União europeia

Caso se confirme ter sido uma acção organizada, ou inspirada, pelo “Estado Islâmico” – como tudo parece levar a crer – o ataque desta noite em Paris deveria gerar uma resposta militar conjunta da Europa. Isto é, a situação na Síria e no Iraque tem de ser finalmente resolvida através da erradicação completa dos terroristas e da instituição de soluções políticas que sejam mais fortes do que as divisões religiosas e étnicas.

Um dia de atraso para esse desfecho é mais um dia de perigo para a liberdade na Europa.

33 thoughts on “União europeia”

  1. Uma «resposta militar» contra quem, intrépido Valupi? Então a solução dos nossos problemas não estava já a caminho, com a naturalização acelerada de resmas infindas de judeus vítimas do D. Manuel e de mais e mais árabes expulsos dos seus países pelas respostas militares dos ora gostosamente invadidos? Ia jurar que estava.

  2. Valupi: «… a situação (…) tem de ser finalmente resolvida através da erradicação completa…»

    Pedagógico exemplo de prova oral de holocausto. Pronto para enfrentar um Tribunal Militar Internacional?

    Valupi: «Um dia de atraso para esse desfecho é mais um dia de perigo para a liberdade na Europa»

    Pan, pan, pan, pan. Ici Londres, les Français parlent aux Français.

    Felizmente as autoridades estão atentas. Que não escape nenhum terrorista!

  3. ” a naturalização acelerada de resmas infindas de judeus vítimas do D. Manuel ”

    Oh oh … Quando coneçarem a pedir indemnizações vai ser lindo .

    Caso se aplicasse igualdade de critério, também os descendentes das populações árabes dizimadas no sul do país, – um autêntico genocídio – teriam direito a uma reparação .
    Deu-se o caso de terem sido mortos e não terem deixado descendência, digo, memória de descendência.

    Quanto à questão que Valupi levanta, é evidente que é impossível uma erradicação completa de terroristas e de divisões religiosas e étnicas.
    Basta recordar que até mesmo aqueles que tentaram abordar e mitigar o problema, veja-se por exemplo o caso da comunidade Bahá’i, acabaram perseguidos, seja política, seja mesmo religiosamente – a este título, ver o que sucedeu no Irão dos ayatholas.
    Se nem o sincretismo religioso consegue atenuar as divisões religiosas, qual seria a solução?
    A humanidade, tem entendido, que é a guerra .
    A guerra, movida em nome da religião ou sem ser em nome da religião, alimentando um círculo vicioso.
    Na verdade, talvez o homem nunca se venha a libertar, nunca.

  4. A erradicação completa do “Estado Islâmico” é possível, bastando que não disponham de território. Sem território desaparecem, mesmo que possam continuar a cometer crimes. Mas já não seriam o que são agora e que está na origem de tão desvairada violência e tão eficaz recrutamento.

  5. Valupi: «A erradicação completa do “Estado Islâmico” é possível, bastando que não disponham de território.»

    Óptima piada, Valupi. E como é que se faz? Chama-se o Sir Robert Thompson, o Westmoreland e o patarata Kaúlza para meterem tudo em aldeamentos estratégicos? Irradiam-se todas as cidades, aldeolas e desertos? E como é que se irradia o território encoberto das alminhas?

    Sem território desaparecem, mesmo que possam continuar a cometer crimes.

    Isso seria uma notável inovação, não só nos anais do bombismo, mas da jurisprudência e da própria lógica: o crime sem criminoso. Mas a ideia original não era acabar com o crime?

    Mas já não seriam o que são agora e que está na origem de tão desvairada violência e tão eficaz recrutamento.

    Agradece o eficaz recrutamento aos imbecis que têm sucessivamente posto fora de combate todos os potenciais chefes laicos ou não-fundamentalistas no mundo islâmico, desde Nasser e Mossadeg a Saddam, Kadafi e agora Assad.

  6. Em devido tempo, Kobane, entre outros exemplos, abriu os olhos ao Ocidente para ver o que o espera se não reagir. Mas, até agora, este tem andado de braço dado com as mãos que acarinham as bestas, empurrando armas e ameaças contra os poucos que tentam fazer frente ao terror que esse mesmo Ocidente exportou para a sua terra. Vão ficar para a história do cinismo internacional estas semanas em que os russos andam a dar o corpo ao manifesto contra a barbárie enquanto a NATO, refastelada, se passeia pelas praias alentejanas, para os intimidar. Já é tarde para evitar entregar a Europa à sua extrema direita; para impedir um ciclo terror e negrume por toda a humanidade saberemos.

  7. Ainda a propósito de graves perigos para a liberdade, talvez conviesse chamar a atenção do Bloco de Esquerda para a idiotice que é andar a fazer queixinhas porque alguém se referiu na Porto TV às suas dirigentes como «aquelas esganiçadas»…

    Mas em que raio de mundo é que esta gente vive? «Esganiçadas» é algum insulto de lesa-majestade? O atrevido foi o Pedro Arroja que é uma espécie de inimputável que se julga libertário católico e se toma por uma espécie de Lorde Acton galante, mas está muito mais próximo dos delírios catequéticos do César das Neves.

    Parece que fizeram queixa porque «se morre de abuso sexista». Bom, há quem diga que o ridículo mata mais depressa. Uns cursilhos de liberdade de expressão não faziam mal nenhum às/aos queixosas/os.

  8. “Agradece o eficaz recrutamento aos imbecis que têm sucessivamente posto fora de combate todos os potenciais chefes laicos ou não-fundamentalistas no mundo islâmico, desde Nasser e Mossadeg a Saddam, Kadafi e agora Assad”

    Esta frase deveria ser repetida 200 vezes por dia pelos brilhantes estrategas político-militares ocidentais dos últimos anos, de Cheney & Rumsfeld à quadrilha das Lages. E vamos lá a ver se, um dia, o TPI não lhes vai aplicar essa sentença, entre outras.

  9. Para o Gungunhana, que acha normal chamar esganiçadas, como se fosse só isso:

    “Esganiçadas as do Bloco de Esquerda? Não me parece. Mas disse-o Pedro Arroja, economista, entrevistado no Porto Canal, sobre dirigentes e deputadas do BE… As que conheço de ouvido (que é a forma de captar o ganido) nenhuma esganiça. Mas também é verdade que só me lembro de ter ouvido três dirigentes bloquistas. A Catarina Martins – por sinal, a voz mais clara e harmónica da política portuguesa, ouve-se cada palavra que diz. É atriz, mas até essa experiência ela tem vencido e cada vez é menos teatral. Em todo o caso, não esganiça. Já ouvi também a Marisa Matias, que tem até voz de baixa frequência, com aquela disfonia a que chamamos rouquidão, perigosamente (mas é lá com ela) perto do falar das tias de Cascais. E ouvi a Mariana Mortágua, sempre por televisão, o que é mau para quem quer ouvi-la, ela é daquelas pessoas que roubam as câmaras e prendem-nos o olhar. Mas fazendo esforço já a ouvi, um falar baixo, ciciado. Esganiçadas as do BE? Não me parece. Mas defendo o direito de Pedro Arroja achá-las esganiçadas e dizê-lo. Embora ele devesse ser prudente para não se enganar tanto em público. Por exemplo, todo o Pedro Arroja parece-me unhas envernizadas e esse todo pode dar-lhe ar de azeiteiro. Eu não o diria. Porém, a seguir ele disse: “Eu não queria nenhuma daquelas mulheres, já tenho pensado, eu não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada. Nem dada!” Agora já posso dizê-lo: ele teve ar de azeiteiro.”

    Ferreira Fernandes DN

  10. Adelinoferreira45: «Para o Gungunhana, que acha normal chamar esganiçadas…»

    Não disse nada disso. Aliás nem as acho nada esganiçadas. Comecei por chamar inimputável ao Pedro Arroja, e não acho que ele vá apresentar queixa por isso.

    Acontece que também não acho nada normal que se apresentem queixas por ridicularias como esta. Especialmente se se provém de quadrantes políticos muito dados às novas hiper-sensibilidades politicamente correctas.

    Não basta assinar acordos políticos burgueses. É preciso abraçar a tolerância burguesa.

    Okay, just joking. Espero que ninguém me processe. Já basta o que basta.

  11. A guerra na Síria tem vários motivos, organizadores, financiadores e beneficiários, mas tem um organizador, financiador e beneficiário principal: a Arábia Saudita, que pretende a todo o custo impedir a construção de um gasoduto projectado por Irão, Iraque e Síria para transportar gás dos três países até ao Mediterrâneo e abastecer principalmente a Europa.

    A Arábia Saudita, o Qatar e outros países do Golfo têm em agenda a construção do seu próprio gasoduto até ao Mediterrâneo, passando obrigatoriamente também por território sírio, e querem eliminar uma parte da concorrência. Os gatos gordos corruptos de Gidá chamam mesmo, depreciativamente, “gasoduto xiita” ao do Irão-Iraque-Síria, por serem países em que xiitas controlam maioritariamente o poder, mas o seu principal problema é a concorrência. A alusão a uma pretensa “questão” religiosa serve apenas para arregimentar mais facilmente as legiões de idiotas que lhes fazem o trabalho sujo.

    Desmembrando a Síria, pensam assegurar, no futuro, o controlo de algumas regiões do país através das suas marionetas do Estado Islâmico, Frente Al-Nusra (filial da Al-Qaeda) e quejandos. Todos eles honradíssimos grupos de prestimosos escuteiros que sauditas, qataris e outros há muito financiam, treinam e apoiam de toda a maneira e feitio.

    O apoio americano, francês e britânico (entre outros) a esta manobra chama-se Exxon, Shell, Total, BP, etc., cujos interesses coincidem com os sauditas porque os sauditas não têm qualquer problema em ajudá-los a que não o esqueçam. Se não alinham, imaginação não falta para inventar dificuldades e obstáculos burocráticos a negócios de biliões, e podemos todos imaginar a selva em que tais interesses se movem. Só não se comem uns aos outros porque não há falta de milhões de animaizinhos como todos nós para encherem a barriga e se empanturrarem sem pausas. E também sabemos que as Exxon, Shell, Total e BP do planeta são as verdadeiras donas dos civilizadíssimos e ocidentais países e governos de onde são originárias, não é preciso fazer um desenho.

    Assim, o que interessa que a construção do gasoduto Irão-Iraque-Síria, que desembocaria na costa mediterrânica e abasteceria principalmente a Europa, seja do interesse de todos nós, animaizinhos pequeninos, dado que mais um jogador no mercado estimularia uma salutar concorrência e empurraria os preços para baixo? Pois elementar, meus caros watsons: não interessa porra nenhuma. O nosso destino de animaizinhos pequeninos é sermos comidos pelos gatos gordos do planeta, estejam eles em Gidá, Londres, Paris ou Washington. É isso mesmo, caros amigos: o nosso fado é sermos mastigados, engolidos e cagados… até um dia.

    Mas os interessados e dinamizadores da desintegração da Síria não são apenas estes. Temos Israel, que pensa assim abocanhar de vez e ver reconhecida de jure a ocupação dos montes Golã sírios, que a famigerada “comunidade internacional”, num raro resquício de dignidade, considera ainda (por enquanto) ilegalmente ocupados pelo estado ladrão sionista. Temos a Turquia, que, como a Arábia Saudita, tem interesse em enfraquecer o Irão e sonha talvez com a possibilidade de abocanhar uma parte do Curdistão sírio, de onde, presentemente, chega parte significativa do apoio aos curdos turcos. Temos os EUA, que, com uma Síria desfeita, pensam conseguir finalmente desactivar e eliminar a base naval que a Rússia tem na costa mediterrânica do país, em Tartus. Mas há muitos mais, daquela apetitosa melancia toda a gente quer uma talhada.

    A guerra na Síria começou com umas manifestações ditas pacíficas que a polícia de Bachar Al-Assad reprimiu com violência exagerada. Até admito que algumas possam ter sido pacíficas, mas manifestações pacíficas reprimidas pela polícia com violência exagerada temos também nós, e não começamos aos tiros à bófia em resposta, como aconteceu lá. É claro que dizer isto é para muitas boas consciências, bué de humanitárias e democráticas, o suprassumo do politicamente incorrecto, no mínimo, ou mesmo uma barbaridade, para outros, mas para todos/as estou-me eu cagando, porque vejo bem o frenesim humanitário que deles se apossa quando toca a bombardear toda a casta de indígenas do cu de Judas e arredores. Veja-se a indiferença generalizada perante os bombardeamentos humanitários que a Arábia Saudita despeja há meses, diariamente, sobre o Iémen, com o país reduzido a pó e milhares de mortos que não fazem comichão a ninguém.

    A guerra na Síria, o projecto de desmembramento da Síria, começou pelo menos dois anos antes das manifestações que alegadamente a ela conduziram e a repressão de tais manifestações não passou de um pretexto. A prová-lo não falta material, mas para um cheirinho basta ver o minuto e meio do link que ponho já a seguir, em que Roland Dumas, ministro dos Negócios Estrangeiros francês no tempo de Sarkozy, dá nota da auscultação, ou apalpação, se quiserem, que em Londres lhe foi feita sobre a disponibilidade da França para “qualquer coisa” que estava a ser preparada para a Síria, com o objectivo de derrubar Bachar Al-Assad. Tal “apalpação” teve lugar dois anos antes do início da guerra, com a Síria calma e em paz, mas, coincidência das coincidências, ocorreu pouco depois de o Irão, o Iraque e a Síria anunciarem o acordo para a construção do gasoduto, que provocou, esse sim, uma desagradável comichão nos gatos gordos.

    Os mortos de Paris são um dos efeitos secundários do remédio que os gatos gordos inventaram para o alívio dessa comichão e devem ser contabilizados no seu currículo, sem esquecer o dos seus prestimosos avençados em todos os cantos do planeta, essa criadagem local engravatada que assobia para o lado e ajuda a branquear-lhes as sacanices. Puta que os pariu a todos!

    O vídeo tem apenas um minuto e meio, mas é elucidativo.

    https://www.youtube.com/watch?v=jeyRwFHR8WY

  12. O TPI, Lucas?! O TPI?! O TPI não passa de mais um braço armado dos Cheney & Rumsfeld, Blair & Bush, Obama & Cameron. Dá aos bombistas humanitários um verniz de legalidade e justiça formal, mas não passa disso mesmo: um braço armado onde cipaios pomposos, sem dignidade nem vergonha na cara, armam ao pingarelho e passeiam as folgadas togas e becas que lhes disfarçam as panças, enquanto cumprem, com fidelidade canina, as agendas dos patrões.

  13. A Europa vai pagar todas as asneiras e tiros nos pés.

    Os românticos luorenços-das- arábias e mais uns ingénuos europeísmos internacionalistas pós II grande guerra, estão (estamos) a colher os frutos que semearam.

    Aconselho o estudo aprofundado sobre o que pensava da Europa e do mundo, o meu ídolo de Santa Comba.

    Embora seja difícil a leitura para muita gente, devido a muitos ideologismos que cegaram muita gente.

  14. gugunhana meireles,o” esganiçadas”,ainda se tolera,o que veio a seguir,é muito pior.só lhe faltou dizer que não as queria nem de borla!

  15. reaça,pelo comentário,percebi que já tens idade para ter juizo!para o teu idolo caguei muitas vezes.agora estou a manter as fezes,para os seus os herdeiros disfarçados de democratas!

  16. Finalmente o Aspirina assumiu a condição de livro aberto, que já nos fazia falta!
    [Isto no mesmo momento em que Valupi se deixou resvalar (com muita surpresa minha!) para o pântano das areias movediças da “erradicação completa dos terroristas” por via militar. Juro que pensei estar a ouvir o Bush filho, o tal, depois do triste caso das Torres Gémeas, que anda aí muito mal contado. A ouvir o Bush, e o Chenney, e o Rumsfeld, e as marionetas de serviço na desventurada Europa que hoje nos cabe. Mas Valupi não é parvo nenhum, e ainda tem salvação, se controlar alguns impulsos juvenis.]
    O facto é que os comentadores fizeram o trabalho e espremeram o o sumo da fruta em questão, quem quiser é só beber. Faltou apenas a pica dum pormenor: a Saudi-Arábia é há muito tempo uma monarquia de regime despótico e primário, onde um jovem blogger é condenado a mil chibatas à razão dumas dezenas por dia, para não morrer logo nos ensaios; as mulheres levam cachaporra da polícia nas perninhas, se se puseram a armar ao pingarelho; e por aí fora.
    Mas a dinastia Saud é intocável, é mesmo um poço de virtudes, enquanto cumprir a sua parte no “contrato” que fez há muito tempo com a América das liberdades, e dos direitos humanos, e dos cobóis e coisa e tal. Esse contrato estipula que a Saudi-Arábia só usa o dólar no mercado do petrólio. E a bela América garante-lhes o resto, e salva um dólar em ruínas.
    Foi essa aleivosia duma moeda diferente que pôs a Nato à caça do Kadhafi, até que lhe meteram um pau no cu depois de morto, os “rebeldes da primavera árabe”.
    Foi a mesma que liquidou o Saddam Hussein, o tal das armas de destruição maciça, até que o pescaram do fundo dum buraco onde o tinham enterrado, para as televisões nos poderem fornecer um espectáculo repugnante.
    Foi a mesma que ia limpar o sebo ao Irão, e que já estava na lista, se os rapazes do Texas tivessem tomates para isso, e não tiveram. Do mesmo modo que já não tinham tido no caso da Síria, porque o Assad, o tal que se divertia a torrar o seu povo com as bombas-bidon, tinha as costas quentinhas pelo casaco de Moscovo e arreganhou os dentes aos pobres do cobóis.
    E o que sobrou desta orgia é a desgraçada Europa que nos cabe, atropelada e aturdida, ergue barreiras a milhões de migrantes que fogem imparavelmente das ruínas que são as suas terras, à procura daquilo que é menos mau.
    A pergunta a que não respondemos é muito simples e muito dolorosa: o que é que nós fizémos, que nos levou a esta barbaridade? O que é que nós não fizémos, para o evitar? Claro que há quem saiba responder. Mas está muito caladinho, a esvaziar flûtes de Chandon.

  17. O desideratum é óptimo, embora nesta altura é muito idealista. Nos três piares nos que se concebeu a União à partires de Maastricht, o terceiro a PESC, apenas se desenvolveu, ficou parado. A ideia de uma política de seguridade comum, de uma política exterior comum etc. de termos um embaixador da União com voz no mundo, tudo isso ficou pelo chão, já não vamos a falar do exército europeu para fazer intervenções rápidas na defensa dos interesses da União.
    Neste momento estamos mais longe que nunca de termos uma esperança para retornar a ideia original. As nossas defensas seguirão à ser a geoestratégia dos estados, ou seja seguirmos o que sejam os interesses dos EEUU.
    Tens toda a razão, agora mais que nunca.
    Quanto de culpável em todo isto tem a invasão do Iraque?. muito, muitíssimo. Acho que é o cerne da explicação de muitas coisas.

    Joaquím Camacho. gostei muito do comentário , concordo ainda que se fosse directamente pela guera da Siria não tinha a França porque ser o alvo do ataque. Talvez seja o lugar de Europ onde tenham mais apoio ou cobertura para dar este golpe.

  18. As intervenções militares do Ocidente no Oriente têm realmente servido para tudo e mais alguma coisa. No caso dos extremismos para os acicatar ainda mais.

  19. Antes de mais, uma Europa que não resolve os seus próprios problemas, será sempre incapaz de contribuir para soluções duradouras noutras geografias.

  20. Se os grandes lideres lessem os twitters,comentadeiros nos blogs, isto há muito estava resolvido.Toda esta gente sabe a cura p terroristas.?

  21. Inês Pedrosa

    Em “God is not great: how religion poisons everything” Christopher Hitchens explica brilhantemente como e porquê.

  22. Quem está verdadeiramente a combater a praga do ISIL? A Rússia. A aliança firmada entre os States, a Inglaterra, a França e os Sauditas, em 14 meses de “luta” contra o ISIL, tem sido um fracasso total. Muito melhor fez a Rússia em apenas um mês. A Europa está a suportar o ónus das “primaveras árabes” engendradas pelos States, que estão a salvo, do outro lado do Atlântico. A Nato, anda aí por Espanha, Portugal e Itália a brincar à “guerra fria” contra a Rússia, como se estivéssemos em 1960… O mundo ocidental carece de políticos sérios e com tutano de estadistas. Estamos entregues a meros funcionários públicos.

  23. O estado imperialista-terrorista, disfarçado de democrata, cujo objectivo principal é tornar-se o mais rico e poderoso do planeta, à custa, entre outras coisas, de controlar os grandes depósitos naturais do petróleo, é, não duvidem, os EUA – que até forjaram o terrível acto terrorista das Torres Gémeas, para poderem invadir e destruir o poder de Saddam Hussein, assassinando-o de seguida barbaramente, como o fizeram com o Kadaffi, com o apoio da França, do Reino Unido(o criminoso Blair, por ex.)
    Deste modo puseram estes países sem lei nem ordem à mercê dos agora designado terríveis terroristas, na altura completamente controlados pelo Saddam e pelo Kadaffi, para já não falar no que acontece na Síria!
    E se fossem só estes crimes que os EUA cometeram, desde que massacraram quase todos os índios americanos para se constituirem nesse Estado, esse ,verdadeiramente Terrorista-Planetário.
    Vejam os comentários do Evaristo, do reis, do voyeur, e do Joaquim Camacho, por exemplo, com quem concordo exemplarmente!

  24. Meirelles, Adelino, fifi e de quem me passou. No Expresso online, via Lusa

    As quatro mulheres que conquistaram “o mundo machista da política portuguesa”

    Os “ataques sexistas” sofridos pelas mulheres do Bloco de Esquerda nas últimas semanas são descritos pelo jornal britânico “The Guardian” como “chocantes”

    Catarina Martins, Mariana Mortágua, Joana Mortágua e Marisa Matias. Estas são as quatro mulheres do Bloco de Esquerda que o jornal britânico “The Guardian” diz que conquistaram o “mundo machista da política portuguesa” recentemente, ao “confrontarem banqueiros e homens de negócios corruptos no parlamento e ao ganharem debates num país onde as mulheres normalmente não são incluídas na política”.

    […] O jornal britânico também faz referência ao machismo de alguns comentários, na televisão (referindo-se às palavras de Pedro Arroja, mas sem o nomear) e nas redes sociais, onde se pediu a Mariana Mortágua para que posasse nua na capa da revista “Playboy” e se deu uma conotação sexual ao lema de Marisa Matias para as presidenciais: “uma [mulher] por todos”.

    Fonte, com uma fotografia da Mariana Mortágua num style Loja das Meias dos anos 60:

    Women who conquered macho world of Portuguese politics prepare for power
    http://www.theguardian.com/world/2015/nov/14/women-portuguese-politics-left-bloc-party-sexist-attacks?CMP=twt_gu

  25. Correcção: Roland Dumas foi ministro dos Negócios Estrangeiros de François Mitterrand e não de Nicolas Sarkozy. A “apalpação”, em Londres, a que ele se refere no vídeo não tinha assim a ver com o cargo que ocupava na altura mas com as suas ligações e influência política. Para o assunto em apreço, vem a dar no mesmo.

  26. Adenda à correcção: para o assunto em apreço, vem a dar no mesmo porque a cena que Roland Dumas descreve ocorreu realmente no tempo de Sarkozy. Os que o sondaram em Londres tinham obviamente em mente os seus canais de comunicação e a sua eventual capacidade de influência no Governo em funções na época.

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