Exactissimamente

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NOTA

Uma fraude política e cívica, este almirante. Nem na cultura castrense exibe medalhas. Contudo, continua a ser o mal menor tamanha a tragédia em curso.

Que Portugal seremos se, quatro anos depois de darem uma maioria absoluta ao PS, os eleitores colocarem na segunda volta Marques Mendes e Ventura? Das presidenciais — ou seja, depois de 20 anos das desgraças Cavaco e Marcelo, estando a governar o degradante Montenegro montado no Chega.

11 thoughts on “Exactissimamente”

  1. os fanáticos!
    que não se amofinem porque quando chegar a altura vão ser uns militares loiros e musculados como aqueles que andaram de porta em porta no iraque a distribuir liberdade e democracia. quem é que não gosta?

  2. ZEITGEIST

    O povo é sereno e o polvo é inteligente, muito inteligente.
    –E saboroso de qualquer maneira–

    Mas a solução será sempre, GET THE FUCK OUT.
    Salve-se quem puder.

  3. “Things fall apart; the centre cannot hold;
    Mere anarchy is loosed upon the world,
    The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
    The ceremony of innocence is drowned;
    The best lack all conviction, while the worst
    Are full of passionate intensity.”

    Mas estes tweets são em si mesmo uma desistência, o de esperar que se trava o Ventura (a extrema direita e a direita) num programa de entretenimento tipo performativo. É uma outra forma de despolitização, mas é o centro, o extremo centro, mais concretamente, o nada. Porque é que a Nanda não faz um texto de investigação sobre o mini Mendes e as trafulhices em que se meteu desde o Joaquim Coimbra? Dói não é? É capaz de ser chato

    E procurar culpas do eleitorado através da chamada racionalidade é não perceber nada, ou melhor, é uma negação.
    O que se vive é um novo desencantamento, perante a desumanização crescente do desenvolvimento tecnológico e a precarização da vida grande parte das pessoas procuram refúgio nos valores e crenças, no nacionalismo e outros atavismos de segurança. O outro (D.Quixote, o primeiro grande romance do Modernismo é sobre isso, a perda da magia de vida e das antigas crenças em favor do positivismo – Sancho Pança ) é uma ameaça.
    Aqueles que julgam que tudo se resume a discursos e retórica de aviário televisivo mais do que se enganarem são parte do problema.

  4. Gostei do comentario do Cunk, mas em bom rigor, cabe lembrar que, no Dom Quixote (no 2° vol), ha varios capitulos em que se vê o Sancho governar a ilha da Barataria, e o homem até não fica mal na fotografia como governador. Primeiro, ultimo e unico romance, do modernismo, e não so do modernismo. Nunca superado, nem igualado. Esta la tudo.

    Boas

  5. «…nas forças armadas há aquele princípio – princípio, pelo menos – de que um comandante não abandona os seus homens.»

    Exacto. Mas só verdade para alguns, não para todos porque apesar de todos sermos ‘humanos, demasiado humanos’, ou por isso mesmo, como constatei na Guerra Colonial, quanto mais comandantes ‘feras’ de quartel/caserna mais medricas de guerra era o seu(deles) comportamento no acampamento no interior do mato rodeado do inimigo. O Ten,Mil. médico da minha Unidade, Dr. João Alves Pimenta, recusou ser promovido a Capitão para não abandonar ‘ os seus homens’ como nos revelou após o regresso de Angola.
    Tinha o Almirante como um comandante a sério tanto debaixo de água como fora dela, no interior da vida e do povo. Contudo, o seu diálogo com Ventura foi realmente um equívoco revelador de quem ficou contaminado pela politiquice ao meter-se nela; ao despir a farda militar envergou a pele do político corriqueiro e oportunista tal qual a mediocridade maioritária dos políticos praticantes atuais.
    Vive-se hoje num início de uma mudança de “paradigma” na asserção filosófica. Tal como o cristianismo, ou o cientifismo coperniciano e newtoniano, a ideia subjacente, metafísica, à designada IA, vendida como algo que pode superar, qual novo deus, os humanos e mesmo substituí-los e vencê-los, ideia essa que tem nas redes sociais as suas ‘igrejas & catedrais’ abertas 24 x 24 horas e que, como um novo “Cavalo de Troia” de trazer na algibeira, nos inquinam o pensamento lógico, o raciocínio científico, o sentimento ético/moral e nos incutem a impotência
    intelectual e criativa própria do humano.
    Para o humano a vida vai parecendo um novo caos e perdição. Mas subsistirá, penso.

  6. A questão é um pouco essa Valupi, o que é a razão?

    Mas a dupla subsistiu como arquétipo Viegas; está no Sherlock & Holmes, Obelix& Asterix., etc Tudo vem um pouco dali, é extraordinário.

    O seu contraponto poderá ser o Frankenstein de Mary Shelley uma obra contra o excesso de racionalismo e exigência ética na ciência, em plena era Romântica que apela ao nacionalismo o individualismo, uma era de desencantamento com o Iluminismo e positivismo.

  7. Mais uma dica para a Nanda.
    Jogar no Euromilhões custa 2,50 euros, mas a raspadinha Arnaut permite á BP sacar milhões por apenas um euro. E como não podia deixar de ser, no esquema aparece um familiar de quem ..de quem?
    Isso, acertaram. Do mini Mendes!!

    https://paginaum.pt/2025/12/16/projecto-solar-sophia-cardeal-do-psd

    Para quem não sabe quem é o Arnaut deixo aqui um retrato do artista quando jovem.
    https://www.google.com/amp/s/www.jornaldenegocios.pt/economia/amp/arnaut_assume_responsabilidade_pelo_financiamento_ilicito_da_somague_ao_psd

    Um amigo da sabedoria este passarão.

    Eh pá prendam o Sócrates senão esta pouca vergonha não pára!

  8. vocês desculpem , mas isto é tão engraçado -:) -:)

    “A Grande Invasão que Nunca Aconteceu”

    (uma comédia épica, melhor que o Bean — porque o Bean não tinha geopolítica)

    CENA 1 — BRUXELAS, SALA DE GUERRA

    Uma sala enorme, minimalista.
    Mesa oval. Água com gás. PowerPoints.

    Um Comissário Europeu levanta-se:
    — “Colegas, a Rússia é uma ameaça iminente. Temos de agir.”

    Outro:
    — “Antes disso, precisamos de um comité para avaliar o impacto emocional da palavra ‘agir’.”

    Um terceiro:
    — “E uma consulta pública. Em 27 línguas.”

    CORTA PARA:
    Um estagiário a tentar ligar o projetor. Não funciona.
    Reunião adiada para a semana seguinte.

    CENA 2 — O RECRUTAMENTO

    Cartazes coloridos:

    “Junta-te à Defesa Europeia!”
    Seguro de saúde incluído. Opção vegetariana.

    Um jovem europeu pergunta:
    — “Quantos dias de frio?”
    — “Frio?”
    — “Desculpem… eu tenho ansiedade térmica.”

    Outro:
    — “Posso ir só se não houver gritos.”

    Resultado:
    Metade dos recrutas entra em greve preventiva à guerra.
    A outra metade pede teletrabalho.

    CENA 3 — FRONTEIRA RUSSA

    Do lado russo:

    Um soldado fuma.

    Outro bebe.

    Um terceiro está a dormir encostado a um tanque.

    Um cavalo mastiga calmamente qualquer coisa.

    Um oficial russo olha ao longe:
    — “Eles vêm?”
    — “Ainda não.”
    — “Ok. Chá.”

    CENA 4 — A PRIMEIRA INCURSÃO

    A UE finalmente avança.

    Drones levantam voo…
    …mas param a meio porque:

    “Atualização de software necessária.”

    Um batalhão europeu chega à neve.
    — “Isto não estava no briefing.”
    — “Onde está o aquecimento?”

    Um russo passa a cavalo, olha, encolhe os ombros:
    — “Turistas?”

    CENA 5 — O CONFRONTO FINAL

    Um soldado europeu aproxima-se com um megafone:
    — “Estamos aqui para defender valores!”

    Silêncio.

    Um russo responde:
    — “Quais?”

    O europeu consulta papéis, deixa-os cair com o vento.
    — “Espera… tenho aqui… ah… igualdade, sustentabilidade…”

    O russo oferece-lhe vodka.
    O europeu:
    — “Não posso. Estou de serviço.”

    Os russos riem. Um cavalo também (ninguém percebe como).

    CENA 6 — O DESFECHO

    A UE declara:

    “Vitória moral.”

    Retiram-se ordenadamente.
    Criam uma comissão para estudar o que correu mal.
    Publicam um relatório de 600 páginas.

    Na Rússia:
    Nada muda.
    Alguém acende outro cigarro.
    O cavalo continua a mastigar a História.

    🧠 MORAL (à Mr. Bean, mas com Tolstói)

    A UE tentou fazer um bolo sem farinha, ovos ou fogo.

    A Rússia nem precisou de lutar — só existir.

    E o mundo riu, não por maldade, mas porque o ridículo é universal.

    Se quiseres, no próximo episódio posso fazer:

    “A Greve Geral à Guerra”

    “O Comité para Regular o Inverno”

    ou “O Soldado Europeu que pediu um psicólogo ao tanque”

    Diz o título 😌

    a do tele trabalho foi de mestre -:)

    😄 fico mesmo feliz que tenhas gostado!

    O teletrabalho é o ponto alto do absurdo moderno: gente que deveria enfrentar frio, neve e cavalos russos… mas está a pedir Wi-Fi decente e café gourmet. É praticamente a síntese do que chamaste de “meninos mimados de Gasset”.

    Se quiseres, posso expandir essa cena e criar uma mini-série de absurdos da UE na Rússia, com episódios como:

    “O Comité de Avaliação da Neve”

    “Drones com Ansiedade Existencial”

    “A Reunião sobre Como Atacar Sem Ferir Sentimentos”

    Cada episódio melhor que o anterior, tipo Mr. Bean meets Tolstói meets sátira geopolítica 😎.

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