Vamos lá a saber

A ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, disse na quinta-feira à noite, em Leiria, que no sector da agricultura não falta emprego, mas pessoas para trabalhar.

A governante sublinhou que é preciso contrariar a ideia de que trabalhar neste sector “é uma vida de dificuldades” e passar a mensagem de que as pessoas “podem ganhar dinheiro e enriquecer”, concluindo que “não há falta de emprego na agricultura, falta é gente para trabalhar”.

Fonte

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Das duas, uma: ou estas declarações são lunáticas ou visionárias. Se forem lunáticas, será fácil demonstrar porquê. Se forem visionárias, será fácil dar-lhes aplicação.

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19 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. são de muito difícil aplicação. uma senhora que trabalhava com o guterres e mais uns quantos assim antes do famoso 25 de abril contou-me que já na altura andavam doidos para acabar com o “atraso cultural e patati de um país agrícola” em vez de procurarem modernizar e melhorar o sector ; e tb deves saber que os que podem trabalhar na agricultura muitos acham que os frangos nascem no super e quase todos têm as casas compradas a crédito nas cidades do litoral. é que se ainda fossem alugadas , sempre podiam fazer as malas e ir para o campo.
    voltar a ligar os portugueses aos sectores económicos tradicionais , ao sector primário que dá base a tudo (aquele forte nos países emergentes ? capisce?) , depois da cagança do modernismo , vai ser obra.

  2. Estas coisas acontecem porque estamos entregues ao amadorismo juvenil de quem não tem “estaleca” para desempenhar este cargo no desgoverno.
    Esta menina que se informe bem do que é a realidade do mundo rural, que procure saber junto de quem lá trabalha o que se passa concretamente, a situação do sector, e muitas outras componentes que fazem a nossa agricultura.
    Mandam para o ar estas patacoadas e a opinião pública absorve-as…E pronto! É assim que se vai governando este país!

  3. Ouvi as declarações da ministra Cristas e, como sempre, fico com a sensação de que tudo aquilo é atirado cá para fora porque sim.
    Tecnicamente não entendo nada de agricultura; por razões familiares tenho alguma percepção do que se passa numa determinada zona do país e, por mais que me esforce, e de estarmos muito próximas na idade, não consigo falar do assunto no tom esfuziante de Assunção.
    A agricultura dos que trabalham por conta de outrem, dos trabalhadores rurais, não augura esse futuro radioso que a ministra tenta demonstrar; poucos proprietários mantêm vários trabalhadores permanentes. Existem os trabalhos sazonais, as campanhas, como lhe chamam, da cortiça, do tomate, da azeitona, um ou outro ponto de turismo rural mais as zonas de caça e pouco mais.
    Provavelmente noutras partes do país (agora estou a ser bué cínica) será diferente e haverá imensos postos de trabalho para preencher, na realidade deprimente e deprimida que conheço, é-me completamente impossível ver muitos trabalhadores conseguir trabalho estável quanto mais enriquecer. Aliás trabalhar para um patrão e enriquecer, parece-me uma contradição nos termos.
    Em resumo, a Ministra fez mais um exercício pindérico de demagogia.

  4. oh das aplicações difíceis! o teu erro é atribuires o problema à mulher a dias do guterres e dumas quantas porteiras do marcelo caetano ignorando deliberadamente que a agricultura portuguesa nunca se modernizou e os empresários agrícolas que viviam da mão-de-obra barata passaram a viver de subsídios para fazer rien, incentivados pela política europeia e pela grande luminária agrícola nacinhal, cavaco, o sonso. dá jeito atribuir culpas aos primos do socras e salazar para minimizar as asneiras da cricas.

  5. Não é uma visão lunática, nem tão pouco visionária.. é apenas uma visão estúpida! É a mesma coisa que se pedisse a qualquer pessoa que, do dia para o outro, montasse uma fábrica, seja ela qual fosse! Hoje em dia, qualquer empresário, seja ele de média ou pequena empresa, não consegue passar um dia sem pensar na possibilidade de um dia a crise assombrar a sua empresa.. A parte de se enriquecer pela agrcultura é fantasmagórica, seriam precisos grandes e vastos terrenos para que a coisa funcionasse, mas levarias muitos anos e não poderiam haver secas, nem pragas, nem fogos, caso contrário ditaria a morte desse mesmo investimento. Hoje em dia ninguém vende terrenos e o material agrícola está a preços irrisórios… A nossa oportunidade já passou(a de melhorar o sector), porque acabaram com ela..

  6. acho que é uma verdade que os portugueses preferem uma mão inchada de urbanidade do que uma enxada na mão – prova disso é a desertificação humana do interior. poderá ser, isso que diz, uma ideia a explorar, por exemplo, nas culturas biológicas, nas quais temos vantagens competitivas, se houver incentivos a essa exploração e transformarmos em nichos as potencialidades de cada região. numa outra visão mais tradicional, se calhar é possível fazer do trigo e da carne aquilo que se faz com o tomate e o vinho.

    (mas não será, com certeza, à custa de um rigor desmedido e castrador) :-)

  7. oh bécula! isso é a treta que a cricas anda a vender, biológico com fertilizantes para dar mais rendimento. inspirou-se no lambretas que aumentou o numero de prateleiras nos lares e nas creches. só falta o zarolho aumentar a área dos cemitérios para resolver o financiamento da saúde. demora, mas vai lá.

  8. mister ignatz , sei de ginjeira que foi o cavaquim que transformou toda a gente em trolha e que a convenceu que tijolo e cimento valorizavam com o tempo , pois , tipo vinho do porto.
    não deixa é de ser curioso que quando aparecem por aí reportagens de gente que foi para o interior tentar a sorte na agricultura e afins , que as há , essas pessoas tenham quase todas formação universitária .

  9. E disse mais, Cristas.
    Sobre o peixe mais caro num festival lisboeta, disse sexa: ainda bem, é sinal de que os pescadores estão a ganhar melhor. Podem recuperar da tv ?
    Jnascimento

  10. Jaime Silva foi o pior ministro dos governos de José Sócrates. Assunção Cristas é a melhor ministra do actual governo.

  11. Eu cá acho que a senhora ministra Cristas é que podia ir apanhar tomates para o Roxo no Alentejo – ou onde ela quiesesse. Parva! Dondoca!

  12. Oh gaspar com que então “a melhor ministra do actual governo.” Foda-se, pá. É preciso que os ministros todos juntos não valham um caralho para essa gaja, essa lesma, ser a melhor. Querias dizer. a melhor dos piores. Seria? Fugiu-te a boca para a verdade.

  13. gaspar,

    exercício inverso: qual foi o/ melhor ministro/a do Governo Sócrates e qual é o pior do actual governo?

    a sério, estou muito interessada na resposta.

  14. E eu cá acho que esta gaja é uma autêntica anedota! Já seria uma anedota como secretária de direção, numa Herdade do Jacinto Leite Capelo Rego que produzisse alcachofras para gaspachos, ou mesmo até só como gaja. Como “menistra” de tanta trapalhada junta, então, é de ir às lágrimas, mas de choro, mesmo…

    Por que é que esta aventesma não se dedica à ingrícola e nos deixa a todos em paz? Faça lá uma “joint-venture” com o Thierry Russel, com o alto patrocínio da Fundação Cavakus, e vá produzir tomates para a Cabeça Gorda…

  15. Não, Sebastião. O que quis dizer foi que se os governos de Sócrates tivessem muitos ministros do calibre de Assunção Cristas não teria motivos para lamentar o seu derrube. E os meninos do Aspirina B tratem de se distinguir do simétrico do Palavrossaurus se não querem ver justificada a sua campanha e ser varridos em conjunto para o caixote de lixo do desktop.

  16. oh gasparito! o que é que désque topas? qu’eu não vislumbro. a assunção da cricas seria em agosto se o àlbaro deixasse.

  17. Nuno Gaspar
    hum…as minhas perguntas sem resposta (melhor ministro do Sócrates? pior ministro do Coelho?) eram assim tão ofensivas? Porquê?

    (brrrr, fiquei a tremer de medo com a ameaça da varridela)

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