23 thoughts on “Tão verdadeiro”

  1. :-) esvaziar e encher. e depois há as excepções que enchem esvaziando com muita perversão à mistura – delícia de gente consolada. :-)

  2. Valupi,

    Não se arranja cópia do “baile” de direito que o prof Costa Andrade disponibilizou ontem no Prós e Contras aos Magistrados VIP ?

  3. Bem, atendendo a que a Grécia está na ordem do dia, podemos recordar a velha disputa entre o espermatozóide e o óvulo — Zeus e a sua esposa Hera na versão olímpica — sobre quem é que gozava mais. Lá foram eles perguntar ao Tirésias, espécie de destacado membro da ILGA lá do sítio, que tinha sido duas vezes transexual, ou transexual de ida-e-volta, se se preferir — macho de origem, fêmea depois, e novamente macho — que pelos vistos tinha aproveitado esse complicado trajecto para se documentar a fundo sobre o assunto. E parece que quem tinha razão era mesmo Zeus, ou pelo menos a Tirésias-femêa tinha gozado muito mais do que o Tirésias-macho, exactamente como ele pretendia. Resultado: Hera ficou tão lixada dos cornos (e se os tinha!) que imediatamente condenou o desgraçado Tirésias à cegueira, mas Zeus ficou tão agradado que lhe concedeu o dom da profecia. E é claro, a partir daí o seu papel de marido tornou-se muito mais exigente e fatigante, e acabou por se arrepender de se ter metido em discussões dessas, mas já era tarde demais.

  4. JRodrigues: «Não se arranja cópia do “baile” de direito que o prof Costa Andrade disponibilizou ontem no Prós e Contras aos Magistrados VIP ?»

    Concordo. Geralmente, o estilo mocho-sábio rico em murmúrios salamaleiquelicantes endereçados aos distintos e eminentes mochos-sábios de todos os géneros, do referido mestre coimbrão irrita-me um bocado, mas ontem até isso foi suprimido, a favor de uma límpida anãlise da actual situação do «segredo» e seu possível remédio.

    Nos antípodas, como de costume, o síndico procuratorial de serviço, o dr. Cardoso, que acha — e diz com todas as letras! — que os crimes dos seus pares são menos graves que os crimes dos outros, porque… são menos numerosos.

    Ora aí está um critério de gravidade criminal a condizer com a alegria no trabalho das classes laboriosas da justiça e sua necessiddade de mais prazos e mais descanso: mais frequente = mais grave; menos frequente = menos grave. E a ministra (futura justiça poética?) que se ponha a pau…

  5. “o quero lá saber” deve ser juiz.trabalhar pouco é o lema desta gente.e já agora chegar tarde com o pessoal todo à espera.estes é que são os verdaeiros donos disto tudo!

  6. Meirelles,

    Tb achei muito “pedagógica” a defesa feita pelo “juiz do laço” à inexpugnabilidade dos juizes. Eles estão muito “acima” do mundo dos comuns. Foi pena ninguém o ter questionado para que serve a sede de protagonismo que revelam quando se deixam fotografar em mangas de camisa para as revistas do jet-set .

  7. @Fifi, contrariamente ao que pensa, não sou juíz, e garantidamente, seria a última profissão do Mundo que aspiraria ter.
    Se fosse juiz, lhe garanto que escusaria muitos aquí, por inimputáveis, tal é a pobreza do raciocínio. Outros, os que estão de má-fé, desmascararia facilmente .
    Em relação a uns e outros, compreenderia o desconforto e a dôr, que é verem-se confrontados, com a realidade e a responsabilidade. Realidade e desconforto, que resulta dos actos de um homem que escolheram, e que politicamente, os defraudou .

    Rodrigues : acho até inútil perguntar se compreenderá que este não é o meio adequado para estar, de forma simplista, a abordar matérias como aquelas que me colocou na primeira parte do seu post num outro quadro de comentários. Quanto à parte final, achei por bem nem sequer lhe responder, tal a simplicidade da pergunta e da resposta : claro que nenhum juiz no Mundo, com dois dedos de testa, decide condenar à morte uma pessoa, com base em indícios e presunções .
    O (meu) direito a presumir que V/ é pessoa suficientemente inteligente, para compreender e interpretar a minha ausência de resposta, como desnecessária, por concordância tácita consigo,
    deu-lhe azo a criar o direito (para sí) de me julgar (com base em presunção) como, e cito, ” pessoa sem princípios “.

  8. oh nhanha, o cromo deu baile e até se permitiu escarrapachar na cara dos ungidos a merda que são porque estavam a jogar a tremoços de tão mau que aquilo foi. um sindicaleiro a levar na tromba e a disfarçar com elogios ao professor e um iluminado de ventoínha a transpirar a brilhantina dos unguentos do cej. se aquilo fosse à séria, o debitador de pareceres a metro, punha as generalidades de lado e atacava na defesa do sistema que o sustenta.

  9. oh tia, tamém era o que faltava a menina ser juíza e não ter um pingo dessa merda, licor da outra que bazou por causa dos afrontamentos.

  10. Ao selvagem desequilibrado, ignatz, aka, querolasabonetes,

    Não ví o programa da funcionária da RTP Fátima Campos, nem me interessa, mas imagino o quão enriquecedor teria sido o seu contributo no painel de comentadores, com qualificativos do género de ” brochistas de direita ” que foi o que você utilizou referindo-se às duas juizas que tomaram uma decisão que não lhe agradou.
    Sem dúvida, uma perda irreparável, a sua não convocação para tal debate .

    Pastar bem!

  11. Querolásaber, estás um pouco enganado. Não é a quem votou Sócrates que a sua situação mais deve incomodar. A esses, a sua martirização até aumentará a consideração e respeito pelo homem. É precisamente quem nunca nele votou nem se identifica com a sua ideologia, mas genuinamente acredita não estar o seu país condenado a ver implantado um sistema de justiça medieval antes de cá chegarem outra vez os mouros, que sente dôr e nôjo por ver o seu estado de direito estraçalhado às mãos de manipulação barata do espaço mediático e da exploração comercial dos instintos básicos da multidão e dos sinais de arbitrariedade leviana de quem, uns na missão de julgar outros na mera vida em sociedade e no convívio com os seus semelhantes ou na publicação de opinião, não coloca a dignidade da pessoa humana à frente de todos os valores. Ver uma parte das pessoas que estão à nossa volta se congratularem, qual nazis, com a restrição ou até eliminação física de pessoas que têm uma orientação política diferente é uma surpresa desagradável que já não esperávamos viver.

  12. LOL. LOL.

    Ó IGNARALHOS, ouçam, ouçam: PASTAR BEM, e levai convosco o licor de marca «M», porque tendes de engolir a erva e a castanha, tais a bere? Oqueie.

    Agora, QUEROLASABER, Fantásticas as suas respostas. SUBSCREVO. A palavra é essa – as questões colocadas pelo JRodrigues – que chama juízes a todos – são simplistas demais. Ele não alcança, o que está muito bem, só que ele podia quedar-se pelo «discordo», mas não. O cidadão invetiva, qualifica, injuria e até difama. Tudo com pronto ar de muita sapiência, salgada com uns autores tirados à pressa da wikipédia.
    É isto que decide portugal? É isto que o tem decidido – a ignorância total e a arrogância de tudo saber.
    Então, passe-se ao toque do LOL, e da pena dos depenados.
    IGNARALHOS, calai-vos. Falai, antes, do inspetor que denunciou os privilégios do recluso 44 – parece que o gajo não deixa que ninguém lhe veja a ótica traseira. Às tantas, ainda lhe encontram algum documento lá enfiado… o tipo recebe tantas visitas, e ninguém dá por elas, faz jogging, tem criados…logo pulseira eletrónica para quê?

  13. Ó Lucas, o exagero é de tal quilate e a espurcícia e a pobreza do texto é de tal monta, que nem me dou a muito trabalho, então a justiça em Portugale voltou aos tempos medievais ? Conta-me mais … diz-me, então o engenheiro já está a tratos de polé ? Sabes quais ? Cócegas nas solas dos pés ? Estará já a caminho da roda ?
    Negaram-lhe a presença do advogado ? Não tem direito a visitas ? Já confessou alguma coisa sob coacção ou pressão psicológica ?
    É que se confessou, meu animal (uso permitido pelo moderador) tal não tem qualquer valor para o juiz porque não é consentida pela LEI, como sabes, ou devias saber, se não sabes, raspa-te !

    Aviso à navegação : ausento-me para o S. João.
    É um direito que me assiste .

  14. querolásaber, se não distingues a desumanidade e o primitivo que existe no tom de troça e escárnio que utilizas quando te referes a uma pessoa em situação frágil (tu, numbejonadas e meia praça pública) não há Santo que te redima.

  15. JRodrigues: «Tb achei muito “pedagógica” a defesa feita pelo “juiz do laço” à inexpugnabilidade dos juizes. Eles estão muito “acima” do mundo dos comuns».

    Pois, também concordo que se há profissão cujo acesso devia ser muito bem escrutinado, tanto pelos seus pares como pela sociedade em geral, essa profissão é a de juiz. Não pertenço a nenhuma classe de gente de leis, nem estou a par dos mecanismos de fomação e selecção, e não procuro eu próprio julgar a totalidade do possível icebergue (acho que foi o do lacinho que mencionou a desejável frieza dos candidatos a salomões) apenas pelo que está à vista.

    Mas acho que o que está à vista não augura nada de bom. Não deve ser por acaso que uma das linhas de ataque mais frequentes que alguns dos seus pares, através da imprensa, parecem ter lançado ao relator inicial do recurso da defesa de Sócrates que acabou por votar vencido, foi a de se tratar de um juiz tardio e à beira da reforma (sic), ou seja o género de características de vida e de experiência que a malta mais jovem, especializada em provérbios, interpretações de fumos e caça aos corruptos, que goza perdidamente nos blogues, considera sérias limitações ao exercício da justiça…

  16. Outra coisa inquietante que não sei se já repararam: a frequência de juízas (sexo feminino) e geralmente jovens, nessa classe de julgamentos vale-tudo que os jornais noticiam e parecem ter tomado o lugar dos tradicionais processos por bruxaria, visando punir o novo crime dos crimes e abominação das abominações, quase pior ainda sem sangue nem violência, nem penetração do quer que seja onde quer que seja, do que com todos esses condimentos — simples agravantes quase irrelevantes da coisa maldita, é claro — que antigamente se designava por «ofensa à moral e aos bons costumes» e agora se chama — pausa para arregalar os olhos, tremer de indignação e gritar pelos sais, depressa! — o Crime Sem Nome ou P*******a!

    Se as estatísticas confirmarem a minha impressão, será apenas coincidência ou haverá intenção nas nomeações?

  17. Ó MAISRELLES, então não estás ligado a nada que tenha que ver com a lei…olha que novidade. Agora segue o que te digo: pára de citar constituições, tás abere, hum?

  18. Numbejonada, não pertencer a nenhuma classe de profissionais de leis não quer dizer que não se esteja ligado a imensas coisas que têm tudo a ver a lei: basta estar vivo e viver em sociedade, ou até ter algum interesse pela história das sociedades humanas, mesmo que se viva nalguma galáxia longínqua. Eu sei que para alguém que pensa que o alfabeto e a ortografia são coisas reservadas aos gramáticos, é um conceito difícil de aceitar, mas continua a esforçar-te porque já se notam melhorias a ainda podes bir a ber alguma coisa.

  19. Já agora, claro que, por exemplo, em «outra coisa inquietante [em] que não sei se já repararam» falta o que está entre parêntesis, mas isso não é por não ser gramático, é por estar a fazer várias coisas ao mesmo tempo.

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