Vinte Linhas 613

Alain Donnat – ver a exposição a partir do Blues Jazz Club

Com o arranque previsto para 19 de Maio às 18h 30m na Rua da Misericórdia nº 30 (ao Chiado) para comemorar o segundo aniversário da Allarts Gallery, os quadros de Alain Donnat (n.1947) já podem ser vistos antes da inauguração formal.

Com mais de 50 exposições desde 2001, este francês que nasceu na Alemanha começou a interessar-se por este tipo de pintura incentivado por Jacqueline Bricard.

As paredes da galeria estão povoadas por quatro universos – memórias, música, circo e imaginação. Vasco da Gama e as suas caravelas, um concerto no Pólo Norte, um circo cor-de-rosa e uma árvore que dá mulheres. Quatro exemplos.

Uma fanfarra nocturna tem a ver com o Pierrot ou com os frades provadores de vinho: as coisas são sempre diferentes do que parecem com as pessoas à noite a tocarem música em vez de dormirem ou os frades a provarem vinho em vez de rezarem.

Se o tocador de flauta encanta os elefantes, os pássaros que voam sobre um pic nic são intrusos numa realidade cinzenta e sempre igual.

Os burros que se organizam em viagem num dos quadros são, afinal, no mundo do campo, animais pacíficos e com algum poder de sabedoria – embora relativa.

Diferentes e intrusas são também as cores fortes – o azul, o castanho, o cor-de-rosa. Num certo sentido invadem uma ordem estabelecida com cada cor no seu lugar.

Num certo sentido criam uma nova gramática no modo como olham o mundo à sua volta. O azul da música e dos músicos instala o insólito nos clientes do Clube e nos espectadores do quadro na parede da galeria.

5 thoughts on “Vinte Linhas 613”

  1. oh meu! és comissionista da allarts? parece que andas apaixonado por essa galdéria d’arte, há mais e melhor em lisboa. o amor ao dinheiro é cego.

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