31 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. É não acreditar em nenhuma figura pública e publicada. É o descrédito completo. Apenas isso, creio.

  2. É isso Tobias.
    Ou, dito de outra maneira, Seguro é o homem errado, no sitio errado, na pior altura e tem cara de parvo.
    O PCP ainda não largou a cassete analógica, está sempre na hora, basta hoje como já bastava há 4 ou há 30 anos, sempre na defesa daquilo que , imediatamente antes, combatiam com ganas.
    O BE lixou-se quando resolveu, alegre e leviano, derrotar Sócrates e entregar o país à direita mais radical desde Salazar.
    Por outro lado somos quase todos uns miseráveis de costumes brandos, como bem sabia o “Botas, como bem sabem os donos disto.

  3. subscrevo os comentarios do tobias e do pandil, e acrescento: há gente a viver melhor agora.vejo-os em grupos bem dispostos em amena cavaqueira em frente as instalaçoes da igreja, à espera que as refeiçoes estejam prontas para levar para casa.não têm emprego muitos deles,mas disso, devem achar que a culpa é do patrão,enquanto que a comida,é do dinheiro vindo do governo e da isabel xoné!grandes beneméritos!muitos dos patroes e seus descendentes tambem estão mais felizes.salarios mais baixos a pagar, e mais dias e horas de trabalho caidos do ceu. o resto da letargia é da autoria da comunicaçao social vendida por meio prato de lentilhas!

  4. Deixa ca pensar…

    Não haver ninguém especialmente interessado em propôr uma verdadeira alternativa, que se compreenda, na qual se acredite, e que se resuma a “vou fazer exactamente a mesma coisa, culpando a oposição (interna ou externa) pela total falta de resultados” ?

    Boas

  5. Acordamos quarenta anos depois do 25A e, espantados, reconhecemo-nos no mesmo povo apático, resignado, fatalista, envelhecido, inchado de iliteracia. Os tempos agora são outros, e podemos levar ao extremo a nossa resignação: deixar de procriar!

  6. baixo índice de natalidade e progressiva viegasização da política, o primeiro não tem solução, fodem muito mas nascem poucos, os chatos tratam-se com ddt.

  7. Existe ainda um ponto que não vi aqui referido. A tomada de decisões que comprometem o futuro e sobre as quais ninguém – a população – foi chamada a escolher. Queremos Euro, sim ou não? Queremos Europa Federal, sim ou não? Queremos pagar, renegociar ou não pagar a dívida?
    Sem o envolvimento da população nestas decisões que comprometem o presente e o futuro, só pode existir afastamento entre os cidadãos e a política.
    Outros temas adiados: circulos uninominais, regionalização, descentralização administrativa.
    Temas onde se envolveram as populações e não deram em nada: comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas.

  8. Medo, senhoras e senhores, medo é o grande causador da apatia em que estamos mergulhados – sem esquecer que o medo resulta da iliteracia e do desconhecimento – . Medo de perder o emprego, medo de não ter forma de sustentar a família, medo de “dar a cara”, medo de afrontar, medo de assumir, medo de manifestar as convicções. O terror social que nos foi imposto, comanda as vontades e as convicções.

  9. Embora concorde com quase todas as razões aduzidas para esta apatia, recordei-me de uma afirmação provinda de um historiador que publicou há pouco tempo um livro sobre a Inquisição. Dizia o dito historiador que, a “santa inquisição” tinha deixado em Portugal uma cultura de medo de subserviência que ainda hoje era visível.
    Para quem participou em lutas políticas antes do 25 de Abril, greves, piquetes de greve etc, sabe que isso é verdade.
    A seguir ao 25/4, muitos dos que baixavam a cabeça poucos dias antes, começaram a gritar, porventura mais alto do que aqueles que saíram de Caxias. E gritavam contra o Sócrates porque, no fundo, sabem que os Socialistas como democratas que são, não agem com revanchismo contra eles. Mas com este ingoverno, esses Portugueses, bem lá no fundo, sabem que eles são os filhos dos fascistas e têm medo deles. Voltaram a esconder-se e a comportar-se como se comportavam antes do 25 de Abril, ou seja com o servilismo que segundo o dito historiador já vem da “santa inquisição”.

  10. O governo diz que não há dinheiro e não há alternativa.
    A oposição (PS) reconhece que não há alternativa e não há dinheiro. Leia-se Pacto Orçamental (não gastar dinheiro que não temos), “rigor” nas contas publicas (não gastar dinheiro que não temos), não repetir “erros” do passado (não voltar a gastar dinheiro que não tínhamos).
    A outra oposição tem a oferecer soluções que a maioria das pessoas reconhece como ainda mais radicais e dolorosas que a austeridade. Ou seja, a saída do Euro e, consequentemente, da UE. Nota que essa opção foi considerada por muitos, daí o sucesso do livro do Ferreira do Amaral, mas creio que se chegou à conclusão que não vale a pena nesta altura.
    Da parte da União Europeia e dos nossos parceiros, a narrativa é ainda mais unânime: não há alternativa e não há dinheiro.
    Ora, perante esta “inevitabilidade” não contestada, ou contestada muito fracamente e apenas pelas franjas, a alternativa à apatia é exactamente qual?

  11. Ou para completar o comentário, se a “inevitabilidade” é totalmente aceite, a falta de reacção ainda se chama apatia, ou será melhor descrita como resiliência?

  12. É verdadeiramente trágico que numa crise com esta dimensão os lugares de chefia do Estado e do governo estejam ocupados por gente tão medíocre e incapaz. Idem para a oposição toda. Há nisto uma pequena parte de acaso, eram os que estavam a jeito, mas há muito de culpa nossa (nossa, enfim…) que os escolhemos, que votámos neles, que os elegemos. Admitir isso é difícil, vale mais ficar quietinho à espera que passe. Podíamos ter escolhido melhor, podíamos ter sido mais exigentes e não fomos. E deixámos fugir o que tínhamos de melhor, como se fosse bom demais para nós, como se não o merecêssemos. Explicação para isto? Não sei. Mas noto que ciclicamente os portugueses oscilam entre a tasca e a lojinha gourmet. Na verdade aderiram que nem doidos ao sushi, mas basta alguém dizer que andaram a petiscar acima das suas possibilidades, voltam logo a correr para o courato! Dois mil anos de cristianismo dão nisto: o eterno sentimento de culpa e a necessidade de expiação. Concordo com Sousa Mendes, a Inquisição, a cultura de medo e de subserviência que o fascismo tão bem aproveitou, tudo isto ficou inscrito profundamente em nós e determina estes comportamentos. Mas uma coisa é certa: os escolhidos refletem quem os escolheu, mediocridade all around.

  13. eu, pra variar, não concordo com ninguém. neste momento o importante é remover o tózero e botar lá o costa, depois ganhar eleições legislativas com maioria, de seguida correr com o cavaco & apêndices e cortar a mama ao entulho parasitário que finge que faz, depois governar com decisões equilibradas e objectivas sem complexos de esquerda ou direita. se continuarem com a viegasização da cumbérça ainda acabam à trolha sem eleger o costa, a direita agradece e a esquerda do tózé pra lá saliva-se.

  14. Há três comentadores que, no seu conjunto, dizem o mais importante, na minha modesta opinião: Mister H, Vega9000 e Sousa Mendes.

    Acrescentaria ainda a falta de um agente político que preconize uma mudança, uma alternativa efectiva mas realista. Alguém que leve o povo a querer mudar este estado de coisas. Tendo a noção que, depois destes três anos, depois da forma como Pasos Coelho chegou ao poder, depois da forma como fez o contrário de tudo o que prometeu, depois de um Presidente da República que não sabe oque é defender o seu povo, nem sequer falar para esse povo, depois de uma oposição tão fanática que achou que o melhor era meter a direita no governo, mais outra oposição que se andou a fazer de morta para que a alternância no poleiro chegasse sem sobressaltos, depois de tudo isto não é fácil um projecto político, e um novo actor político, mobilizar o povo.
    Acho que o António Costa é o único que o pode fazer, agregando gente de bem de vários quadrantes políticos.
    Espero que assim seja. Porque se por algum motivo não for o regime só se vai purificar depois de rebentar…

  15. As couves nascem no chão,dizia Hegel a Kierkgaard. A pandilha dirigente não tem emenda,para quê perder tempo? Quando os encontrarmos sózinhos,num lugar ermo,logo conversamos

  16. a alternativa à apatia, passa,por mandarmos seguro de ferias para as praias da coreia do norte! se não gostar do tratamento, que escreva para a camara de loures,a perguntar ao presidente bernardino soares :como é camarada?

  17. cavaco silva devia andar preocupado com o o aumento das importaçoes,mas como o seu querido genro luis montez é o maior importador,está surdo,mudo e paralitico!

  18. Vega9000,

    Seja. Eu não tenho A solução, mas parece-me obvio que ela passa pela organização dos reformistas de esquerda a nivel europeu. Ninguém diz que é facil, mas é a unica forma de vermos luz ao fundo do tunel. Neste momento, as reivindicações de bom senso, como por exemplo a exigência de uma maior harmonização fiscal e social (a começar por um salario minimo europeu) são completamente inaudiveis. No entanto, a Europa também devia ser isto… Alias, o proprio Euro faz pouco sentido se não avançarmos nesta direcção…

    Os povos europeus não votam massivamente à direita, contrariamente ao que se diz.

    O que não ha é proposta politica de esquerda (nem sequer de esquerda reformista, social democrata), com visão, com metas concretas, com um programa articulado, com compromissos visiveis. E’ impossivel porquê ? Porque é que os partidos socialistas se deixam completamente encurralar no espaço nacional, onde ja não têm possibilidade de manobra e estão à mercê dos populismos irresponsaveis ? Porque não se organizam para propôr soluções europeias ? Não se prepararam para a Europa ? Como assim, se foram eles os primeiros a querê-la ?

    E não me venham com cantigas que é tarde. Olhem para os outros partidos de esquerda : estão de rastos e sem soluções. Os unicos que se aguentam, alcançam resultados quando dão a sensação/ilusão de propôr soluções europeias (por exemplo o Syriza). Portanto não é tarde coisissima nenhuma. Quando aparecer uma força social democrata organizada a nivel europeu, vai poder contar com os votos da esquerda sem dificuldades, pelas mesmas razões que levaram os eleitores de esquerda, em todos os paises da Europa, a votar maioritariamente em favor da integração europeia.

    Mas a verdadeira questão nem esta ai, infelizmente, a verdadeira questão reside na incapacidade de construir soluções verdadeiramente social-democratas, que se distingam nitidamente das inépcias neo-liberais que nos valeram um retrocesso inacreditavel nos passados 30 anos (menos sensivel em Portugal, é certo, porque o Estado social so apareceu no pais a seguir ao 25 de Abril). Maior parte dos economistas da area da esquerda renderam-se completamente aos dogmas neo-liberais. Aceitam sem dificuldade misturar a questão da divida, que é normalmente um problema instrumental e conjuntural, com a questão da redistribuição, problema distinto que é o que verdadeiramente interessa (como é que evoluiu o peso relativo dos impostos progressivos vs. IVA nos ultimos 30 anos ?). Aceitam reduzir a questão da politica economica e industrial à questão da “competitividade”, como se o futuro da Europa fosse tentar ser uma constelação de Singapuras…

    E depois queixam-se do povo, que é ingrato e apatico… Como é que podia ser de outra forma ?

    Foda-se façam politica, procurem dar “às pessoas” razões para sair da apatia. Bem sei que é menos confortavel do que estar numa cruz com carpidoras aos pés, mas mesmo assim…

    Portanto chega de desculpas baratas. A esquerda reformista deve voltar a acreditar nos valores de esquerda e na redistribuição. Quando isso suceder, as pessoas voltam a acreditar nela. Caso contrario, porquê preferir a copia ao original ?

    Boas

  19. Acho que também se deve ao facto de a revolução dos cravos ter sido isso mesmo, dos cravos. Os fascistas foram perdoados, não levaram com uns balazios nos cornos. Criaram partidos e esperaram por esta oportunidade para se vingarem.

  20. há gente capaz na politica.os governos do ps,no geral são os que apresentam mais gente qualificada como militantes ou independentes.por vezes aparece um campos e cunha,ou um vitorino,que logo de jovem deixou o parlamento para ir para “aliciante ” função de juiz do tribunal constitucional,onde ganhava muito mais do que deputado.estava disponivel para comissario,mas para liderar o partido numa altura dificil disse que não.enfim nos peseteiros a direita ganha,mas o ps tambem tem os seus figos!

  21. Já tou como o ignatz! Chega de paleio, inscrevam-se no http://www.psprimarias2014.pt e votem no Costa se faz favor!!

    O texto é mau, o claim “escolha o candidato para primeiro-ministro” é péssimo… mas para tirar de lá o palhaço inseguro, é a única forma.

  22. A alternativa é ter a coragem de dizer basta! Mandar esta europa dar uma volta e tentar organizar os descontentes e apáticos para construir a verdadeira Europa, não a da ‘Bayer’, mas a dos europeus. E não é assim tão difícil. Bastará ter a coragem de esfregar no focinho dos ‘troikos’ as asneiras calamitosas que eles mesmo confessam. O resto virá naturalmente. Já alguém se levantou a perguntar que trampa de testes de ‘stress’ andaram a fazer e que correram tão bem para lhes rebentar um ‘BES’ nas trombas?! E quantos mais existirão? Que andam a fazer as empresas de auditoria famosas, pagas a peso de ouro, e a publicar relatórios que são uma fantasia à escolha do cliente? Quem as mete na ordem ou lhes pede responsabilidades criminais, porque é de crimes que se fala! Que oposição da treta é esta que anda mais preocupada em fragmentar-se do que a unir-se. Está por aí alguém ou ainda esperam o de Alcácer Quibir?

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