11 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Bom dia, para mim fica a memória de uma pessoa que deixou impressões que melhoraram o mundo. Mas já lá vamos.
    Teve dois mandatos com muitas peripécias (bem mais marcantes do q o Marcelo até agora). Logo com uma operação de alto risco, o que é é invulgar. Entregar a última colónia portuguesa não é uma coisa q acontece todos os dias, e vale a pena ver a naturalidade do governador de Macau de então (militar) ao ser lhe entregue a bandeira portuguesa, com toda a força mas também como quem respira, abraça a ao peito e nunca mais larga os 500 anos de história. É das imagens com mais “força” que já vi, e isto foi na sua presidência. A transferência de poder é também o desenrolar da história inevitável e correto.
    Teve bem na posição de proibir envio de tropas para o Iraque.
    Devia ter convocado eleições mal o Durão Barroso abandona o governo, o que eu acho uma vergonha a sua saída.
    Na questão de ajudar refugiados, já não enquanto presidente em exercício, integra los, neste caso por meio da universidades, são feitos que melhoram o mundo claramente. É de uma pessoa que tem uma visão cosmopolita para Portugal. Portugal virado para o Mundo. Portugal multicultural. Um homem assim deixa sempre marcas.
    O Manuel Alegre falou muito bem sobre Jorge Sampaio.
    Ah! Inaugurou a coligação de esquerda entre os partidos de esquerda e na altura havia facções comunistas bem mais radicais.

  2. Principalmente:
    1) a luta contra a ditadura salazarista desde pelo menos 1962
    2) a vitória sobre Marcelo em Lisboa
    3) a acção pela erradicação dos bairros de lata em Lisboa
    4) a vitória sobre Cavaco nas presidenciais
    5) o PR corajoso que dissolveu a AR e acabou com a palhaçada do Santana
    6) a acção muito empenhada e eficaz pelo povo timorense
    7) a acção no quadro da ONU em prol dos refugiados
    8) a imagem de um político decente, honesto e civilizado
    Já não é nada pouco, pois não?

  3. O que fez antes do 25 de Abril não importa para nada. Se importasse o Otelo também tinha sido homenageado da mesma forma, com luto nacional e honras de estado.

  4. A grande prova de que era um homem bom: a unanimidade dos elogios! Todos, todos? Não! António Barreto e André Ventura destacaram-se negativamente – melhor homenagem não podia ter!!!

  5. Diz o lugar-comum que este mundo é um vale de lágrimas. Lágrimas de tristeza, de alegria, de ternura, lágrimas de nem-se-sabe-bem-o-quê. De Sampaio dizem que chorava muito, alguns acham que chorava de mais. Lá onde estiver, se estiver em algum lado, Jorge Sampaio será candidato qualificado a secretário-geral do Sindicato Universal dos Choramingas, se lá houver disso, agremiação em que me filiarei se, e quando, lá chegar. Do que dele por cá fica falou o Júlio, e certamente mais haverá a acrescentar. O que fica em falta, e faz sempre falta, é mais um homem capaz de chorar.

    Choramingas de todo o mundo, uni-vos!

  6. Aqui a pensar…. em morrendo o Cavaco, que também vai ter que ter um funeral de Estado, o que vai haver de nobre e verdadeira sobre a personalidade e feitos da criatura? É bom que se mantenha vivo que sempre se adiam embaraços…

  7. Júlio disse o essencial. E disse bem.
    Acrescento. Jovem universitário podia ter passado ao lado do movimento de contestação estudantil, mas optou por ir à luta.
    Podia ter optado por uma advocacia financeiramente bem sucedida, mas escolheu a política que rende menos e compreende apanhar muita pancada.
    Aderiu a movimentos e partido o que implica dias difíceis..
    Foi inovador na coligação de Lisboa. Só quem viveu os tempos de antagonismo PS/PCP na altura é capaz de avaliar como foi ato de coragem. E o mesmo no lançamento da candidatura à presidência.
    Não me lembro de alguma vez ter sido posta em causa a sua integridade, no exercício dos cargos.
    E, sim, já na reforma abraçou causas.
    Que grande exemplo a destacar numa altura em que a extrema-direita faz tudo para reduzir os políticos a bando de corruptos e inúteis. E, infelizmente, consegue capturar os neurónios de muita gente.
    Sampaio foi um bom político, um íntegro servidor da causa pública. Digo-o à vontade, pois nem sempre concordei com ele.

  8. Isto, isto, isto, isto e aquilo.

    I

    José Sócrates: que memórias do caralho, que querem? Não dá mais!

    – Ele gostava muito de mim!
    – …
    – E tratava-me sempre por Sócrates. Insistia comigo para que o tratasse pelo nome.
    – …
    – Ele dizia: para ti sou, apenas, o Senhor Dr. Jorge, Senhor Dr. Jorge Fernando Branco Sampaio…
    – ?
    – Senhor Dr. Jo… Mas eu não tinha coragem, bem vê ele era de uma geração antiga à minha.
    – …

    II

    Aproxima-se um irmão-gémeo na desgraça e eis o Santana Lopes: o que nós, portugueses honrados, tivemos de ouvir!

    – Ele era uma pessoa muito culta e gostava muito de falar de outras coisas.
    – …
    – Muitas vezes ele dizia: fique mais dez minutos, vamos falar de outra coisa.
    – ?
    – Olhe: muitas vezes falávamos de futebol.

    III

    Eis a enésima prova de que o António Costa pensa que nos engana (o careca é simplesmente famoso por ser um dos amigos do PM, com carteira profissional é verdade, mas de advogado dos negócios sempre e sempre ao serviço de interesses privados). O alcoolismo dará cabo do tipo, decerto.

    – O Dr. Jorge Sampaio foi meu mestre [?] e meu amigo [?]…
    – …
    – … e foi com ele que aprendi o que é estar sempre disponível para o serviço público (SIC).

    IV

    António Costa, o próprio.

    – Um por todos e todos por um…
    – ?
    – … quer dizer, vamos lá a ver, como diz o D’Artagnan.
    – ?
    – Vamos lá a ver.

    V

    Por fim, chegados ao Féfé, poupo-vos a longa exibição de banali-, de parvoíces e de inutilidades.

    – Blá-blá.

    [Em conclusão. Ninguém tem direito a passar isto: coitados da viúva, do irmão e dos filhos.]

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