Cartinha de agradecimento

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Li com agrado que o presidente da Síria poderá ter que falar a uma instância internacional para se apurar o envolvimento do seu governo na eliminação física de políticos libaneses que se opõem ao domínio do seu país pela Síria.
Acho que é um bom começo, espero com impaciência a chegada de igual convocatória para o presidente Bush: por ter mandado assassinar algumas dezenas de milhar de pessoas, numa invasão sem mandato da ONU, e sobre pretextos confirmadamente falsos.
Tenho a certeza que só a confusão de cartas na época natalícia terá impedido o Sr. George W. Bush de ter recebido a justa missiva. Não acredito que isso do direito internacional, seja uma coisa para vencedores: uma espécie de “lei dos mais fortes” em papel timbrado. Acho que só com um grande cinismo é que é possível concordar com a afirmação de Kissinger de que o direito internacional só acontece quando as grandes potências estão interessadas que suceda.
Sobre a luta contra o terrorismo, eu sou um “Acidental”, acho que dezenas de civis palestinianos alegadamente mortos por bombas do exército israelita são completamente diferentes de dezenas de civis assassinados por um bárbaro bombista terrorista e suicida. Até as vítimas, com ajuda do Pacheco Pereira, sabem reconhecer a diferença: uns foram limpos por armas legítimas, pagas contra factura e o IVA de lei e outros foram assassinados por armas do mercado negro, que provavelmente escaparam aos negociantes oficiais.
Ninguém de boa fé poderá dizer que é a mesma coisa gente torturada por uma democracia e por uma ditadura: há obviamente choques eléctricos legítimos e outros que são bárbaros. Estou aliás convencido que se a energia eléctrica for fornecida pela Iberdrola, saber-se-á que se tratam de choques santos, ou não fosse a firma representada em Portugal por um “cardeal”.

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