30 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Assegurar por todos os meios legais que as populações não sejam afectadas.

    Não permitir piquete de espécie alguma, nem qualquer tipo de ameaça física a quem ande a distribuir.

  2. Desejável é que os treinadores de bancada se mantenham calados. O problema tem muito mais do que se lhe diga. Certamente que não surgiu com tal intensidade, este ano e a poucos meses das legislativas, por acaso. Esperemos que acabe por haver bom senso de todas as partes, e que o governo consiga que não se chegue às últimas e gravosas consequências.

  3. Confesso que, aquando da primeira greve, achei aquele sindicato um bocado estranho, estranheza agravada pela muito martelada informação de o vice-presidente andar de Maserati e nem motorista ser. Deixando os neurórios vaguear ao sabor dos merdia do costume, já imaginava até sindicatos à americana, ligações mafiosas, infiltrações de extrema-direita e por aí fora.

    Acontece, porém, que a realidade tem (geralmente) muita força e tem vindo a impor-se aos meus pobres neurónios vagabundos.

    1.° – O homem do Maserati já tinha a carripana antes de tudo começar, não foi “lucro” resultante da sua actividade sindical nem foram os sindicalizados que lho ofereceram como recompensa.

    2.° – Não sendo nem tendo nunca sido motorista de pesados, já explicou que o seu apoio empenhado ao sindicato, inclusive na sua criação, se deve a uma compreensão aguda das motivações dos sindicalizados, resultante do facto de seu pai ter sido motorista e isso lhe ter proporcionado um conhecimento próximo dos problemas e dificuldades da profissão.

    3.° – Tanto quanto é do conhecimento público, o seu empenho na luta do sindicato não lhe trouxe vantagens materiais, antes pelo contrário, sem esquecer o tempo que nessa actividade ocupa e que, se usado na sua actividade principal, lhe teria já eventualmente permitido comprar mais um Maserati, ou um Lamborghini, para variar.

    4.° – Os números que têm vindo a público deixam claro que as remunerações que os motoristas em causa presentemente auferem são uma merda e o que reivindicam não tem nada de exagerado. Aposto o colhão esquerdo, mais metade do direito, em como, entre os ilustres frequentadores desta botica, não há um que ganhe tão pouco e todos estarão confortavelmente acima.

    Confesso também o meu espanto com o facto de, aparentemente, a ninguém causar estranheza a repetida afirmação do advogado da ANTRAM de que a sua ilustre representada se recusa a negociar seja o que for enquanto o sindicato não retirar o pré-aviso de greve, classificando tal pré-aviso como uma “ameaça”, uma “pressão inadmissível” e uma “chantagem intolerável”, entre outros mimos. Pensava eu, na minha parvidez, que um pré-aviso de greve, uma ameaça de greve, era sempre isso mesmo, uma ameaça e uma pressão, e que isso seria absolutamente legal e estaria plasmado na Constituição, mas agora vem esta luminária dizer-nos que tal facto é “intolerável” e “inadmissível”. Acaso pretenderá que o direito à greve seja anulado, que as greves passem a ser ilegais e os sindicalistas sejam metidos na cadeia?

    O que me parece é que o Governo, alinhando, como parece, mais com os patrões do que com os motoristas, se está a meter num buraco de onde terá dificuldade em sair, sugerindo, propondo ou mesmo impondo uma solução para o impasse. Não sei se o facto de o advogado da ANTRAM ser do PS estará a influenciar tal comportamento, mas, se assim for, espero que o ministro Nuno Santos venha ainda a ter um ataque de lucidez que o leve a perceber que tal atitude é irracional e prejudicial para a resolução do problema, para os cidadãos a quem a greve prejudicará, para o país em geral e para o próprio PS em particular. Assim, seria aconselhável que explicasse à ANTRAM e ao seu advogado que devem urgentemente modificar o seu comportamento de tentar a todo o custo humilhar e enfraquecer o oponente. A intransigência da ANTRAM tem o objectivo óbvio de partir a espinha ao sindicato, para ganhos negociais futuros, mas a arrogância da atitude e da argumentação que emprega apenas aumenta entre os trabalhadores o sentimento de injustiça, levando a uma radicalização de posições que não dará bom resultado.

  4. O mais importante seria obrigar as petrolíferas a negociar com as empresas de distribuição de combustíveis as estreitas margens actualmente existentes, de modo a que estas possam ter maior disponibilidade para negociar com os trabalhadores aquilo que estes estão a reinvidicar. No fim disto tudo as petrolíferas, com todo o seu poder, é que arrecadam chorudos lucros e, nestes, ninguém toca. Seria igualmente importante que o Governo tivesse em atenção a fraude fiscal que campeia neste sector, com subsídios a serem pagos aos motoristas sem pagar impostos e em substituição dum vencimento base decente.

  5. Vi a conferência, pergunto se as atividades primárias das unidades da proteção civil, e as que dão razão à sua existência, vão estar asseguradas visto que em simultâneo vão estabelecer os serviços mínimos.

  6. !º – Não me parece que a advogado seja um Pardal de Calcutá
    2º A questão dos nrs estão a baralhar todo o assunto. Ouvi um advogado (na RTP), do lado dos patrões, desafiar o Pardal para um frente a frente sobre os números dos ordenados. E pareceu-me muito direto…
    3 – O Maserati era alugado
    4- Isto cheira-me a esturro principalmente desde que o Banon veio a Espanha….

  7. Um sindicato comandado por um advogado videirinho que pregou calotes aos seus ex-assalariados e que quer agora envolver o governo numa negociação privada a dois meses das eleições. Uma greve destas é pura chantagem política e, pelos seus possíveis efeitos, não anda longe de uma operação de sabotagem à escala nacional, pois pode afectar toda a economia e toda a população, incluindo os seus sectores mais sensíveis e desprotegidos. Uma greve que fede a PPD desesperado com as sondagens. O governo tem feito tudo bem até agora e espero que continue assim.

  8. Se fossem os maquinistas da CP cujo o patrão é o Estado, engoliam em seco.
    Como são motoristas de empresas particulares que pagam de salário mensal 700 aéreos e de ajudas de custo 800, rasgam as vestes e vão buscar a prima da irmã do Alexandre, aquele que teve um caso mal arrumado com as Finanças e o outro que o Pardal resolveu pior com uma moçoila da terra onde nasceu.
    Quantos de vós no conforto do vosso automóvel passais por esses monstros de 8 e mais rodas conduzidos por um homem numa profissão de grande desgaste e que chegados os dias da doença ou da reforma não ganham para o sopa.
    E porquê não ganham para a sopa? Toda a gente sabe mas prefere ignorar. Os parasitas em vez de pagar o trabalho extraordinário sujeito aos impostos respectivos, pagam-lhe como ajudas de custo estando dessa forma isentos dos respectivos impostos.
    Por mim espero sentado para ver os poderes tributários fazerem uma inspeção e atuar como se impõe.
    O Vieira, esse malabarista está de saída, não ouve nem lê

  9. Quando os computadores já estavam solidamente estabelecidos no terreno,os homens das maquinas de escrever e calculadoras mecânicas. decidiam fazer greve,por qualquer razão. Surrealista,não?
    A electricidade substitui o petróleo como combustível e está, muito fortemente,estabecida e diariamente colhe aderentes.
    A pretensa greve não é mais que um Requiem por um produto e um serviço ultrapassado.

  10. Ontem fui ao cinema e não pude ver os noticiários televisivos das 20.00, como faço habitual e diariamente para RTP, SIC e TVI. Por isso, só agora acabei de ver o Jornal das 8 de ontem da TVI, que tem uma reportagem sobre o advogado do sindicato que imagino seja a que é referida nos links do Jovem Sexagenário (19.58). Como não conheço o homem de lado nenhum, elaborei o raciocínio das 18.14 com base nos elementos de que até então dispunha. A reportagem da TVI leva a crer que o homem se portou mal com os seus trabalhadores numa empresa de que foi proprietário. Lamento que, com tais rabos-de-palha, não tenha previsto que a visibilidade que a questão dos motoristas lhe ia dar, e vai continuar a dar, faria com que todos os esqueletos que tivesse no armário fossem implacavelmente procurados e expostos na praça pública, com inteira responsabilidade sua. Lamento que isso acabe por prejudicar a causa daqueles que se propôs defender, tão trabalhadores como os que ele, enquanto patrão, prejudicou em tempos.

    No que respeita à ANTRAM e ao seu advogado, nomeadamente a exigência inadmissível de retirada do pré-aviso de greve como condição para se sentarem à mesa das negociações, bem como aos erros cometidos pelo Governo, mantenho o que escrevi na íntegra.

    Quanto aos filhos da puta anónimos, tão anónimos como quem os pariu, escondidos atrás dos arbustos onde as mãezinhas os penduravam pelas fraldas enquanto aviavam pelotões inteiros de putanheiros, vermes que a mais não aspiram do que, a salvo de umas boas chapadas no focinho, chamar nomes a quem passa, sugiro-lhes cuidado. Nunca se sabe se, afinal, estão tão bem escondidos quanto se julgam.

  11. No futuro quero ver o exército a conduzir comboios, barcos, nas escolas, nas repartições das finanças e tribunais. Sempre que houver uma greve. Bastonada com força nos sindicatos! Queremos ver o Mário Nogueira com um bronze à vinho do porto!

    Justiça de Fafe para esses sindicalistas!

    Nunca mais haverá uma greve dos maquinistas do metro! Finalmente o País pode avançar!

    Somos todos muito socialista até começar a doer a certas pessoas :)

    Se continuar assim, o PS arrisca-se a ter o meu voto.

  12. A melhor resposta à greve: o Governo providenciar a instalação, por todo o país de 3.000 postos de carga elétrica. E um pequeno subsídio ao abate da sucata com motor de explosão.
    Um pouco de coragem,vamos lá .

  13. fazem como aquele da não aplicação literal da lei aos governantes e empresas da família e enquanto não derrogam o direito à greve dão uns tiros nos pardais. e prontes.

  14. Entretanto, o governo já deu a resposta que lhe pareceu mais adequada, face à situação de intransigência das partes envolvidas. Julgo que bem.

  15. “Nós temos a “bomba atómica” e vamos utilizá-la”.
    Foi mais ou menos assim que o senhor Pardal, aparecido de repente como sindicalista defensor dos trabalhadores, se pronunciou imediatamente ao denunciar o acordo que fizera anteriormente.
    Provavelmente, depois de constatar na prática durante a greve anterior as potencialidades que tinha na mão ou avisado e levado por alguém especial acerca do poderio atómico que lhe garantia todas as vitórias que travasse sem importar como travasse não hesitou e avançou destemido.
    É típico deste tipo de pessoas-gente do grupo que acusa todos os políticos de idiotas, corruptos e cobardes medricas que dizem à boca cheia se servem da política só para roubarem e se amanharem pensarem que, uma vez com poder igual em suas mãos, de um golpe os levam ao tapete.
    E quem sabe se o poder não lhes cai na mão ou, o mais normal, nas mãos dos amigos que lhes proporcionarão as mercês devidas.
    Não deixa de ser sintomático, tal como já fora a imediata ameaça de usar a “bomba atómica”, a linguagem agora usada após a declaração das disposições do governo acerca da greve de que “a democracia foi atacada”, ou “já não vivemos em democracia”, ou “a democracia morreu” com este governo e outras declarações do género típicas dos ultrareaccionários quando não lhes deixam fazer manifs à sua vontade e com representações ostensivamente hostis à democracia.
    Portanto, penso eu, a melhor resposta a dar a tal duvidosa situação presente é precisamente a que o governo já deu.

  16. “Qual a melhor resposta que o Governo deve dar caso a greve dos motoristas avance?”

    aquilo que já anunciou e se não for respeitado deve decretar estado de sítio, suspender o direito à greve e requisição civil de pessoas e equipamentos necessários. não é preciso inventar, existem leis e está previsto na constituição.
    http://legislacao.mai-gov.info/v/comum/regime-do-estado-de-sitio-e-do-estado-de-emergencia/

    e já agora, mais uma coisa, acabar de vez com a promoção que a comunicação social anda a fazer à “greve” dos revolucionários mais reaccionários do país.

  17. Acerca da “proporcionalidade” de forças.
    Porque razão aquando de qualquer acto do Estado que age com força que se revela exageradamente superior e despropositada tipo demonstração de força muita gente lança imediatamente o alarido nos midia acerca da vergonha do uso de forças desproporcinadas denunciando tal uso como abuso do poder pelo terror e medo da força sobre indefesos.
    Nesta greve dá-se precisamente o contrário no que diz respeito ao uso normal de forças desproporcionais; menos de um milhar de trabalhadores tenta paralisar e colocar em pânico milhões de portugueses também trabalhadores colocando, na prática, a vida desses milhões de portugueses totalmente em situação de indefesos e submetidos ao poder, não instituído mas consequente, de um pequeno grupo de pessoas.
    Onde estão e por andam os arautos repentistas da moralidade acerca das acções desproporcionadas?

  18. O que o governo deve fazer é, mais coisa menos coisa, aquilo que decidiu de facto fazer: assegurar que os serviços mínimos satisfazem as necessidades essenciais do país, e procurar controlar o açambarcamento e garantir a equidade na distribuição do bem escasso impondo a regra de que ninguém pode meter mais que 15 litros no depósito.
    Quanto ao mais, parece-me que ninguém tem razão: os patrões porque se recusam a negociar e a apresentar propostas, os trabalhadores porque estão a fazer uma greve agora apenas por causa do valor do salário a partir de 2021 (uma vez que os patrões já acordaram com os sindicatos um salário satisfatório para 2020). Mas os trabalhadores têm, a meu ver, muito menos razão – é perfeitamente extemporâneo realizar uma greve apenas porque os patrões se recusam a negociar o salário para 2021, 2022 e 2023.

  19. adelinoferreira45
    Segundo informação avalizada se “os poderes tributários fizerem uma inspeção” quem se vai lixar são os motoristas porque pelo que dizem receberam o bruto logo são eles que devem os impostos.

  20. Jovem Sexagenário
    Para as Finanças arranjaste solução; para a Segurança Social é que não!
    Oremos

  21. ” para a Segurança Social é que não!”

    desde quando é que as ajudas de custo pagam segurança social? urinemos.

  22. Quando não se sabe urinar lê-se mal. Lê outra vez e assim podes começar a urinar melhor. No caso de um inconseguimento recorre a um urologista

  23. Sai uma autocitação copypastada:

    “O que me parece é que o Governo, alinhando, como parece, mais com os patrões do que com os motoristas, se está a meter num buraco de onde terá dificuldade em sair, sugerindo, propondo ou mesmo impondo uma solução para o impasse. Não sei se o facto de o advogado da ANTRAM ser do PS estará a influenciar tal comportamento, mas, se assim for, espero que o ministro Nuno Santos venha ainda a ter um ataque de lucidez que o leve a perceber que tal atitude é irracional e prejudicial para a resolução do problema, para os cidadãos a quem a greve prejudicará, para o país em geral e para o próprio PS em particular. Assim, seria aconselhável que explicasse à ANTRAM e ao seu advogado que devem urgentemente modificar o seu comportamento de tentar a todo o custo humilhar e enfraquecer o oponente. A intransigência da ANTRAM tem o objectivo óbvio de partir a espinha ao sindicato, para ganhos negociais futuros, mas a arrogância da atitude e da argumentação que emprega apenas aumenta entre os trabalhadores o sentimento de injustiça, levando a uma radicalização de posições que não dará bom resultado.”

    O sentimento de injustiça, indignação e impotência que os motoristas vão sentir conduzi-los-á, muito provavelmente, a opções menos claras e abertas, mais insidiosas e, eventualmente, levando a situações muito mais difíceis de solucionar. Outros trabalhadores, noutros sectores, aprenderão a lição e, em lutas futuras, optarão por alternativas que não ofereçam o flanco, como agora aconteceu, mas que não serão menos gravosas para a população em geral.

    Não sei se António Costa optou conscientemente pela via de outro Costa, o Afonso, que passou à História com o triste epíteto de “Racha-Sindicalista”, mas se assim é, e se acredita que, com esta “firmeza”, ganhará apoios e votos em sectores que “tradicionalmente” preferem a direita no poder, acredita mal. Feito o trabalho sujo, e perdidos à esquerda, social e política, apoios e votos (oiçam a Catarina Martins, que percebeu isso muito bem), essa direita social, se os ventos lhe correrem de feição, afinfar-lhe-á um chuto no sim-senhor sem a mínima hesitação e voltará a pôr no poder os seus amores de sempre. Não mais geringonça, não mais direita bafienta a roer-se de impotência, a Terra voltará a girar no eixo que deus nosso senhor mandou, tudo como antes, Quartel-General em
    Abrantes.

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