Vinte Linhas 407

Pátio do Tijolo – desapareceu a placa e no Gabinete ninguém faz nada

As pessoas que moram no Pátio do Tijolo entre os números 39 e 59 (onze habitações com vários andares) estão a ser prejudicadas pois o seu correio está a ser entregue na Calçado do Tijolo. Não se trata dum capricho do empregado dos CTT mas sim da consequência natural do facto de o empreiteiro da obra ter retirado a placa toponímica respectiva e de a mesma nunca ter sido recolocada. Ninguém inspeccionou, ninguém se apercebeu, ninguém se preocupou com o assunto. Tanto quanto sei as obras são fiscalizadas. Em teoria é assim, na prática não. Quando eu era membro da Assembleia de Freguesia da Encarnação queixei-me informalmente de ter perdido o meu bocado de Tejo que desde 1976 (ano em que vim para aqui morar) tinha a partir da janela da cozinha. Tudo porque umas obras (que presumo ilegais) alteraram a volumetria de um prédio na Rua da Atalaia e eu deixei de ver o Tejo. Disseram-me logo que não valia a pena questionar o Gabinete do Bairro Alto pois não iriam fazer nada. Agora com este caso da placa toponímica desaparecida no Pátio do Tijolo fui lá ao dito Gabinete três vezes, não consegui falar com ninguém responsável e hoje disseram-me na recepção que o melhor era apresentar o assunto no Campo Grande, no edifício da Câmara Municipal.

Era o que faltava. Usam o pomposo nome de «Unidade de Projecto Bairro Alto e Bica» e afirmam-se integrados na «Direcção Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana» mas uma simples placa toponímica que desaparece durante umas obras e está a prejudicar a vida de dezenas de pessoas não aparece nem é substituída. Se isto é tratado assim com o peixe miúdo imagine-se o que não será com os tubarões.

5 thoughts on “Vinte Linhas 407”

  1. E é mesmo uma tragédia, Pedro. Se tivesses o teu correio desviado por esta razão também pensavas o mesmo. Cheques, facturas, recibos, cartas das Finanças e do sTribunais, todo o tipo de correio passa do Pátio para a Calçada. É uma tragédia, disso não tenho dúvidas.

  2. Ó JCFrancisco, tragédia, tragédia mesmo, é receber na morada certa facturas para pagar. Isso é o que apropriadamente se chama grande tragédia. O resto, haja calma, resolve-se. Mas então, afinal, não percebi onde é que raio exactamente depositam o correio. Chegam à tal calçada do tijolo e atiram para o chão? Entregam à primeira pessoa que vêm? Deixam na mercearia? Há-de haver uma metodologia para a coisa, aliado a um mecanismo de recuperação, ou não? E vocês não conhecem o carteiro? Não lhe podem fazer uma espera e explicar-lhe a coisa? Ou os gajos agora são robots que funcionam com um sensor dirigido às placas toponimicas? Cai o raio da placa e o sistema destrambelha todo? Vai-se a ver, forma-ser um buraco negro na calçada do tijolo… Vocês ai em Lisboa, desculpai-me compadres, mas são todos um bocado taralhocos.

  3. Bem você percebe-se que é uma pessoa inteligente mas faltou perceber uma coisa – eu não moro no Pátio do Tijolo. Sou apenas vizinho mas interesso-me pelo assunto. SE fosse comigo directamente já tinha aparecido há mais tempo. E tanto o discurso com o método seriam diferentes…

  4. jcfrancisco, se é vizinho, diga-lhes para afixarem de noite uma plaquinha com os dizeres “beco do tijolo”. nenhum fiscal terá coragem de arrancar a coisa. Ou pague uma cerveja ao carteiro e explique-lhe devagarinho a coisa. É para esssas coisas que servem os amigos. E já deve haver uma montanha de correspondência, à espera de ser levantada, algures, sabe-se lá onde, na Gran Via da Calçada do Tijolo, não? … ;). Eu, quando for a Lisboa, juro que a primeira coisa que faço é visitar essa tal comunidade do tijolo.

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