49 thoughts on “Re-Dixit”

  1. Acredito, Sinhã, que cozinhaste e saboreaste. Quanto ao CC, mais me parece estar a falar frente ao espelho. Não lhe sabe a nada. Mas se apreciar a coisa, já está como há-de ir.

  2. «Tudo» não, Sinhã. Quase tudo. Um filho não é um espelho meu. Ou sentes que não passas de reflexo do teu papá?

  3. estás a apanhar um atalho, mário:-) o meu papi na parede é parte – e, por isso, espelho – de mim. mas também podem ser sinos e folhas e letras e lãs. :-)

    sinusite, magia.:-D

    ai claudinha, as lições de pintura deixam-te mansa. (deves continuar).:-D

    blondinha? o melhor do pior é melhor ou é melhor o melhor do melhor? :-D

    existe uma supercola nos chineses, maria, que além de barata não é tóxica. :-D

  4. podias fazê-los fugir para o lilás.:-) tens purpurinas, claudinha? enches a mão, deitas a tela e enches os espaços da cor quando ainda está a secar. (vais ver que brilho lindo ganhas). ;-)

  5. Não tenho, mas faço. Azul com magenta, pondo mais azul do que magenta dá os liláses. E acrescentas uma pinta de branco para clarear. Vou pensar nisso. A prof. quer algo parecido e eu tenho vontade de destruir tudo para fazer tudo à minha maneira. Portanto, acho que vou fazer isso: faço certinho como ela quer e quando ela disse “Está bem.”, eu destruo tudo e refaço a meu jeito. Vais ver.

  6. E descobri algo… O abstracto é mais complicado que uma imagem representativa do mundo tal qual ele é. Essa descoberta espantou-me. Julgava que era o contrário.

  7. :-) a purpurina compras em frasco grande (e a branca faz mais brilho seja qual for a cor da base.:-)

    (refaz na aula e dizes que és bipolar).:-D

  8. Oh, e eu a pensar que tinhamos inventado o síndroma da gripe atchin, magia. :-D

    Plan, Do, Check, Act (PDCA= melhoria contínua). que queres saber mais, blondinha-blondona?:-)

  9. Sinhã,
    no limite, cada um de nós nunca é parte de ninguém: somos inteiros. De outro jeito nunca seríamos EU e TU.

  10. bom dia:-)

    faz isso, claudinha. podias pintar um cone, hoje, como abstracção de um sexo erecto por enforcamento. :-D

    e na outra ponta do limite, mário, por eu ser tão inteira dou-me ao luxo de partilhar a maravilha que sou com as paredes – quem vê os meus penduranços: vê-me. :-)

  11. Não, Sinhã. Acho que me daria mais jeito desenhar-te a ti, enforcada, esturricada e com a língua de fora. É isso. Sinhã e Confúcio, numa pintura rupestre, sexo e morte à mistura. Que achas?

  12. Sinhã,
    tu! inteirinha! na parede? Pagava pra ver. Tenho um sonho mau: ver, através da transparencia da pele, carne e ossos, a alma de quem se cruza comigo. Receio morrer de susto. Outros morrerão ao ver-me? Ali, escarrapachadinhos na minha frente, a vaidade, a presunção, o ódio, a inveja, o medo, a ganância…eu sei lá! Será que eu podia ver o teu quadro pendurado na parede e ficar vivo?
    Nunca o saberei, porque lá não aonseguirás pendurar mais que o sexo dos anjos…

  13. Claudia,
    tinhas acabado de sair de uma aula de anatomia, não é?
    Sinhã,
    mesmo assim prefiro que não me apareças pela frente. Fantasmas, bastam-me os meus.

  14. Não. Entre a autópsia a que assisti e este sonho, há um lapso de tempo considerável. Não penso que isso tenha influenciado. No sonho, vi através do corpo de um colega meu e vi-lhe essas coisas todas. Contei-lhe e, é claro, riu-se. :-)

  15. Estranho, Claudia. António Damásio é de opinião que ninguém consegue ver a alma de alguém. Mesmo olhando bem fundo no cérebro, onde supostamente se refugiara, escorrraçada do coração. Há quem tenha a esperança de caçar o fantasma, depois que o “suporte” dá o berro. Verdade, verdadinha, como diz o Valupi da Manela, até hoje nem sinal da coisa. Só silêncio de morte.
    Não vale ver só sinais…Esses vêem-se a olho nu. Falo da Sinhã, inteirinha, pendurada na parede. Escarrapachadinha.
    E, afinal, de que se riu o teu amigo?

  16. Mário,
    1º – Eu não disse que, nesse sonho, vi a alma de alguém através do corpo.
    2º – António Damásio não me está a ensinar nada.
    3º – A alma pode não existir. Fomos nós que inventamos esse conceito. Quando muito, a alma de alguém pode manifestar-se parcialmente em algo em que ela tenha posto “toda a alma”. São os sinais de que falas.
    4º . O meu amigo riu-se do insólito que é um fígado em forma de trevo sustido por um osso esférico. Não me digas, Mário, que tens um fígado assim…

  17. Esqueci-me de responder à tua pergunta. Se os anjos não descem à terra de «motu proprio», não falta quem os faça descer com asas e tudo. Bons e maus. E desculpa lá ter-te deixado pendurada na parede. Não foi por mal. É que nunca vi ninguém sair de si mesmo mais que pensamentos e gestos, que acabam por não ser mais que amostras de nós. Ás vezes são lindas, às vezes não. A fonte permanece oculta e então na morte perde-se-lhe em definitivo o rasto. Que pena. A obra que deixamos, ou os filhos, não são mais que sinal e memória de nós. E se não é, parece.

  18. É isso. Enquanto pudermos pendurar. Depois, fica o espelho e o que nele deixarmos reflectido. Podia ser pior: nunca ter pendurado o espelho.
    Meiguinho? Podes crer. A vida me deu muito mais do que lhe posso retribuir. Há gente com sorte.

  19. Claudia,
    Só para referir o meu espanto pela tua sabedoria. Invejo-te, só de pensar que Damásio não te ensina nada. Aproveita este blog e partilha comigo um pouquinho do teu saber. Cultivo a mania de que qualquer pessoa me ensina sempre algo.

  20. Foi preciso um Damásio para se descobrir a importância das emoções na dita cuja razão? Já tive a possibilidade de observar um “génio” que não reagia a qualquer tipo de estímulo. Era frio q.b. De racional, tinha pouco. E o Damásio, que beneficia de “l’air du temps”, sai-se com umas teorias que encantam os seres das sociedades modernas, pois estes já pouco entendem de emoções ou sentimentos. António Damásio tirou o coelho do chapéu. Acontece que o coelho sempre existiu, só que toda a gente se esquecera dele.

  21. É como na física, Claudia. Os físicos não criam o espaço e as estrelas: vão-nos dizendo como eles chegaram ao que hoje são. Parece que descobrem algo. Mas não. Já tudo estava diante de nós. Na última versão. Corrigida e aumentada?
    É isto que nos relata o prémio nobel da física, Robert B. Lauglhin, em Universo Diferente. Mas devo estar a ensinar, mais uma vez, o pai-nosso ao vigário. Possivelmente também este senhor não te ensina nada. Eu. como sou um camelo sedento no deserto, deliciei-me com a leitura. (a tradução é pobrezinha)

  22. :-) Parece ser interessante. Em fase de cepticismo absoluto, de descrença e depressão, não costumo ler nada, a não ser um livro para aqui, outro para acolá, sem qualquer conexão. Mas a física também entende de caos. Ainda vá lá.

  23. Deixaste-me desarmado, Claudia. E sem jeito. Acabara de confessar à Sinhã que não retribuo à vida tanto quanto a vida me dá. Nem de longe.Vivo numa espécie de encantamento, procurando e aceitando a lógica das coisas e também a multidão de perguntas que seguem a cada nova resposta, nascida de lógica irrefutável: duas quantidades iguais a uma terceira são iguais entre si. E o que são estas quantidades?…
    E depois constato que essas “quantidades” estão ali diante de mim, prontinhas a ser vivenciadas e a desafiarem o homem com novas perguntas.
    Não é um “trabalho intelectual”. Sei bem o que isso é. Posso estar estupidamente errado e nem dar por isso, mas sinto que se não tivesse um coração a bater bem juntinho ao meu, sentir-me-ia desorientado num deserto de ideias, por mais brilhanhtes que elas fossem. Nem a arte, nem a filosofia, nem a religião, nem a ciência poderão preencher o espaço mágico que reservamos ao amor. E Camões disse-o de uma forma sublime. Aquele “espaço” por preencher fez dele o mais desgraçado dos homens. Escreveu e nós lemos.
    Foi o que me ocorreu dizer-te, assim, de forma atrapalhada, perante a tua inesperada confissão. Não sei quem és, nem tu sabes quem sou. Entrei neste espaço por causa de um querido amigo de longa data, o Fernando Venancio, intervindo aqui e ali, dizendo mais disparates que coisas dignas de ser ditas. É a nossa condição. Gosto dela assim. Já foi pior, quando éramos dinossauros…

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