9 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Deve não! Tem a obrigação de apoiar.
    Ainda estão recentes na memória as canalhices que o aldeão cavaco utilizou para impedir o governo de António Costa.
    Marcelo demonstrou que as diferentes ideologias não impedem o funcionamento normal das instituições.
    Cavaco, passos e companhia criaram no país um clima de terror. Ao governarem pelo medo impuseram as medidas que quiseram, desde as mais violentas às mais absurdas.
    Marcelo trouxe afectos, trouxe compreensão. Foi o presidente certo na altura certa.
    Reconhecer a importância que teve na recuperação da auto-estima das pessoas.
    Reconhecer a importância que teve na recuperação do país.
    Apoiar a reeleição de Marcelo não é um dever é um agradecimento.

  2. Quero lá saber da táctica do PS. Eu quero é uma candidatura credível à esquerda. Se não, voto no candidato do Bloco ou do PC…

  3. Dever não devia, porque o gajo não é flor que se cheire e à primeira oportunidade faz como o escorpião. Mas, e alternativa?

  4. Marcelo, que sempre dirá “se eu tivesse duas caras utilizaria esta ?”

    Alternativa não sei .
    Quando um homem abre a porta do carro para a sua esposa, das duas uma ou é um carro novo ou é uma nova esposa .
    Costa já abriu a porta e nao me parece que exista nem novo carro nem nova mulher .

    Centeno, dizem, é imensamente popular .
    É jovem e bom em económico-financeiras, poderia ajudar Costa .

  5. Não sei se deve.
    Sei é que lhe convém (ao PS) apoiar Marcelo.
    Marcelo (o infantil) está nas mãos do Costa (o molusco, que às vezes parece jogador de póquer). Há muito tempo que digo isto.
    Marcelo faz o jogo do PS que tem as cartas nas mãos, nem que seja por não ver (haver) alternativa no presente momento.
    Marcelo nunca percebeu o que é ser Presidente da República. Em boa verdade ele entende que a sua função tem carácter lúdico, o que, de todo, não é verdade. A sua proximidade às pessoas parece ser genuína (ao contrário do que acontecia com Mário Soares), mas estas bem trocariam os seus afectos pelos seus problemas resolvidos ou atenuados.
    A governação do PS em breve enfrentará graves dificuldades. Marcelo espera, divertido.

  6. O Costa e o Marcelo já foram, não vão ser mais.
    Atraem incêndios, nunca correram tão mal como com eles.
    Apareceu agora esta porcaria de virus, que também está a correr mal, com eles tudo fica enguiçado.
    Têm que ir Á BRUXA!

  7. Infelizmente talvez a pergunta devesse ser antes se o PS deve apoiar o novo PR? Infelizmente um pantomineirozito narcisista. Bem, o PS também é Governo e já está aí uma crise económica outra vez de que pouco se fala por causa da própria causa, a pandemia. Para sermos totalmente honestos nunca a decisão em causa foi tão pessoal e Costa vai ter uma oportunidade de marcar o país quase como Cavaco. Independentemente da dimensão da crise. Só espero daqui a uns anos não estar a dizer de Costa o que digo hoje de Cavaco. E também não faço uma avaliação muito positiva de Costa na CML. Onde basicamente também só não privatizou o que não conseguiu. Como os serviços públicos mais onerosos para a CML. E nem por essa via conseguiu extinguir os recibos verdes e outras formas de precarização laboral que são uma vergonha para qualquer entidade pública. Tanto na CML como nos muitos outsourcings que nasceram. Como é que alguém pode pensar em desenvolvimento ou até em crescimento económico sem salários dignos é para mim um dos maiores mistérios nacionais. E uma das muitas funções da FP sempre foi puxar pelos salários mais baixos do país num nivelar por alto.

    Quer queiramos quer não os partidos são sempre muito dos líderes quando estão no Governo. E também gostemos ou não foi Costa que agarrou o Governo com as duas mãos depois de perder as legislativas para os pafiosos. Sem Costa não havia Geringonça, independentemente da vontade de PCP e BE. Foi Costa que tirou a Geringonça da cartola, tentando o que ninguém tinha tentado até à data na AR em Portugal. Eu tirei-lhe o meu chapéu e também é por aqui que considero as declarações do PNS na Grande Entrevista da RTP completamente extemporâneas. PNS é Ministro porque Costa é PM – mesmo depois do excelente trabalho na legislatura anterior – e bastava-lhe considerar a pergunta inoportuna. Por mais que respeite a sua opinião pessoal. Ainda por cima com o parvo do Vitor Gonçalves. Depois do brilharete na TAP – é a minha opinião e amanhã quem se vai esconder é quem anda a fazer os piores prognósticos e ainda há uns meses atrás andava a exigir um novo aeroporto que agora havia de ser muito útil sem hub e sem os slots da TAP na Portela – perdeu uma boa oportunidade para não igualar Medina na extemporaneidade. Ainda por cima depois de uma belíssima entrevista, c/ ou s/ calmantes. Onde ainda deu para chamar parvinhos a uma série de tótós como o porta-voz do Sindicato das handlings que parece um disco riscado a reclamar por fundos covid como se a UE não tivesse acesso aos R&C da TAP. Ninguém melhor que Costa está em condições de responder à pergunta do Valupi. Até porque é ele, mais do que o PS, que vai ter de governar com o PR.

  8. Outra questão associada à pergunta do Valupi é quando? Ou se o PS já devia ter anunciado oficialmente a sua posição em relação a umas eleições que só vão acontecer no próximo ano. Daqui a 6 meses é verdade mas também estamos a viver uma pandemia – e o Governo a gerir – que pode perfeitamente adiar o acto eleitoral ou mesmo inviabilizá-lo de todo. E segundo Rio, Marcelo também ainda não se disponibilizou totalmente (?!) para a sua recandidatura para poder ser apoiado. Aliás o próprio PNS também disse que não interpretou o que aconteceu na Autoeuropa como um apoio directo.

    O PS, como aliás todos os partidos, tem os seus órgãos eleitos para decidirem esta e outras questões no local certo. Se terão ou não algum candidato próprio ou se apoiarão ou não alguém formalmente. E a partir daí é que todos os militantes serão livres para expressar a sua opinião. Inclusive que não concordam com a decisão do partido. Até lá, com tanta coisa que ainda pode mudar, o mais recomendável é cabeça fria.

  9. Costa está perante um dilema, mas não é o de apoiar ou não apoiar Marcelo. Como ficar mudo e quedo à espera do resultado das eleições seria indigno para o chefe do maior partido português, o seu dilema real é apoiar Marcelo ou apoiar um candidato de esquerda que apareça e com o qual teoricamente se identifique mais. Se houver vários candidatos de esquerda, poderá preferir um aos outros. O PS também poderia, em teoria, lançar o seu próprio candidato, mas isso está fora dos usos e costumes socialistas.

    Vendo as coisas de outra maneira, o dilema será mesmo apoiar ou não apoiar Marcelo. Porque, obviamente, o apoio a Marcelo está dentro das possibilidades lógicas do PS e apoiar outro candidato equivalerá sempre a não apoiar Marcelo (parece La Palice, mas não é).

    Facto é que Marcelo não precisa do apoio do PS para ser eleito, pois não se perfila outro candidato, nem de direita nem de esquerda, com estatura para lhe fazer frente. Assim, apoiar Marcelo poderia ser para Costa, para além do reconhecimento dos aspectos positivos (esquecendo alguns negativos) do primeiro mandato marcelino, uma estratégia de não confrontação com o Presidente, até agora visivelmente seguida pelo governo e com resultados que parecem maioritariamente benéficos. Apoiar outro candidato seria, inevitavelmente, um passo no sentido dessa tal confrontação. E com que fim? Não vejo qualquer interesse nisso e acho que Costa também não vê.

    A menos que daqui até às eleições surja um conflito político essencial com o Presidente ou apareça um super-candidato da esquerda (que ainda não nasceu), vejo mais vantajens do que inconvenientes em Costa declarar o apoio socialista a Marcelo.

    Alguns socialistas alérgicos ao actual Presidente sentir-se-ão talvez tentados em desviar o seu voto para qualquer candidato perdedor. Acho muito bem que o façam, sobretudo se estiverem cientes de que a sua atitude não vai ter qualquer efeito decisivo sobre o resultado das eleições. Mas para quem não gosta de Marcelo, tirar-lhe o prazer de ser eleito com uma votação recorde parece-me até um objectivo bastante decente.

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