Vitalidade da velha Albion

Olhando para a forma como Inglaterra conseguiu formar um Governo de coligação em poucos dias, apesar das declarações em contrário dos protagonistas da actual aliança antes das eleições, é impossível evitar um sentimento de inveja e de pesar. Por cá, andou a vender-se ao eleitorado a necessidade de acabar com a maioria do PS para finalmente se resolverem os problemas, garantiam. A tese era elementar: sem maioria, o PS seria obrigado a aceitar um sem-número de exigências e propostas dos restantes partidos.

Infelizmente, nenhum partido quis sequer assumir um qualquer tipo de cooperação parlamentar. Trataram Sócrates com asco, preferiram o calculismo partidário mais bronco. Os meses até à aprovação do Orçamento foram passados em coligações negativas, despesismo e ameaça de novas eleições. Foi para esta disfunção política que o eleitorado votou nesses partidos?

Quando se diz que Portugal tem graves lacunas no plano da educação, consumo de informação e vivência cívica, está no mesmo acto a dizer-se que há partidos que exploram a menoridade social e intelectual de largas fatias da população para a intoxicar com demagogia e populismo. Se qualquer exercício do Poder gera um anti-poder, e tal é vital para a democracia, o mero boicote da governação não serve os nossos interesses. Uma oposição sectária é tão aberrante como a tirania.

Lição que os ingleses acabam de nos dar.

82 thoughts on “Vitalidade da velha Albion”

  1. É lindo ver os ps`s que diziam cobras e lagartos do passos, andarem agora a dar o cu e 8 tostões por um governo de coligação.
    Sosseguem a franga, se não derem muita bandeira a coisa dá-se naturalmente.

  2. O telejornal das 9 da manhã na RTP 1 abriu com a notícia da saído do g-r do SLB o tal que me fez viver uma vergonha em Fortaleza na Bienal do Livro – toda a gente a gozar, Portugal «tomou» mais um.

  3. Pois é Val, pensei o mesmo quando vi o processo de cosntituição do governo na Velha Albion.
    Mas como eu digo aos amigos : são a mais velha democracia europeia e
    porque será que foi o único que nunca esteve sod domínio de ditaduras ( fascistas ou comunistas ) ?
    Por cá a esquerda ranhosa vegeta e aspira por radiosos futuros com Louçâs e Jerónimos ( não o chefe ondío) a comandarem e a direita é um escarro ora saudosits ora revanchista.
    É o que temos.
    Abraços

  4. Já que se fala em calculismo partidário, existe mais calculismo politico, defesa do interesse partidário e pessoal do que aquele que aconteceu no mandato do Ferro Rodrigues? Uma “cabala” contra ele (imaginem quem o tramou), a chegada ao poder (dentro do PS) do Sócrates, o amigo presidente a abrir o caminho “demitindo” o Governo após 6 meses de governação. Porque é que Sampaio aceitou o governo de PSL e passado 6 meses o demitiu? Há quem diga que a diferença não estava no Governo mas sim na oposição, antes era o Ferro e depois era Sócrates, e para o presidente, este último já interessava. Calculismo?!?! Não, claro que não … os outros é que são calculistas!!!

  5. E seria bom o Val lembrar-se do PS enquanto oposição no governo de Durão. Onde estava o apoio do PS quando a MFL, enquanto ministra das finanças, decidiu “cortar” nas despesas com a função pública? No congelamento dos salários, na reforma da administração pública com o constrangimento das entradas, etc, etc? Nessa altura o interesse do pais já não era o mais importante!!!

  6. O Adolfo Dias deve ter-se esquecido do detalhe da incapacidade intelectual do Pedro Santana Lopes para classificar por ordem alfabética as 5 vogais, quanto mais para conduzir o pais. Deve ter-se esquecido que nem o ano lectivo começou a tempo, que eram gaffes atrás de gaffes, que a “Catherine Deneuve” descobriu “em directo” que era ministro do mar e que um país não pode ser conduzido por uma pandilha de impotentes intelectuais. O Santana Lopes foi demitido por incapacidade intelectual para ser primeiro-ministro. Tudo o que demais se disser, é mentira, é uma tentativa de re-escrever a história

  7. Sem duvida que a capacidade intelectual de PSL é questionável, que as gaffes foram muitas. Imagine então se somassemos a essas gaffes, outras, como, uma licenciatura manhosa, “falsificação” de documentos da assembleia da republica, projectos manhosos, freeports, PT’s, TVI’s, etc, etc… o gaijo seria ampalado em público.

  8. Pois é Assis, a memória é curta … O problema que ela teve foi que nem sequer tinha grande apoio para essas reformas por parte do parceiro de coligação, mas aí é que se tinha visto um grande PS, se este tivesse apoiado essas iniciativas. Mas nessa altura o PS não queria dançar o tango.

  9. Adolfo, amigo, sossega a franga. Estás muito emotivo…

    Val,

    Não interessa nada dar o exemplo da Inglaterra enquanto tivermos esta República das bananas versão 0.3. A 0.1 foi o que se viu, tudo ao estalo e acabou na versão musculada 0.2. Já a versão 0.3, nasceu anquilosada pela esquerda saudosista. Ainda por cima, tivesse a esquerdalha das manhãs que cantam tido o apoio Soviete, não teve, e perdeu para o bochechas, o qual, queria, nem mais nem menos, do que a Suécia do mediterrâneo. Uns e outros, assistiram ao regresso dos marialvas possidónios e, estes últimos, foram alimentando de forma conveniente uma caterva de novos possidónios – sem nome mas com cheta. Cheta essa, alavancada pela quadratura do círculo que foi o periódo Cavaquista. Enfim. Só deitando tudo abaixo. Na Inglaterra tudo diferente. Os Whig regressam, tá-se bem! Estão minados por dentro pela Social-democracia desavinda do Labour, tá-se bem. Celebram um acordo de governo, por escrito, divulgado e onde assentam uma base comum clara, tá-se ainda melhor.

    Sugestão para a República 0.4:
    Criação do Partido Democrata Português, recolhendo os Sociais-democratas que votam PS e PSD e ainda os democratas cristãos. O socialismo ficava entregue e a direita ficava também ela entregue aos partidos populares.

  10. Eu emotvio, Brabâncio? Estás enganado, gosto de vir aqui de vez enquando a este antro rosa, como gosto de ir a outros, laranjas.

  11. Bom dia amigo Adolfo, como está?
    Vejo que o fim-de-semana o retemperou – Inundou o este post c a sua mui vincada opiniao.
    Verifico tambem que aparenta gostar dum pezinho de danca. Convido-o entao para dancar (a danca da memoria curta, chamemos-lhe assim):
    1a danca – Qual é p si a diferenca entre uma gaffe e uma acusacao?
    2a danca – Quais as reformas da Administracao propostas por MFLeite aqdo da sua passagem pelo Ministerio das Financas?
    3a danca – Qual a licenciatura manhosa de Sócrates?
    4a danca – Acredita piamente que Sócrates tem responsabilidades em tudo o que lhe é atribuido?
    5a danca – Nao gosta das vivendinhas c andorinhas?
    6a danca – Gostaria de dancar o tango com MFLeite?

    Bem sei q sao muitas dancas… encare isto mais como um corridinho e menos como um tango sff.

  12. Adolfo,

    Estás enganado pá! Que se saiba, não existiu governo nenhum da III República que não tenha falado em fazer a reforma da Adm. Pública, todos, sem exepção, contaram sempre com a ausência de par para a dança.
    Já a sra. MFL não fez uma única reforma, uma que se diga assim: eh lá! Temos uma reforma. Uma só. Uma mínima reforma (sff, o cavalheiro não pode, não deve, contar com os congelamentos das progressões dos FP’s como reforma da AP, isso não foi uma reforma ou pensa que sim?).
    Mas sabe que mais meu caro? Adivinhe qual foi o governo que, esse sim, para bem ou para mal, fez reformas, adivinha? Esse mesmo. E sem par para a dança, ainda por cima!

  13. Olhe Adolfo,

    Assim, muito por alto, e não contando todas, temos:

    1- Pela 1.ª vez temos dirigentes intermédios da AP nomeados após concurso, sabia disto?

    2- Toda a AP está informatizada e o meu amigo pode tratar de quase tudo via net, sabia?

    3- Mal ou bem foi instituída a avalição por objectivos, com quotas (que é assim mesmo para acabar com regabofe), não só para as pessoas como para os organismos, os quais, note-se, passaram a ter dirigentes de topo com uma carta de missão, sabia disto?

    4- Acabou o duplo regime na AP, i.é, contrato de trabalho e nomeação, que dava sempre enorme trabalho para contabilizar o numero de funcionários. Hoje, existem, apenas, Trabalhadores vinculados por Contrato de Trabalho em Funções Pública (C/ exepção de diplomatas, magistrados e militares), sabia?

    5- Ninguém pode ser nomeado chefia na AP se não possuir previamente seis anos de vinculo à Adm. Pública, ser detentor de Licenciatura e experiência de 4 anos na área a que concorre (acabaram as nomeações dos boys), não me diga que não sabia disto?

    6- Existência de um portal (BEP) onde estão assinaladas as necessidades de recrutamento, não existe recrutamento sem que esteja na BEP, e este, é sempre precedido de concurso, sabia ou não?

    7- Todas as compras da AP estão centralizadas numa plataforma e celebrados acordos-quadro. Ou seja, não só é possível ao meu amigo consultar o que a sua repartição de finanças preferida anda a comprar, como ainda, não é possível a esse serviço comprar fora da plataforma.

    Existem mais, mas já estou cansado de dar ao dedo. Termino com uma pergunta: Será o amigo deste mundo?

    Adolfo, estas reformas são verdadeiras reformas meu caro. Em alguns casos foram mal recebidas (caso da avaliação. Não estou a falar dos professores), é certo, mas passou-se da promessa aos actos. Em suma, fez-se governo.

  14. Da “velha Albion” vêm outros exemplos, tais como o não apego ao lugar, traduzidos na demissão daqueles que prevaricam aquando da ocupação de cargos públicos.
    Alguém pensa que José Sócrates ainda seria 1º ministro na “velha Albion”, perante todos os casos em quê se viu envolvido?
    E Ricardo Rodrigues? Continuaria, placidamente, a ocupar o seu lugar no Parlamento depois de ter roubado, repito, roubado os gravadores dos jornalistas?
    E este “diz hoje e desdiz amanhã” sobre o aumento do IRS seria possível na “velha Albion”?

    Pois é. Até os exemplos que nos chegam de fora alguém tenta sempre usar em seu beneficio, esquecendo tudo o resto.
    Mas alegrem-se as hostes socialistas, que o seu adorado, idolatrado e amado José Sócrates Pinto de Sousa não ficará desempregado quando for corrido do governo.
    A exemplo do que também acontece na “velha Albion”, decerto que arranjará lugar como vendedor de malas Lui Voitton.
    Lábia não lhe falta. Resta saber se alguém confia nele ao ponto de lhe comprar um mero alfinete.

  15. Se tem apenas isso para escrever, traquinas, é porque sabe tenho razão.
    Sarah Ferguson? Já imaginou José Sócrates com uma peruca ruiva?
    O André? Pense em Vitalino Canas, ou acha que este ficará muito favorecido?

  16. Então ficamos a saber que já não existem boys ao serviço do Estado, ficamos a saber que o sistema informático apareceu do nada como que por artes mágicas assim que o Sócrates apareceu, antes nem existiam computadores, e ainda ficamos a saber que todas as compras são feitas por concurso público, tipo aquela compra feita à medida do Magalhães, em suma, o “monstro” do Estado não tem aumentado nestes ultimos anos.

    E Brabâncio, as reformas não se fazem em dois anos, quando a velhinha tentou começar a fazer reformas e a enumerar os problemas, os pares de dança não concordavam, foi mau porque se fossem tomadas algumas dessas propostas talvez agora não sofressemos tanto na pele…

  17. Mário Pinto,

    Desculpa mas estás enganado pá! Roubo, em sentido técnico-jurídico, é um furto com violência. Furto, é um locupletamento de algo de que se não é dono com a intenção de retirar a posse ao legitimo possuidor. O legitimo possuidor, pode sê-lo, quer por posse com título, posse de um ano e um dia, quer ainda por esbulho se a coisa for de molde a conter elementos substantes que aproveitam ao esbulhador, designadamente em tribunal, ou coisa que o valha. Assim, o Ricardo Rodrigues, é legitimo possuidor dos gravadores. AHaahahahahaha.

  18. Adolfo,

    Para não perder a paciência, nem sequer argumentar! Acho que tu não vais lá, por isso, digo apenas isto: Adolfo, amigo, és um louco de rasgar dinheiro!

  19. Brabâncio

    Não se preocupe com os meus enganos, pá!!!
    Preocupe-se antes em iniciar um peditório para comprarem gravadores para os restantes deputados do PS, uma vez que o Sr. Deputado Ricardo Rodrigues “é legitimo possuidor dos gravadores”.
    É apenas isto,(porreiro) pá!!!

  20. Está bem Adolfo, cá vai esclarecimento:

    a) “Então ficamos a saber que já não existem boys ao serviço do Estado”

    Por acaso existem mas a maioria dos funcionários são do sexo masculino. Agora, entre os boys existem votantes à direita e à esquerda.

    b) “ficamos a saber que o sistema informático apareceu do nada como que por artes mágicas assim que o Sócrates apareceu, antes nem existiam computadores”

    É verdade. Embora já existissem computadores, foi o Governo de José Socrates, que criou as novas funcionalidades dos sites: Finanças (2006, com a possibilidade de enviar declarações, corrigir elementos, solicitar certidões), Segurança Social (2007, com a possibilidade de enviar declarações de admissão e despedimento, corrigir elementos, solicitar certidões), Emprego (2008,com a possibilidade consultar os serviços públicos de emprego sem se dirigir ao local, corrigir elementos, solicitar certidões ), portal do cidadão (2007, com a possibilidade de enviar declarações, corrigir elementos, solicitar certidões).

    C) “e ainda ficamos a saber que todas as compras são feitas por concurso público, tipo aquela compra feita à medida do Magalhães, em suma, o “monstro” do Estado não tem aumentado nestes ultimos anos.

    Não, nem todas as compras são feitas por concurso público. O código da contratação pública, DL 18/2007, admite compras por ajuste directo e concurso público internacional.
    Mas todas, repito todas, vão parar ao portal e podem ser livremente consultadas pelo povo. E sindicadas.

  21. Percebo-te, Mário Pinto. E lamento contrariar-te mas não é só bons exemplos e o que não deve também faltar por lá é apego aos lugares.

  22. Você não me percebe não, traquinas. Não tem “estudos” para isso.
    A prova do que afirmo está na sua resposta
    Passe muito bem.

  23. Marocas,

    Vexa está com os azeite ou quê?! Ai, essa dor indefinida no meio do braço não há maneira de lha tirarem, pois não?

  24. oh adolfo, que tonteria é essa? para que queria o ppd dançar o tango se o governo que chefiava tinha maioria absoluta no parlamento? esse governo ppd/cds foi um governo que nada (!) fez. não houve uma (1!) reforma implementada, não houve um (1!) investimento importante trazido para portugal (ou agendado). nem sequer a gestão corrente conseguiram fazer em condições (a barraca com as colocações de professores, o caos na estrutura accionista da galp, o problema do dono dos activos de gás: galp/edp, etc), quanto mais implementar reformas. foi um governo de tanga! nada fez! portanto guarda essas historietas da carochinha e reconhece o óbvio (também eu votei caí na asneira de votar barroso).

  25. Prezado Afonso,
    Antes de mais parabéns – Voce está a argumentar a sua posicao!! É assim mesmo. Já estamos bem melhor do q os comentários q lhe li na semana passada e sobre cuja inutilidade versei. Estamos no bom caminho!

    Tenho pena que nao tenha tempo p um bailarico mais alongado, mas compreendo perfeitamente q o tempo urge nos dias q correm.

    Agora, relativamente ao passito de danca q escolheu (danca da reforma da adm publica). Pois q parece q de facto a Dra MFLeite (leio q é importante neste blog identificar quem é Dr ou nao – Descanse Afonso esta n lhe é dirigida a si) se referiu a reformas em idos tempos. E, dando de barato q, coitada, ninguém lhe deu tempo p as fazer, como sugere, creio q os dois anos q refere seriam suficientes p ao menos lancar alguma coisa, o q e algo q n me lembro.
    E nao, congelar salários nao é uma reforma do sector público.

  26. Caro Mário Pinto,
    Antes de mais, espero q uma mera licenciatura corresponda a “estudos” suficientes para consigo discorrer sobre algo.

    Partilho da sua opiniao relativamente ao sistema politico britanico. Da minha parte, qdo penso em dignidade politica (e sonho acordado com isso) ligo-a imediatamente aos politicos britanicos. Olhe, para mim sao sinónimos. Se ao menos os nossos Deputados partilhassem da elevada moral dos Deputados britanicos…

    Deixe ainda dizer-lhe q admiro a forma assertiva como declara a sua posicao. Voce simplesmente sabe que tem razao. Ora estar consciente disso nestes complicados tempos em que tudo se discute e em que somos obrigados a conhecer opinioes diferentes da nossa, é de louvar!! Nao deixe que ninguém o mude.

  27. Que raio! Um dirige-se a um tal Afonso que ainda não deu à costa. O outro vem cheio de prosápia elogiar a depuração moral dos políticos britânicos, presumo que sem se rir, pois está a falar dos mesmos políticos que incorreram no maior escândalo político dos últimos tempos na Europa, em poucas palavras, metiam em doses homeopáticas e durante um largo período, dinheiro público ao bolso (e foram todos: tories e labours). De caminho, o panturra, ainda revela estar apaixonado pelo convencido e presumo phd, Marocas. Ora, pois então, temos meninos.

    Marocas, a história dos gravadores é feia e tens razão, o deputado devia sair pelo seu pé ou forçado a isso. Mas isso é o Ricardo Rodrigues que já lá estava, ao invés, o deputado da mala, não sei quê Preto, andou a pintar a manta com coisas bem piores do que fanar gravadores e, pasme-se, pelos vistos, nem assim o bom marocas deixou de votar nele para o meter precisamente no parlamento. Marinho, corrige essa tua mira moral que assim não vais longe, pázinho!

  28. Para algumas pessoas o conceito de educação esgota-se no canudo…São os ignorantes deste mundo. Os que só sabem que tudo sabem :)

  29. tra.quinas,

    Só se forem as do Marocas. Palpita-me que é um twentysomething à procura de poiso. Já o Adolfo é manifestamente um bodybusyboy pêpeidoca.

  30. Brabancio,
    O primeiro texto era dirigido ao prezado Adolfo e nao a um qualquer Afonso. Tem razao no reparo.
    Relativamente ao segundo texto… Epá… A ironia passou-lhe um pouco ao lado, nao?

  31. Nuno,

    Agora que me diz, voltei a ler, passou mesmo. Não tenho phd, sorry. Julquei apenas que era mais um louco. Agora, deixe perguntar: anda a ter aulas de ironia com a Manela Ferreira Leite, não? Ah!

  32. carmem,

    Eu. Torturado por ela me confesso. Péssima, mas muito péssima, péssima ministra aquela senhora, e má índole, tem má feição, a sacaninha!

  33. Nuno

    Quando escrever um texto irónico, não se esqueça de o clarificar no seu real significado de modo a que o Brabâncio o entenda.
    Quanto ao resto, confesso que admirei a sua forma de me dar razão sem contudo ficar sem a sua.
    São as virtudes da ironia, com certeza.

  34. Estava a falar do Marito pois, Brabâncio. Não há paciência para uma certa postura pseudo moralista que aí vigora que utiliza tudo o que venha do estrangeiro para denegrir a nossa imagem. Como se tudo lá fosse excelente e cá indecente. Mas percebe-se que é muito ingrato vir para aqui cheio de convicções e ter que se levar logo com opiniões discordantes. Então, vá de puxar dos “galões” porque lá em casa resulta. Presumo que discutir estudos com aspas deve ser mais ou menos como fazer concursos de pirilaus na adolescência. Santa ingenuidade.

  35. …e depois admiram-se quando escrevo que não “tem “estudos” para isso?
    Se nem sequer conseguem entender uma palavra que está entre aspas?
    E como diria o outro ” E o burro sou eu?”.
    Enfim…

    traquinas

    Esteja atento, homem (?)!|!!!
    Esta sua frase de crítica “Não há paciência para uma certa postura pseudo moralista que aí vigora que utiliza tudo o que venha do estrangeiro para denegrir a nossa imagem” vai inteirinha para o Valupi, ou será que não leu o post que deu origem a estes comentários?
    Eu apenas tentei apresentar alguns exemplos também ingleses e que entre nós não são seguidos.
    Também nunca escrevi, ao contrário do que querem fazer crer, que os ingleses são todos santos e nós somos todos demónios.
    Também não tenho culpa que o facto de escrever que não tem “estudos” e de tratar alguém por “pá” vos faça perder o tino e comecem a barafustar da forma que se pode ler.
    “Opiniões discordantes”, traquinas?
    Não esqueça que o post é só por si já discordante daí o eu não precisar da sua discordância para saber que terrenos piso.
    Acha mesmo que sou ingénuo? Ou preferia que eu realmente o fosse?
    Vá lá, mantenha a compostura e de traquinas mantenha apenas o nick.

  36. Brabâncio, que engraçado, não conhecia locupletamento, tem lá uma sílaba suspeita mas deixa pra lá, dantes também não sabia o que era fideicomissum; a poética jurídica é gostosa,

    na adolescência e não só meu caro, não te deixes envelhecer ou então achas que é um sossego, também pode ser,

  37. A diferença é que o exemplo que o Valupi nos trouxe faz todo o sentido: há muito tempo que a nossa oposição foge da governação, digo responsabilidade, como o diabo da cruz. Ou não tivesse a FLeite saído do principal partido da oposição toda satisfeita porque tinha cumprido todos os objectivos a que se tinha proposto. Todos, percebes Mário?

    Já os teus exemplos… pois, bastaram pouco mais de meia dúzia de palavras para lhes retirar sentido. E eu é que sou o burro, barafusto e venham lições de compostura.

    Já agora, onde é que leccionas? Só para ver se consigo manter a distância de segurança aconselhável.

  38. Irra! Mil Irras! O que aqui venho apanhar? Chama o pai dele Brabâncio, ou a sujeita sua mãe!; desperta-o assim; corre atrás do Mário Pinto e do Adolfo, põe-lhes veneno na alegria; pois não é que os meçoitos o nome dela proclamam pelas ruas, os parentes dela deixam excitados, e ainda que ele more em clima adorável, e não queira para já assomar governo, ainda assim, atormenta-o a praga de mosquitos. Ai! Estas cadeias! Pois quer no Mário quer no Adolfo, muito embora sua alegria seja verdadeira, com tais contrariedades e perseguição assim movida neste antro do Val, temo que até a cor laranja a perder venham.

  39. Perantes as rosnadelas que se podem ler, parece que toquei na ferida de alguém.
    Felizmente que não me podem morder nem sinto o hálito que sai dessas bocas pestilentas.
    E agora não usei aspas.
    E sou eu que não aguento “”opiniões discordantes”?
    Pois…!

  40. Caro Brabâncio,
    É capaz de ser melhor lêr o texto uma terceira vez pq ainda não percebeu a referência aos estudos.
    Prometo de futuro, tendo em atenção a sua admirável sagacidade, assinalar devidamente as minhas tentativas de ser irónico. Quando vir um asterisco, já sabe.

    Caro Mário Pinto,
    Mui virtuosa a ironia, não acha?
    Mas agora um pouco mais a sério – O Reino Unido não é o melhor dos exemplos para contrapôr ao virtuosismo (ou falta dele) da nossa política.

  41. Mário Pinto, olé!

    Mas quem é esse indivíduo ensangüentado? Pelo que mostra, pode dizer algo sobre o estado recente da revolta.

  42. Brabâncio e de Nuno se apelida sem agravo,

    Duvidoso era o desfecho, como dois cansados nadadores que um no outro se embaraçam,
    a arte prejudicando mutuamente vão. Pois não vedes que de igual se tomam vossos intentos? O desditoso Mário nos seus enleios se perder .

  43. Fica-te mesmo bem esse fato de capuchinho vermelho, Mário Pinto. Os lobos são uns malvados. Não são de confiança. Nunca foram.

  44. Capuchinho vermelho “é a tua tia, pá”.
    Atenção às aspas…

    Nuno

    Não se esqueça de dizer isso ao Valupi. Foi ele quem trouxe o exemplo dos ingleses.

  45. Acalma Mário Pinto. Isto não é tudo quanto mais melhor. Não conheces os gajos da filosofia slow?
    E “é a tua tia mansa, pá” tem muito mais vigor. Percebe-se que não lês o maradona. Não sabes o que perdes. E capuchinho vermelho com maiúsculas também pede aspas.

    És mesmo bronco, sim senhor. Ainda não percebeste que o argumento do Valupi faz todo o sentido e os teus não são mais do que excreções da bílis. Pior, fazes conta que não percebeste.

  46. À falta de argumentos surgem os insultos, não é traquinas?
    É nestes momentos que o anonimato faz um jeitão. Permite escrever o que lhes apetece já que se escondem atrás de um qualquer nick.
    Se tiver filhos mostre-lhe esse texto e pergunte-lhes se concordam com ele.
    Ou só o anonimato lhe permite ter coragem?
    Você deve ser também, segundo a teoria do Vega, arrumador de produtos num qualquer supermercado da Costa de Caparica.
    Mas supermercado azarento, esse!

  47. Insultos do tipo nem tens estudos para me entender?
    Mas qual anonimato? Demonstra lá que Mário Pinto é mais esclarecedor quanto ao autor de um comentário do que tra.quinas.

  48. Aquilo, do anterior comentário, era, reconheço, demais para ti.
    E qual é que é o problema de mostrar estes comentários a crianças? Deixa-te de presunções e água benta. Fala homem. Tens problemas com arrumadores de supermercado?

  49. Deixa-te de tangas e argumenta.

    Dizem que o bater de asas de uma libelinha na China pode provocar o caos na América. Não é claramente o teu caso.

  50. O único cobarde aqui foste tu porque não tiveste coragem para te defenderes. Na primeira oportunidade foste claro, sou superior e nem tenho que me justificar. É bem possível que tivesses ficado melhor se te tivesse mandado logo para o caralho. Mas essa não é a postura de toda a gente.

  51. portanto deixa cá ver,

    hoje vou andar fora, busy, mas logo faço um caldeirãozinho de poção mágica não vá andarem por aí romanos, ainda por cima ontem comprei uma escova de cerdas de javali para esfregar a minha careca máquina 1, bem bom confesso,

    o problema é que com isto da lógica fuzzy não sabemos se são romanos se são mouros e ainda por cima andam aí as quinas ao barulho,

    calma que hoje ainda só agora se faz dia

  52. De volta ao tema do post… Ok, um congelamento dos salários da função pública, não é uma reforma, de acordo, apesar dos custos com o pessoal e prestações sociais serem uns 60/70% da despesa pública, nem a melhoria da eficiencia do sistema fiscal, com a contração do director geral dos impostos, nem o constrangimento das entradas de fp, etc, certo, não são reformas, mas são sem duvida um sinal, um sinal claro de que é necessário travar a despesa, e qual foi a resposta da oposição, incluindo o PS, uma grave geral. Agora imaginem, com estas pequenas coisas o PS defendia greves gerais, então com reformas a sério nem quero pensar… Mas para alguns o PS nessa altura fazia uma grande oposição.

  53. Brabâncio,

    Lamento essa tortura, porque é de verdadeira tortura que se trata. Ela é catedratica, não é?!

  54. Adolfo,

    Sois o quê na desgraçada da vida? Conservador? Um minimo Liberal às antigas ou simples vai com as outras? Que sois vós nesta vida Adolfo?

  55. Ora, senhor Mário Pinto!

    Sois uma dessas pessoas que se negariam a servir a Deus, se fosse o diabo que lhes
    ordenasse. Por que viemos prestar-vos um serviço e nos tendes na conta de velhacos, quereis que vossa mãe, a lusa pátria, seja coberta por um cavalo berbere e que vossos irmãos e sabe-se lá, netos, relinchem atrás de vós? Quereis ter cordeis como primos e ginetes como parentes? Mudai o conceito sobre quem te estende a mão “miserável”!

  56. O que é que isso interessa IAGO? Fala sobre o post, seria mais interessante.

    E tu IAGO o que és? Comunista/Socialista? Vives à custa do Estado? A vida para ti é assim tão desgraçada?

  57. Quando? Amanhã à noite? Ou terça-feira pela manhã? ou à noite? ou quarta-feira
    cedinho? Por obséquio: dize; contanto que não passe de três dias num e os outros quatro noutro.

  58. Ademais Adolfo, deveriam os homens ser somente o que parecem, ou então não parecer o que não fossem. Ai! Mas não, não; ocultas algo. Peço-te que me fales o que pensas, como as idéias fores ruminando, e as mais terríveis digas com palavras mais terríveis também: sou de laranja feito e assim me tornei escravo de uma nédia ideia de estado.

    Mas, ainda, caro, qual é o palácio em que não se introduzem, por vezes, coisas sujas? E que peito tão puro pode haver, que não contenha culpáveis apreensões, que não se assentem nos tribunais, para emitir sentenças lado a lado às idéias mais legítimas?

  59. Iago, pois não és tu um vilão? Se és não o pareces, embora o pareças para o Adolfo que vê perfeitamente onde estão os vilões e os bons.

    (mas parece-me que estás gastar em vão, não o latim, mas o paleio shakespeariano com o Adolfo, que não com outros)

  60. Cala-te! Não me fales. Aborrece-me demais verificar que justamente tu, Lewis Caroll , que
    dispunhas à vontade de minha admiração, como se teus fossem seus olhos, conhecesses isso tudo…

  61. Quantos mais andarem a dormir melhor, não é helder? De qualquer forma, obrigadinho pelo teu conselho mas prefiro tentar continuar atento. E se disser algum disparate não tenho problemas em assumi-lo. Se me provarem que é de facto um disparate, claro.

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