eu nada tenho a ver com a história do Napoleão. Eu respondo pelo que escrevo mas não sou o autor da história do busto do grande Corso. Está esclarecido?

  12. Oh! Napoleão, não digas que também já caíste na história do busto. Meu parvalhão, como foste nessa!Deixa lá isso! O cu é teu ninguém tem nada a ver com isso. E a respeito da palha. Lá estás tu a asnear pá. Cheirou-te? Tens um focinho que não há odor que te escape. Olha! Vai ver se chove que eu não sou pago para te aturar.

  13. oh poeta da treta! tirando os devotos do costume, bécula & borto, só tu cais na merda que fazes. bem podes continuar a chafurdar travestido de fodilhão com ou sem bagonha que não enganas ninguém, desta vez foi tão evidente que até a bécula te identificou pelo hálito. dizes que não respondes e depois inventas nicks para vomitar raiva & impropérios a quem não alinha nessa treta autopromocial, plantas umas cagadas tipo adivinha de caserna e ficas à espera que alguém tropece no interruptor que te fará brilhar, galo dos galos, a pergunta estúpida vem sempre do mesmo sítio, abécula, lá tiveste que inventar um s/ bergonha para poderes responder a ti próprio. és um triste que anda por aqui ao trapo e já dei demais para o peditório das tuas infantilidades.

  14. Oh! António! Essa está de morte!Coitado do verdadeiro poeta que apanha por fazer e por não fazer. o anonimo anda às cascas mas não acerta uma. Ele dispara em todas as direções. Afinal arranjei aqui uma bruta confusão e seria uma fonte de entretenimento não fosse eu ter mais que fazer. Afinal armou-se em esperto mas caiu na esparrela. Continua convencido que o autor do post é que é o Fodilhão.Ah! Ah! Ah! Como eu estou a gozar. Os espertalhaços também caiem.
    Enfim, como dizia o outro: é a vida.

  15. Meu caro «Fodilhão» é verdade – a estupidez humana não tem limites. O outro, o Guterres, dizia «é a vida» mas neste caso é algo mais – é a cegueira, o delírio e a alucinação de quem não percebe nada disto. Aceito que escreva «coitado do poeta» mas eu não sou coitado coisa nenhuma. Sei quem sou, tenho um percurso, uma biografia, uma bibliografia, existe uma tese de mestrado sobre a minha obra poética, há pouco tempo uma antologia minha foi publicada no Brasil, enfim as coisas vão andando. Mas a «bruta confusão» não foi criada por si – foi por quem não soube ler o seu texto e, de modo completamente tresloucado, viu tudo ao contrário. Obrigado pela sua participação. Valeu a pena.

  16. Saltou o teclado e sem eu dar por isso saiu um comentário sem pés nem cabeça. Vou repetir:

    Desculpe jcfrancisco. Quando eu disse “coitado do poeta”não me que referir à sua sorte enquanto poeta mas enquanto pessoa. Quis dizer que eu é que escrevia ao anonimo e ele respondia como se fosse o senhor. Eu nunca fui atacado mas sim a sua pessoa. Daí eu dizer coitado. Poderia pobre poeta,desgraçado que tem que aturar aquele energúmeno mesmo quando não é ele a escrever. Passe bem.

  17. O fodilhão só veio aqui dizer o que a maior parte das pessoas pensam, mas não comentam, para não levar com um cobardolas miserável, que se transveste de todas as maneiras e feitios, apenas para atacar o JCF, como se ele fosse um boneco de feira.

    É um ser humano como todos nós, que erra, escreve bem e escreve mal, isto é ser humano.

    Lamento que o senhor Valupi nunca tenha vindo a terreiro defender o JCF, tenham de ser pessoas de fora, a dizer que o cobardolas miserável que se faz passar por meia dúzia de merdosos, cheio de fel e de inveja, devia se enchergar e engolir a própria língua cheia de veneno.

  18. Elsa:
    Cem por cento de acordo. O nosso comportamento perante o anónimo que ofende o JCF é o mesmo que o dos ingleses ao ver os anónimos incendiários a destruir, roubar e vilipendiar. Permitimos tudo. Depois quando queremos pôr ordem parece que os infractores ganharam usucapião e sentem-se como a traça perante a sua vítima: nunca mais a largam. Parecem peixes dentro de água. Só que um dia aparece um tubarão e…

  19. Desculpe sr. Manuel Pacheco. Não apareceu um tubarão a defender o jcfrancisco. Deve ter sido lapso seu. O que apareceu foi um Fodilhão que também se pode considerar um tubarão. Parece que não teve muita graça, pois não. Olhe! foi o que pode arranjar. A minha veia poética anda muito por baixo, é que está cheia de varizes. Esta saiu melhor.

  20. Elsa, neste blogue cada autor faz o que quer, não precisa de protecção de terceiros. Assim, o José do Carmo Francisco publica o que quer, decide se aceita comentários, decide se os apaga ou modifica, decide se lhes responde e decide como lhes responde sem precisar de pedir autorização ou conselho. O teu lamento paternalista não colhe.

    Por outro lado, devias saber que os blogues registam os IP’s para efeitos de contagem de visitas e leitura de páginas. Esse registo é inconsequente para tudo menos para descobrir diferentes pseudónimos a partir do mesmo IP, assim sugerindo – com alta probabilidade – ser a mesma pessoa. Estou certo de que vais apreciar esta minha chamada de atenção.

  21. “Sei quem sou, (dúvido)

    tenho um percurso, (é amarelo e tem o número 28)

    uma biografia, (sindicalista, calaceiro, ganchos promocinais na imprensa regional e desportiva com direito a cartão ver futebol à borla)

    uma bibliografia, (que ninguém lê)

    existe uma tese de mestrado sobre a minha obra poética, (pr’aí um estagiário da national geographic)

    há pouco tempo uma antologia minha foi publicada no Brasil, (pois, deve ter sido incluída nas contrapartidas do acordo toinológico-protésico)

    enfim as coisas vão andando. (topa-se que a coisa tá difícil e o público mais exigente, já não escorrega como antigamente)

    Mas a «bruta confusão» não foi criada por si – foi por quem não soube ler o seu texto e, de modo completamente tresloucado, viu tudo ao contrário (até deviam proibir os analfabetos de ler, para evitar estas situações e porem em causa vida & obra do maior vulto literário portugês de sempre)

    quilharam-te com aquela porra do ip, bora lá fazer um poema contra as portagens.

  22. “…decide se aceita comentários, decide se os apaga ou modifica..”

    gostei! especialmente da prerrogativa de falsificar respostas alheias.

  23. anonimo, não necessariamente para falsificar, mas pode censurar à-vontade. Ou, o que seria mais provável neste blogue, fazer acrescentos em situações que o exigissem (já ocorreu no passado). Acontece que o José do Carmo Francisco nunca o fez, embora o possa fazer se quiser. Ele e qualquer outro autor, obviamente.

    Um blogue, como o Aspirina B, é um espaço privado para expressão pessoal dos seus autores. Nada obriga a que tenha caixas de comentários, por exemplo, nem nada obriga a que os autores respondam aos comentários. Pura e simplesmente, os comentadores não têm qualquer direito para além daqueles que a variável deontologia dos autores lhes consignar.

  24. não fui eu que escrevi “…ou modifica” e nunca questionei a legitimidade o fazerem, apenas achei estranho e expressei a minha indignação, apesar de não ter direito a fazê-lo. óbrigadinho oh deontologia.

  25. essa expressão comigo não liga: sou mulher, e bem mulher, para dizer e fazer tudo bem sóbria. mas se quiseres ver para crer, podemos fazer um duelo. ou não és homem sóbrio? :-)

  26. anonimo, pode-se modificar um comentário. Por exemplo, se tu escrevesses um comentário racista a um texto meu, eu poderia apagá-lo ou alterá-lo. Não é algo que eu faça, mas poderia fazer se me desse na gana. É que não és só tu quem tem acessos de indignação.
    __

    Sinhã, larga o tintol.

  27. eu logo vi que és fanado. e abusador – porque eu venho ao teu blogue, por bem, e tu tratas-me mal. há-de ser o teu melhor argumento para mim.:-) está bem.

  28. o blogue é teu, tudo é permitido aos autores e aos comentadores logo se vê, fazes o que queres e não tens que dar satisfações a ninguém. quanto a indignações, parece que todos temos direito, aqui são de borla e lá fora têm preço.

  29. É precisamente por os comentários serem livres que os comentadores não devem exceder-se em relação a quem publica os posts para além do que é razoável.
    Foi só por essa razão que eu achei que o anonimo (anónimos somos todos) vinha aqui não comentar os escritos mas tão somente zurzir, sem a mínima educação, num determinado bloguer. Ora nós, como leitores, não temos nada a ver com isso e não estamos (pelo menos eu) para aturar o arrazoado desse sujeito. Se ele tem alguma questão pessoal com quem escreve deve resolver (se for Homem) esse problema diretamente com essa pessoa até porque a conhece.
    Caso contrário sugiro que os seus comentários sejam cortados não por causa do jcfrancisco que já vi estar muitos furos acima desse calhordas mas para nós não termos que levar constantemente com esse quadrúpede.
    Deixo aqui a sugestão.

  30. Sinhã, trato-te mal? Larga o vinho.
    __

    anonimo, o blogue é dos autores e dos comentadores, mas existem diferentes responsabilidades. Por exemplo, tu não gastas um segundo com a manutenção do blogue, nem contribuis com mais nada para além de comentários. Logicamente, não podes ter o mesmo poder – isto é, a mesma liberdade – de um autor.
    __

    Fodilhão, a tua sugestão nunca seria aceite por mim, embora o possa ser pelo José do Carmo Francisco se ele quiser. Por mim não seria porque concebo os comentadores como sendo absolutamente iguais quanto à liberdade de escreverem o que bem lhes apetecer. Tal como qualquer um dos que escolhe passar por este blogue é livre de ler ou não ler, comentar ou não comentar, responder ou não responder. O facto de alguém se sentir ofendido, aborrecido ou provocado pelo que um outro qualquer escreveu numa caixa de comentários é um problema de quem se assim se queixa, não de quem usufruiu da liberdade de expressão.

    É isto que penso e que tento praticar na perfeição.

  31. tratas – acabaste novamente de o fazer. essa expressão grosseira e mal amanhada usa-se para tasqueiros e gentalha. eu não sinto necessidade de ser autoritária e indelicada com os meus semelhantes – nunca pensei que te sentisses inferior a mim: não sintas: tenho-te em dedos de igualdade.

  32. oh val! ninguém quer ter o mesmo poder. limitei-me a comentar a minha indignação por admitires a falsificação (modificação) de comentários.

  33. anonimo, o termo “falsificação” foi usado por ti, não corresponde à ideia de modificação que referi, a qual seria sempre assumida pelo autor (presumo).

  34. quando não se é capaz de pedir desculpa e nem de bem receber quem vai à nossa casa é-se miserável na condição de se ser humano, Val. tinha mesmo de te confrontar com a tua bestialidade – com a outra, que ninguém por aqui te conta. :-)

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