16 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. O PS, com maioria absoluta e a governar sozinho, governaria ao centro, como sempre governou antes, e teria o destino de todos os grandes partidos socialistas e social-democratas que governaram com politicas neo-liberais: vidé os PS grego, francês e holandês, agora o PASOK e, pelo mesmo caminho, o SPD. Todos a serem varridos. Para governar com essas políticas o eleitorado prefere os originais, isto é, os partidos da direita.

  2. Apesar de nem sempre os seus “parceiros” terem sido solidários, sobretudo o BE, esta é a melhor solução. Com acordo escrito e bem definido quanto às suas metas e tempo para execução.

  3. Amansa um bocado o Bloco e o PC o facto de julgarem que são eles que gerem a despesa do orçamento e que os socialistas só se encarregam de arranjar a receita. É esse o modelo seguido durante estes quatro anos, com os bloquistas e os comunistas a apregoarem constantemente que todas as medidas fixes (implicando despesa) do governo se devem a eles. O Costa até gosta que eles pensem e digam isso, desde que não queiram ministérios. O Bloco e o PC só se sentem bem a propor despesas, quando toca às receitas não dão uma para a caixa, voltam sempre às políticas gonçalvistas de 1975, agora com a agravante de termos cento e tal mil milhões de dívida que eles não querem pagar.
    Aparentemente, a presente solução de governo é a única maneira de conseguir um mínimo de união na esquerda, que de 1974 até 2015 sempre se digladiou entre si. Com governo maioritário socialista, o Bloco e o PC seriam provavelmente tentados a voltar à oposição sistemática dos anteriores 40 anos. Mas mesmo se Costa conquistasse a maioria absoluta, creio que gostaria de manter o essencial da fórmula actual. Não porque isso garanta maior paz social, como se viu nestes anos com várias greves nefastas, como a dos estivadores, motoristas, enfermeiros, para não falar dos eternos grevistas, como os professores. Alguns sindicatos mais aguerridos escapam ao controlo dos partidos de esquerda, outros são nitidamente sindicatos direitistas. O que o Costa ganha com a chamada geringonça é mais importante do que a paz social que não tem: é a possibilidade de união da esquerda para impedir o regresso ao poder da direita.

  4. O melhor é ficar perto da maioria de deputados de forma a só ver derrotadas medidas com coligações negativas abstrusas. Governaria esquerdinamente mas em alguns campos sem seguir as loucuras despesistas dos esquerdistas. Penso eu de que…

  5. Eu gostava que o treinador metesse o PCP e BE em campo na segunda parte. Também que o arbitro desse um cartão vermelho à direita e nunca mais fosse capaz de entrar em campo.

    Com estes jogadores temos potencial para empatar com a Albânia.

    Quando a musica terminar logo vemos como vai ser o fim da carreira destes jogadores.

  6. Para já, uma maioria folgada do PS que, sem ser absoluta, supere a direita unida, PSD/CDS, julgo que seria ideal. Até ao dia em que o PS se livre dalguns socialistas centristas, o BE dalguns trotskistas, e o PCP dalguns stalinistas, enfim que os três partidos se desempoeirem, se unam com seriedade, sem perderem a sua identidade. E o povo que escolha.

  7. Manuel Azevedo, eu não sugiro alternativa nenhuma.
    Gostaria que o PS estivesse bem (e não mal) acompanhado no governo, mas não sei se isso será possível.

  8. Não, seu Luís, não é possível. Bem podes tirar o cavalinho da chuva.

    Manuel Azevedo, o que este Luís da lavoira queria era o PS, acompanhado, sim – e bem Seguro! -, a servir de bengala a um governo… do PSD/CDS, com o Rio já seco, uma marilù albuqueca qualquer aos comandos, a fazer de remake do passos coelho, e o cavaco a reinterpretar o papel de eminência parva. Em suma, uma ópera bufa de novo, em forma de País. Não é possível.

    Voltariam, deste modo, a chacina dos cofres públicos, as altas negociatas de bastidor lesivas do Estado, a pilhagem dos lugares de mando na Administração Central, o silêncio do mário nogeira, o “ksfodam as finanças públicas” (desde que haja classe média para espremer) e a “nata” da esquerda folclórica, toda satisfeita, teria outra vez sonhos húmidos com a bela Revolução operária e camponesa e voltaria às ruas a fazer o seu estéril festival de gritaria e pedrada, para consolo dos intelectuais e Giles Garcias de todas as cores.

    É isso, no fundo, o que queriam os toscos da lavoira, mas o Povo português ainda não endoideceu. Tenham lá calma e paguem mais uns quantos artigos de openiam na jornalada e na mérdia habitual, a ver se algum dia a coisa pega de novo, quem sabe…

    We have same feather, shovel…

  9. A Geringonça é, incontestavelmente, um enorme sucesso (e quem desdenhosamente a baptizou, nem imaginava o colosso que estava a nomear, coitadito…)!
    Talvez até O MAIOR SUCESSO DA ESQUERDA PORTUGUESA, desde o 25 de Abril (Parabéns ao Costa, à Catarina e ao Jerónimo)!!
    E isto está realmente a dar cabo da cachimónia a gente como o balseminho, a cristas, o cavaco e, em geral, a toda a ansiosa e desnorteada direitolice brutoguesa, que ao fim de quatro anos de boca aberta ainda não logrou atinar com o antídoto.

    E só isto já seria razão suficiente para ela continuar.

    Mas a verdade é que, para além disto, a Geringonça é já, mais do que um grande sucesso histórico em Portugal, um caso de estudo europeu, ou seja, um caso muito sério, pelo que não merece ser agora descontinuada, nem sequer em prol duma maioria absoluta do Partido actualmente mais capaz para governar o País, pois ele há vitórias que trazem em si as sementes de futuras derrotas, assim como a derrota do PS, em 2 015, criou as condições favoráveis para germinar o grande sucesso histórico que constituíu, ninguém tenha dúvidas, a Legislatura que está prestes a findar.

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