Varanda das meninas

No beijo que me deste nessa despedida
Ficou o teu tempo todo concentrado
Parte da tua alma, toda a tua vida
Em luz sem presente fez-se só passado

Havia a varanda das belas meninas
Vendo os mascarados, mimos no passeio
Depois de atirarem muitas serpentinas
Que à casa ligavam árvores do meio

O meio que agora já só tem asfalto
E os fumos dos carros, feio e doentio
Onde uma sirene me traz sobressalto
E onde chega a névoa que sobe do rio

Foi encontro breve, como de rotina
Chamavam tarefas do teu dia-a-dia
No beijo voltaste como a ser menina
E a Morais Soares foi a da Alegria

3 thoughts on “Varanda das meninas”

  1. Misturar a leitura de um poema com um jogo de futebol na televisão não é só deprimente; é o resultado de uma patologia muito grave. Na vida militar dava imediata baixa ao Hospital Militar.

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