Um briefing Alegre

“Governar para as estatísticas não é reformar. A falta da exigência da Escola Pública põe em causa a igualdade de oportunidades”, acrescenta Manuel Alegre, sustentando que “tudo se discute menos o essencial: os programas e os conteúdos do ensino.”

No editorial do número 2 da revista “Oops”, o deputado do PS recorda ter “passado a vida a lutar pela liberdade de expressão e contra o medo” e diz estar “farto de pulsões e tiques autoritários, assim como de aqueles que não têm dúvidas, nunca se enganam, e pensam que podem tudo contra todos”.

Como alternativa à actual conduta do Governo no sector da educação, Manuel Alegre tem aconselhado a “ouvir a voz da rua”, acrescentando que “se tantos [professores] estão na rua, terão as suas razões”.

“Confesso que me chocou profundamente a inflexibilidade da Ministra e o modo como se referiu à manifestação, por ela considerada como forma de intimidação ou chantagem, numa linguagem imprópria de um titular da pasta da educação e incompatível com uma cultura democrática”, escreve Manuel Alegre.

A clarividência, e lealdade, de um candidato a Presidente de todos os portugueses

*

Há excelentes razões, de excelentes pessoas, para votar Alegre nestas presidenciais. Eu votei nas passadas, e apenas para ter o gozo de ver a inacreditável recandidatura de Soares devidamente punida com o terceiro lugar. Mas não lhe posso dar o meu voto agora, dado que ainda não fui oficialmente informado de estar maluco. Na eventualidade de ganhar com um voto meu, isso passaria a responsabilizar-me pelo que viesse a fazer com o cargo. E por mais distante, lateral e ínfima que fosse a minha responsabilidade, nada na actividade política deste cidadão, desde 2007, me oferece a mínima confiança. A qualidade do meu sono ficaria ameaçada sabendo dos poderes que ficariam na mão da sua famosa e desvairada inspiração política. Para piorar, os carolas que impuseram a sua candidatura ao PS, Louçã e Seguro, não montaram uma estratégia que tivesse alguma capacidade de vencer uma desgraça ambulante chamada Cavaco. E não foi por falta de tempo… Resultado: alternativas capazes de entusiasmar o centro não avançaram para evitar conflitos pessoais com o rei-trovador, ao mesmo tempo que se criava pressão interna para o PS aceitar a espúria e egomaníaca candidatura. As inteligências do BE e da ala esquerdíssima do PS achavam que era assim que se corria com Sócrates, partindo o partido, para grande azar o nosso.

Mas há algo que podemos fazer em prol deste infeliz pretendente: brifá-lo. Este aportuguesamento da palavra inglesa briefing é usado quotidianamente nas agências de comunicação. Consiste na operação de reunir as instruções necessárias para que uma dada actividade tenha sucesso. Nesta campanha, o que está em causa são 30 minutos no dia 29 de Dezembro, e nada mais. O destino eleitoral de Alegre será jogado no debate com Cavaco – e só se lá acontecer algo de extraordinário, ou milagroso, poderá manter a esperança numa segunda volta. O briefing a criar, pois, tem como objectivo responder a uma singular pergunta: que deve fazer, e dizer, Alegre para levar Cavaco ao tapete?

Eu tenho ideias, magníficas, mas sei que as tuas são muito melhores do que as minhas. Venham elas.

29 thoughts on “Um briefing Alegre”

  1. quando o Pedro Lomba conseguir , se conseguir , junto da ocde ou do ministerio da educacao , a lista des escolas seleccionadas para o testinho pisa , pronuncio-me sobre a questao. parece que esta dificil de conseguir a malfadada lista , andam a faze-lo andar de seca para a meca , mas quem sabe , talvez se descosam. entretanto , como ele , desconfio.

  2. Sempre votei PS. Não pr qualuqer motivo de obrigação ideológica, mas porque sempre acreditei mais no projecto que apresentaram.
    Já lá vão….mais de 20 anos a votar.

    Este comentário serve apenas para dizer que o poeta-traidor nunca terá o meu voto.
    Não há 30 mins que o salvem. nem 300. nem nenhum tema milagroso.

    Espero não ter de votar na videira seca que é o “nosso” presidente. Mas, na remota eventualidade de existir 2ª volta, antes uma videira seca do que um trovador-aldrabão.

    O maluco diz que tinha 1 milhão de votos. mas são os gajos como eu que dão vitórias ao PS.

    Miguel

  3. Olha que não, achei a tua ideia excelente, vamos rifá-lo.
    A sua (dele) compatibilidade democrática para com os animais já não me deixei avançar com o que quer que seja, e confesso que, apesar de ir contra a minha ideologia política, vai-me dar prazer uma eventual derrota. Quer ganhar ? que faça por isso.

  4. Caro Valupi,
    Acho que tem razão, mas não precisava de botar tanto sal na ferida.
    A história, como sabe, é sinuosa e não é colorida. Normalmente, é pintada em tons de P & B.
    Eu não gosto do Manuel Alegre…nem como poeta.
    Mas a história da candidatura dele é quase como o tópico da crise: todos temos responsabilidades, mas os banqueiros têm mais que ninguém (sobretudo os corruptos, que alinharam pelos boys da escola de Chicago, e pela Tatcher, e pelo Reagan, e pelo Blair…).
    O Sócrates tem responsabilidades…por que não foi capaz de dizer não ao senador Soares, na última eleição presidencial, em 2005, quando tinha dado a entender (internamente…) que patrocinaria o bardo. Deixou pois que o centro esquerda implodisse (por falta de comparência do seu eleitorado, note-se) e “deu” a vitória ao senhor Silva de Boliqueime.
    O Alegre, na actualidade, tem responsabilidades, por que ameaçou “implodir” o PS com uma fractura, que podia ter custado aos socialistas as eleições legislativas de 2009 (este apoio para as presidenciais em 2011 foi então negociado com Sócrates).
    Então, Manuel Alegre não foi candidato a deputado, não falou durante a campanha eleitoral, deixou cair o seu “grupo parlamentar” (lembra-se das deputadas Caré, Alho, viúva Matilde Sousa Franco e a esposa Roberto Carneiro?…) e abandonou aqueles temas, ditos fracturantes e esquerdistas…da treta.
    Sei do que falo. Conheço os protagonistas desse filme, sei onde estão os plateaux nos quais foram filmadas as sequências e etc.
    Portanto, do lado do PS, ninguém fica bem na fotografia.
    Recentemente, em gigantesca entrevista ao DN, Sócrates afirmou que quer que Alegre ganhe…
    Isto, em minha opinião só quer dizer uma coisa: a máquina do PS vai-se mobilizar (pouquinho, mas vai), mas sem entusiasmo de espécie alguma.
    Depois há aquela recorrência: Presidente em exercicio, que se recandidate…ganhou sempre. Foi assim com Eanes (e em que condições se recandidatou?…); foi assim com Mário Soares e assim também com Jorge Sampaio.
    Esta razão levou este (que terá sido sondado para o sacrificio…) a declinar o convite, permitindo a Alegre avançar.
    Há ainda a tristíssima história do Fernando Nobre, que se meteu com uma tropa fandanga, que alugou dois andares a um “traficante” de armas e, ao que se julga saber, foi “empurrado” pelo Mário Soares só para lixar o poeta de Águeda.
    Mário Soares, neste momento, anda a dizer que o Cavaco é “quase” fixe.
    Portanto, meu caro amigo, não se canse: não é preciso “praxar” o poeta de Águeda.
    O homem está seco, não dá uma para a caixa, vai levar uma abada monumental e o Cavaco Silva vai colecionar troféus: 10 anos de primeiro-ministro e mais dez anos de presidente da república.
    Se Sócrates acabar a legislatura…pode ambicionar amealhar uma década em S. Bento e, depois, em 2016 disputar eleições presidenciais contra….José Manuel Durão Barroso.
    Quanto a estas, as de 2011, estão encerradas e “habemos” presidente: é o senhor Silva, pois claro.

  5. Para quem como eu tem um desconhecemento do que está a passar, felicito o José Albergaria pela bem relatada hestoria. Fiquei aprendido.

  6. Isto que escrevo é tão feio…

    A irresponsável (e recente) prestação do Alegre na Assembleia não deve ser esquecida. Manteve durante semanas todo um país refém dos humores (seus e das respectivas apaniguadas). Maria de Lurdes Rodrigues que o diga…

    Nobre é uma anedota.

    Cavaco é uma nódoa.

    O do PC (o nome não interessa, nunca interessa), é o que é, e nem mais nem menos do que o que quer que isso seja.

    Pela primeira vez vou votar em branco.

    Talvez ganhando Cavaco ajude a ganhar Sócrates, mais tarde. Lá por causa da velha teoria dos ovos todos no mesmo cesto e tal…

    Talvez seja o mal menor…

    É que Cavaco, como todos os personagens menores é previsível. Não dá mais do que aquilo, mas também não passa daquilo, e as consequências circunscrevem-se àquilo.

    Alegre é mais perigoso. É irresponsavelmente temerário. Num belo dia é o disparate do César dos Açores, noutro será o quê?

    http://economico.sapo.pt/noticias/alegre-defende-acores-e-critica-antecipacao-de-dividendos_106405.html

    Talvez o BE ajude em lides de adivinhação. A democracia e a adivinhação, essas é que nunca casam. Para Cavaco não há grande necessidade de investimento em artes destas. É o que é, tão só.

  7. Valupi,

    Se o Oliveira e Costa do BPN e o assessor das escutas dessem uma mãozinha, ainda vá lá, poderíamos ter 30 minutos ao nível de um Soares/cunhal de 3 horas (sou capaz de estar a exagerar… LOL). Mas como é pouco provável, só mesmo o pâncreas dar de vez.

    Uma comparação envergonhará sempre os dois e nós, creio que na sua maioria e pela primeira vez, teremos um presidente em que não acreditamos nem nos revemos.

    Mas mantenho o interesse e a curiosidade.

    BlOb

  8. Estou como o Val. Tb votei no homem, mas agora nem pó. Quero que fique bem claro, admiro o poeta, e muito, provas ali na estante, compradas antes de 74, às escondidas.
    Mereciamos umas eleições melhores.

    Quanto a brifar o homem, o melhor é ele arranjar uma laringite e ficar calado, o Jerónimo de Sousa já fez uma parecida e não lhe correu mal.
    Ou declamar uns poemas.

    Canto a raiz do tempo na raiz do espaço.
    E os comboios apitam pela noite dentro.
    Sou um homem dividido por um verso
    atravessado por um rio entre Lisboa e o vento.

  9. Gostava que no debate entre o Alegre e a boliqueimada criatura o bardo lhe dê nos abanos com :
    – as inventonas de Belém e a ridicula e imperceptivel comunicação ao país
    – o escândalo BPN e a quantidade de ex ministros dos seus governos envolvidos
    – as mais valias com acções não-cotadas em bolsa da SLN
    – o silêncio cobarde de Cavaco Silva quando foi visitar a Madeira e ouviu, calado como um rato, João Jardim a insultar tudo e todos
    – a pensão negada a Salgueiro Maia (ou à sua viúva) e atribuida a 2 ex pides

  10. O apoio do PS a Manuel Alegre (eu sei, já o disse, não havia alternativa) vai-nos permitir ouvir discursos tão extraordinários como este:
    «O dirigente socialista António Costa frisou hoje que o candidato presidencial Manuel Alegre não é um homem de partido e que nunca se calará perante qualquer que seja o poder ou perante quem estiver no poder. » (Diário Digital)

    Reparem : não é um homem de partido e nunca se calará. Percebem-se as duas ênfases, mas…

    Pergunto-me se o próprio Alegre achará graça e se não achará que A.C. está a exagerar… ou a ironizar…

  11. O que espero que Manuel Alegre faça (nas suas próprias palavras)

    “Livro: meu suor meu sangue
    aqui te deixo no cimo da pátria
    Meto a viola debaixo do braço
    e viro a página. Adeus.”

    Ciao…

  12. josé albergaria, evidentemente que Sócrates é o maior responsável, tanto no disparate Soares como no de Alegre, mas isso é ficarmos circunscritos à abstracção redutora em que ele, por ser Secretário-Geral, teria um poder despótico. E não tem, pois está no partido mais complexo, mais importante e o maior do regime democrático. Isso leva-o a ter de negociar internamente algumas questões e a fazer cedências, sem qualquer surpresa. Por exemplo, como é que foi possível o PS ter escolhido Soares e não Alegre para a eleição de 2006? Alegre teria sido perfeito nesse tempo, e a única explicação para a estouvada decisão da recandidatura de Soares talvez radique tão-só na sua vaidade incontrolada e consequente falta de discernimento. Mas o facto de ter poder para a impor exibe a força das famílias políticas adentro de um grande partido. É esta a realidade e não é crível que pudesse ser diferente.

    Todos sabemos que Sócrates negociou com Alegre esta eleição presidencial, nos famosos almoços do Guincho e sob constante chantagem de radicalização da secessão de Alegre, mas isso não esgota o processo de escolha do partido, o qual inclui outros indivíduos e colégios de influência. Teria sido possível outra escolha se Seguro, e seu grupo, não tivesse minado o terreno, é a minha tese. E o meu divertimento.

  13. Nunca votei em qualquer dos actuais concorrentes. Em dois por impossibilidade técnica, é a primeira vez que concorrem, nos outros dois por opção. Continuo absolutamente segura de que não votarei num dos repetentes. Posto isto, e como gosto de pensar que morro como as árvores, não me rendo à desgraça sem estrebuchar, mesmo que essa rendição seja um branco suave. Até ao dia alguma luz se me há-de fazer, que me faça centrar no essencial e não em vaidades pessoais, sejam minhas ou de outros.
    Que raio de situação escavacada!

  14. MA HQ
    Lisboa
    ***
    CONFIDENTIAL/NOFORN
    ***
    Assunto: Briefing debate presidenciais
    ***
    Reunião com a presença de AJS, JS, SP e FL, que aprovaram a estratégia em traços gerais. Alguns assuntos foram tratados apenas com FL, ver abaixo.
    ***
    Informação preliminar
    Foi assumido por todos os presentes que o candidato MA não tem o nível de octanas suficiente para fazer a máquina politica do PS trabalhar acima dos 35% de potência, o que faz com que a produção de cobertura mediática esteja muito baixa. A máquina política do BE não é utilizável, uma vez que o sistema de orientação e escolha de alvo está configurada automaticamente para o PS, e levaria anos a alterar. FL confirma, em privado, esta informação.

    AJS concorda que a campanha está a correr mal, e que será necessário uma operação de Shock & Awe no debate para relançar a campanha e aumentar o índice energético de MA para níveis compatíveis uma campanha profissional.
    JS não concorda, uma vez que se correr mal e o candidato não for eleito, o que é provável, ele é que tem de conviver com CS. AJS e FL não consideram a objecção válida, o que originou uma violenta troca de argumentos que terminou com JS a acusar AJS de lhe querer “fazer a folha” e a bater com a porta. SP ficou encarregue de o representar.

    Linhas gerais da estratégia a utilizar:

    1 – Apresentação

    Para apelar ao crucial eleitorado da extrema esquerda, MA deverá apresentar-se no debate fardado com uniforme militar dos anos 70, espingarda com cravo vermelho e boina Che Guevara. Falar com a RTP sobre a possibilidade de entrar ao som do “Grândola vila morena” do ZA. Este gesto deverá servir para capturar uma boa parte do voto do FL/PCP, já que o eleitorado comunista, embora fiel, está envelhecido e facilmente se confunde. Importante – testar a afinação da imagem em focus-groups de lares de idosos na margem sul.
    Para o eleitorado mais jovem, é importante aparecer de óculos escuros e iPod à cintura. A ideia é apelar ao sentido cool desta fatia do eleitorado, e tentar criar uma campanha viral com página no Facebook, videos musicais no youtube e um feed intitulado “shit Alegre says” a escrever pelo João Quadros. A imagem do “grumpy old man” é popular no eleitorado até aos 35 anos e pode ser explorada sem colidir com a esquerda revivalista e comunista, que não vai entender as referências. Um equilíbrio abrangente pode ser aqui alcançado para maximizar o apelo.

    2 – Tópicos e condução do debate

    CS detesta ser confrontado e contrariado, pelo que se aconselha uma entrada como DB em 2002 contra FR para o desequilibrar logo à partida. MA deverá acusar CS de ser um traidor à pátria, operacional da PIDE e amante de Merkel nos primeiros 30 segundos. Praticar o olhar acusador em ensaios até ficar perfeito. Importante – controlar a forma física do candidato. A manobra é arriscada, e qualquer ruborização das faces poderia indicar alcoolização ao eleitorado e ser o enfoque da cobertura. Usar maquilhagem se necessário.
    Nessa altura CS deverá começar a balbuciar coisas sem sentido devido ao choque. Utilizar a oportunidade para fazer passar a mensagem de quem é o candidato lúcido.
    Quando der sinais de recuperar, utilizar a foto de CS com OC do BPN nas Bahamas (Photoshop é possível, desde que seja profissional. A ideia é criar dúvidas durante alguns dias. Em caso de ser desmascarada, culpar um estagiário). Perguntar, com o olhar acusador (Fase 2) quanto é que CS ganhou roubou aos portugueses com o BPN. Usar então o sorriso vitorioso de “apanhei-te”, treinado a partir dos vídeos do PP fornecidos pelo seu irmão. Importante – em assuntos da banca, FL deverá dar formação a MA sobre como fazer o silvo peculiar que este usa quando fala de “banqueirosssss” e “lucrossssss”. Resulta bem com o eleitorado do BE, que pode ter ainda algumas dúvidas.
    Para desanuviar o ambiente antes da estocada final, trazer à baila o casamento homossexual. MA deverá felicitar efusivamente CS pela sua promulgação, ao mesmo tempo que utiliza linguagem corporal para fazer insinuações veladas (piscar de olho, sorriso malandro). Será o suficiente para desmobilizar 20 a 30% do eleitorado católico, ao mesmo tempo que se passa a imagem de candidato simpático e justo para com o legado de CS.
    Para o final, a Inventona de Belém. Perguntar a CS se já tem resultados da auditoria ao sistema de e-mails da presidência. Insistir na resposta quantas vezes forem necessárias. Pedir esclarecimentos sobre “aquele discurso”. Trazer FL à conversa. Atacar, atacar, atacar.
    Não utilizar o Estatuto dos Açores. Ninguém percebe o que se passou, e ninguém está interessado. Caso CS puxe o assunto, fazer ar entediado, franzir a testa, rebolar os olhos, usar a expressão “lá está você outra vez”.
    A qualquer altura do debate, se CS mostrar sinais de ira ou agressividade, oferecer-lhe um bolo rei. Utilizar o sorriso de gozo abundantemente, enquanto se olha para a câmara.

    3 – Preparação

    Importante – dar formação a MA, com uma duração não inferior a 280 horas, sobre os desenvolvimentos económicos e políticos em Portugal desde 1985.

    a evitar:
    – Não declamar poesia, o sequer falar no assunto. Os intelectuais já votam nele (ou não votam CS), o resto do eleitorado não lê, não percebe, e não gosta.
    – Não utilizar a palavra “fascismo” seja em que ocasião for. A expressão está gasta e faz o candidato parecer antiquado e out-of-touch. Caso MA insista, dar o exemplo de JS em Lisboa. Ditadura é aceitável, com moderação.
    Não falar das colónias, da descolonização ou guerra colonial, para não motivar os retornados e descendência, todos de direita.
    – Não referir Argel (conotações muçulmanas).
    – Não utilizar os governos de CS pra atacar. A maior parte das pessoas tem boas recordações da época, e quem não tem já não vota nele de qualquer maneira.
    – Não se referir ao BE, para não chatear os eleitores do PS.
    – Não se referir ao PS, para não chatear os eleitores do BE e PCP.
    ***
    Nota: seguido à risca, será suficiente para ganhar. Caso Alegre ganhe, a culpa é do Valupi. Ele é que quis um briefing. Lavo daqui as minhas mãos.

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  16. A melhor ideia mesmo era pedir-lhe que desistisse da corrida, ainda antes do peru. Já não há ideias que possam salvar um paquiderme que caíu num pântano de areias movediças. Quanto mais esbracejar, mais se afundará…

  17. Val
    Desde o princípio que não paras de atacar Alegre. Todos sabemos que irás votar em Cavaco,ou na outra versão, absteres-te, o que tudo vai dar no mesmo: a reeleição de Cavaco. E não insitas em fazer acreditar que votaste Alegre em 2006! Nem venhas com o cliché de que tenho que deixar o vinho! É chão que já deu uvas.

  18. O voto em branco é uma “arma do Povo”. Já diziam os sonsos da 5ª Divisão do M. F. A., em 75, com as “boas intenções” que todos sabemos… Votar em branco na próximas presidenciais é igual a votar em Cavaco Silva. Que ninguém se iluda a si próprio. Eu também nunca votaria em Manuel Alegre em circunstância alguma, excepto agora, numa eventual segunda volta que possa higienizar Belém. Para conseguir isso, até votava num autoclismo.

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