42 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. claro que tem, o problema da venezuela, fome e miséria, foi e continua a ser o boicote económico imposto pelos americanos e seus aliados europeus. os primeiros querem o petróleo de borla e os outros aproveitam a boleia para confiscar as contas bancárias do estado venezuelano. deu um jeitão aos bancos falidos da europa, o novo banco é um deles. a estória das eleições com o palhaço guaidó inventado pelo governo do trump, as manifestações e encenações de guerra civil feitos pela cia não convenceram ninguém. criaram mais um problema para se resolver com o sofrimento dos venezuelanos à semelhança do que fizeram no iraque. tudo o que disse é verdade, sustentável na realidade e moralmente defensável.

  2. A resposta do Lula (ou a tua, ou a minha), se o país em questão fosse Portugal, ou os EUA, ou a Colômbia, seria diferente? Deveria ser diferente? Todos os países independentes são iguais, mas alguns são menos iguais, e independentes, do que outros? O que sabes tu (ou eu) da Venezuela para além do que a propaganda merdiática que te (nos) tenta comer as papas na cabeça com o Sócrates e afins te (nos) enfia pela goela abaixo? Não te envergonha que um país independente como o nosso se comporte como uma dependência da América e apoie, seguidisticamente, um jagunço apalhaçado e homem de mão do império “do bem” como Juan Guaidó, o Ventura lá do sítio? A evidência de que o Nicolás Maduro se comporta também publicamente como um canastrão histriónico, ridículo e fanfarrão não conta, não é crime e, para todos os efeitos, é ele o presidente legítimo do país, através de eleições reconhecidas como limpas por observadores de organizações independentes, como a do ex-presidente americano Jimmy Carter.

  3. O Lula mostrou ser um Político e colocou as setas na mouche no que concerne
    à Venezuela, onde vivem cerca de meio milhão de portugueses enquanto o nosso
    Governo se limita a ser um seguidor obediente das políticas americana e da UE!
    Gostei da banhada que, o orelhas levou, com as suas perguntas sobre a injustiça
    (hoje mais do que provada) das condenações de Lula da Silva, mais uma vez ficou
    claro em que campo joga o escritor a metro … pela expressão facial do mesmo era
    notório que estava a precisar de um pratinho de iscas!!!

  4. o autor do post pede a opinião dos clientes e o pascóvio descarrega 6-fardos de palha-6 da zona gay & arredores. nem se deu ao trabalho dos traduzir para o indigenato que não sabe línguas estrangeiras como ele, mestrado em “reverse engeneering” com sci papers & presentations no parque intelectual do continente & ilhas adjacentes.

  5. O primeiro link da Zona gay tem tradução em franciú e espanholez. Esse, já conhecia, mas confesso que ainda não fui ler os outros.
    De qualquer modo, temos noção que o português não existe na cena mundial.
    Se não forem os brasileiros, não temos internet em “Tuga language”.
    Estamos tão preocupados com os detalhes do acordo ortográfico que à primeira oportunidade traduzimos para inglês ou “estrangeiramos” a nossa culturalidade como no caso da produção “massiva” de “custard cream tart”.
    Conheço pessoal que fala com espanhóis em inglês, só para mostrar que somos os maiores.

    P.S.- Acho que o meu comentário anterior foi c’os porcos.

  6. não sei. foram os usa e ue que obrigaram a Venezuela a sair da Corte Internacional de Direitos Humanos ? ou a contrair uma divida externa colossal? não , pois não? o mundo é só composto pela ue e usa? não existe a china e a rússia ou a turquia ? a última vez que vi continuavam no mapa. não há terra arável na venezuela? fica no deserto , é?

  7. No que concerne à informação, sim, só existem EUA e UE. Basta ler o comentário da YOlinda.
    Aliás, o registo não muda, seja o taxista, a peixeira ou o zé da esquina c’a “mine” na mão É por isso que existe a psicologia de massas.
    No meu comentário desaparecido já referi o assunto, mas não me apetece debatê-lo com quem está nesse nível de informação porque é um esforço inglório.
    Vale a pena ver analisar alguns links do Camacho para ajudar a abrir a mente.

  8. deserto é a areia que tens na cabeça e que podias usar para limpar panelas, serias mais útil ao pib da nação do que vir práki esfregar ignorância. se andassem preocupados com os direitos humanos começavam por boicotar a turquia, egipto, qatar, emiratos, arabia, saudita e bahrain que vêm abaixo da venezuela na lista (pág. 135). bastava proibir os voos da qatar, emirates, saudia, gulfair, turkish e egyptair, mas arricavam ficar sem pitróil e suez de vez.

    https://www.article19.org/wp-content/uploads/2020/10/GxR2019-20report.pdf

  9. ya , já percebi que desenvolver o país com trabalho dá uma trabalheira e não dá prós” coronéis” sacarem algumas toneladas de milhão por fora. muito melhor o ouro negro , com esquemazitos sempre sacam aquilo que querem os manda mais.
    a mania que têm de assacarem as circunstancias externas e à América os falhanços internos é coisa de esquerda ou a direita também faz isso ? faz , já me lembrei : a china!! é a culpada de todos os males.

  10. e claro , o sucesso da china não tem nada a ver com o facto dos chineses trabalharem que nem formigas , é por causa de lá o sol brilhar mais e serem amigos de odin.

  11. Nem de propósito:
    Descobri que este site tem artigos traduzidos em bué de línguas.
    Vale o que vale, mas creio que é interessante para quem quizer espreitar a informação que existe do outro lado da barricada.
    Claro que é só para quem se preocupa com estas questões a sério, não é para papagaios.

  12. NOTA — ® RT Washington upon Moscóvia: terra natal do célebre dramaturgo Shakespirado mas Acordado.

  13. Creio que não precisas das nossas opiniões, porque tens opinião formada. O Silva, Augusto, diz aquilo que gostas de ouvi. A propósito: sabias que o governo da região de Madrid quer comprar vacinas russas?

  14. A pergunta está nitidamente alinhada com a agenda do orelhas.
    Para não variar o esquema de trabalho desta besta, pelo meio de uma entrevista que pode desenvolver tantas questões pertinentes, discutem-se informações viciadas em jeito de contraditório.
    Acusa-se, por exemplo, o governo de Maduro de ser responsável pela situação crítica do país ao nível económico e sanitário, sem abordar as consequências do embargo americano ou do bloquei ao acesso às reservas em ouro que estão fora do país.

    Este post é o exemplo do que me motiva a voltar a consultar o blogue: Os comentários.
    É consolador ler intervenientes que se preocupam em questionar a “informação” que nos tentam impôr em jeito de clister e, salvo um ou outro idiota que por aqui passa, compensam alguns posts que considero enviesados por convições injustas e/ou mal informadas.

    Parecendo que não, um “brega inculto” volta a agitar a cena politica no Brasil e, talvez, no mundo.

  15. a ementa do pascóvio é canal do tio putinhas ou zona gay, não dá para ir mais longe.
    não consta que a china tenha problemas em comprar aviões, carros ou seja o que for. neste momento é o melhor cliente da airbus e foi o primeiro país a deixar em terra os 737max. o que dói aos russos não dói aos xinocas, os primeiros compram a fiado e os outros têm economia para pagar o que querem onde querem. daí que os xinocas não fazerem essas cenas peixeiras com salada russa. gostava era de saber se os amaricanos têm algum canal em russo para divulgação do sonho americano.
    aproveita-se o mula sweatte da natasha.

  16. Sendo evidentes o calculismo cínico e a lógica de interesse próprio existentes nas relações internacionais, incluindo nas que se concretizam sob a capa do “direito de ingerência humanitária”, importa não embarcar na condescendência empática reservada por certas almas a Lula da Silva, crentes nos méritos do que ele disse.
    Levadas às suas plenas consequências, as declarações do putativo recandidato à presidência do Brasil conduzem-nos ao amoralismo de uma conhecida tese: a de que cada país pode afirmar a validade do seu sistema político, baseando-se numa interpretação autónoma de democracia insusceptível de escrutínio fora ou dentro das suas fronteiras. Aplicada esta tese, teríamos de concluir nada haver a objetar quanto à realidade política interna do Irão da teocracia chiita ou da Coreia do Norte do semi-divino Kim Jong-un, julgadas implicitamente equivalentes às de países como a Suécia ou a Dinamarca.
    Assim, cada um teria o seu conceito de democracia, todas eles igualmente válidos, sendo tão pessoais e intransmissível como o olho do cú…
    Convém lembrar a essas almas quantas vezes o princípio da soberania nacional é utilizado pelo regime vigente como argumento de ultima ratio e arma oportunistíca de criminalização de toda a crítica interna e externa, condenada, no primeiro caso, como necessariamente traidora e, no segundo, como inevitavelmente imperialista.
    Repletos do seu virtuoso democratismo altermundista e enclausurados nas suas indignações selectivas, não são poucos aqueles que vivem o aparente esquecimento de quando andaram a cagar na própria coerência, e entre outros casos, se abstiveram de abrir a boca para exigir o respeito da soberania da África do Sul ou da Indonésia, nos maus tempos do apartheid ou da ocupação de Timor-Leste.
    Reconheça-se que esse grande democrata e patriota chamado Nicolás Maduro é credor de um ato da mais elementar justiça: o de receber das mãos do seu protetor, o czar Vladimir Putin, o Grande, uma distinção honorífica adequada às qualidades do premiado. Não creio injusto que lhe atribuíssem a Ordem de Leonid Brejnev, esse inefável geronte do socialismo avançado e teórico genial da soberania limitada.

  17. “Parecendo que não, um “brega inculto” volta a agitar a cena politica no Brasil e, talvez, no mundo.”

    entre aspas deve ser citação, como não dizes de quem, assumo que sejas dono da pérola.

  18. O Lula deveria saber que não é possível ao povo venezuelano tirar o Maduro do poder do mesmo modo que os americanos afastaram o Trump ou os brasileiros poderão afastar o Bolsonaro do poder. Quando o Lula diz que isso é possível (minuto 18), como se na Venezuela houvesse condições para haver eleições livres ou qualquer respeito pela vontade do eleitorado, está a esquecer todas as lições da era Chávez-Maduro, se é que ele algum dia as tirou. Depois refugia-se no argumento que isso é uma questão interna da Venezuela, como se não fosse legítimo ter opinião sobre o que se está a passar nesse país. Milhões de venezuelanos sentir-se-ão traídos por Lula. Eu também me sentiria.

  19. O nosso querido PCP, apoiante indefetível do regime venezuelano de Maduro, não falhou, como é apanágio, na hora de demonstrar a abrangência seletiva da sua solidariedade com os povos privados de liberdade e democracia.
    Juntando-se à China, Rússia e Venezuela – países cuja democracia não se discute, conforme preceito dos espíritos exclusivamente sensíveis ao imperialismo dos EUA e às manigâncias da União Europeia –, o querido Partido declarou-se contrário à resolução do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que condenou o golpe de estado em Myanmar.
    Pretextando os efeitos económicos nefastos para a população de Myanmar decorrentes da aplicação de sanções económicas decididas pela União Europeia, o grande Partido de Marx, Engels e Lenine, escrupuloso como é a evitar qualquer posição que lhe cheire a aliança objetiva com o imperialismo, na prática, o que defende é nada fazer e esperar que se resolva. Dito por outras palavras, o povo de Myanmar que se desenmerde. E quem diz o povo de Myanmar, diz o povo da Venezuela.

  20. hipótese :”… ou os brasileiros poderão afastar o Bolsonaro do poder”

    certeza: ou como “os brasileiros” afastaram a dilma do poder e evitaram a recandidatura do lula

    o trump tinha o mundo contra ele, excepto os russos e o camacho, e mesmo assim foi por uma unha negra.

    “como se na Venezuela houvesse condições para haver eleições livres”
    não foi essa a opinião dos observadores internacionais das últimas, a menos que só sejam livres quando o maduro for corrido.

    “Depois refugia-se no argumento que isso é uma questão interna da Venezuela, como se não fosse legítimo ter opinião sobre o que se está a passar nesse país.”
    não vejo contradição. é uma questão interna da venezuela, é legítimo ter opinião (lula expressou a sua) e só não são legítimas as interferências externas em estados soberanos. os americanos acabam de impor sanções económicas à rússia por interferência nas eleições americanas.

    “Milhões de venezuelanos sentir-se-ão traídos por Lula.”
    atraídos talvez, mesmo assim só depois dos contar.

    curiosamente nos últimos anos só o chavez e maduro é que chegaram ao poder através de eleições, antes e pelo meio o método foram golpes de estado apoiados pela cia.

  21. e o que é que a celina pretende fazer, mandar para lá o 7º de cavalaria e o general custer por ordem naquilo e dar posse a um presidente da farinha amparo? por mim podem mandar para lá toda a malta que reclama nas caixas de comentários e não gosta do maduro.

  22. “… as declarações do putativo recandidato à presidência do Brasil conduzem-nos ao amoralismo…”

    nem precisei de ler o resto para concluir que a tua preocupação é a recandidatura do lula e a possibilidade de ser reeleito.

  23. afinal o que é que o Lula disse ? assumi que falava da pobreza massiva e violência social e coisas arrepiantes relacionadas com a sociedade civil da Venezuela , culpando o “cenário internacional” e boicotes e bla bla bla, mas afinal parece que não.
    discurpa , Lula.

  24. Vieira, obrigado pelo link das 12:27, grande artigo de Andre Vltchek. A citação do ateu Christopher Hitchens a abrir, sobre a albanesa madre Teresa, dita de Calcutá, deixou-me logo com água na boca. Dúvidas tenho poucas de que Jesus Cristo dela pensaria exactamente o mesmo, reservando-lhe tratamento igual ao que aplicou aos vendilhões do templo. Todo o resto do artigo é muito bom.

    Christopher Hitchens:
    “This returns us to the medieval corruption of the church, which sold indulgences to the rich while preaching hellfire and continence to the poor. [Mother Teresa] was not a friend of the poor. She was a friend of poverty. She said that suffering was a gift from God. She spent her life opposing the only known cure for poverty, which is the empowerment of women and the emancipation of them from a livestock version of compulsory reproduction.”

  25. Do farol da democracia e da liberdade no planeta, seja ela de pensamento, de expressão, de informação, de imprensa ou qualquer outra já inventada e parida ou a inventar e parir, mais um luminoso e comovente exemplo:

    https://youtu.be/g5uZ_vJ4PFc

    Ora toma que é democrático! Liberdades inatacáveis, para aquelas bandas (se exercidas pelos autoproclamados bons da fita), só a do bombardeamento humanitário, a de bullyar e sancionar seja que país ou indivíduo for que mije fora do penico do império e, eventualmente, a mãe de todas as liberdades, a de assassinar os teimosos. Oremos.

  26. o amigo do pascóvio açambarcou todas as vacinas para ninguém ser vacinado:

    Os contratos que o governo Trump assinou com os fabricantes de vacinas proíbem os EUA de compartilhar suas doses excedentes com o resto do mundo. De acordo com a linguagem do contrato que a Vanity Fair obteve, os acordos com a Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen declaram: “O Governo não pode usar, ou autorizar o uso de, quaisquer produtos ou materiais fornecidos sob este Contrato de Projeto, a menos que tal uso ocorra em os Estados Unidos ”ou territórios dos EUA.

    As cláusulas em questão são projetadas para garantir que os fabricantes mantenham a proteção de responsabilidade, mas tiveram o efeito de projetar a agenda América em primeiro lugar da administração Trump na era Biden. “Isso é o que proibiu completa e totalmente os EUA de doar ou revender, porque seria uma quebra de contrato”, disse um alto funcionário da administração envolvido no esforço de planejamento global. “É uma proibição total e total. Esses parâmetros legais devem mudar antes de fazermos qualquer coisa para ajudar o resto do mundo. ”

    https://www.vanityfair.com/news/2021/04/why-the-us-still-cant-donate-covid-19-vaccines-to-countries-in-need

  27. explica-me só, julio, como chegaste à conclusão que as eleições na venezuela não são livres ao contrário do que dizem todos os observadores internacionais, por favor. porque sentir-se traido por um lider de esquerda porque se papa a tanga da direita é capaz de ser a chamada traição-invertida

  28. É a minha vez de dizer: Páde quá, Camachô.

    Este é mais um post gerador de polémica e alegre (?) discussão. Apenas reparei em algo que, creio, inquina um pouco a troca de ideias, que é a certeza com que muitos intervenientes partem para o debate.

    Talvez eu sofra do mesmo, mas se o pessoal não tivesse problemas em, como já referi, espreitar outras abordagens informativas, o diálogo talvez se conseguisse elevar a outro patamar que não aquele em que apenas se bate o pé.

    Deixo aqui umas citações, de rude tradução feita pelo “Je” que refletem, direta ou indiretamente, este assunto:
    “Todas as guerras resultam da luta por mercados e esferas de influência e todas as guerras nos são vendidas por mentirosos profissionais e sinceros (?) maníacos religiosos como a defesa de Deus e o Bem contra Satanás e o Mal”.

    “Nós apenas vemos aquilo que somos treinados para vêr”.

    “A certeza pertence exclusivamente áquele que pesquisa apenas numa enciclopédia”

    São da autoria de um senhor chamado Robert Anton Wilson e foi através dele que tomei consciência da noção de “Túneis de realidade”.
    Pode ser que interesse a alguém…

    P.S.- Não sei quem me criticou mas o “Brega inculto” é um lugar comum de uma espécie de elite social brasileira opositora do Lula e não a minha opinião, senão não teria ulilizado aspas.
    Pareceu-me evidente, mas também pode ser o meu “Túnel de realidade”. Lóle.

  29. Páde cuá ôci purtuá, Vieirá.

    Para contrabalançar um pouco os “túneis de realidade”, sirvo-me de muleta própria que, ocasionalmente, me recompensa com suculentos frutos, a saber:

    Quando uma coisa aparentemente não faz sentido, e menos sentido faz ainda que sentido não faça, a coisa a fazer é tentar perceber que coisa fará com que a coisa que sentido não faz sentido faça.

    © deste que se assina: Moi

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