uma pergunta a revolucionários que talvez por aí andem

Trata-se de uma pergunta a que os revolucionários não vão responder. Eles estão preocupados é com o Estado de direito em Gaza. Por essa causa, sim, vale a pena lutar e salivar. Já em Portugal, um território americano, os atentados contra a Lei e a Justiça são zangas das comadres capitalistas, imperialistas e fascistas. Venham as golpadas, que reine o vale tudo. Essa será a via mais rápida para a construção do homem novo, o rapazola.

33 thoughts on “uma pergunta a revolucionários que talvez por aí andem”

  1. Ca ganda confusão. O “estado de direito” é mesmo o grande inimigo dos revolucionários? E o PCP e o Bloco são, programaticamente, partidos revolucionários? Claro que não. Por fim, quem se preocupa com o estado de direito em Gaza? Bom seria, de já para já, que eles por lá tivessem condições mínimas de vida e de procura da felicidade.
    Por fim, pegando no formalismo judiciário dos defensores de Sócrates, quando esses “atentados” forem provados em sede própria, logo se vê. Ou queres já saltar para a famigerada “condenação em praça pública? Na me parece.

  2. Nada disso. Estou a falar do benfazejo e compreensível apelo que sempre fizeram (os apoiantes do quase-engenheiro) à espera pelos resultados do normal funcionamento do sistema judicial. Muito bem. Porque não aguardam agora pelo resultado do mais recente inquérito da PGR, antes de proclamarem que houve «atentados contra a Lei e a Justiça», e uma «brutal manipulação da justiça». Ou já querem conclusões, e logo depois condenações, em praça pública?

  3. LMr:

    Foi o que andaste a fazer estes 6 (seis) anos contra o quase -engenheiro.
    E eu julgava que ele era Primeiro Ministro eleito!

  4. Bem me parecia que não falavas da Constituição. É que é esse o problema com os camaradas, não quererem falar da Constituição quando ela está a ser violada para atacar alguém do Governo e do PS (dois males num, deve ser o Diabo).

    Quanto aos atentados contra a Lei e a Justiça, não os topaste? Donde vem a tua convicção da culpa de Sócrates, que abundantemente divulgas? Investigaste o caso? Baseias-te no despacho mais original de sempre do Ministério Público? Ou emprenhas pelos ouvidos com as fugas ao segredo de Justiça e respectivo tratamento sensacionalista e persecutório de alguma comunicação social?

    O mais engraçado, ou triste, é o teu gozo para cima daqueles que esperam há anos pelo cabal esclarecimento do caso. E não me estou só a referir aos visados, família e amigos. Estou a falar dos cidadãos, de mim.

  5. Está com azar, Valupi.
    Gostava mesmo que me mostrasses exemplos, dos tais que “abundam”, da minha «convicção da culpa de Sócrates» no caso Freeport. Eu até te ajudo: não tenho fé no carácter nem na honestidade do homem. Estou certo de que ele cortou caminho para obter a sua licenciatura, de que fez maroscas com assinaturas em projectos, de que pressionou indevidamente a comunicação social. Mas tudo isto são pecadilhos banais, nada que impeça alguém de ser PM neste País.
    Quanto ao Freeport, escrevi eu há ano e meio: «Apesar de tudo, ainda quero manter a esperança de que a companhia perfeita para Sócrates não seja mesmo a dos parlapatões de terceira. Gostaria é de lhe ver real vontade de esclarecer, em vez desta fuga para o reino da fantasia…» Em abril de 2009, insisti: «onde terei eu escrito que o Sócrates é culpado? Acha que me tomo por bruxo?»
    Como vez, no reino das certezas absolutas e inquebrantáveis, levas-me a palma. Com vasto avanço.

  6. Só mais uma coisa: por acaso, até conheço há décadas um dos procuradores que achas que são “trafulhas” ou “alimárias”. Garanto-te que se 10% deste País tivesse a dedicação à Justiça, o empenho no trabalho e a seriedade deste homem estaríamos há muito fora do buraco onde nos arrastamos.

  7. Luis, de facto, não me recordo de teres escrito que ele era culpado – assim “a outrance”. Nem te creio estulto a esse ponto (bem pelo contrário), pois terias de o provar sob pena de estares a caluniar. O que tu fazes é manifestar uma convicção: a de haver alta probabilidade de se descobrir, finalmente, que o homem é um bandido. Foi o que escreveste a propósito do bife e sócio que estão acusados, manifestando a tua esperança de que agora eles cantem; é o que escreves a respeito dos procuradores, os quais terão na manga as peças que faltam para se descobrir a conspiração do milénio, virão a terreiro provar que foram impedidos de lá chegar pelos superbandidos Pinto e Cândida, títeres do Engenheiro.

    Já agora, essa do argumento de autoridade a propósito de conheceres um dos procuradores – e em nada pondo em causa a veracidade do que dizes e genuinidade do juízo que fazes a seu respeito – é de um ridículo que não te fica nada bem. Que importa que conheças a pessoa, podes explicar? És tu a bitola daquele indivíduo ou estás habilitado a extravasar a tua experiência? Por favor, haja bom senso.

  8. Simples. Quem foi ao berbigão à Constituição, quer queira quer não, vai ter que casar com ela, deia por onde dar. Hum! Deixa-me lá ver se consigo resolver isto a bem e lembrar-me dalgum eunuco descolhoado e despenisado da oposição que possa reparar esse crime com matrimónio arranjado só para inglês ver. Não, não consigo, sorry, crise constitucional.

    Estatística extra institutos: As Constituições dos Estados de Direito são das gajas mais violadas e alargadas entre o lombo e a capa a nivel internacional. E mais: às vezes até as modificam (caso presente do Kenia, em andamento) para introduzirem (normalmente ao sabor das agendas) o direito ao aborto – gravidações incómodas, como sabe, por via da proliferação desnecessária de muitas cópias do mesmo documento.

  9. como podemos nós confiar, depois daquele despacho manhoso, na seriedade de qualquer dos dois procuradores? não brinquemos! se tiveram um percurso irrepreensível ao serviço da justiça isso agora terminou. ou melhor, já tinha terminado com aquelas conversas de almoço que deram em pressões.

  10. Isso do “abundantemente divulgas” afinal era treta, portanto. OK.
    E mais uma vez acertas ao lado: onde terei afirmado que os procuradores têm na manga seja o que for? Palpita-me sim que os envolvidos não são apenas os acusados. E que muito se vai ainda saber durante o julgamento. Se Sócrates recebeu dinheiro? Francamente, espero que não.
    Criar o mito dos “superbandidos Pinto e Cândida” também me parece lisonjeiro em excesso para esses pobres. Adiante.
    Alcanças o ponto do delírio quando falas em “argumento de autoridade”. Limitei-me a dar-te, como amigo de antanho, um testemunho honesto: o homem é empenhado e imparcial. Trata-se apenas de um testemunho e tem o valor que lhe quiseres dar. Ao fim e ao cabo, é simplesmente isto que “importa” que o conheça: saber que não se trata de “alimária” nem de “trafulha” – por muito que isso te custe ou ao PGR (que já se deve ter arrependido mil vezes da escolha de procuradores para o caso).

  11. E agora pergunto eu: admite-se que no despacho troquem o nome, e o cargo, de uma das pessoas que gostariam de ter interrogado e não interrogaram (Silva Pereira), pelo do secretário de Estado do Ambiente de então, o qual até já tinham interrogado? Não se lembravam? Não é incompetência, leviandade e desrespeito a mais? Como explicar as perguntas que deixam formuladas para Silva Pereira, quando as mesmas já tinham resposta nos autos de arquivamento? O que é isto? Empenho? Imparcialidade?

  12. Acho que podemos chegar a acordo, então: tu não divulgas abundantemente nada de nada, limitas-te a declarar que não acreditas na inocência de Sócrates; e fazes coincidir a expressão dessa convicção com as ocasiões em que falas do assunto. Também é certo que não falaste nas mangas dos procuradores, limitas-te a proclamar que um deles é o paradigma da rectidão e da devoção, deixando aos leitores o trabalho de tirar as consequências.

    Eu, que não conheço nenhum desses procuradores pessoalmente, nunca diria deles – relativamente às suas pessoas – que são trafulhas ou alimárias. O que eu digo, como cidadão que apenas conhece o caso pela comunicação social, é que só uma alimária, ou um trafulha, faria o que está chapado naquele despacho. Será um erro de percepção ou entendimento meu? Claro que o pode ser, mas, até o ser, será a minha opinião.

    Entretanto, ou já esqueceste o que é um argumento de autoridade, e seus usos retóricos, ou continuas a gozar o prato.

  13. Tudo gente MUITO séria. O Boal Derrotado, o Gajo da Bófia Punido, O Assessor do Rui Gomes da Silva os dois procuradores que 90% do país precisa. Foda-se!Vou sair e comer um gelado…Com a testa!

  14. Mais uma vez: eu não tratei de «declarar que não acreditas na inocência de Sócrates». Não vais encontrar nada escrito por mim nesse sentido.
    Mais uma vez: até escrevi que «Apesar de tudo, ainda quero manter a esperança de que a companhia perfeita para Sócrates não seja mesmo a dos parlapatões de terceira.»
    Mais uma vez: acredito sim que algo de estranho se passou por ali. Se a coisa chegou ao ministro, ignoro-o.
    Por fim: tenho as maiores reservas sobre o carácter de Sócrates, face aos tais pecadilhos comprovados que ele deixou no seu rasto. O que não me leva a concluir pela sua não-inocência. Tu gostas do homem e acreditas piamente na sua inocência. Não se trata de atitudes simétricas.

  15. Não acredito piamente no homem, acredito piamente que somos todos inocentes até sermos declarados culpados após um processo judicial onde nos foi dado o direito à defesa. Qual é a parte que não estás a entender nesta frase?

    Entretanto, pretendes que aceitemos as tuas dúvidas acerca do carácter de alguém, as tuas intuições ou ilações acerca do envolvimento de terceiros nalguma coisa, e o teu testemunho a respeito da probidade de um magistrado, e, para cúmulo argumentativo, que aceitemos não estares a insinuar a culpabilidade de Sócrates? Foda-se, és um desvairado optimista.

    Sim, gosto do homem, mas gosto mais da verdade. Por essa razão, tu não podes ter um interesse maior do que o meu no esclarecimento do que se passou – igual, podes ter; maior, não.

  16. Há quem defenda o contrário: somos todos culpados até sermos declarados inocentes.

    Do Sócrates, tenho uma certeza: nunca recusaria o nome de José Saramago para uma rua.

  17. “Palpita-me sim que os envolvidos não são apenas os acusados”

    Miau! Miau! Até que enfim, um homem teve a coragem de vir ici dizer alguma coisa de jeito. O resto é jornalismo blogal e alaridos claquistas, quartos de final de maratonas, et cetera, et cetera, etc.

    “as tuas intuições ou ilações” (crime de lesa primeiro ministro, cuidado quando se usarem as bichas).

    Esta é do Valupi, um homem ainda mais escravo da “ciência” que admirador do Zé. Não há aqui ninguém com tomates para dizer a esta autoridade em “argumento de autoridade” e retórica que a certeza científica da estrutura do átomo se ajudou primeiramente em inferências e ilações todas presas ao uso correcto e despartidarizado da razão por pessoas curiosas que não acreditam em almoços de borla?

    Não? Ok, não é surpresa nenhuma.

  18. Caro LMr,

    Não perca tempo com esse idiota que se dá por valupi, ele nem sabe redigir.

    Tudo o que ele faz é um amontado (mal amanhado, por sinal) de insidiosa verborragia, coisa do género, faz as perguntas (coisas enviesadas e insidiosas) e dá as repostas (conclusões) ao mesmo tempo.
    E, no essencial, até nem diz coisa-com-coisa.

    Não perca o seu tempo.
    isto é um sítio mal-frequentado.

    É género bar de paneleiros (e de fufas) socialistas, que se acariciam uns aos outros com recíprocos elogios.

    É canalhada do aparelho partidário e gente interessada (assessores, secretárias, e afins).

    Eu só aguentei até ao terceiro ou quarto post (e gostei dos seus) depois já sei que vem um tal margarido ( margarido é nome de Homem? ) e um tal de garoteco, ou traquinas ou lá o que é, e uma edie, enfim … pura perda de tempo!

  19. ORA, Ora. Esta malta continua a falar de JUSTIÇA! De despachos judicais. Cum caraças. Ó Valupi, meu, abre a pestana pá, tu sabes o que é um processo judicial? Responde-me lá!

    Queres saber verdades sobre a justiça portuguesa? Queres mesmo? Já te disse um dia: investiga para trás. Mas investiga a sério. Se queres ser esclarecido como cidadão, e tens direito a isso, então hás-de querer ser esclarecido sobre todas as merdas que a justiça já fez neste país. MERDAS; MUITAS MERDAS, que mexeram com a vida das pessoas. Que nem sequer te passam pela cabeça! Queres mesmo falar de justiça, pá?!
    Queres falar de Constituição? Queres falar da merda do tribunal Constitucional?» Queres falar de outras coisas mais? Garanto-te que essas é que são questões do «caralho»!

    Eu do Sócrates quero muita, muita, muita DISTÂNCIA. Assim como do PGR, esse gajo deixa-se fotografare com um gajo que está envolvido em escandaleiras. Mas que MERDA de segurança é esta?

    Que segurança têm os restantes magistrados? A PJ? Onde é que esta´no meio desta merda? Essa Cândiada do DCIAP, que só diz besteirada?! Queres mesmo discutir Justiça e como ela se faz em Portugal?

  20. Sim, Manuel Carrilho, porque tem horas de ministro, escreve bem, é filósofo, gosta de ser assertivo e do consenso geral.

    Não acham que o Valupi tem o seu quê de Manuel Carrilho?

  21. Claudia, bella,

    Tu és inteligente rapariga! Tu nun te ponhas a inbentari. O Manuel Carrilho, ó pá, entãoe num saves que dizem kele gosta de buracus. Porra, o Valupi é um homem, pá que gosta de pipis. Inté os puvlica, pá, apesar de lembrarem o bigode mal parado do hitler em queixo descaído.

    O manel Carralho é um palonço, minha, ke cu tipo escrebe? MERDA, pá, faz merda.

    Estouká cuma ressaca da sono, ke nem maguentu, porra, e esta merda do sono num vchega.

    Valupi do catano, pá, tu numa andas a puvlicare a merda ka escrebo. Eu bou-te cunhecer um dia, pá, e tu bais caíre de cúe.

  22. Desde que o Governo, na anterior legislatura, “cortou” nas férias aos srs. Procuradores do Ministério Público, Sócrates ganhou, nos ditos srs., inimigos figadais. Portanto, quando se trata de Sócrates, haverá muito poucos procuradores do MP isentos, sérios e competentes. Há sim um grupo de ressabiados cujo o único objectivo, por vingança, é acabar com o PM, custe o que custar, e a competência, seriedade e isenção que vão às urtigas. E, por tal, se deixaram manipular por uma estrutura sindical que, por (sujos) interesses políticos, os transformou numa carneirada srguidista que utiliza a seu bel-prazer. Triste. Também eu conheço alguns procuradores do MP. Sou amigo de longa data de dois deles. Excelentes pessoas, excelentes pais, excelentes amigos. Profissionalmente também os tenho como sérios, isentos, competentes. Por uma questão de ética, nunca lhes perguntei qual a sua opinião acerca de toda estas nojeiras em que se transformaramo caso Freeport, o Face Oculta, etc. Estou em crer, pelo que conheço do(s) seu(s) caracter, que dificilmente alinharão numa sujeira destas, mas… … Costuma dizer-se que todo o rebanho tem a sua ovelha ranhosa. Este rebanho terá ainda, esperemos bem, muitas ovelhas não ranhosas. Esperemos.
    Mudando de assunto, não haverá ninguém que dê um tiro na cachola, ou veneno para os ratos, a beber, a esse trongo do “tou-te a ber”. Rais o partam, desgraçado!!!!

  23. O que o Cristiano Ronaldo disse quando lhe perguntaram porque perdemos com a Espanha “Perguntem ao Queiroz”. O que o Cristiano Ronaldo queria realmente dizer “Perguntem ao Rainha”.

  24. Lá por teres senhor no nome deves pensar que isso te torna muito acutilante e assertivo mas desengana-te. A essência está lá. Com sorte, mudam as moscas. Nem te apercebeste que tinhas acabado de fazer ao outro o que depois vens criticar. Fica evidente que de ti só se pode esperar perda de tempo. Haja paciência.

  25. Que comovente mas excelente autocrítica esta do sujeito que humildemente se reconhece e se dá o nome de SNR. MERDA! Poderia era deixar noutro lado os seus desagradáveis … comentários!?

  26. Caro ANIPER ( será gente gente, criatura, bicho, associação, será Associação Nacional dos Perigosos? )

    Já mudei de nome ( embora não me conste que cheirasse, era o que valia … )

    Mas confesso que estive tentado a vir, sob a capa de ” Carne da Argentina Congelada ” – ao invés de, carne congelada da Argentina.

    É que este último pseudónimo, condiziria muito melhor com o estilo ” genuinamente genuíno ” da prosa do extra-ordinário escriba que dá pelo pseudónimo de Val …

    Arre … nem o Tino de Rans se exprime tão mal …

  27. Porra Balupi, tu rapraduz já o ka escrabi. Olha keu partu-.te a cara. FOGO, pá, tás cu ravo a aredere ou kÊ?

    EU APOIO O SR. BERDARMERDA. Ora escrebe issu aí, JÀ. Seu puvlicitário de pipis mal aparados.

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