Vamos lá a saber

Será preferível resultar das próximas eleições legislativas um Governo de maioria absoluta PS ou um Governo de PS minoritário coligado com (pelo menos) o BE?

16 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Perante o andar da carruagem prova-se a máxima antiga: o poder corrompe e o “absoluto” muito mais. Logo, não há dúvida nenhuma: o PS ainda está nos 37% e a arrogância já campeia em muitos dirigentes e em muitas decisões. Que se coliguem, sim, para que “não confabulem”…. A humildade (ainda que forçada pelas circunstâncias) é uma virtude em política.

  2. Estátua de Sal, muito desse alarido à volta da maioria absoluta é apenas folclore eleitoral. Na verdade, se o tema for o da humildade, poderemos sair com a lanterna acesa durante o dia que não encontraremos esse bicharoco na praça ou nas ruas da política partidária.

  3. Desde que a direita não tenha assento no Governo, para mim qualquer solução serve. O que é preciso é que a esquerda à esquerda do PS tenha juízo, que é coisa que me parece começar a faltar-lhe. Já chegou terem, uma vez, estendido o tapete à direita, espero que não repitam a graça.

  4. O preferível será sempre a vitória do PS com uma contagem de votos superior à coligação PSD / CDS, com ou sem maioria absoluta. Devemos ter esperança em que a esquerda radical não enverede pelo orgulhosamente sós, abrindo o caminho à direita.

  5. Só soluções com os três partidos. Uns puxam pelo melhor dos outros e abafam o pior de cada qual. Só esses dois é bem capaz de sair uma coisa muito presente nos OCS e plena de medidas aparentes e fracturantes.

  6. Continuem por esse caminho e depois digam que entregaram o ouro ao bandido, outra vez!
    Essa estória, do quanto pior melhor, pode ser perigosa como já se revelou num passado muito recente.

  7. Parto do pressuposto que a probabilidade de o PS ter maioria absoluta é muito baixa, de acordo com as sondagens que têm surgido. Ressalvando que até às eleições ainda falta muito tempo. Por isso, a questão mais premente é a de saber se o PS se vai coligar à esquerda ou à direita. Parece que a liderança do partido está a tentar manter ambas as opções em aberto. O que naturalmente gera desconfiança nos parceiros actuais e desestabiliza o PSD que tb não pode recusar liminarmente essa hipótese. Ter algum poder será melhor do que não ter nenhum. No curto prazo pode dar frutos e nada se ganha sem correr riscos. Mas tudo se vai decidir em função da correlação de forças que sair das eleições e do impacto que isso terá nos diferentes partidos. Nesse momento muitos no PS se poderão arrepender destas provocações que agora fazem ao PC e ao BE.

  8. O que a historia prova é que, de cada vez que o PS teve maioria absoluta, governou à direita, numa coligação tacita com o PSD. Por todas as razões e mais algumas, sobretudo nesta altura em que sofremos, na Europa e não so, as aberrações causadas por três décadas de politicas liberais dogmaticas, muitas vezes absurdas, uma coligação do PS com os outros partidos de esquerda é a formula magica : responsabiliza todos, por um lado, os partidos de esquerda “dura”, no sentido de procurarem exequibilidade para as suas ideias, por outro lado, o PS, para não perder a alma que afirma ter.

    Coligação PS, BE et PCP, por favor !

    Boas

  9. Do meu ponto de vista a solução preferível é a que reúna a esquerda – isto é, PS, BE e PCP.
    Prefiro que o PS não tenha a maioria absoluta já que tem demonstrado na sua prática que é um partido com uma “ideologia” permissiva, que resulta num saltitar constante entre a social democracia liberal (whatever it means), ie, centro direita, e a esquerda (veja-se a propósito o namoro encapotado entre Costa e Rio).
    Os acordos com a esquerda (BE, PCP) serão necessariamente delicados e exigirão um enorme esforço de todas as partes. O PCP é provavelmente a negociação mais difícil, contudo – apesar do comportamento do Partido posterior à clamorosa derrota eleitoral nas autarquias, é uma peça importante no quadro democrático pelo que deve ser incluído na coligação.
    Quanto ao BE o que se espera é que continue a crescer – quer em % de votos (lugares no Parlamento), quer em maturidade política, de modo a poder garantir estabilidade a uma governação fortemente comprometida com o bem público e o bem estar da população.
    A acontecer o que preconizo – condições para estabelecer um entendimento do PS à esquerda, penso ainda que será o momento de ser formalizada uma coligação com distribuição de pastas pelos coligados.

    boas!

  10. Em resumo e menos considerandos: Que o PS vença a direita, com ou sem maioria absoluta, e PCP e BE se comportem…

  11. Seria preferível uma maioria absoluta do PS, caso este apresente um programa eleitoral de governo que respeite e defenda os princípios e valores da esquerda democrática.

  12. Das próximas eleições é bom que saia uma composição parlamentar qualquer que mantenha a direita afastada do poder. O resto é indiferente.
    Com ou sem maioria absoluta, o PS terá sempre oposição à esquerda, porque PCP e BE só sabem funcionar como partidos de oposição e reivindicação. A actual solução de governo não é uma coligação.
    Com ou sem maioria absoluta, o PCP e o BE não terão outro remédio senão aprovar os orçamentos, a não ser que queiram a direita de volta, como em 2011. Como prémio, PCP e BE sempre poderão proclamar que todas as medidas boas do governo de Costa se devem a eles. As suas clientelas acreditam nisso e o Costa até gosta que elas acreditem.
    Quanto ao PSD, duvido que Rui Rio queira ou consiga ser um possível parceiro de coligação do PS. Se tentar isso, a extrema direita laranja deitá-lo-á abaixo. Mesmo sem o tentar, os deputados laranjas fieis ao Coelho já estão a sabotá-lo, como se tem visto.

  13. O ideal é manter o que está. O PS tem grande tendência a ceder aos grandes interesses, precisa de ser controlado. Além disso, tem muita gentalha que de socialista não tem nada, e que numa situação de maioria absoluta, tenta satisfazer interesses pessoais, que nada têm haver com os interesses do país.
    Inclusive os riscos de corrupção aumentam exponencialmente com maioria absoluta, como se demonstrado por este mundo fora.

  14. O que tem tornado este Governo apreciado tem sido a maioria relativa e as medidas a que tem sido forçado por BE e CDU. Quando foge disso —

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