Vi um preto a bater num velhinho branquinho

Terminou o 1º debate entre Obama e McCain e fica a pergunta: quem é que aceita trocar a sua inteligência pelo apoio ao candidato Republicano? McCain foi primário, tacanho, egotista, provinciano, soberbo, paternalista, manipulador e caduco – e isto nas temáticas onde se diz ser mais forte, defesa e relações internacionais. Entende-se agora muito melhor a inacreditável escolha de Palin. Esta gente é a continuação de Bush, preparada para cometer os mesmos erros com a mesma irresponsabilidade.

Haveria um exercício a fazer, para memória futura, que seria o de recolher as opiniões dos que apoiam a candidatura Republicana, fosse lá pelo que fosse que eles invocassem na justificação. Pelo menos, essa lista serviria para ficarmos a conhecer aqueles que não se devem convidar para sócios num negócio ou, no caso de nos perdermos no meio do centro comercial Colombo, não deixar que eles escolhessem o caminho até ao carro sem primeiro estarem munidos de GPS, mapa, bússola, esfera armilar e uma senhora simpática por perto disposta a servir de guia.

6 thoughts on “Vi um preto a bater num velhinho branquinho”

  1. Regretable.
    Definitivamente regretable.
    Como é possível que a pátria da Liberdade, de La Fayette, de tantos pensadores da libertação e da tolerância, tenha engendrado uns abortos que, não sei se nada sabem de teorização política, se se abstêm de se pronunciar nesses termos, com medo de serem politicamente incorrectos?
    Como é possível que não haja um candidato à presidência dos EUA que seja contra a guerra do Iraque? Contra a do Afeganistão?
    Que se pronuncie por um Mundo mais justo e mais seguro?
    Com uma partilha de meios e de encargos?
    A única e terrível explicação reside na ocupação do espaço ideológico pelo medo, pelo racismo, pela teoria dos povos “escolhidos”.
    O nazismo não fez melhor nem teorizou diferentemente.
    MFerrer

  2. O Jorge Luis Borges foi a uma Universidade Americana e os alunos de História não sabiam quem era Napoleão. Aquilo é outro mundo…

  3. Concordo com todas as palavras depreciativas descarregadas sobre a figura do McCain mas, conseguirá Obama representar melhor que McCain os interesses de Israel se for eleito presidente? Pergunta de dificil resposta mas Obama está convencido que conseguirá provar ser melhor que o outro quando e se os eleitores dos 57 estados americanos o preferirem por maioria. A ignorãncia é uma das coisas das piores que há. Já lá dizia o Napoleâo e o Zé, duc de Versailhes.

  4. MFerrer, acho que nada se pode comparar ao nazismo. Também acho que os EUA se sabem ameaçados por ataque de destruição incalculável, como sejam os nucleares e biológicos com origem terrorista. Por outro lado, em nenhuma época da História existiu alguma comunidade que tivesse superado a lógica da competitividade e insegurança permanente. Por isso, há aqui um lado que é inevitável: todas as nações continuarão a investir em poderio militar e policial. É nesse contexto que a guerra no Afeganistão, por exemplo, apareceu como legítima, pois estavam lá os autores dos ataques. Agora que se entrou, deve-se ficar até o trabalho estar concluído. É o mesmo no Iraque, embora todas já saibam que foi ilegítima a entrada e errada a permanência. Todavia, continua a ser preciso saber sair nas melhores condições. Obviamente, ninguém concordará sobre quais sejam elas. Mas esse já é outro assunto.
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    toni, larga o vinho.
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    jcfrancisco, nos EUA também há quem saiba tanto ou mais de Borges do que qualquer português ou europeu.
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    Miguel Mata, adivinho que na tua questão está a tese de que é Israel que condiciona a política externa dos EUA. Se for o caso, tens informações que eu não possuo.

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