5 thoughts on “Teologia dialéctica”

  1. O padre Borges é um dos poucos teólogos que ainda vale a pena ler.
    Subscrevo a definição de Deus por Saramago. É muito bela.

  2. Bela é. Mas a definição de Deus está sujeita a algo parecido com o Princípio da incerteza de Heisenberg. Não pode ser feito, apenas aproximado. Mas é divertido tentar.

  3. Proponho que nos fiquemos por essa definição e nos deixemos de personificar silêncios cósmicos, acabando com o belo. O resto da frase é poético e, em nome da poesia, assim deveria ser, mas se somos o único grito na imensidão está ainda por provar.

  4. Mas para quem Deus inexiste, há como “denegá-LO”?
    E, o que, pelas minhocas na terra, quer dizer “a negação determinada não significa negação real”, explicada pela suposta honestidade intelectual de J. Saramago, o que o impediria de aceitar a imagem de um deus cruel e sanguinário??
    Então vá lá que isto e as outras fanfarronices nada ´abscônditas` pelo texto afora correspondam ao que há de legítimo na manifestação do cidadão em questão, cada um segundo cada qual. Mas e a parte refrescante? Ali só o dom explícito para afundar questões elétricas, vivas, num falatório abstruso e pretensamente universal.

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