8 thoughts on “Study: Children of Lesbians May Do Better Than Their Peers”

  1. Andam acabrunhados, Valupi, todos os homossexuais católicos que esperam casar. Soube, de fonte segura, que a Igreja vai considerar nulos todos os casamentos. Por não ter sido «consumado» o acto. Nem poder ser! Olha aquelas duas…

  2. Hum. Espero então pelos resultados do outro estudo anunciado, mas com pais homossexuais. Se os resultados forem semelhantes, poderás dizer: os pais são melhores mães.
    De qualquer maneira, há que ter cuidado com estes estudos. Não que esteja a dizer que os filhos de casais de lésbicas possam ser inferiores aos outros – não acredito nisso – mas também estranho que sejam superiores. O artigo não explica, mas terão controlado a condição sócio-económica dos casais de lésbicas (que, se não me engano, tende a ser superior nas lésbicas assumidas) quando comparado com os outros pais?

  3. Isto é tudo um bocado treta… como quando escrevem 35 por cento dos portugueses querem ser espanhóis mas são só 35 por cento dos «inquiridos» e esses são apenas mil. Ora nós somos dez milhões. É tudo treta.

  4. Via Sullivan, esta opinião parece-me relevante:

    This study is one of the very few to suggest more positive outcomes than children from heterosexual families, a claim that would require more research before it could be regarded as anything more than an outlier. But it’s easy to imagine one reason for this surprising finding. These parents were recruited because they were about to undergo artificial insemination. This means that in every case, these children were brought into the world because they were wanted and planned for. None of them are the product of a drunken tryst in the back seat of a Chevy. These mothers had to investigate options, invest money, and really want to become mothers. This alone can account for the difference.

  5. Claro, não há sequer polémica possível: estes estudos são meras peças de um puzzle demasiado grande para que sequer saibamos o que representa neste momento. A quantidade de factores em causa permite inúmeras análises e interpretações dos resultados.

    Enfim, somos os seres mais complexos que se conhecem no universo, não esquecer, e, para complicar ainda mais, somos juízes em causa própria, sujeitos a paixões e distorções cognitivas. Ninguém disse que ia ser fácil, mas é por aqui.

  6. Sim, mas este tipo de estudos parece-me enganador quando ligam o facto de “ser lésbica” a melhores resultados das crianças. A mim parece-me óbvio o seguinte:
    – As crianças com pais (ou mães) interessadas e envolvidas têm melhor performance do que as outras.
    – As mães lésbicas, devido à sua condição e aos desafios da sociedade, são mais interessadas e envolvidas com as suas crianças.
    – A sexualidade dos pais é então totalmente irrelevante para o caso.

    A não ser, não resisto a deixar uma provocação: as crianças, de acordo com o que saiu do estudo, são beneficiadas pelo facto de, desde cedo, serem obrigadas a defenderem-se da chacota e ignorância das outras, e isso leva a que se tornem pessoas melhor informadas e mais auto-confiantes. Uma variante do clássico “uns tabefes nunca fizeram mal a ninguém”. Num futuro não muito distante, quando este tipo de situações for mais aceite pela sociedade, estas crianças perderão este benefício. Logo, ao acabar com a intolerância para com os homossexuais, estamos a prejudicar as crianças?

    Não me parece.

  7. Valupi, você é lésbio. Ponto final. E deduzo assim, com a maior das lógicas e armado duma grande paixão com distorção cognitiva, quando penso que o meu amigo deve gostar de mulheres como as lésbias, logo. Agora o que não há direito é você dizer que as maganas são melhores pais e logo a seguir como quem não tem vergonha temporal fala em polémicas impossíveis.

    A falta de curiosidade é aquilo que o mata quando navega em águas territoriais inglesas, porque a curiosidade é um dos combustíveis mais importantes na racionalidade dos racionalistas. Pergunte ao Platão, ou simplesmentei invista em três ou quatro bombas de gasolina quanto antes. Quem o avisa…

  8. Vega9000, o texto da notícia refere isso mesmo: a possibilidade dos resultados indicarem o factor atenção como aquele que explicaria a diferença. O mais provável, apenas recorrendo à especulação de café, é que todos – todos! – os factores que se possam apontar tenham influência, da escolha dos casais em causa, logo à partida, ao acréscimo de competências sociais como prevenção de conflitos na sociedade, por exemplo.

    Contudo, e valorizando o teu comentário, é indiferente que num futuro qualquer sem preconceitos a diferença desapareça, pois na economia da investigação em ciências humanas, este estudo pode ser útil para além da sua redução à temática homossexual. Ou seja, e como exemplo, o estudo poderia oferecer material para uma reflexão genérica acerca da vida familiar e educação das crianças.
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    GiróFlé, prometo perguntar ao Platão. E não só.

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