Vital Moreira nas muralhas da cidade

A decisão sobre a acusação no processo Marquês, não pôs a nu somente a incompetência e a parcialidade do Ministério Público na arrastada investigação (?) deste processo, desde a insólita detenção de Sócrates à chegada ao aeroporto de Lisboa, com prévio aviso à televisão.

Fez revelar também o ódio político da imprensa que lhe deu prestimosa cobertura no julgamento e condenação antecipada na praça pública ao longo deste anos, com violação sistemática do segredo de justiça e dos direitos dos arguidos, assim como a incapacidade da direita mediática (Observador, Sol, Correio da Manhã) para aceitar as bases mais elementares do Estado de direito, como o respeito pelas decisões judiciais e a presunção de inocência dos arguidos em processo penal.

Por último, mas não menos preocupante, as reações à decisão do juiz de instrução na imprensa e nas redes sociais revelam o atávico corporativismo das instituições judiciárias, especialmente do Ministério Público, incluindo a instrumentalização do respetivo sindicato.


Praça da República (52): O terramoto judicial

8 thoughts on “Vital Moreira nas muralhas da cidade”

  1. Estava a perguntar-me o que faz Vital Moreira num blogue onde escreve a Cheguista de esquerda Ana Gomes.
    Fui ver.
    Bazou.

  2. Cada vez me convenço mais que o estranho caso da Ana Gomes deve ter parecenças com o estranho caso da Manuela Moura Guedes. Numa palavra: Rejeição !

  3. se a ana gomes não disser mal do sócras quem é que lhe dá palco, microfone, 50 linhas de palha, lhe alimenta o ego e arrendonda a reforma? se calhar querias que a gaja fosse de bacia numa mão, toalha no braço, tabuleiro halazon ao peito fazer bicos com sabor a mentol para os urinóis da estação do cais do sodré.

  4. Mais ou menos a propósito:
    Estive o dia todo a ouvir falar da detenção da presidente da câmara de Vila Real Sto António por corrupção.
    Só agora consegui perceber, na TVI, que a referida autarca é do PSD. Todos os mérdia que segui omitiram esse pormenor insignificante.
    Imaginem se era do PS?

  5. A Lei de Lynch e as fogueiras da Inquisição
    O atual processo mediático, em que comentadores, pseudo jornalistas e pseudo moralistas arrastam o bojo pela lama tentando cada qual agradar mais à turba sedenta de sangue, depois de ser durante anos instrumentalizada, faz-me pensar que não gostaria de ver ninguém cair nas mâos daqueles que, em Portugal, verdadeiramente, estão acima da Lei.

  6. sem comentários não há pessoas . Quando começam a desaparecer os comentários, não tarda muito, todas as pessoas desaparecerão .
    sem comentário !
    quando existir apenas conformidade, passarão aqui a implicar uns com os outros, como em parte já sucede .
    mas na área da oficina jurídica, é diverso, não existe conformidade/uniformidade e mesmo assim todos implicam uns com os outros e fazem “escolas de opinião” e coisas assim e chamam-lhe jurisprudência e doutrina .
    quem cai nas malhas da lei tem sarilho garantido para muito tempo, aliás, neste desgraçado País, até uma simples reclamação seja administrativa, seja particular e dirigida a uma empresa privada das áreas vitais, seja da electricidade aguas e comunicações demora uma eternidade para resolver, e isso, tem dias, porque muitas das vezes nem sequer respondem .
    se nem um estado funcional básico temos, vamos aspirar a um estado de direito ?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.