Os defesas da equipa adversária não costumam ir tomar um café ou fumar um cigarro para nos deixar passar, ó Martínez

E costumam querer ganhar os jogos mais do que nós, ó Martínez!

Ontem, depois do golo promissor do João Neves, o espectáculo tornou-se confrangedor (infelizmente habitual). Os jogadores entraram em modo de trocas de bola para trás e para o lado e a baliza deixou de interessar (aí, sim, o guarda redes teve mais do que tempo para ir ao bar e voltar), mesmo quando algum jogador corria para a frente para lhe passarem a bola. Não. Era melhor serenar. Qual é a pressa, não é?

Aguentei 20 minutos, fui à minha vida e, quando regressei, já no fim do jogo, o Congo tinha surpreendentemente apenas empatado e o Ronaldo continuava em campo a não fazer nada, enquanto o Trincão e o João Félix continuavam no banco. Como é isto possível?

 

Pergunto-me se o treinador da selecção portuguesa vê jogos como o da Inglaterra vs. Croácia, ou da Áustria vs. Jordânia, ou o de Marrocos, da Argentina, da Suécia, da Noruega e outros e aprende alguma coisinha. E se consegue ao menos entender o contraste. A determinação nuns e a falta dela noutros. Duvido. Um enrascado,  parece burro.

Por favor, algum jornalista lhe pergunte que ideia tem ele de um jogo bem disputado, empolgante e digno de ser visto e porquê a aversão ao risco?

De uma perspectiva economicista, os próprios jogadores desistiram de se valorizar. Meninos, fazem muito mal.

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