Vinte Linhas 626

Algumas sugestões culturais + o Acordo Ortográfico

Perto de seis mil pessoas já viram a exposição «Aljube – a voz das vítimas» no edifício célebre pelos «curros» – minúsculos compartimentos onde os presos políticos do regime fascista eram fechados e de onde saíam apenas para ir à retrete, almoçar e jantar. Uma espantosa lição de História, no «espírito do lugar» e entradas grátis. O Aljube fica ao lado da Sé de Lisboa. No próximo dia 16 às 17 horas Luís Farinha participará no debate sobre «Tribunais Políticos». No dia 18 Diana Andringa projecta e comenta o filme «Tarrafal – memórias do campo da morte lenta».

Entretanto no Fórum do Picoas-Plaza na Rua Tomás Ribeiro nº 65 (entrada também pela Rua Viriato nº 13) em Lisboa vai ter lugar em 14 e 15 de Junho o Colóquio/Debate «Os filhos da Guerra Colonial: pós-memória e representações» organizado pelo «CES» da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Haverá projecção de fotografias, debates, uma peça de teatro, vários documentários e no final o lançamento da «Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial» da Editora Afrontamento.

Por último recordo as oportunas palavras de Vítor Manuel de Aguiar e Silva à Revista Ler: «O chamado acordo ortográfico é um amontoado de incoerências e confusões. A unidade profunda da língua portuguesa só marginalmente tem a ver com a ortografia. Em 1911, houve a ilusão de que a reforma ortográfica – que era necessária, diga-se – acabaria com o analfabetismo; agora há a ilusão de que o acordo ortográfico preserva a unidade da língua. Em ambos os casos, como a História demonstrou e como a História há-de comprovar, apenas ilusões…»

22 thoughts on “Vinte Linhas 626”

  1. Ó chiquo, pá, mas tu devias estar contente com o acordo ortografico pa, assim podes escrever o que escreves, pá, eu tamém, pá, viva a democracia das letras pá, os sindicatos das virgulas pá, é só liberdade pá, já viste se o homem de paris tivesse feito o que devia pá, agora estavamos a escrever melhor, só que o gajo tomou-se de ares pelo Brasiu, pá, e issetragou nossa língua, qui nus foue deixada por nossos antipassados, um probrema, uma realidadje, qui qualquere djia vai virá fatalidadje.você lembra meu cuetá, quando nosso rei si mudou pró brasiu né, e lévou todo mundo com ele, e depoije feze iscola e biblioteca lá nus brasis e nus mandou à merda, lembra? pois veja bem, agora é a letra, qualqué dia é o paíse qui se funde numa cómunidadje da diuma, galera. mi pôpá tá.

    vai um poema, vai?

  2. Ó branco, fogo pá, lembras-me um pseudónimo, pá, já tou a ver o chiquo das virgulas à janela, camisolinha de alças interior, pá, com uma corrente de ouro no pescoço, pá, a exibir a brancura da lavagem da Chiqua, pá, os braços apoiados na varanda, pá, enquanto um deles agarra pensativamente uma ponta de cigarro, imaginando os nomes que me há-de chamar daqui a pouco. granda trambolho, pá, até os pensamentos do chiquo estão cansados de estar na mona do gajo.é só fugas de inteligência, ólraite.

  3. Sinhã em princípio quando há só dois pratos e dois talheres não vale a pena ligar a Hoover. Poupança. Quem não poupa água e lenha não poupa nada que tenha…

  4. «A poupa tanto poupou, que fez um ninho de merda»! A minha máquina de lavar loiça é AEG. E a tua, Branco? E a tua, antipassos coelhon? Isto de um pobre passar a rico, começa logo pela máquina de lavar louça: não há nada como ter uma Hoover!

  5. Nos dias em que lavo a loiça o meu desempenho sexual é muito elogiado. Uma vez, já há tempos, até a minha mulher gostou.

  6. :-)

    alto, que temos uma variável interessante: amuíde, Branco, quando lavas a louça o teu desempenho melhora. o que pensas que influencia isso: o detergente? ou o lavar da louça é um ritual antecipado do que pretendes que aconteça a seguir – o lavar da louça potencia-te no sexo?

  7. ò pá, a minha máquina é roubada pá, esse gajo vem pra qui dizer que tem uma hoover,tens de dizer o preço pá, e se é em segunda mão, eu só uso bang olufsen, cagamelo, e pratos de papel,sou duma finesse pá sem dimensão, assim do tamanho da vaidade e do narcisismo cego do cueta da treta.

  8. ó pa, se o josezito do chiquo das estrofes carpinteiras falasse com um véu nos ditso cornos, o gajo fazia-nos um favor, pá

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