Um cartaz genial, se

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A comunicação social está a fazer um enorme favor ao PS colocando este cartaz nas parangonas. Assim de repente, diria estarmos perante um dos melhores trabalhos do Edson – caso tenha sido intencional. Agora só falta Costa marcar uma conferência de imprensa para se pronunciar sobre ele. Iria ter paletes de jornalistas à sua frente e o País inteiro à escuta.

Para dizer o quê? Podia ser algo parecido com isto:

"Muito obrigado pela vossa presença. Como foi rapidamente descoberto pela comunicação social, fizemos um cartaz onde assumimos que num Governo socialista pelo menos uma pessoa foi para o desemprego. Contudo, queremos dar-vos uma informação mais completa: não foi só em 2010 que isso aconteceu. Já tinha acontecido em 2009. E até em 2008, à tardinha. Aliás, permitam-me ser completamente transparente: temos informações fidedignas de que a partir de 12 de Março de 2005 se registarem casos de desemprego em Portugal, vários, muitos. Estamos neste momento a estudar o período de 28 de Outubro de 1995 a 25 de Outubro de 1999, e também o de 9 de Junho de 1983 a 6 de Novembro de 1985. Todos os dados apurados serão tornados públicos. Quanto ao período de 23 de Janeiro de 1978 a 29 de agosto de 1978, iremos pedir ajuda à Torre do Tombo para conseguir perceber o que aconteceu.

Saltemos para a nossa opção. Então, porquê o ano de 2010? É que nós queremos falar do que se passava nessa altura, pois tal explica o que veio a acontecer nas eleições de 2011 e ao longo desta legislatura. Como sabem, em 2010 existia um Governo socialista em Portugal que não tinha maioria. As razões para tal remetem para a recusa dos partidos com assento parlamentar em viabilizar essa maioria, e também para a decisão do Presidente da República em viabilizar esse Governo minoritário. Perguntem-lhes se ainda acham que agiram a pensar no interesse nacional, que nós continuamos cheios de curiosidade em conhecer as suas respostas. 2010 é também o ano em que rebenta a crise das dívidas soberanas. Para se avaliar da novidade desse acontecimento, desafio os senhores jornalistas a encontrar uma declaração - basta uma, ou mesmo metade de uma - que tenha sido feita por algum político do PSD ou do CDS a prever tal ocorrência. Vou dar-vos 10 minutos para pesquisarem na Internet ou na vossa memória. Também podem ligar para casa ou pedirem a ajuda do público. Só o 50-50 é que não está disponível. Como? Não se encontra nada? Pois.

Ora, em 2010, o então primeiro-ministro e secretário-geral do PS fez uma comunicação ao País por altura do Natal. Vou recordar uma passagem desse discurso, isto é rápido:

Um dos efeitos da crise global, que acabou por condicionar todo este ano de 2010, foi a séria crise de confiança que se abateu nos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas dos países do Euro. Esta situação, sem precedentes na União Europeia, levou à subida injustificada dos juros, e afectou todas as economias europeias. Basta, aliás, ver o que passa lá fora para se compreender a dimensão europeia desta crise que a todos afecta embora a alguns países de forma mais intensa.

A verdade é que todos os governos europeus tiveram este ano de fazer ajustamentos nas suas estratégias e tiveram de adoptar medidas difíceis e exigentes, de modo a antecipar a redução dos seus défices como forma de contribuir para a recuperação da confiança nos mercados financeiros.

O Governo português tomou as medidas necessárias para enfrentar esta situação. Com confiança, com sentido de responsabilidade e com determinação. Definiu metas ambiciosas para 2010 e 2011 que vamos cumprir. O que está em causa é da maior importância. O que está em causa é o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português e o próprio modelo social em que queremos viver.

Pronto, pronto, enganei-vos. Não foi assim tão rápido... mas valeu bem a pena, certo? Para vos compensar, prometo terminar já. Lembrando que em 2009, 2010 e metade de 2011 vimos aqueles que viriam a ganhar as eleições a protestarem contra a austeridade e a prometerem que assim que chegassem ao poder iriam acabar com os sacrifícios impostos às pessoas, que iriam aliviar o peso fiscal e concentrarem-se em emagrecer um Estado balofo e despesista. Pergunto aos senhores jornalistas: para quem teve o azar de perder o emprego em 2010, o melhor que lhe poderia acontecer a seguir era ter de suportar estes trafulhas que se serviram das dificuldades do País para o afundar e empobrecer ainda mais apenas por fanatismo e revanchismo?... Hã?... Não querem dizer nada?... Estão a pensar?... Tudo bem. Mas votam, não votam? Ok, então. Acho que podemos terminar."

31 thoughts on “Um cartaz genial, se”

  1. Um cartaz genial, se não fosse mais uma das tristes e anedóticas figuras da inteligência e RIGOR xuxa.

    Convinha ver muitas coisas aqui tais como: Quantos recibos verdes trabalham para o estado durante o governo PS? Quantas pessoas emigraram durante o governo PS? Qual o decreto de lei que obriga à emigração? A senhora que está desempregada desde o Governo Sócrates não teve qualquer apoio porquê? Devia ter direito se contribui. Alguém que veja porque é que o Governo Sócrates não lhe deu apoio. Sei lá uma bolsa, um cargo político, até como transportadora de malas com “fotocópias”…

  2. Gente tristonha, lacrimejante e pobre não vende automóveis nem atrai votos. Ou o Edson é toupeira do PSD-CDS ou então compraram o PS debaixo da mesa e ainda ninguém deu conta. Por fim há a hipótese de estar tudo maluco.

  3. está visto. As maçães podres estão todas de serviço. Afadigadas por aqui, a deixar a sua “sapiência” bem documentada. A ver se topam um job.

  4. quem não tem pugrama eleitoral tem que arranjar qualquer coisa para discutir, nem que seja os cartazes dos outros. o cebado do amorim diz no twitter que foi ideia da câncio, começam a desesperar com o racionamento da bolota.

  5. Excelente sr Valupi!
    Não quer mandar para a Direcção do PS ?
    Acho que as boas contribuições, como está, devem chegar onde são necessárias!

  6. A frase é ambígua ou até não verdadeira. Se a senhora está desempregada há cinco anos deve ter recebido o subsídio de desemprego durante três anos e só a partir dessa data ficou sem apoio.
    Mendonça, uma das tuas dúvidas está esclarecida. Acho.

  7. Vários cartazes geniais e várias mentiras e barrigadas de RISO; Obrigado Xuxas, que comédia hilariante e Pandega. Merci beaucoup

    “A história não é minha. Aquela afirmação é falsa”. É assim que Maria João resume a utilização da sua fotografia colada à frase “Estou desempregada desde 2012, para o governo não existo” num dos polémicos cartazes do PS, em declarações ao Observador. Maria João diz que não estava desempregada e que não disse o que está no outdoor. Mais: acrescenta que quando tirou a fotografia, que viria a aparecer espalhada pelo país nos cartazes do partido, prestava até serviços à Junta de Freguesia de Arroios (socialista) e foi lá que o fotógrafo a apanhou. Mais ainda: diz não ter dado autorização para que a sua cara aparecesse nos cartazes, quer que o partido os retire das ruas e admite processar o PS por uso indevido de imagens. Mas a história com os polémicos cartazes não acaba aqui. Há mais dois casos na mesma junta.

  8. “Eu não estou desempregada desde 2012. Não me podem envolver desta maneira. Aqueles dados, são mentira”, conta ao Observador. Maria João Pinto tem 29 anos e diz que prestava serviço na área da comunicação na Junta de Freguesia de Arroios. No cartaz do PS, a frase que se podia ler associada à sua cara era: “Estou desempregada desde 2012″.

    “Estou revoltadíssima”, revela. De 2012 para cá já esteve desempregada e já trabalhou. Mas não estava desde 2012, nem estava quando na quinta-feira passada tirou as fotografias para a campanha do PS. Tinha suspendido o subsídio de desemprego (que recebia apenas desde 2014) para poder abrir atividade e passar recibos à Junta. Mas não quis tirar nova fotografia para ilustrar este artigo justificando não se querer expor mais e por ser “incoerente”. “Se eu quero que retirem, não vou estar a expor-me”. Na sua página do Facebook poucas são as fotos de cara, mas muitos são os comentários de amigos que desde esta quinta-feira a avisaram que tinha o rosto espalhado pelo país. Foi assim que diz que se deu conta do que estava a passar.

    Da forma. Essa mesma quinta-feira (dia 30 de julho) foi o último dia em que Maria João esteve na Junta de Freguesia de Arroios. Diz ter sido chamada ao gabinete da presidente da parte da manhã. Conta que Margarida Martins, a presidente da Junta (ex-líder da Abraço, que se candidatou como independente), lhe pediu para tirar “uma foto para a campanha do António Costa” e que foi apanhada de surpresa tanto pelo pedido primeiro, como, logo depois de almoço, pelo aparecimento do fotógrafo. “Foi uma autorização para uma fotografia, mas pensei que haveria o processo a seguir”. Diz que ainda pensou tratar-se de uma fotografia para usar com muitas outras pessoas em cartazes com muitas caras, mas que esperou pelo pedido de autorização. Apesar da autorização verbal para a respetiva foto, Maria diz que não deu autorização para a sua utilização e acrescenta, que muito menos daria autorização se soubesse para o que seria utilizada. “Eu não me exponho e eles expõem-me em outdoors gigantes” e ainda por cima e com “uma frase falsa”. Acresce ainda que a fotografia não foi paga.

  9. Quando questionada se a autorização verbal não teria dado a entender que estava disposta a ceder os direitos de imagem, Maria conta que não assinou nenhum papel, que seria necessário para que o PS pudesse usar a sua fotografia: “Não foi um consentimento. Foi-me tirada uma fotografia, mas nunca pensei que não haveria o passo a seguir que era dizerem-me para o que era e pedirem-me para assinar um papel de cedência de imagem”. O fotógrafo, conta, não a soube informar do destino final da fotografia. Muito menos a dimensão que iria ter.

    Maria João não quer deixar cair a história e por isso o próximo passo que vai tomar é pedir ao PS para retirar os cartazes das ruas. Já falou com uma advogada e pondera mesmo processar o partido de António Costa. Mas o caso de Maria João não é único.

  10. Vá lá Respeitem as pessoas … elas não são só números e fotos!

    Diz alguma coisa IGNONCIO, pá, se conseguires …

    ABROLHOS

  11. O PS estava de boa fé, pensava que tinha havido um entendimento, por parte das pessoas envolvidas, para darem a cara por uma mentira. Afinal não havia, só havia a mentira!

  12. Seguro acaba de sair da Urgência do Santa Maria, onde deu entrada com um ataque de riso incontrolável…

  13. Não há melhor caricatura da propaganda política eleitoral o que um governante reconhecer que as suas opções e acções governativas são drasticamente limitadas pela conjuntura internacional e pela lógica própria dos mercados financeiros, assumindo um conformismo liberal de ”laissez faire, laissez passer” e, de seguida arvorar-se em capaz, por magia, de interferir no mercado de emprego prometendo mais emprego.
    Mas maior caricatura ainda é pôr os analistas políticos a jogarem dominó com os dados estatísticos do emprego e desemprego, plasmando aí o debate político.

  14. Alexandre Carvalho da Silveira

    Ainda continuas a ser o “artista” do Cunha para links. Tens que proteger a cabeça, do sol “alentejano”

  15. Nada como torcer os canos para não acertar nos pés. O Marcelo bem o avisou; o melhor é fazer-se de morto até as eleições.

  16. adelinoferreira45, quem trabalha a recibos verdes e fica sem trabalho nem sequer tem direito a subsídio de desemprego mesmo estando inscrito no centro de emprego. esta é a triste realidade. até hoje nunca recebi um cêntimo do estado e meteram-se a averiguar a vida do meu pai, em 2012, para me dizerem que tendo ele casa e carro próprios e reforma pode sustentar-se sem problema: eu não existo enquanto gente para essa escumalha.

    (daria uma boa carta de suicídio deixada ao governo de Passos, estou a pensar, carregada de rendinhas de emoção e malha de drama. aposto que morta aparecia na televisão, nos jornais, em cassetes piratas e alguém me dava um bom emprego). :-)

  17. Ó pás, então? A gaja da ex – Abraço, essa gaja deu um polémica com o salário que tirava na sua associação.
    Mas eu pensava que o mentiroso era o passos coelho. Ai num ma digam que estibestes a falar mal do Toni BOsta.

    Ó IGNÔNCIO da treta, então estás engasgado? Bá manda aí um linque informativo dos teus a desmentir o que se diz acercados outdoors. Que vergonha, que VERGONHA.

    Ó XUXAS, vós vendeis a mãe para teres poder, pás. Eu bem digo que deviam estar todos numa reserva, com governo próprio. Fogo, há tanta terra por ocupar em Portugal, é só umas redes pás, e depois estais habituados a tomar a terra e as palavras dos outros, num é?

  18. BICHIGNATZ, toma os conselhos para ti e pratica-os. Dá o exemplo.

    ÉS PORCO, MALVADO e TENS UMA ALMA MUITO PRETA, pá. A OLINDA tem-te ENSINADO gratuitamente como é que PORCOS como tu devem ser tratados, mas tu NÃO PERCEBES. Qual é a tua dúvida, pá? Onde está a tua dificuldade? HEREGE. E votas, pá, tu votas! Devias ser interditado, pá, conjuntamente com todos os ignaralhos aqui. COMUNA desertor.

  19. Hum,muito brilhante, pois.

    Ó Mendonça, venha cá, tirar o brilho à coisa mas PROVE o que vier dizer….

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