Vinte Linhas 598

«Cama, mesa e roupa lavada» em conversa de autocarro

«Sabe a filha da minha prima, aquela que é muito nova e tem muitos filhos? Está outra vez de bebé, veja lá. Aquilo é uma equipa de futebol de salão, com suplentes, treinador e massagista. Mas ela, a minha prima, coitada, está muito aborrecida com os compadres que vão a França a um casamento. Ele é um parvo e ela não lhe fica atrás. Pois eles marcaram a data da partida para o dia de anos de uma das miúdas mas não é por causa do casamento, que é só daí a uma semana, é porque são mesmo parvalhões. Quando foi do casamento da filha da minha prima ele, o velho, só se preocupava em assentar bem a casaca asa de grilo ao filho e nada de dizer ao menos uma boa tarde a quem chegava à igreja. Mas, como a gente era do outro acompanhamento, ele não dizia nada. E olhava por cima do ombro para a gente. Ele parece que foi professor numa Universidade mas isso não quer dizer nada. Ser professor não dá a ninguém nada de especial e este casal é bruto como as casas. Ela então é uma parva que nem sabe falar, vive à base de calmantes. Sei de um caso de um professor na terra do meu marido que vivia com um casal numa aldeia e, a troco de cama, mesa e roupa lavada, foi ele o pai de alguns dos miúdos. Mas aquilo naquela casa ele não lhe faltava com nada – bom pão, boa carne, bom peixe, bom leite, boa marmelada, bom bacalhau, boas bolachas. Tudo do melhor que no fim o homem estava a tratar bem o que era seu. O marido dessa trungalhona sempre foi um pau mandado e, como o outro que entrava todos os meses com as massas, fingia não perceber o que se passava. Enfim uma pouca-vergonha, mesmo ali ao lado da velha capelinha da aldeia. Bem, adeus Dona Leonor, vou sair nesta paragem».

10 thoughts on “Vinte Linhas 598”

  1. mais um prosopoema do sindicalista capaz de ruborizar qualquer alcúfurada. dá-lhe falêncio que a luta continua

  2. Uma infelicidade este texto: sem graça, confuso, chatérrimo, péssimo. Tás cada vez pior, pá! Eu, que não escrevo, tinha vergonha de assinar um texto como este!

  3. És um analfabeto e nós não temos culpa. Menos que zero, abaixo de cão. Não estás pior porque estiveste sempre mal.

  4. Finalmente, dás-me razão, pá! «Não estás pior porque estiveste sempre mal»! Ora aí está: lê o meu comentário outra vez, palerma. «Tás cada vez pior», escrevi eu, ó esgróvia!

  5. JOca e amónio e andré vira o disco e toca o mesmo. Ò Joca, grande palerma, tu não fazes comentário aquilo é vomitado. Quem te conhecer que te compre, paspalhão.

  6. Mais um raminho de salsa pedido à vizinha. Mas desta vez a salsa já estava tão murcha que deu este resultado. Não há dúvida de que o humor (também) não é o seu forte, meu caro jcFrancisco…

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