Vamos lá a saber

Sócrates faz bem ou mal em protestar – enfática e veementemente – contra a difamação feita – ou aceite, mas no mínimo difundida e ampliada – por Costa contra a maioria absoluta do PS obtida em 2005?

18 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. protestou mal. devia ter protestado da seguinte maneira : ai, é , foi bera a maioria ? bem que vos soube todos os tachos e panelas que vos ofereci de bandeja absoluta. de barriga cheia, vindes agora desdenhar ? porque mantivestes as boquinhas caladas sabendo, de ginjeira, a peça que sou ? porque sujeitaste o povo à minha miséria moral? foi na esperança da segunda maioria, não foi ?

  2. É isso mesmo, quem não se sente não é filho de boa gente! Esteve bem José Sócrates,
    não pode valer tudo na busca de votos como parece ser a acção do A. Costa que, este-
    ve na única maioria absoluta do PS e, para já, a sua estratégia pode trazer-lhe um amar-
    go de boca até porque, lhe falta o carisma para convencer muitos dos eleitores!
    Não basta ser “habilidoso” pois, tem sido notório certas dificuldades … como aconteceu
    na entrevista aberta aos espectadores na TVI, não soube responder à professora com
    falta de iscas e, a uma senhora preocupada com a sua reforma logo, nada de embandei-
    rar em arco, politicamente está a milhas de Sócrates!!!

  3. O trecho da carta de Sócrates, que refere os muito bons resultados conseguidos, deveria ter sido desde sempre assumido pelo PS. Repetido, repetido, repetido, em resposta ao sistemático ataque da direita, que tentou reduzir o governo a um completo desastre e Sócrates ao diabo. Não se fez. Mal, a meu ver.
    Ainda que tenha razão, Sócrates não deveria reagir assim, neste momento. Não foi o momento indicado.
    Acrescento para o J. Madeira: aquela professora descontrolada, sem argumento credível, prestou um péssimo serviço à classe. Só não vi quem não quis ver.

  4. Goste-se ou não Costa conseguiu “relançar” o PS ao não dar a mão ao PSD, este sim, que tirou o tapete a Sócrates, Naturalmente Costa não desdenha a maioria absoluta, mas não pode admiti-lo, e assim finge não querê-la. Pode admitir-se que a presente prestação de Sócrates poderá de facto contribuir para que ela não seja alcançada e, quanto mais fracos forem os resultados do PS em maioria relativa, mais agradecem o PCP e o Bloco. As travessias no deserto podem ser dolorosas para Sócrates, podem não lograr atingir o oásis ou o Paraíso na Terra. É para mim exagerado Sócrates afirmar que Costa renega o legado do PS, desde Soares, pois na minha perspectiva tal não é evidente nem corresponde à realidade.

  5. No tempo das grandes navegações, José Sócrates seria Fernão de Magalhães, Vasco da Gama ou Colombo. António Costa teria provavelmente embarcado como o cozinheiro a quem a tripulação, desorientada e desesperada com a doença, desaparecimento ou morte do comandante e restantes oficiais, a meio da viagem e sem terra à vista, entregaria o comando da barca, sabido que era pela dita tripulação que, afortunadamente, o cozinheiro até sabia ler e escrever e tinha alguma habilidade para lidar com ingredientes de oportunidade para inventar cozinhados que lhes mantivessem a barriguinha confortada.

    Em termos zoológicos, José Sócrates deverá ser classificado como um vertebrado. Quanto a António Costa, há dúvidas sobre se deve ser considerado um molusco ou um vertebrado de espinha a modos que flexível, como uma enguia, por exemplo. Espíritos optimistas, mas cientificamente pouco rigorosos, talvez preferissem cascavel.

    Na nomenclatura de Joaquim Camacho von Lineu, a comparação entre um e outro não é viável, pois seria como comparar a Feira de Borba com o olho do cu.

  6. “os portugueses têm má memória das maiorias absolutas, quer as do PSD quer a do PS ”.

    Sócrates tem tido razão sempre nas críticas que tem feito e como tem feito mesmo tendo em conta que já nas últimas arremetidas denunciasse algum mal estar pessoal com Costa pelos seus métodos políticos subtis e de mansinho levar a água ao seu moinho em oposição ao combate frontal de peito aberto, temerário que é seu timbre e sua nobreza de carácter e foi, penso, a sua ingenuidade política.
    Costa podia ter feito imediatamente o que fez Mário Soares e faria, certamente, Sócrates caso o injustiçado fosse Costa pois essa posição poria sempre a salvo a honra o PS primeiro no futuro.
    Mas dizer o que Costa disse, como está acima transcrito do seu texto crítico, não é propriamente nem aproximadamente “ataques que o líder do PS faz à história do Partido Socialista e aos anteriores governos socialistas.”
    Dizer que os portugueses têm má memória dessas maiorias é constatar, na linguagem subtil usada por Costa para tratar o “caso Sócrates”, que por enquanto o “cm”, o “observador” e todos mídia da merda política que proliferam por cá ainda levam a melhor na tomada de consciência dos portugueses em detrimento da falsa verdade da narrativa inventada entre MP e esses mídia dos dejectos.
    Costa nunca acusou Sócrates culpado seja do que for nem sequer disse alguma vez “que se pôs a jeito”. Ainda na última “circulatura” em que participou eu o vi defender, quando atacado por Pacheco, que fora colaborador próximo de Sócrates mas nunca tivera qualquer impressão ou suspeita do PM tal como o Paheco fora próximo de Duarte Lima e este nunca dera por nada o que deixou figurão PP mudo.
    E disse mais, que Sócrates ainda não tinha sido julgado e aguardava que a justiça se pronunciasse. Mas entretanto já mudou a vidala e a compª. alex&teix esta submetida a um juíz defensor estrito da Lei.
    Em boa verdade Costa nunca hostilizou Sócrates e muito menos o acusou ou culpou do que quer que fosse e, creio até, que com o seu bom desempenho no governo e popularidade obtida junto do povo os referidos midia dos dejectos andam mais cuidadosos e certamente receosos de que uma inversão de consciência se possa dar na mente dos portugueses e tais pasquins vão pelo cano.
    Aos professores e aos motoristas de matérias perigosas quando julgavam que tinham a bomba atómica que vergaria e destruiria de vez e rapidamente Costa este deu-lhes a volta e voltou o feitiço contra o feiticeiro.
    E os que andam desmiolada e desalmadamente a imitar a campanha e os slogans dos pàf e outros reacionários ainda piores nos epítetos de “manhoso”, “habilidoso”, “oportunista”, “insuportável”, etc. apenas desejam ver cair Costa por despeito e ter em seu lugar um qualquer medíocre sem fazer contas aos custos mais que prováveis dessa mudança.
    Alguns, bem muitos, já andaram a subestimar Costa e, tenho pena, agora também Sócrates parece subestimar a estratégia de longo prazo por ele iniciada, que mal ou bem, dela já não pode voltar retroceder.

  7. Nunca alinhei e sempre me indignou a campanha anti-Sócrates, tenho uma opinião positiva da acção governativa do ex-primeiro ministro José Sócrates, mas discordo da sua intempestiva reacção à entrevista do primeiro ministro. O PS e António Costa não mereciam a atitude injusta e irreflectida, quero crer que não intencional, tomada por José Sócrates, em particular devido ao momento político que se está a atravessar. Sem grandes lucubrações é o que me é dado opinar.

  8. A entrevista do Expresso serviu para realçar junto dos eleitores as realizações da última governação do PS, quando Sócrates era 1º ministro, recordadas nos últimos parágrafos do texto.
    Este realce não podia ter sido feito por Costa, pois seria considerado apoio ao “malvado”!…
    Serei só eu a interpretar assim?

  9. Se Sócrates tivesse tido maioria absoluta em 2009 o país não tinha sofrido da maneira que sofreu os efeitos da crise financeira global. Governar sem maioria absoluta só é viável em tempos de calmaria.

  10. FEZ MUITO BEM…. E sublinho : fez muito bem em vir a terreno apresentar AS ACÇÕES QUE “TROUXERAM” PORTUGAL PARA O SÉC. XXI… E que fique registado… e que seja repetido…. AS MAIORIAS ABSOLUTAS SÓ SÃO MÁS QUANDO ENTREGAM O PAÍS AOS INTERESSES DAS SUAS CLIENTELAS…
    …. NÃO, QUANDO TÊM UMA VISÃO DE PROGRESSO ECONÓMICO E SOCIAL E SUSTENTÁVEL PARA A MAIORIA DA POPULAÇÃO…!

  11. Eu faço outra pergunta: “Costa faz bem ou mal em difamar a maioria absoluta do PS obtida em 2005?”

    Resposta benigna: Não havia nexexidade, nem táctica nem estratégica, se o critério fosse o da simples contabilidade eleitoral. Respondeu sob a influência de apenas um dos seus dois neurónios, já que, generosamente, acabara de enviar o outro de férias. Ou estava de pousio, vá-se lá saber. “Um erro sem maldade”, diria o Papa Francisco. “Não há rapazes maus… há é grandes filhos da puta”, sentenciaria o padre Américo.

    Resposta realista: além do calculismo e do oportunismo eleitoral, a liderança costista tem ciúmes (ciúmes irracionais e estúpidos, como é geralmente o caso dos ciúmes) da liderança socratista, do PS e do país, e não perde uma oportunidade para a apoucar, mesmo que isso signifique surfar a onda merdosa dos filhos da puta. Os indiscutíveis sucessos da governação costista não precisariam de truques desses, mas é um facto objectivo que pessoas inteligentes têm por vezes comportamentos requintadamente estúpidos, como se prova mais uma vez. “A ring to rule them all” parece ter-se tornado o lema de António Costa Sauron dentro do quintal socialista. Faz mal, penso eu de que.

  12. Mas que raio de difamação é que o primeiro ministro António Costa é acusado? Alguém me poderá explicar com calma e bom tom? Eu agradeço.

  13. Costa é Costa, nem Sócrates, nem Seguro nem MRS, nem mesmo Mário Soares e seu filho se ainda sobrevivessem, arranjariam uma explicação para tal fenómeno, que varreu toda a gente para debaixo do tapete, nesta demoracia de 40 e tal anos.

    Não há adjectivos!

    Oxalá, Portugal não venha a sofrer surpresas desagradáveis!

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