Vamos lá a saber

Com tanto povo, e tão explorado pelas forças do imperialismo capitalista, que falta para que o Jerónimo e a Catarina vençam as eleições e façam um Governo a mielas?

16 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. É complicado de entender o porquê do PC e do BE não conseguirem convencer ninguém, quando as condições sociais lhes são altamente favoráveis.
    O PC já está mais do que queimado e dali mesmo só cada vez mais para baixo, os outros também já deram o que tinham a dar.
    Contudo se conseguissem ser um bocado mais “fashion” e deixassem de ser apoiados por aquela gente que parece que não toma banho, talvez, com umas campanhas “à Americana”, lá fossem.
    Terão que arranjar um Tsipras (ou uma Tsipras)…

  2. Hipocrisia em todo o seu esplendor, como se avôzinho Soares não tivesse em certo tempo encabeçado cruzada contra os acima citados, e em certo sentido, decretado in ilo tempore exclusão da comunidade dos democraticamente aceitáveis …
    Ou estaria ele a abrir caminho às forças à direita ?
    Seja como fôr, em democracia o voto do povo é que decide, e pena é, que não tenha até hoje, decidido sobre a essência da coisa, isto é, decidido que o regime dito democrático que temos, não serve, e que ou se regenera ( o que se não tem visto ) ou é regenerado por partidos nóveis ( o que se não tem conseguido ) ou então leva o País e o povo para a ruína ( que é o mais provável ) .

  3. Os grupos da esquerda verdadeira só são ouvidos e seguidos por pequenas franjas do povo. E porquê? Porque o povo, na sua generalidade, é bem mais prático do que tais esquerdas julgam. O povo sabe, intuitivamente, que não se pode alcançar o óptimo para todos e, muito menos, que isso possa ser realizado de um momento para o outro. O povo sabe que há imensos obstáculos (interesses) em jogo que têm de ser considerados; que somos todos diferentes e estamos todos amarrados uns aos outros, de uma forma ou de outra. Cada um sabe, a não ser que seja meio maluco idealista ou suicida, que não pode, sem mais aquelas, vergar as vontades de uma multidão ao seu próprio ideal. As ditaduras tentam-no, com os resultados que todos conhecemos. O diálogo sério, duro e persistente é a alternativa humanista e democrática. A nossa esquerda verdadeira não aceita uma governação em diálogo e só admitem o “oito ou oitenta”. Quando entram no dificil jogo da democracia, como fez o Syriza, acabam por “cair na real”. E a realidade, aqui e agora, é bem filha da puta, numa UE que perdeu a alma humanista. Tsipras compreendeu que, a bem do mal menor para a generalidade do seu povo, tinha que dialogar, séria e fortemente, com os estupores que assumiram o controle da UE. O radicalismo dos que abandonaram o Syriza é comparável ao radicalismo da nossa esquerda verdadeira de Jerónimo, Louçã, Catarina e afins. Os mesmíssimos que não hesitaram um segundo em entregar o poder absoluto a Cavaco, Passos e Portas. Podem negar esta barbaridade um milhão de vezes, mas eles sabem muito bem o que fizeram por causa do seu radicalismo cego. Por via deles, estamos a poucos passos de ver aniquiladas as preciosas conquistas de Abril: SNS, Escola Pública, Segurança Social. Sem estes serviços básicos, para que servem a liberdade de expressão e as outras? Ironia das ironias: quando a esquerda verdadeira deteve o poder real para determinar o rumo dos acontecimentos, como aconteceu no fatídico ano de 2011, usou esse poder colando-se à direita radical para derrubar a esquerda dialogante, que lutava com todas as suas forças contra as bestas que dominam esta Europa do início do século XXI. Louçã e Jerónimo foram carrascos de Abril. Na hora do confronto decisivo entre o radicalismo da direita e a postura dialogante da esquerda democrática, aqueles dois ratos fedorentos da política escolheram os radicais da direita.

  4. que vergonha foi aquela conversa em familia mas sem o minimo de pudor. esqueceram o triste papel do syriza, na actualidade para repetirem a cassete.foram iguais tipo dupont e dupont e por isso o mais novo partido está a mais.

  5. Como abstencionista, dentro do hospício e espreitando para o lado de fora para a multidão dos ”verdadeiros eleitores”, o que mais me entusiasma e dá ânimo é ouvir e ler o que caçadores de eleitores dizem uns dos outros.
    Quanto a justiça e independência, já estamos conversados e pior, ou melhor não podia ser. Salvou-se a justiça. Por equidade, porque, o que ficou como conclusão foi que se a justiça é manipulável pela política respeita as normas do mercado e da concorrência.
    Para o PS, o perigo, agora, é que o PCP e o BE vençam as eleições e façam um governo a mielas. Para a ”esquerda verdadeira”, como escreve a Maria Abril, sem aspas, o perigo é o PS e o PSD vencerem e fazerem ambos um governo a mielas com o CDS.
    Por mim, que vivo no hospício, há quarenta anos que me interrogo, por tique de método. Que tem que ver o povo explorado com as eleições?
    Vejamos então Tsipras. O povo explorado venceu as eleições para Tsipras, mediante adjudicação de um ”caderno de encargos”. Como qualquer pato bravo, quando a obra começou a derrapar, convocou o povo explorada para plebiscito. E o povo explorado votou de novo no ”caderno de encargos”. Tsipras comunicou então ao povo explorado. Como ”estamos todos amarrados uns aos outros” eu já tinha revisto o ”caderno de encargos”. O caderno de encargos em que acabam de votar é este, revisto. Amarras…
    Bem… É por isso que eu não me deixo amarrar pelo voto.
    Mas, na verdade, eu sei muito mais das intenções do PCP pela voz do PS do que pela voz o PCP. E vice versa.
    Se me quiserem conhecer, venham ouvir o que o meu vizinho diz de mim.

  6. São dois totós da treta, que, com os seus grupos, nós sustentamos com os nossos impostos.
    São dois zeros à esquerda !

  7. Ah!!! É verdade! Esquecia-me.
    Continuo ansioso por conhecer as intenções de voto do Valupi.
    Possivelmente é indeciso. E vai-nos permitir decidir na véspera das eleições. :)

  8. E se os matássemos, senhor Contumaz? E se os matássemos para aliviar os seus encargos fiscais?
    Talvez até o senhor deixasse de ser contumaz…

  9. “quero lá saber” se o teu avozinho soares não vos tivesse mandado democraticamente para a puta que vos pariu,voçes tinham acabado fuzilados pela direita.

  10. Perfil anónimo do Manuel de Castro Nunes

    Não era preciso matá-los, ou melhor, matá-los sim, mas a trabalhar, em vez de produzirem balelas e tretas sem qualquer utilidade prática.

  11. Matá-los a trabalhar? Não sabia que o trabalho mata.
    Mas porque haviam eles de morrer, de uma forma ou outra?
    O senhor Contumaz está mesmo convencido de que os comunistas são o maior risco para Portugal?
    Atente nos resultados eleitorais.
    Mas essa do ”vai trabalhar malandro” já há muito que estafa de impertinência e grosseria.
    Diga-me uma coisa. O senhor Contumaz faz o quê?

  12. D. Maria Abril, nem mais, nem mais.
    Discorrem sobre a bosta que fizeram. E se daqui a um mês um governo minoritário do PS aceder ao poder, derrubam-no à primeira. Nem que para isso tenham que fazer um acordo com PNR.

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