TV Galicia – Natal todo o ano

O Natal é hoje, e de há muito, uma festa secular onde apenas uma minoria celebra algo vagamente religioso, e onde somente uma ínfima minoria dentro dessa minoria consegue dar sentido espiritual à celebração. Para a enorme maioria, trata-se de um evento que justifica coercivamente estar a reunir a família de uma forma solene. A família enquanto família, não por causa de um indivíduo em particular dentro dessa família, como acontece nos aniversários e funerais. Dada a complexidade e dificuldade de sequer entender no seu valor e sentido o que seja a entidade a que chamamos “a nossa família”, os presentes, a comezaina e o álcool permitem disfarçar satisfatoriamente a desorientação e angústia generalizadas.

Este o contexto para recomendar aos sortudos possuidores deste canal no seu serviço de cabo a frequência regular da TV Galicia. Para além do encanto que é ouvir a língua galega, e independentemente da sua qualidade como produto televisivo, a TVG permite mergulhar na cultura do povo mais irmão entre os povos irmãos dos portugueses. E o que vemos é uma ilustração sociológica do modo de vida ligado com a terra e com o mar, o qual atinge a sua exaltação prática e simbólica nas constantes reuniões para comer, falar, cantar e dançar. A probabilidade de apanharmos alguém a comprar comida, a cozinhar ou a meter algum petisco na boca ao passarmos pela TVG é muito mais alta do que a probabilidade de encontrarmos alguém a cuspir inanidades sobre futebol nos canais de cabo portugueses, por mais inacreditável que tal possa parecer. E esta diferença, meus amigos, chega e sobra para um Feliz Natal ou para um Natal feliz.

36 thoughts on “TV Galicia – Natal todo o ano”

  1. Um bom exemplo de canal feito para pessoas onde se podem aprender coisas uteis embora dos espanhóis prefira o Canal Andaluzia(mi corazon) fiesta todo o ano. Feliz Navidad

  2. “Para a enorme maioria, trata-se de um evento que justifica coercivamente estar a reunir a família de uma forma solene.”

    “Dada a complexidade e dificuldade de sequer entender no seu valor e sentido o que seja a entidade a que chamamos “a nossa família”, os presentes, a comezaina e o álcool permitem disfarçar satisfatoriamente a desorientação e angústia generalizadas.”

    Coercivamente? A prática na minha família nunca teve ou tem, ainda hoje, qualquer mínimo aspecto de carácter coercivo para se reunir no natal.
    Parece claro, aos modernos que olham de fora , não entenderem sequer no seu valor e sentido o que seja essa entidade chamada “a nossa família”. Compreendo, pois, as famílias modernas são hoje em dia, desde cedo reduzidas a um agregado de expressão mínima. Por outro lado são, na maioria, pequenos agregados familiares descendentes de migrantes do campo para a grande cidade que perdeu as suas origens. Também com a industrialização e depois, ainda mais agressivamente, com a terciarização do trabalho e do emprego os familiares vivem cada vez mais afastados e, sobretudo, desligados dos laços familiares.
    Tudo isso contribui para diluir a ideia do que é “essa entidade chamada ‘a nossa família’ de que fala Valupi. E por cima deste caldo destruidor da “família” paira o caldo de cultura dirigida ao individualismo puro e duro.
    Contudo, aos agregados familiares que ainda não foram na voragem da migração/emigração ou na procura de emprego pelo mundo e se fixam nele há, ainda neste tempo, um sentimento forte de pertença comum a uma “família”.
    A “família” são os que pertencem à mesma consanguinidade e este factor, ainda hoje e apesar de tudo, tem um valor e sentido tão forte que “a comezaina e o álcool” podem originar uma violenta disputa entre familiares mas se alguém de fora se mete intrusivamente no assunto da família e a ataca esta une-se quase instintivamente, em defesa de sangue, contra o elemento estranho.
    Nenhuma Atena ainda conseguiu totalmente transformar a natureza arcaica das “Erínias” em modernas angelicais “Euménides”.

  3. e o Valupi , desta vez , está cheio de razão… no Natal celebra-se o dia em que Deus nasceu como Homem , o mais importante do Natal é a celebração colectiva , dos filhos todos de Deus , na missa do galo , desse feito extraordinário , que ainda por cima ocorreu porque Ele é teimoso e achava que tinhamos Salvação… suponho que a esta altura do campeonato já perdeu a esperança e que adiou sine die a segunda volta :)
    só de ver a gula natalicia deve arrepiar-se Todo .

  4. Porque estragar uma boa realidade em favor de uma ficção? O Natal veio apropriar-se do solsticio e da celebração pagã, o cristianismo como novo culto querendo apagar o epicurismo, a dor em vez da vida como celebração. A Galicia em vez da Andalucia, Santiago de Compostela em vez de Malaga, Cristo, o único cristão em vez de Nietzsche e Dionisio. Me cago en dios y em la virgen puta, joder! Me gusta Cristo humano y Fidel:)

  5. ah , Joe . .já foste a Santiago ? ollha que a malta todos os dias faz o rally paris dakar :) sabes o que é? na rua do franco , o primeiro café chama-se paris e o último bar dakar … vamos a todos. mais neo pagãos que na galiza não deve haver , talvez na irlanda. a bruxa é dos bonecos mais vendido em santiago . agora , não chame Natal a esta época , nem faça presépios , nem dê presentes a imitar o ouro incenso e mirra dos reis , quem não celebra a vinda de Deus à Terra .
    chamem os bois pelos nomes e digam que renegam a cristianização forçada destas terras. uma mentira pegada , o Natal , então.

  6. jose neves, por que razão a tua família se reúne no final de Dezembro, quando os dias são mais curtos e frios, em vez de reunir em finais de Junho, quando são mais longos e quentes?

  7. Ó Valupi, mas que raio de racionalidade relacionar razões de frio e dias curtos para que uma família se reúna. Essa não lembraria a mim que ao diabo lembrasse quanto mais ao Valupi.
    Neste caso do Natal reúne-se, como todas ou quase, dato tratar-se de uma tradição milenar e, embora a maior parte não ser crente, não vamos interromper gratuitamente essa continuidade até porque o que pesa mais, actualmente, nas famílias é menos o significado da data e mais a fraternidade do encontro.
    E é por isso que a reunião de Natal é uma entre outras que acontecem a qualquer altura independentemente da estação do ano, se está calor ou frio, se faz vento ou está calmo, se está limpo ou com nuvens como, por exemplo, acontece quando algum membro da família faz anos ou celebra algum acontecimento feliz.
    E também se reúne na praia, precisamente, quando os dias são longos e abrasadores.

  8. pela noite dentro, num local abrigado, com comezaina e alcoól. uma fórmula milenar e transversal a muitas culturas de as pessoas se reunirem em pequenos grupos. e não será por acaso que escolhem confraternizar e celebrarem-se mutuamente dessa forma.

    curto e frio, deve ser o teu caralho.

  9. jose neves, constato que na tua confusa resposta admites como única razão para a tua família se reunir nos dias curtos e frios a existência de uma “tradição milenar”. Tens aí o aspecto coercivo que negaste no primeiro comentário.

  10. as tradicoes milenares nao sao por acaso e muito menos coercivas senao ja tinham caído em desuso. e nao é tradicao nenhuma é proprio da condicao humana as pessoas escolherem reunir-se durante a noite em ambientes reservados e com poucas distracoes alem do proprio convivio. o natal nao é uma sardinhada de verao. pacovino.

  11. Que delicia escutar para estas datas coisas tão lindas:
    ” A TVG permte mergulhar na cultura do povo mais irmão entre os povos irmãos dos portugueses”.
    Bom natal. Abraço Valupi.

    ( a TVG podía ainda fazer muito mais nesse asunto, pois é muito mais do que paresce o que se podía mostrar)

  12. Valupi, admito que haja um “aspecto” coercivo imposta primitivamente por uma cultura cristã dominante e que hoje nem damos por tal e aceitamos independentemente de tal “aspecto” ou fundamento original.
    Mas o Valupi, no texto, não argumenta com esse tal “aspecto” que no fundo é ir à causa original milenar que já não tem qualquer relação prática com o modo de vivência actual.
    Além do mais o Valupi diz que tal reunião se faz de forma coerciva e solene. Ora nada há de mais oposto a tal opinião nas reuniões de Natal actual que têm muito mais de festa pagã do que solenidade religiosa´.
    Aliás o próprio Valupi reconhece o “aspecto” pagão da actual festa de Natal quando se refere à “comezaina e o alcool”.
    Caímos no mesmo erro, tal como eu já não reconheço, na prática, o “aspecto” milenar original religioso o Valupi vê, na prática, na festa de Natal apenas o “aspecto” pagão.

  13. Yo, claro q ja fui a Santiago e o q disseste so por si não diz grande cousa, em todo os lugares onde o cristianismo se impos fe-lo de formas diferentes. O mix galaico português q acaba ali mais ou menos em Coimbra ou um pouco mais abaixo gerou uma tipo de sociedade e ordem social (senhoritos tipo Pinto da Costa,etc…) muito hierarquizada que é totalmente diferente do sul português e correspondente espanhol. Vais a uma semana santa a Sevilla e ves ali mais religiosidade crista q na cayedral de S.Pedro mas no dia a seguir os gajos desmontam aquilo tudo no quotidiano na Galicia d no Norte de Portugal ha continuidade e respeito pela hierarquia social emanente da cristianização e o oposto laico e outra forma de digamos superioridade q se reflete na mitologia celtica q e alimentada por imensos festivais folk, uma necessidade de se demarcarem culturalmente…ha uma barreira cultural.No Sul ha perros calejeros cinicos e mediterrânicos, fenícios, hijos de puta.eheh Eu sou do Sul mas não quero generalizar e muito menos estigmatizar a Galicia que até gosto e onde já passei bom momentos tanto lá como em Lisboa, quero apenas apenas dizer q não gosto muito dos códigos e de certo tipo de valores.

  14. Valupi,
    O meu conceito de “solene” é o actual e não um conceito secular que incorpora um “aspecto” histórico original totalmente desactualizado.
    Desse modo o meu conceito de uma reunião solene tem o sentido precisamente oposto ao de uma reunião de “comezaina e alcool” mais própria de uma reunião de sentido dionisíaca.
    Mas, por favor, não faça o Valupi um mistério do seu conceito de solene; explique à gente pois é sempre bom aprender.

  15. O Natal dos outros é uma festa pobre, apagada, simples, humilde, coloquial, informal, lacónica, despojada de «“comezaina e alcool” mais própria de uma reunião de sentido dionisíaca»?

    Ó José “apolíneo” Neves, não pescas nada disto.

  16. Só para não ser mal percebido, hoje foi uma “Cabeça de Burro” ao almoço – um patrimonio das Caves do Rodo is patrimonial nacional – amanhã pode ser quinta da Pacheca superior e a noite murganheira, claro sempre intervalado pelos grandes vinhos a sul q são tantos e baratos q posso recomendar tanto um tinto ali de setubal o vinha dalhos a 14 graus e com um grande moscatel da família Simões como o herdade das servas, q e simplesmente genial.se forem brancos escolham bucelas do meu amigo Carlos Canario, um ganda jarda.Vinhas D’Alem nem mesmo os melhores brancos alemães o superam. E so meter no congelador e ir a marte num instantinho.

  17. adubas mal, o melhor branco dessa região, a preço bebível, é o casal santa maria e até têm riesling para gajos com manias.

  18. Na tua opinião Rato, como na minha é o contrario. E são as mesmas regiões? Hum…
    As manias são tuas, a minha “tese” e precisamente o contrario, não são necessárias castas alemãs para produzir um bom branco, mas deixa estar q o auditorio e estupido …

    A propósito o branco e o Casal de Além, não o Vinhas Além q é o tinto, mas isso para mim é tinto.

  19. “Na tua opinião Rato, como na minha é o contrario.”
    ainda bem que há liberdade de opinião e já agora de a manifestar, foi aquilo que fiz.

    “E são as mesmas regiões? Hum…”
    colares e bucelas pertencem à região de vinhos de lisboa, portaria nº 426/2009 de 23 de abril 2009

    “As manias são tuas, a minha “tese” e precisamente o contrario, não são necessárias castas alemãs para produzir um bom branco, mas deixa estar q o auditorio e estupido …”
    tu é que comparaste o branco do teu amigo com os melhores vinhos alemães sem fazeres a mínima ideia que o marquês de pombal importou a casta riesling para bucelas produzir o vinho branco que lhe deu fama. depois misturas tinto com branco, trocas os nomes e chamas nomes ao auditório, comportamento típico de quem não percebe nada de vinho e bebe para ficar grosso. se enrolares um charro ganhas em sensações, não estragas o fígado e dás menos murros na mesa.

    “A propósito o branco e o Casal de Além, não o Vinhas Além q é o tinto, mas isso para mim é tinto.”
    ganda bezana, o tinto é supostamente de colares e e o branco de bucelas, mas para ti é tudo tinto e à pipa.

  20. Lá vem ele com as buscas na internet e regiões administrativas, Colares não tem q ver com Bucelas e e isso q interessa na origem dos vinhos.DOC Terroir diferentes e micro climas diferentes e proximidade ao mar diferentes, como também o Carcavelos. A casta é arinto portuguesa da silva

    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vinhos_portugueses

    O tinto Casal Dalem até já foi Alentejano
    https://www.napoleao.eu/cc/wine/vinhas-d-alem-regional-red-wine-2013-alentejo-750ml.html

    Eu podia explicar-te porquê mas não vale a pena.

  21. vou fazer um desenho para ver se entendes.

    1ª contradição – colares é terra de tinto e bucelas de branco “… e isso q interessa na origem dos vinhos.”, mas as diferentes envolventes ambientais fazem diferença.

    2ª contradição – a casta arinto usada no branco de bucelas é descendente da riesling introduzida pelo marquês de pombal.

    3ª contradição – afinal o tinto de bucelas é que é bom e até já foi alentejano.

    considerações de merda:

    “Lá vem ele com as buscas na internet e regiões administrativas,…” e depois afinfa-lhe com um linque da wiki e outro dum importador françiú para dar sainete à mistela que o amigo enfrasca em s. domingues de rana doc.

    se não estivesses bêbado, “Eu podia explicar-te porquê mas…” nesse estado “… não vale a pena.”

  22. 1 – aprende a ler e depois a discutir
    2 – ninguém disse que arinto é riesling. o arinto não caiu do céu e é descendente do riesling, volto a repetir: casta introduzida pelo marquês de pombal na região de bucelas. essa porra que citas “Vila Maior e o seu colega francês Pulliat presumiram, devido à semelhança do vinho, que o Arinto seria o Riesling (casta alemã), o que já foi contestado por Carvalho (1912).”, não fala da origem, diz só que que dois gajos acham que é a mesma coisa e há um outro que contesta. esses mestrados em enologia tirados na net têm destas merdas, paciência.
    3 – “na 3a qqer link serve para te dar a conhecer o básico .” não percebo e nem vou fazer esforço para perceber entaramelanços d’além.

    xau. tenho mais que fazer do que aturar bubadeiras.

  23. Trolleiro isso so prova que a origem do Arinto tem muita discussao mesmo entre enologos, tu so fazes de passos coelho da enologia, é alemao nao se fala mais nisso. Depois nem sabes distinguir entre um vinho regional e um Doc, o velho do colares, tinha boa imprensa e fez bons vinhos mas duvido muito q seja doc com riesling a mistura. Trocas e confundes tudo mas é claro o auditorio e estupido e tu fazes boa figura.
    Já agora o novo branco design wine da moda, um alentejano da treta plantado ali junto ao litoral para ter mais acidez , não é. Doc e e tao alentejano como o dono
    http://www.enovinho.com/pt/comprar-vicentino-sauvignon-blanc-2014-2865

    Do Celine ao vinho não se aprende nada contigo so conversa para impressionar idiotas.

  24. trolha era a tua tia, mas estás a fazer pugressos, o arinto já não tão silva e até se ser um bastardo riesling, não tarda estás a apropriar-te daquilo que eu disse e a repetir a minha conversa. o único gajo que faz vinho tinto com riesling deve ser o teu amigo lambrusco canário. pára de chamar estúpidos aos outros e discute como as pessoas civilizadas, sustenta o contraditório com factos e não com argumentos de superioridade merdosa, laços de amizade e desvios ao essencial. não te vi contraditar nada do que disse sobre o facho do celine e não percebo onde encaixa nesta converseta.

  25. Eheh outra confusão entre a minha opinião e o facto de reconhecer haver historias diferentes sobre a origem da casta q já são velhas (e q eu linkei precisamente por isso) e q não constituem novidade nenhuma, isso é uma prova de boa fé na discussão . Talvez seja altura de saberes q o arinto e o riesling são castas de branco não de tinto, tu treslês e confundes tudo…xau e bom ano troll

  26. “Talvez seja altura de saberes q o arinto e o riesling são castas de branco não de tinto…”

    eu cá me parecia, quando entendesses aquilo que escrevi, irias devolver tudo como se fosse argumento teu. vai pela sombra e tem cuidado com os metasulfitos do canário, acho que aquilo dá cabo de qualquer mineiro.

  27. ” … isso é uma prova de boa fé na discussão .”

    boa fé, o caralho. lincaste aquela porra para provar que o arinto não era descendente do riesling, agora deves ter pedido ajuda telefónica ao teu amigo piu piu e o gajo explicou-te que estiveste a fazer figura de frajola.

  28. Baixo, como sempre eheheh Nunca desiludes, não descansas enquanto não reduzes qqer discussão ao teu caracter. Bom ano troll

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