32 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. É perguntar ao António Arnaut , é versado na matéria.. O zézito fez cenas condenadas pela moral , pela ética , pela política e pela justiça , um campeão :)

  2. ” O zézito fez cenas condenadas pela moral , pela ética , pela política e pela justiça , um campeão”

    yah, yo… pela moral da direita, pela ética da direita, pela política da direita e pela justiça da direita. sendo um gajo de esquerda, qual é o espanto? só se for pelo facto da moral, ética, política e justiça da direita só se aplicarem ao pessoal da esquerda, porque à direita é vê-los a gozar com essas cenas dos valores que inventam para julgar os adversários políticos. é ligares a pantalha e veres o show de gravatas duarte lima, os elogios do ex-primeiro coelho ao empreendedorismo do lóreiro, do oliveira casca a mamar sandes numa audiência, do coimbra a confundir banco insular com bilhete de identidade, do cavaco a queixar-se das reformas não darem para as despesas, do alex pedir 10k ao amigo figueiredo e meter uma cunha para empregar o filho na sonangol e quando descoberto aldrabou o processo, do paneleirote do caldas não ter uma equipa do manholas a investigar-lhe os nós das gravatas e os submarinos descapotáveis, verde british pagos pela moderna arquivados pelos cabrões do costume que processam à esquerda e arquivam à direita e daquele artista que todos os dias nos dá lições de moral na tv, o presidente marcelo, bué de católico que vive amancebado com uma tia administradora do bes.

  3. Boa pergunta.

    Eis a minha opinião, salvo melhor informado :

    “Julgamentos judiciais” são decisões dos tribunais que autorizam o usa da força publica para impor o respeito de uma certa categoria de “juizos morais” ou de “juizos éticos” (as palavras “moral” e “ético” são sinonimas) : aqueles que, de forma estritamente delimitada pela lei, que por sua vez resulta de um “juizo politico” transformado democraticamente em “decisão politica”, a comunidade decidiu reservar-se o direito de impor a todos os seus membros.

    Nota complementar : um “julgamento” é um juizo emitido por um tribunal cuja autoridade é aceite. Aplica-se aos juizos dos tribunais instituidos pela lei, e também aos do tribunal da consciência (e também, para quem acredita nisso, ao juizo final de deus), mas não em principio ao “juizo politico” que so passa a poder ser imposto (se necessario por julgamento judicial), quando conste de uma decisão legitima e democratica da comunidade, ou seja quando consagrado por lei.

    Uma questão deveras pertinente e importante pelos tempos que correm, e em relação à qual vale com certeza a pena dedicar uns momentos de reflexão.

    Boas

  4. Saudades de Mário Soares, saudades de Almeida Santos, saudades de Maria Barroso.
    Saudades do PS de Mulheres e Homens de DEMOCRACIA corajosa.
    Ps convertido em me too de uma direita arruaceira e hipócrita deixando UM DOS SEUS MELHORES POLÍTICOS frente à matilha.
    Rui Rio brilha na prudência elegante.
    Isto vai acabar muito mal para o ps.
    Já esta a correr muito mal.
    Disseram que José Sócrates se sabia defender…oxalá o faça exemplarmente.
    Em política a qualidade das pessoas conta e muito. Os arautos que abrem a bocarra são ratos de baixa qualidade e de práticas conhecidas e nunca sucedidas.
    A enxurrada já começou. O cerco será feroz.

  5. Desculpa lá a indelicadeza mas como continuo sem resposta, da minha parte continuo mais interessado em saber porque é que este meu comentário não entrou ontem pela manhã:

    O verdadeiro intuito do processo Marquês ficou logo clarinho como água quando foram ás chegadas do aeroporto de Lx prender um ex-PM com câmaras de televisão, quando como diz o Valupi e muito bem, o arguido até tinha acabado de se oferecer como voluntário para esclarecer o que fosse necessário junto das autoridades. Como corolário temos agora o Pinho que nem nunca “foi confrontado pela autoridade judiciária competente” com os indícios com que o MP achou por bem constituí-lo também arguido. Basicamente a Justiça em Portugal voltou aos bons tempos antes de Abril. E se sobre tudo o que está a acontecer ao nível da Justiça em Portugal, independentemente até das figuras hoje acossadas, os partidos políticos e não só o PS, não têm nada a dizer só provam o que já se suspeitava há muito tempo. Não há um único partido hoje em Portugal digno dos capitães. Aliás, basta atentar na sentença “cagada” por um deputado do Bloco na AR ontem aquando da proposta da CI.

    O Bataglia, com um mandato de captura internacional sobre a cabeça, está para o processo Marquês como Ricciardi para o caso BES. Dois monstros de credibilidade com o rabo tão preso que até a Mãe vendiam. Lá está, a maravilha de andar a premiar bufos. A PIDE fazia o mesmo.

    Ontem só as declarações de António Costa à tarde, que considero na mesma linha das que sempre proferiu me impediram de inserir um comentário no post anterior. Na altura em resposta a outro user mas sobretudo sobre as declarações de outros socialistas. Hoje e depois de uma decisão que considero muito digna decidi voltar ao comentário. Com a compreensão dos outros users aqui fica:

    MRocha: Todos no mesmo dia?

    As declarações do Galamba foram exactamente na linha de Carlos César e Santos Silva. Salvaguardados pelo se se vier a provar alguma coisa… E na política não há coincidências. E a minha leitura é exactamente a mesma do josé neves. Medo! Já todos perceberam que qualquer um pode aparecer como corrupto na praça pública. Com a agenda do MP como diz o Valupi. Eles é que deviam ter vergonha e como eles, até independentemente do que se se vier a provar. O Joe Strummer explica porquê. E o Sá Fernandes também já aflorou bem a questão. A primeira grande consequência foi ouvir a Cristas dizer que já são muitos casos de corrupção e todos do PS?! De uma assentada apagam-se os submarinos, o BPN, os vistos gold, etc, etc , etc. Uma maravilha! O que o MP está a conseguir é algo inimaginável em qualquer Estado de Direito. E até há bem pouco tempo em Portugal.

  6. P, não sei por que razão tens tido comentários a ir parar à lista de “spam”. O teu IP não está lá, pelo que não encontro qualquer explicação. Sei que isso já aconteceu no passado com outros comentadores habituais, pelo que vou atribuir a uma flutuação do vácuo o fenómeno.

    Entretanto, como podes ver, consegui salvar este teu comentário acima. Se quiseres podes repeti-lo na caixa respectiva, obviamente. Mais que tenhas perdido já não são recuperáveis pois foram apagados do sistema anteriormente. Único consolo perante a chatice, o de continuares a não pagar nada pelo serviço.

    Abraço

  7. Quanto aos julgamentos judiciais, alguém sabe quando, por quem e porque é que os tribunais foram abolidos e os julgamentos e condenações passaram para a ser competência do Ministério Público?

  8. Cavo de bola como é que uma civilização fundada, entre outras coisas, no “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” alimenta e mantém o instinto de vingança animal, e de farejar sangue, como se tivesse começado ontem.

  9. Pois, sim, ò Viegas! Perora bem mas deixa de lado o essencial: ao contrário dos meus juizos ético/morais, os julgamentos judiciais não pode nem devem bastar-se com “ressonância de verdades” apoiadas em cascatas de deduções. E isso faz toda a diferença, porra !

  10. P,

    Tens razão, pá! Na altura em que respondi ao teu comentário ainda não tinha tido conhecimento das declarações de Costa e SSilva.

  11. Caros,

    Em teoria, Lucas Galuxo, a lei e os tribunais (o sistema juridico) servem precisamente para substituir o sistema de vingança privada, que é ja de si um avanço em relação ao império da força bruta. O sistema juridico não deixa de conservar marginalmente alguns traços do sistema de vingança privada. Não é por acaso e, se reflectirmos um pouco, vamos compreender que é precisamente pelas razões que fazem com que o direito não possa desenraizar-se completamente da moral.

    Na pratica, Pandil, o Ministério publico não julga, apenas acusa (ou opina se estivermos em matéria civil). E não so não julga, como lhe é absolutamente proibido fazê-lo, ou mesmo atentar à presunção de inocência. Existem regras nesse sentido, executorias, que podem ser invocadas numa queixa, e que nalguns casos por aqui muito falados, motivaram acções que estão em curso, tanto quanto julgo saber. Da mesma forma e pelas mesmissimas razões, cabera aos tribunais, e não aos acusadores, decidirem do mérito destas queixas em função das provas e, se for caso disso, dos elementos resultantes da instrução.

    Ha uma forma ainda mais simples de responder à questão do Valupi : uns juizos (os morais ou éticos) obedecem à real gana de cada um, os outros (os judiciais, e também as decisões politicas em democracia) obrigam a confronta-la com a realidade e, entre outras coisas, com as opiniões dos outros. Donde, de um certo ponto de vista, a autoridade especial atribuida aos julgamentos dos tribunais, que não fazem senão espelhar a lei comum.

    O que esta acima vale apenas nas matérias onde as liberdades de uns e outros podem entrar em conflito, claro. Nas outras, impera a liberdade mais absoluta e assim é que esta bem.

    Boas

  12. Caro MRocha,

    Os julgamentos dos tribunais apoiam-se na lei e na apreciação dos factos que, em matéria penal, deve ser feita no pleno respeito da presunção de inocência. De contrario, arriscam-se a ser infirmados pelos tribunais superiores e, se for necessario, por tribunais internacionais como o TEDH.

    Agora na apreciação da prova, inevitavelmente, o juiz baseia-se num feixo de presunções. Isto é sempre de muito dificil compreensão para os leigos, mas é insofismavel. Se procurar a certeza absoluta com 100 % de probabilidade, nunca condena. Ora o juiz não é um homem de ciência, que procura a verdade absoluta. E’ uma autoridade a quem cabe arbitrar entre dois males : por um lado a injustiça possivel de uma sanção para o réu, por outro, a injustiça possivel de uma absolvição para as vitimas e para a sociedade.

    Logo, aquilo que se requer para condenar, é um feixo de presunções suficiente para afastar qualquer duvida razoavel (como dizem os anglo-saxões : beyond a reasonable doubt). Não é facil chegar a este ponto – e ainda bem que não é. Mas também não é impossivel sem a confissão do réu – e ainda bem que não é.

    Boas

  13. Ò Viegas, serei leigo, mas não sou parvo, porra! Explique lá qual é o lado insofismável de uma sentença que condena alguém por homicidio e ocultação de cadáver quando do dito cujo, nem rasto ? Já no outro dia lhe deixaram aqui essa pergunta e v borregou. Ou vai dizer-me que o principio de que a dúvida deve beneficiar o réu não é uma das traves mestras do direito moderno ? V ou algum dos dignissimos envolvidos na condenação referiada, podem garantir com 100% de certeza que a tal Joana está morta ? Não pode, pois não ? Então qual a parte “razoável” do processo? A “confissão” obtida à chapada ?
    E no caso Rui Pedro. Afonso Dias esteve preso porquê, exactamente ? Por ter levado o gaiato às putas ? Qual é a parte do “beyond a reasonable doubt” que teremos aqui para apreciar ?

  14. Que parvoice, desculpe la,

    Não borreguei. Apenas disse, o que é um facto, que ignoro este caso, mas que admito que possa ter havido um erro, e mesmo uma falta grave por parte dos tribunais. Repare que nada do que digo acima impede que haja erros nas sentenças dos tribunais e repare também que, como também frisei, eu ganho profissionalmente a minha vida, em grande parte, a tentar demonstrar tais erros perante tribunais superiores.

    Os tribunais são compostos por mulheres e por homens, faliveis. Por isso mesmo é que existe colegialidade (infelizmente ameaçada), direito a recurso, etc. E mesmo assim não existe garantia contra erros, nem contra faltas.

    Pela menos enquanto os tribunais forem compostos por mulheres e por homens. O MRocha tem uma ideia melhor ? Ora diga-nos la com é que deveria ser, no seu critério ?

    Boas

  15. Viegas,

    Evidente que ninguém é perfeito nem omnisciente, porra ! Mas essa consciência de que não somos infaliveis, não devia, por todas as razões, ser cultivada com particular afinco nas magistraturas ? Exemplo: pelo que hoje se sabe do que de facto se sabia na altura, qual teria sido a atitude mais sensata do chamado “juiz das liberdades” qd decretou a preventiva ao JS? Dito de outra forma e não fugindo à sua questão: na dúvida ( por pequena que seja ) o beneficio do sistema não devia ser sempre concedido ao indiciado/ arguido/acusado ? Outro exemplo concreto , o caso Casa Pia, onde houve acusações e julgo que condenações relacionadas com o uso de certa casa aqui em Elvas. Então os meritissimos não acharam estranho que a acusação não tivesse conseguido apresentar uma única testemunha desta parórquia de coscuvilheiras que por uma vez que fosse se tivesse deparado com uma das figuras publicas envolvidas ?!Essa merda desse detalhe não mereceria um sininho de dúvida que fosse ?? E no entanto…foi o que se sabe.

  16. E-E-Edward John Smith, melodias de sempre (actualização).

    State of the art, ontem.

    «Pouco tempo depois Valupi começou a compreender a enormidade do que estava prestes a ocorrer, já que não havia botes para todos abordo e a tripulação não tinha a menor experiência em evacuações de emergência. Ele aparentemente ficou paralisado pela indecisão…O capitão não deu nenhuma ordem para evacuação, não disse para seus oficiais preencherem os botes, não organizou a tripulação e negligenciou informações cruciais, algumas vezes dando ordens ambíguas ou impraticáveis.», porra!»

    State of the art, hoje.

    «O ângulo do Aspirina B começou a aumentar rapidamente já que a água estava entrando em partes anteriormente intactas… O aumento súbito do ângulo criou uma onda que varreu a parte dianteira do convés dos botes, jogando várias pessoas na água… A popa se ergueu no ar enquanto a proa ficou submersa, com sobreviventes afirmando terem ouvido um enorme estrondo vindo de dentro da embarcação. Após mais um minuto as luzes do Aspirina B piscaram e se apagaram completamente, deixando todos na escuridão.», porra!

  17. MRocha,

    Duvidas pertinentes (eu também tenho algumas, mesmo dando o desconto por estarmos num caso em que a desigualdade de armas não é necessariamente em favor da acusação, e mesmo considerando que as diligências não são sem analogia com o que vejo praticar noutros paises, veja-se por exemplo o caso do Sarkozy em França – e escusa de lembrar que este ultimo não esteve detido em preventiva, eu sei bem que não). Presumo que é legitmo que v. explique as suas duvidas no quadro do livre debate de ideias. Afinal, assim é que se deseja que os juizos individuais se formem numa sociedade livre e esclarecida.

    Agora uma coisa é certa, quanto mais entrar neste debate, mais tera de aceitar, por uma questão de coerência, que as opiniões diversas da sua se exprimam também, de forma simétrica e com base nas mesmissimas informações, expondo duvidas opostas e, por via de consequência, duvidas sobre a inocência de Socrates…

    Pela parte que me toca, por prudência, por respeito da independência dos tribunais, e também por considerar que num caso como este é muito dificil, e nem sempre responsavel, emitir juizos quando não temos, nem podemos ter, uma informação completa sobre os factos, vou esperar pelas sentenças. E, como julgo ter dito ja, sem abdicar de as analisar com espirito critico.

    Boas

  18. Ò Viegas, v tem andado distraido, camarada ! Vai esperar pela sentença ?! Mas para quê, porra!, se a dita já transitou em julgado ?! Repare que graças ao profissionalismo e evidente boa-fé dos nossos ilustres magistrados, dentro ou fora da cadeia, o gajo já leva quatro anos de pena no lombo e os proximos não vão ser melhores. Portanto, deixe-se lá de frescuras pós-facto. Mais uma vez os meritissimos fizeram tábua raza dos direitos e garantias constitucionais e lincharam mais um na praça pública para gáudio da populaça. E isto enquanto uns tantos, como o Viegas, se refugiam nas respectivas torres de marfim, declamando por aí que isto é um mero caso de justiça e dos seus formalismos e não tem nada a ver com politica! Como diz o outro, é preciso ter topete !

  19. MRocha

    A sentença ja transitou em julgado ? Na sua cabeça talvez…

    Ja agora, largue também o vinho e, quando estiver mais sobrio, procure responder à dificuldade levantada no 2° paragrafo do meu ultimo comentario…

    Boas

  20. primaveraverão,

    E eu gabo a sua forma clara e pedagogica, e também frontal, de apontar uma unica “anormalidade” nos meus comentarios.

    Boas

  21. Ó Viegas, vá bordar merda mais com essa conversa do vinho.

    Sobre a diversidade de opiniões. Não seria mais sensato avaliá-las pelos seus impactos ? É que isto de discutir procedimentos é muito giro, mas entretanto há quem sofra na pele os consensos ou a falta deles.

    Há aqui uma duzia de anos um pequeno empresario algarvio viu-se enrolado numa história de facturas falsas com obras da EDP, com grande impacto nos mérdia regionais. Prenderam-no logo preventivamente, o negócio do homem foi pró caralho, a familia desmembrou-se, e ao fim de não sei quanto tempo, julgamento e sentença em Albufeira: sai em liberdade, nada se provou.

    Pergunta então o gajo ao meritissimo:

    – Então e agora a minha vida, como é ? – ao que o dito respondeu.
    – O senhor é novo e diferenciado, vai conseguir reorganizar-se.

    Um ano depois, o gajo matou-se.
    Portanto, ò Viegas, o caso do Sócrates a mim apenas me interessa na medida em que, pela sua notoriedade, permitiria dizer alto e bom som que algo de muito errado se passa com a Justiça lusa e discuti-lo. Mas, como bem se vê pelo seu exemplo, sobram os “académicos” que se refugiam nas torres de marfim dos seus edificios teórico-processoais e querem debater esta merda como se não tivesse nada a ver com a vida concreta de pessoas concretas que andam a ser literal e figurativamente fodidas todos os dias pelo livre arbitrio das magistraturas entretidas a tresler e a reinterpretar as sebentes do oficio conforme lhes dá mais jeito. Exemplos concretos ainda mais comezinhos que o segredo de justiça e a prsunção de inocencia:
    – Prazos – qual a puta da dificuldade em estipular um prazo que não seja passível de duas leituras ? Exemplo: afinal tenho de renovar a merda da carta de condução aos 60 ou até aos 60? É que, embora, em português corrente “aos” querira no caso dizer “durante” ( e logo até aos 61 ), a BT não pensa assim e passa-me a factura a qq incauto.
    – Retroactividade das leis – se eu tenho um doc de condução válido até 2022, por que caralho é que sou obrigado a ler jornais para ficar a saber que a lei foi alterada ( e a ser multado caso o ignore…) qd a DGV não
    me notificou da alteração da validade do doc que ela propria emitiu?
    – Representação – se trabalho na Austrália e deixo na terrinha alguém com procuração publica de plenos poderes de representação para me tratar das merdinhas que por aí tenho, por que carga de água é que até para me levantar uma carta registada nos CTT exigem ao procurador uma procuração especifica ?

    Está a ver, ò Viegas? São estas “coisinhas ” do quotidiano que infernizam a relação do plebeu com o sistema muito para lá da décima potência, enquanto uns tantos maduros das leis se entretêm a debater a diferença epistémica entre o complicado e o complexo daquilo que devia ser vulgar de lineu , como não virar do avesso a presunção de inocência para a transformar numa espécie de culpa por defeito em merdas tão corriqueiras como ir apanhar um avião. Capisce ?

  22. Primavera,

    Se nos calamos, a “caravana” passa e arrasta tudo com ela. Até ao dia em que nos calhe a nós ir tb na enxurrada e já não sobre ninguém para o impedir, como dizia o outro.
    Quer exemplos ? Veja lá se aquela conversa do “à justiça o que é da justiça” não está a fazer o seu caminho a pretexto dos “embaraços” que suscita ….Voilá !

  23. MRocha,

    Capisco perfeitamente, tão perfeitamente que mantenho o essencial do que digo nos meus comentario,s ou sej que, precisamente para tentar diminuir os casos de abuso a que v. se refere é que convém exercermos sobre a acção dos tribunais uma vigilância informada, rigorosa e feita de discernimento. Ela passa necessariamente, por muito que isso lhe custe, pela consideração de que os tribunais e os seus orgãos podem ser movidos pelo proposito de combater outras injustiças chocantes e de consequências não menos dramaticas, que derivam das lacunas ou da insuficiências da acção publica contra o crime…

    Boas

  24. MRocha,

    O cometador João Viegas é um pândego, mas a verdade é que não é único. O trânsito em julgado que ele tanto defende só seria um valor se a tramitassão do processo fosse de tal ordem que não lixasse a vida ao arguido independentemente da bondade da sentença. Como não é assim que as coisas se passam, invocar essa figura é um exercicio de supina hipocrisia e nada mais que isso.

  25. Boa ideia Alves, a justiça devia proferir sentenças de que caiba recurso para o tribunal superior da consciência do réu.

    Depois eu é que sou um pândego…

    Vocês cansam-me é o que é.

    Boas

  26. Não, ò Viegas, isso não é assim. Os tribunais não têm mandato legislativo nem legitimidade para se susbtituir à politica. Eu sei que isso é o sonho húmido de muitos magistrados, mas não consta na Constituição desta Republica. Se os meritissimos acham que têm ferramenta insuficiente ou desactualizada, proponham aos poderes proprios a sua revisão. Não têm é que se susbtituir aos ditos . Ponto.

  27. não há “anormalidade” nos teus comentários porque a merda é consistente. todos os dias a mesma conversa da associação sindical dos justiceiros fundamentada no espírito interpretativo da lei que dá mais jeito e quando nem isso dá passa o labo b do disco riscado “não conheço o processo” e faixa “às vezes os magistrados também erram”. ler os editoriais do dâmaso, os pensamentos do oitávio ribeiro, as entrevistas dos parolo de mação ou ver as participações massivas da cambada do ministério público a tentar formatar a cabeça dos portugueses em debates televisivos já não faz sentido, o broas está aqui em permanência a fazer o resumo com ar sério e conversa de estradista. se estás à espera que o rio te mande vir de paris para sentar o cu na justiça, tira o cavalinho da chuva, quem manda nisso é a dona elina que gosta tanto de papagaios como eu.

  28. Isso, isso. Javardem à vontade que, entre porcos e javalis, é incontestavel que não existem tribunais. Tudo se passa no plano “politico” como v. dizem.

    Boa continuação e bom proveito.

    Boas

  29. A irritação é que depois volta, e volta e volta….
    Vira o disco e toca o mesmo.
    Não assimila argumentos claros, dentro da Lei, da Constituição, e do mais elementar Bom Senso.
    Nada do que se diz abre caminho à mais ínfima retificação.
    Não larga a medíocre cassetttttteeeee de parolo manipulador com retórica de justiceiro.
    Reconheço, não é bom passar em branco não vá acontecer que se julgue com razão mas, caramba, custa perceber que são pérolas a porcos.
    Nem pelo menos a javalis.

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