33 thoughts on “Hoje, 27 de Maio: prós e contras sobre a co-adoção”

  1. para estares a fazer publicidade, deves ir lá botar faladura. põe-te a pau que a fátinha anda a armadilhar aquilo com putos de 15 anos e depois nem o marido da raquel te vale.

  2. Cara Isabel:
    Vi o programa e felicito-a pela clareza das suas posições.
    Assisti a uma tensão enorme entre os “pró” e os “contra”.
    Essa tensão, do meu ponto de vista, acenta no facto de
    “os superiores interesses da criança” serem reinvidicados
    por ambos os lados, mas no caso do “contra” prevalece a
    ideia/preconceito escondidos de que há uma sexualidade
    boa e uma sexualidade má. Uma legítima e natural, outra bizarra
    e contra-natura. Uma que procria, outra que se “apropria”.
    É pena que a expressão “orientação sexual” não tenha sido
    desmontada. Nem homossexuais nem heterossexuais orientam
    coisa nenhuma. Não se escolhe, não é opção, é condição.
    E os “contra” não gostam de quem tem diferente condição.
    Sobretudo não gostam que os direitos sejam idênticos.
    Veja lá se aqueles senhores se insurgem contra mães e
    pais incompetentes, que também os há com fartura.

  3. Roteia,

    Se me permite comentar o seu comentário, não se trata de «haver uma sexualidade [moralmente] boa e outra [moralmente] má», como não se trata de haver uma visão moralmente boa e outra má no que diz respeito aos daltónicos (e esses então é que não «orientam» mesmo coisa nenhuma, no sentido de se escolher ou não a «orientação»).

    O problema reside no facto muito simples de a homossexualidade, a pedofilia, a gerontofilia, o incesto, o bestialismo e os inúmeros fetichismos através dos quais a sexualidade humana se pode exprimir, serem formas disfuncionais, que não devendo ser consideradas imorais ou perversas à partida, podem no entanto ser confundidas com a normalidade definida por eões de reprodução sexuada e organização social à sua volta e do conceito nuclear de família.

    Daí o erro básico que os nossos espíritos tão, mas oh tão, progressistas cometem com aquela ligeireza característica dos simples de espírito. E uma vez mal colocada a primeira pedra do edíficio legal, todo o resto vai sair torcido, como a seu tempo se verá.

    Aliás, já se vai vendo, como ainda ontem se viu através da absoluta dissociação legalista dos conceitos de paternidade e «utilização de esperma» (e, presumivelmente, de maternidade e «utilização de óvulo»?).

    Quem achar que o Brave New World que aí vem deve ser bem vindo terá razões para estar satisfeito, mas os outros farão bem em reflectir antes de apoiar a próxima revisão do conceito institucional de família (incesto? aceitam-se palpites…).

  4. «524» era o número da proveta?

    É interessante notar que a criancinha tão felizmente contemplada com duas mães e nenhum pai à vista é, como habitualmente, do sexo oposto ao das mães.

    Não sei por que razão mas nestas fotos de casais homossexuais sorridentes a brincar aos papás e às mamãs com crianças nos braços, as ditas crianças parecem ser sempre do sexo oposto. É raríssimo ver-se dois matulões efeminados a embalar robustos bebés machos, ou duas mulheres machonas a cobrir meninas pequeninas de festinhas e beijinhos [nota precaucionária; não, não estou a usar as palavras em sentido pejorativo].

    Não haverá aqui nenhum preconceito a funcionar? Simples curiosidade.

  5. E mais, José Maria de Jesus, pese embora a detestável opinião do inquisidor Ratzinger que os queria desterrar do familiar presépio, a verdade é que a vaquinha e o burrinho, para já nem falar nas ovelhinhas, galinhas não-poedeiras e frescas melancias lá da minha terra, também são criaturas de deus. O conceito de família devia ser alargado a todo o universo! Quem pensar o contrário e não o justificar, não passa de um bota de elástico.

  6. O seu comentário, Meirelles, com todas as letras, é grotesco.
    Você acha que fazer sexo com uma égua é uma “disfunção” da
    mesma ordem do fazer sexo com uma menina de 3 anos, ou
    com uma idosa de 90 anos, podendo estas ser a filha ou a bisavó?
    Pelos vistos, no seu conceito nuclear de família não se produzem
    tais aberrações. Então, onde se produzem elas?

    ,

  7. Roteia perguntou: «Você acha que fazer sexo com uma égua é uma “disfunção” da mesma ordem do fazer sexo com uma menina de 3 anos, ou com uma idosa de 90 anos, podendo estas ser a filha ou a bisavó?»

    Claro que não. No primeiro caso poderíamos estar perante uma disfunçao de recurso, menos vulgar do que as bem conhecidas práticas ovinossexuais de pastores em regiões pouco acessíveis, ou mesmo de velhas tias citadinas de boas famílias com pequenos poodles lambissoqueiros ao seu alcance, mas não mais grave do que isso. Nos outros dois estaríamos perante óbvios desvios criminais.

    Mas note que eu não estava a falar de formas disfuncionais de sexualidade strictu sensu, nem a tentar limitar a sexualidade à função reprodutiva.

    Estou, isso sim, a falar de formas disfuncionais de sexualidade que não devem ser confundidas com o padrão de normalidade definido por «eões de reprodução sexuada e organização social à sua volta e do conceito nuclear de família».

    E é claro que, desse ponto de vista — e é disso que se trata — a homossexualidade é tão disfuncional como a paixão sexual por, digamos, sapatos encarnados. Casar com um sapato não faz muito sentido, mesmo que a excitação sexual seja avassaladora. Porquê? Porque os sapatos não emprenham nem fazem emprenhar, mesmo que possam proporcionar delírios prazenteiros. Repare que, por muito surpreendente que possa parecer, a reprodução está ligada à sexualidade. Aquelas estórias de cegonhas e couves são enormes barretes.

    Dito isto, não tenho objecções a estatutos particulares para uniões sexuais do tipo homossexual, bestial (que nao envolva sofrimento para o animal), fetichista etc., cada uma com suas características especias, salvaguardas legais a condizer etc., desde que o seu número o justifique. E, desde logo, que não impliquem violência ou violação, como seriam os casos que cita de abuso de crianças de colo ou de idosos caquéticos.

    Repare na confusão que nasce de coisas tao desastradas como a ideia da fecundação artificial sem a noção acompanhante de que a criança resultante deve ter o direito de conhecer a identidade do «dador de esperma» (que a mãe pode nem sequer conhecer de parte nenhuma). «Dar» esperma não deve ser como dar sangue ou dar um rim, porque envolve terceiros e os seus direitos.

  8. Para me explicar ainda melhor, repare que até mesmo no apogeu da antiga Grécia, mãe civilizacional de todos nós, durante o qual a homossexualidade tinha direitos de cidade, quase sempre sob a forma pederástica que unia o pedagogo ao educando não só desde a adolescência do segundo até a uma eventual presença de ambos, lado a lado, nas falanges de combate da sua cidade, jamais a instituição do casamento se estendeu a «casais do mesmo sexo».

    Sócrates, o homem casado que, segundo Aristófanes, já não podia aturar a mulher, estava à vontade para manifestar a sua inclinação por Alcibíades sem escândalo público, mas duvido que alguma vez lhe passasse pela cabeça pedi-lo em casamento…

    Talvez quem ainda não percebeu a que propósito nos aparece o «casamento para todos», deva reflectir um pouco sobre a evolução dos costumes durante o declínio das civilizações, para já nem falar nas iluminações do Saúlo a caminho de Damasco quando se espalhou e deu com a cabeça numa pedra. Gibbon e Toynbee são um bom começo. A religião universal já cá está e chama-se «Holocaustomania», o resto vem a caminho.

  9. Vamos ao centro da questão. A homossexualidade e a heterossexualidade
    são formas de sexualidade em que homens e mulheres se cumprem no plano
    sexual e emocional. É um direito individual mas também um dever. Pretender
    que existe de um lado doença, ou tara, e do outro normalidade, é um redondo
    preconceito.
    Homossexuais, tal como heterossexuais, não escolhem a natureza do seu
    desejo. Vivem de acordo com a sua natureza, digamos assim, “psicossexual”.
    Neste campo, falar de “disfunção”, não sei o que seja, nem no plano individual,
    nem no plano social. A diversidade é um bem, não é uma ameaça. Existe
    desde sempre na natureza e assim continuará.
    Negar direitos de família a qualquer ser humano, seja qual for a sua condição
    sexual, é simplesmente aberrante.

  10. acabem com o casamento que o problema resolve-se por si. as peixeiradas a que assistimos são luta pelo controlo da instituição que regula a família.

  11. confesso, que não estou preparado para aceitar crianças filhas de pais do mesmo sexo.Digo isto, porque para gostar de mulheres não tive que fazer nenhuma opçao.Na minha adolenscencia só conheci um homossexual já adulto.hoje talvez por defeito da “alimentaçao” muito caloricas! há aos milhares, e não é por defeito de fabrico como afirmava uma senhora do povo na rtp? Casem e multipliquem-se pois quero a acreditar que dentro de pouco tempo vamos ver homens de barriguinha de gravidez!

  12. Só não atinjo uma coisa: quem acha que a co-adopção não é natural, acha que a adopção pura e simples é o quê?

    Se somos pelo incesto, a poligamia e o encavar das mulas tudo a propósito da co-adopção, por que não havemos antes do mais ser CONTRA A ADOPÇÃO, por ser anti-natural?

    Bora lá fazer essa petição, JÁ, ó macacóides do anti-darwinismo!

  13. Rioteia (em negrito): Vamos ao centro da questão. A homossexualidade e a heterossexualidade são formas de sexualidade em que homens e mulheres se cumprem no plano sexual e emocional.

    Isso não é o centro da questão. Isso é retórica. É como dizer que a sexualidade entre espécies diferentes é uma forma de sexualidade em que humanos e bichos domésticos «se cumprem» no plano sexual e emocional. Será? Não será? Não sou bestial (e sou suficientemente tolerante da sexualidade alheia para me forçar a não ser bestiófobo, i.e. para admitir nos outros aquilo que pessoalmente me repugnaria), logo não sei, nem tenho a pretensão de saber, sobretudo se o sentido da palavra «cumprir» não for previamente definido. Quer dizer «obter satisfação»? Há quem obtenha e quem não obtenha. Quer dizer «poder ter filhotes»? A menos de experiências laboratoriais à dr. Moreau (que hão-de chegar) não deve querer dizer isso. Que quer então dizer «cumprir-se» se a palavra não tiver nada a ver com satisfação sexual nem com a possibilidade de descendência?

    É um direito individual mas também um dever.

    Como é que o «cumprimento» é um dever? Vamos prender todos os solteirões e todas as velhas tias que não se casarem hetero ou homossexualmente? E onde é que colocamos, por exemplo, os que sentem a sua sexualidade orientada para o sexo de grupo? Ou para jovens adolescentes? Ou animais? Ou objectos?

    Pretender que existe de um lado doença, ou tara, e do outro normalidade, é um redondo preconceito.

    E quem é que está a falar em doença ou tara? Em matéria de sexo, tara é moda, como bem demonstra a história do que ainda recentemente se chamava «inversão sexual». A anormalidade não implica doença, implica apenas, como o daltonismo, uma dada disfunção (de base e não do foro médico), neste caso reprodutiva e de natureza fundamentalmente psicossexual. E note que não estamos a falar exactamente de sexo, e sim da instituição do casamento.

    Homossexuais, tal como heterossexuais, não escolhem a natureza do seu desejo.

    Sim, até se costuma dizer que gostos não se discutem. A orientação sexual hetero ou homo pode variar durante a vida, mas geralmente não depende de actos expressos da vontade. É como gostar ou deixar de gostar de carne ou peixe. E o mesmo se pode dizer do bestialismo, dos mais variados fetichismos adquiríveis desde tenra idade etc.. Os psicos inventaram o termo «parafilia» para castigar os réprobos sexuais de cada momento, de acordo com as exigências das novas pseudo-normalidades pagantes, mas salta à vista de qualquer observador objectivo que em matéria de sexo não há definições definitivas. A simples despromoção recente da pedofilia a parafilia viciosa — ou seja, a conclusão dos psicos de serviço ao big brother televisivo global de que a natureza se engana quando coloca jovens adolescentes em condições físícas reprodutivas muito antes da idade legal do consentimento — deveria demonstrá-lo amplamente.

    Vivem de acordo com a sua natureza, digamos assim, “psicossexual”.

    Sim. Os homossexuais como quase toda a gente. Mas que tem isso a ver com o casamento? Vamos legalizar o casamento comunal à hippie ou o casamento da velha tia com o seu poodle só porque a «natureza psicossexual» o exige?

    Neste campo, falar de “disfunção”, não sei o que seja, nem no plano individual, nem no plano social.

    A não ser que se trate dos «outros», dos viciosos, não é verdade…

    A diversidade é um bem, não é uma ameaça.

    A não ser que… (lá vem o vício e a cadeia para os viciosos)

    Existe desde sempre na natureza e assim continuará.

    As suas pernas frente a canídeos em cio não lhe recomendam mais precaução em matéria de generalizações naturalistas?

    Negar direitos de família a qualquer ser humano, seja qual for a sua condição sexual, é simplesmente aberrante.

    Ora aí está uma boa sugestão para os próximos noivos de Sto. António. Juntam-se homos e heteros e o melhor talvez seja casar tudo ao molho, à hippie, com mais uns canídeos em cio desde que não se agarrem às pernas da assistência solteira.

  14. Macacos obnóxios disse (em negrito): Só não atinjo uma coisa: quem acha que a co-adopção não é natural, acha que a adopção pura e simples é o quê?

    A adopção é — devia ser — a substituição de um pai e uma mãe biológicos por dois cuidadores que não procurem redefinir a noção normal de família, i.e. por um casal (sexos diferentes, reflectindo o papel do pai e mãe biológicos ausentes), sendo igualmente admíssivel, consoante as circunstâncias específicas, a adopção por um único cuidador desde que isso não cancele (como no caso de um pai ou uma mãe viúvos) a imagem do progenitor do outro sexo ausente.

    Se somos pelo incesto, a poligamia e o encavar das mulas tudo a propósito da co-adopção, por que não havemos antes do mais ser CONTRA A ADOPÇÃO, por ser anti-natural?

    Em primeiro lugar, não devemos ser «por» ou «contra» a sexualidade alheia. Em segundo lugar, não há nada mais natural do que o conceito de adopção (ou co-adopção) dentro da normalidade anterior da unidade familiar heterossexual.

    Bora lá fazer essa petição, JÁ, ó macacóides do anti-darwinismo!

    Parece-me que anti-darwinista é a separação a todo o custo dos conceitos de família e reprodução.

  15. oh nhanhófilo! tás a ficar bom em demolições, mas omites o pilar da coisa, a lei agora aprovada defende o superior interesse da paneleiragem e tásse cagando para as crianças, quando passar a moda e souberem quanto custa começam a devolvê-las.

  16. Ignatzio disse: «acabem com o casamento que o problema resolve-se por si. as peixeiradas a que assistimos são luta pelo controlo da instituição que regula a família».

    Não concordo com a abolição da instituição fundamental do casamento (a não ser jocosamente), mas a parte do controle da instituição é bem vista. É igualmente muito interessante, por exemplo, notar o entusiasmo feminino, tanto homo como heterossexual, pela perseguição à pederastia e/ou pedofilia masculina, i.e. ao que subconscientemente pode ser percebido como uma relação ancestral de rivalidade.

    Tenho para mim que o desejo ardente de pseudo-igualdade a todo o custo patente no «casamento para todos» (leia-se «para o desvio homossexual da normalidade e nenhum outro») tem muito menos a ver com o apregoado «supremo interesse das crianças» do que com aquilo a que o assumido e auto-suficiente homossexual Justin Raimondo resumiu do seguinte modo: “The modern gay-rights movement is all about securing the symbols of societal acceptance. It is a defensive strategy, one that attempts to define homosexuals as an officially sanctioned victim group afflicted with an inherent disability, a disadvantage that must be compensated for legislatively.”

    Aí está talvez um óbvio politicamente incorrecto, mas nem por isso menos ululante: “to secure the symbols of societal acceptance”. Uma luta pelos símbolos, muito mais do que uma libertação genuína (à Raimondo) ou um desejo avassalador de salvar crianças orfãs.

  17. Ignatz disse: oh nhanhófilo! tás a ficar bom em demolições, mas omites o pilar da coisa, a lei agora aprovada defende o superior interesse da paneleiragem e tásse cagando para as crianças, quando passar a moda e souberem quanto custa começam a devolvê-las.

    Pois, isso poderá ser um aspecto nada divertido da questão, mas há outros ainda menos debatidos. E um deles é o que vai acontecer ao grupo homossexual masculino em geral — bastante mais vasto do que os espécimes extremamente bem comportados que se passeiam pelas televisões e tradicionalmente dado á promiscuidade mais do que qualquer outro grupo desviante da norma sexual — quando começar a sofrer as consequências legais menos agradáveis do estatuto da «união de facto» reconhecido pela lei ao lado da instituição do casamento. Nem me atrevo a começar a imaginar, mas imagino desde já o que vão ser as desculpas para uma ou outra dispensa baseada nos critérios psicossexuais das minorias oprimidas…

  18. vão passar a ser abandonadas, por causa de as entregarem aos carácteres instáveis dos homossexuais…

  19. “Gungunhanha 1/2 Relles” (em “pretito”) não “disse”, mas escreveu tanto, tanto disparate oriundo daquela cachimónia cheia de papas de sarrabulho, que só um tolinho se atreveria a dar-lhe troco. Coitadito…

  20. “Heheheheheh… Para ti chegam e sobram, badameco.”

    pois, acredito que sim, mas como argumento é curto. o que te vale é que o darwin mora lá para os galapagos e desloca-se de tartaruga.

  21. ‘tão? esse argumento do ignatz e companhia de que as crianças actualmente tão bem entregues (devolvidas) pela família nuclear naturalmente aceitável pai-mãe-heterossexuais serem expostas à experiência traumática de serem entregues (devolvidas) pelo casal pai-pai, mãe-mãe, que por serem instáveis, ao contrário do casal heterossexual, os vão entregar (devolver), coisa, a que não estiveram expostas pela família normalíssima heterossexual que se entrega à prática saudável (desde que heterossexual) de abandono de crianças…bla bla…confuso? é. Os preconceitos são-no sempre.
    Explicando como se fossem estúpidos – que são. A disfunção não está no casal homossexual que quer adoptar filhos, está nos heterossexuais que os puseram no lixo.
    E também nos que pensam que é melhor para a criança não ter família do que ter família anormal (anormal, porque não foi progenitora da dita criança). Receita: tratem da paranoia persecutória e viveremos todos mais felizes, incluindo as crianças. É disso que se trata, não é?

  22. O argumento de que entregar crianças a casais homossexuais para adopção é melhor do que não as entregar a família nenhuma é exactamente igual ao argumento de que entregá-las a pedófilos, fetichistas ou comunas promíscuas também é melhor do que não as entregar a família nenhuma. E o argumento de que todas as inclinações/organizações sexuais anómalas impedem necessariamente a responsabilidade e a integração social com a única excepção da homossexualidade, é em si mesmo falacioso e discriminatório.

    A génese do problema é o macaqueamento do casamento normal que resulta da sua extensão sem reservas aos «casais do mesmo sexo». Brincar com instituições fundamentais não dá bom resultado e é isso mesmo que vamos continuar a ver. E ainda agora a procissão vai no adro.

  23. O problema dos seus argumentos, Gungunhana, tem como ponto de partida o
    conceito obtuso e tendencioso de que “a homossexualidade, a pedofilia, a
    gerontofilia, o incesto, o bestialismo e os inúmeros fetichismos através dos
    quais a sexualidade humana se pode exprimir, serem formas disfuncionais (…)”.
    Ao colocar no mesmo cesto formas de sexualidade dispares, umas inócuas,
    outras criminosas, interessa-lhe provar que casamento e adopção homossexual,
    colocam em causa o “conceito de família” e, deduz-se, o equilíbrio da sociedade,
    chegando a referir a “holocaustomania”.

    Mas descanse, não vem nenhum mal ao mundo nem pelo casamento nem pela
    adopção. As famílias heterossexuais competentes continuarão a existir e as incompetentes também. A homofobia não desaparecerá por completo e poderá
    continuar a fazer vítimas, sobretudo nos locais onde o tal “conceito de família”
    como “religião universal” permanece impoluto e imutável.

    Os males do mundo e da civilização são outros: o economicismo desenfreado,
    a intolerância violenta, as novas formas de esclavagismo, a manipulação da
    informação, a ameaça psicopática sobre os sistemas democráticos, e tantos,
    tantos outros.
    Como disse o Almada, “Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a
    humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa, salvar a
    humanidade”.

    Em todo o caso, dado o seu interesse por disfunções de barba rija, estou
    certo que seria para si um excelente exercício a leitura dos relatórios publicados
    internacionalmente, a respeito de homossexualidade e adopção homoparental.
    Como verificará, mesmo mantendo o seu eruditismo preconceituoso, na origem
    desses relatórios, alguns deles elaborados a pedido de tribunais, estiveram
    estudos sérios e metodologia científica.

  24. oh roteia! a co-adopção serve para quê? pelo tua conversa serve para satisfazer uns caprichos folclóricos. a co-adopção de down e raças exóticas do bidão-ville com + de 10 anos vai ser um must na comunidade gayhola.

  25. Não falei sequer em co-adoção Ignatz. Satisfazer caprichos folclóricos?
    Explique lá bem isso.
    Quanto ao must, as raças são todas exóticas, umas das outras. Mas
    qual é a comunidade que sugere gostar de ficar prisioneira de síndromes,
    a não ser a comunidade que tem criadagem lá em casa para aliviar a carga.
    A propósito de Down, conto-lhe: uma amiga que teve gémeos com um
    síndrome raríssimo, aguentou quase 20 anos a tragédia. O pai deu a sola,
    logo nos primeiros meses. Ela foi mãe até ao fim. No dia em que lhe morreu
    o último gémeo, suicidou-se.

  26. Roteia disse (negrito): O problema dos seus argumentos, Gungunhana, tem como ponto de partida o conceito obtuso e tendencioso de que “a homossexualidade, a pedofilia, a gerontofilia, o incesto, o bestialismo e os inúmeros fetichismos através dos quais a sexualidade humana se pode exprimir, serem formas disfuncionais (…)”. Ao colocar no mesmo cesto formas de sexualidade dispares, umas inócuas, outras criminosas,

    Quais são as criminosas, segundo o seu conceito agudo e sem tendências?

    — Pedofilia? É verdade que é perseguida e com grande entusiasmo, mas em si mesma não é crime, nem opção: é uma orientação sexual, de resto com pergaminhos dos mais ilustres, em quase todas as épocas e latitudes. Para lhe citar apenas o primeiro exemplo que me vem à cabeça, Edgar Allan Poe casou aos 26 anos com uma sua muito amada prima de 13 anos que inspirou alguns dos seus maiores poemas e infelizmente veio a morrer ainda jovem. É verdade que não foi um casamento homossexual, mas quem é o/a Roteia (Doroteia?) para o classificar de «criminoso»?

    — Gerontofilia? Não só é legal como até bastante praticada, cá e em toda a parte, sobretudo nesta vertente. Porque é que quer criminalizar? Era capaz de mandar prender o saudoso campeão de xadrez Alexandre Alekhine?

    — Incesto? É legal em Portugal (como aliás em Espanha, e noutros países) e existe, logo vamos legalizar o casamento incestuoso para as situações tantas vezes escondidas e que causam grande sofrimento, certo?

    — Bestialismo? É legal e existe, logo vamos legalizar o casamento entre espécies, certo?

    — Fetichismos vários? São geralmente legais em Portugal, logo vamos pelo menos abrir o casamento aos legais, certo? Acho que bandeiras nacionais e símbolos de soberania estão interditos, mas objectos futebolísticos alvos de masturbações das mais devotas são legião.

    Portanto casamento para todos menos para os viciosos dos pedófilos, como manda a ciência, a história e a própria lógica reprodutiva nesta aurora gloriosa da era do bebé over-the-counter.

    interessa-lhe provar que casamento e adopção homossexual, colocam em causa o “conceito de família” e, deduz-se, o equilíbrio da sociedade, chegando a referir a “holocaustomania”.

    A Holocaustomania como religião global no nosso contexto de decadência preenche um papel muito parecido com o do Cristianismo no seu período inicial de ascensão. Leia o Edward Gibbon. E depois ria-se um bocado com a Meca global do século XXI.

    Mas descanse, não vem nenhum mal ao mundo nem pelo casamento nem pela adopção. As famílias heterossexuais competentes continuarão a existir e as incompetentes também. A homofobia não desaparecerá por completo e poderá continuar a fazer vítimas, sobretudo nos locais onde o tal “conceito de família” como “religião universal” permanece impoluto e imutável.

    Quanto às famílias homossexuais e à homofilia, é claro, não prejudicarão ninguém, e muito menos as crianças que vão ser educadas no seu seio, porque não há coisa mais formativa de uma sexualidade equilibrada do que ter dois papás ou duas mamãs a dormir numa caminha de casal e a despedirem-se todos os dias com beijinhos na boca e palmadinhas no traseiro…

  27. Ó senhorzinho Nhanha,

    vossemecê pensa que alguém tem PACHORRA para ler a merda que escreve?

    Se não tem mais nada que fazer, vá fazer filhos a gajas caucasianas, a ver se um dia ganha a taça com a lei da força.

    Mas tente lá isso num sítio bem longe da nossa inteligência. E se for CAPAZ, claro (o seu problemazito pessoal acho que sei eu qual é; eu e o Reich…)!

  28. «vossemecê pensa que alguém tem PACHORRA para ler a merda que escreve?»

    — Romeiro, quem és tu?

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