Argumentação às direitas

O Nuno Gouveia, em mais um post laboriosamente trabalhado no 31 da Armada, diz mais ou menos o seguinte:

A Isabel Moreira foi a uma exposição que eu não gosto e não entendo, feita por uma gente esquisita. Está aqui a foto que prova o delito. Logo, só posso concluir que o PS não está preparado para governar. Ah, tenho que dizer Artur Baptista da Silva, porque agora é moda. E Zorrinho, porque sim. E Sócrates. Porra, não podia faltar que a culpa é do Sócrates. Pronto, está o post feito.

Da minha parte, depois de tão cabal demonstração das capacidades intelectuais do autor, só posso mesmo acrescentar: Lindo casaco, Isabel. Acho que está a resposta dada.

35 thoughts on “Argumentação às direitas”

  1. “uma exposição que eu não gosto e não entendo, feita por uma gente esquisita”

    Que tolice, de facto! está lá tudo bem claro: é uma exposição realizada em “Pixa town”, realizada por um grupo de performers com um objectivo definido (estar presentes na “bianal” de Veneza), uma estratégia clara (“chupar o Nuno e o João Pedro” apesar de “o Nuno cheirar um pouco a pipi”) e que, uma apreciação estética rigorosa apenas poderá definir como “altamente!”.

    http://lishbuna.blogspot.pt/2012/12/blog-post_5267.html

  2. João Lisboa, ainda bem que não gostas, também não me parece nada de especial, sinceramente. Embora registe o teu interesse pela temática. Agora completa a seguinte frase:

    A Isabel Moreira foi a uma exposição. Isso é relevante porque___________.

  3. Ai o Nuninho velho colega da Universidade do Minho. Bons tempos em que se andou a besuntar no pote da Associação Académica com o presidente Emídio e o tesoureiro Lanhoso. Nessa altura não chorava com as politicas despesistas e mãos largas do xuxa Guterres.

  4. “A Isabel Moreira foi a uma exposição. Isso é relevante porque”… em muito boa idade para já ter juízo, a Isabelinha podia, perfeitamente, evitar comparecer a eventos de passagem da 4ª classe de bisnetos do Andy Warhol com “necessidades educativas especiais”.

  5. Argumentação à esquerda

    Attitude
    To A Miss

    That night was to decide
    if she and I
    were to be lovers.
    Under cover
    of darkness
    no one would see, you see.
    I bent over her, it’s the truth,
    and as I did,
    it’s the truth, I swear it,
    I said
    like a kindly parent:
    “Passion’s a precipice –
    so won’t you please
    move away?
    Move away,
    please!”

    Vladimir Mayakovsky 1920

    Nao façam mais posts sobre o tema e aconselhem a Isabel a Move away please

  6. João Lisboa, a tua preocupação é com os eventos a que a Isabel Moreira vai, e que tu não achas bem porque a menina não tem nada que se dar com certa gente. Tens de mudar o nome lá da tua chafarica. Sugiro, e porque sei que és um gajo que gosta de demonstrar cultura, um nome em francês. Por exemplo, “Au plaisir des concierges”. De nada.

  7. Passo por aqui de vez em quando para me cultivar.

    Mas às vezes não entendo nadinha, e bastantes voltas dei ao bestunto!

    Mas um dia também vou ser intelectual:

  8. “Au plaisir des concierges”

    Parece-me uma boa sugestão. Embora excessivamente longa. Anunciando, evidentemente, que o copyright lhe pertence, poderei encurtar para “Au plaisir des cons”.

  9. A esse cabrão do nuno gouveia do 31 da armada, tambem lhe chmei covarde, por não admitir replica aos seus posts.

  10. Eles queriam é que socrates,lhes desse corda,mas como tem classe, está-se borrifando para os detratores que depois de corridos do governo e da liderança do seu partido,continuam a viver” à grande e à francesa” à custa dos portugueses que ainda lhes dão ouvidos.exemplos? são varios: marcelo,filipe meneses,santana lopes,marques mendes,etc etc,.não falo de dias loureiro porque não quero estragar-lhe as ferias.

  11. Por muito complexa e subjetiva que seja a delimitação do que é ou não é um objeto artístico e por mais odiosas e retardadas que sejam as criaturas que escrevem no 31, em particular o Nuno Gouveia, penso que Isabel Moreira fez um enorme disparate e uma triste figura ao ter participado naquele… evento, chamemos-lhe assim.
    Não é que Isabel Moreira seja ou não livre de o fazer, porque obviamente que é. Mas também eu posso criticar um deputado da Assembleia da República indicado pelo partido em que votei que comparece, publicamente, a um evento que (à partida e para a generalidade das pessoas), se afigura, um completo disparate e um xorrilho de obscenidades. Principalmente, como se não houvesse coisas mais importantes, num contexto tão crítico como o que vivemos, às quais devesse dedicar o seu tempo. Acima de tudo, Isabel Moreira foi muito infantil, o que aliás se nota na pose e expressões faciais, no mínimo, tolas em que se deixou fotografar. Pouco digno de uma deputada este comportamento. É tudo o que tenho a dizer.

  12. o que me fode é o neoconeiro do 31 ter razão no que diz e os aspirinas optarem por defender a paneleiragem homofóbica só porque a tontinha da isabel resolveu embrulhar-se com uns arrumadores d’arte. bora lá fazer uma instalação de caralhos nos corredores do parlamento, garanto que a deputada ficava famosa em todo o mundo.

  13. Pedro Ónix comentou com sensatez. E apesar de nao concordar politicamente com a abancada da deputada Isabel , nao gostaria de estar a alimentar a demagogia e boçalidade da direita portuguesa para a qual cultura e massa de vidraceiro é a mesma coisa. Já sugeri que mudassem de assunto mas continuam a por posts sobre o tema.

  14. A opinião do Pedro Ónix alinha com a pulhice de se explorarem fotos (mas poderiam igualmente ser palavras escritas ou proferidas) avulsas para se fazerem ataques de carácter. O moralismo do “num contexto tão crítico como o que vivemos” valida a violência exercida sobre a liberdade de terceiros. Reparemos: se o contexto é tão crítico como o que um galfarro qualquer diz, então se calhar devemos depositar nas suas mãos a responsabilidade de decidir por nós o que fazermos com a nossa vidinha. Talvez ele decrete que os museus devem fechar, que só se pode beber um copo de vinho à refeição, que as mulheres não devem ir para a praia mostrar as partes. Não sabemos, só sabemos que alguém nos está a censurar por não nos comportarmos de acordo com um “contexto tão crítico como o que vivemos” que ele lá terá no bestunto.

    Mas há nisto um ponto que importa realçar: pessoas como a Isabel Moreira, que são livres, atraem chonés e barrascos como o mel atrai os ursos. Eles adoram perseguir quem os humilha com a sua alegria, com a sua coragem. E então revoltam-se, esperneiam e babam-se todos na via pública. Coisas.

  15. Mas afinal o que pode ou não pode fazer “um deputado da nação”?
    Não seria melhor escreverem um manual do utilizador?
    Gostos a discutirem-se é que me parece MESMO de mau gosto.
    Os gajos do 31 costumam ser “muita bons” a fazer documentários de merda a meias com o Martelo. Né?

  16. O post do “31” (será fado?) é, pelo que constata além de reacionário, profundamente racista e é contra isso o que se deveria abordar, porque naquele miserável texto está plasmado todo um “tratado” de abjeto racismo, para não falar, e isto noutra vertente, da chamada “dor de cotovelo”, porque àquele fulano ninguém o conhece (nem pintado, nem que seja nas tais paredes o quero conhecer…) e deve sentir-se “honrado” em mandar uns bitaites que para os seus apaniguados (e parece que para alguns deste blogue…) lhe achem graça e textos como aquele não têm piada (nem valor) nenhuma!

  17. Val, para já que fique claro que não alinho com pulhices nem com ataques de caráter. Tem até uma certa graça ser surpreendido com um seu ataque ao meu caráter, acusando-me no fundo de ser um pulha e um bestunto. Fico especialmente surpreendido porque concordo invariavelmente com o que diz nos seus postes deste blogue e tenho até uma certa admiração pelo acerto das suas análises. Quanto ao tema concreto, gostaria de acrescentar o seguinte. Se as fotografias foram tiradas no âmbito da vida privada de Isabel Moreira ou se esta não autorizou a sua divulgação pública, sim, concordo consigo, são uma violência e atentam contra os seus direitos. Se, pelo contrário e penso que foi esse o caso, a visada permitiu ou quis que aquele evento fosse divulgado publicamente, o público em geral tem todo o direito e legitimidade para ter uma opinião crítica acerca daquele comportamento da senhora deputada. O Val, ao considerar aquele comportamento da senhora deputada a fazer figura de palhaça a participar na pintura de umas paredes com imbecis e inusitadas obscenidades, um ato de “alegria” e “coragem” – coragem, vejam bem – muito revela e confirma acerca da falta de qualidade e de firmeza desta bancada parlamentar do PS e dos membros que a compõem liderados por um pateta letárgico sem ideias próprias. Sim, tudo isto é mais grave ” num contexto tão crítico como o que vivemos”, ou será que o Val por momentos se esqueceu das vilanias daqueles que nos governam e da exasperante falta de alternativas?

  18. Da mesma maneira que me comovi com a apresentação de Gorecky ou Rui Nunes por Isabel Moreira me repugna ver tão bom gosto conspurcado com merdas destas.

  19. ninguem conhecia esse caralho do nuno gouveia,agora passou a ser conhecido graças ao valupi.quem anda no 31 da armada? moita deus e o restante é canalha do juvenis das jotas.

  20. val, eu ja abri a pestana ha muito. tu tambem a vais abrir quando cresceres e deixares de serum puto mimado com tiques nervosos de irreverencia. com sorte a vida fara d ti um homem. tudo a seu tempo.

  21. a bélinha foi fotografada com o pincel na mão avalizando pensamentos altamente profundos tipo “esta merda é só drogados e paneleiros” ou supinamente ecléticos “queres ir a veneza? monta-te k ela está teza” e agora valtudo para defender a honra do convento. só falta argumentar que é do foro privado e foi fuga de informação como faz a tia star quando quer divulgar intimidades no facebook. entretanto a deputada factura popularidade nos gays e o joão pedro valoriza.

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