Sócrates ou um qualquer

A revelação de excertos das escutas a pessoas ligadas a Sócrates e ao PS, ontem feita pelo Sol, cumpre a última etapa de uma nova forma de fazer política em Portugal. Assistimos, pela mão do actual PSD, à completa instrumentalização da Justiça ao serviço de interesses políticos. E os factos falam por si:

– Pinto Monteiro não tomou as suas decisões por ter lido num jornal as certidões extraídas. Nem tinha como objectivo avaliar o caso em 20 minutos para ir a correr dizer mal dos malandros que nos governam.

– O Procurador-Geral teve acesso a todo o material enviado, incluindo as gravações na sua integralidade, e ainda solicitou adicionais elementos a Aveiro. Sem essa análise, e ponderação, as certidões permaneceriam insuficientes, posto que são uma interpretação sintetizada da investigação.

– Dado o melindre do caso, tanto por envolver o Governo e o Primeiro-Ministro, como por ocorrer nas vésperas das eleições Legislativas, não é crível que Pinto Monteiro não tenha posto o Presidente da República ao corrente da situação. No mínimo, terá justificado em Belém as suas decisões.

– O Presidente do Supremo terá feito exactamente o mesmo na sua relação com o Presidente da República.

Como 1ª conclusão, temos que o Chefe de Estado validou o desfecho onde se conclui pelo erro do Procurador e do Juiz em Aveiro. Assim, pertence ao domínio da grande hipocrisia vir reclamar a intervenção presidencial a mando de uma capa de jornal. Cavaco sabe muito mais do que aquilo que foi agora publicado, e sabe-o há muito tempo. Na demente teoria de conspiração que concebe o Procurador-Geral e o Presidente do Supremo como criminosos, todas as informações que fossem precisas dar para os desmascarar chegariam a Belém pelos mesmos que as colocam nos jornais. Tal eventualidade de ocultamento de ilícitos pela hierarquia máxima da Justica, e logo nos seus dois braços, é o equivalente a um golpe de Estado. Só um trafulha da pior espécie, ou quem está cego de raiva, se permite essa calúnia.

As reacções à divulgação das escutas foram de anti-clímax. Pairava até um ar de reinação. Os comunas calaram-se. Louçã não apareceu a berrar contra a traficância. Portas ficou sem largar mais uma inanidade. E o PSD chutou para canto, lembrou-se de uma Comissão de Ética e diz que vai analisar o magno tópico da liberdade de expressão. Ferreira Leite apareceu a sorrir, falando do assunto com aquela displicência com que se propõe interromper por 6 meses a democracia para arrumar a casa. Quanto ao casal Moniz, vingou-se e reclamou o troféu de caça. Ou seja, não se passa nada no sistema político, por enquanto.

Mas essa passividade é insustentável, pois a intoxicação social obriga o Governo a dar alguma explicação, e os partidos a tomar posições face a ela. Enfim, sendo um caso clássico de Relações Públicas em situação de catástrofe, a responsabilidade política pede novas soluções para um problema novo – dado que nunca se tinha escutado fosse quem fosse ligado ao meio partidário. Como todos os que frequentam o meio sabem, se as conversas comuns dos políticos fossem gravadas e editadas, estariam quase todos no chilindró.

Divulgar as escutas é uma forma de terrorismo político, originando confusão, descrença, revolta e aproveitamentos demagógicos. As pessoas que decidiram publicar o material – assim como aqueles que exploram em proveito próprio esta ruína do Estado de direito ao mesmo tempo que gritam Vergonha, vergonha! – são suicidas cívicos. A mensagem é a de que compensa desprezar a Justiça. Compete-nos mostrar-lhes que há quem esteja pronto para lhes fazer frente.

Nenhum plano socrático de dominação da comunicação social se realizou, só há frases soltas agitadas à populaça. Podem ser tudo e nada. E a ideia de ver um primeiro-ministro a perseguir jornalistas celebrizados por o atacarem não é a estratégia mais inteligente para quem ambiciona prolongar-se no poder em democracias. Todavia, tudo é possível. Mas é exactamente por tudo ser possível, até o mais incrível, que a defesa do Estado de direito pede uma implacável lucidez, resistindo ao inferno da acusação sem prova. E chegámos à 2ª conclusão: quem ataca Sócrates sem provas, está a atacar-se a si próprio, o que é triste, a atacar os seus, o que é uma desgraça, a atacar-me a mim, o que é mau, e a atacar os meus, o que é péssimo.

Quem ataca Sócrates ou um qualquer.

43 thoughts on “Sócrates ou um qualquer”

  1. “Como todos os que frequentam o meio sabem, se as conversas comuns dos políticos fossem gravadas e editadas, estariam quase todos no chilindró”
    Que pena! que pena!
    E que bom que eu não frequento o meio.

    Quanto a haver dúvidas sobre a possibilidade de atentado contra o Estado de Direito pelo 1º Ministro
    Que pena! Que pena! Esta é mesmo matéria sobre a qual eu não gostaria de ter qualquer dúvida.

    Nojento! falo da nossa justiça, falo do nosso jornalismo e falo, infelizmente, da politica que se vai fazendo por cá.

  2. Frases desencontradas, o habitual jornalismo de sarjeta a multiplicar a lama…dejá vu, se isto não der nada faz-se reset.
    Claro que Cavaco e o PSD sabem disto (quantas vezes isso não foi aqui repetido?) há muito tempo. De resto o habitual, se isto não der nada faz-se reset e com o habitual silêncio bovino e impunidade espera-se que um outro magistrado “investigue” mais qualquer coisa.Os sordidos magistrados e jornalistas ficam impunes e terão sempre a consideração e protecção do Estado de direita.
    O que se está a passar é a a maior campanha de sensibilização ambiental politica um caso estudo no futuro. A reutilização, reciclagem e reutilização das escutas que não deram para eleger a Manuela mas servem agora para reeleger o Aníbal e quem sabe servirão futuramente para qualquer outro líder ultramontano.

  3. em relação às escutas, saiu uma notícia no “DN”, que informava que estas não eram as que foram (ou deviam ter sido) destruidas.

    nunca pensei que fosse possivel descer tão baixo. nunca se jogou tão sujo. e é claro, que é a classe política que está por detrás disto tudo.

    era bom para todos nós que Sócrates não tivesse tantos rabos de palha…

    não se admirem que as pessoas votem cada menos, comprem cada vez menos jornais e fujam a sete pés dos tribunais.

  4. O “esquema” oculto

    Do Sol:

    A explicação surge de forma simples e sem margem para dúvidas: surgiram «indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo, nomeadamente o senhor primeiro-ministro» , visando «a interferência no sector da comunicação social e afastamento de jornalistas incómodos». Isto a três meses das eleições legislativas e com «prejuízo» para a PT.
    Mais explicações: foram dois magistrados- o procurador titular do processo Face Oculta e ainda o juiz de instrução do mesmo, – e ainda o coordenador da polícia Judiciária que investigava, quem entendeu a existência desses indícios “muito fortes” e a urgência da actuação para fazer cessar o plano em marcha acelerada e cujos pormenores abundantemente o jornal SOl hoje refere e que são inequívocos de gravidade e importância.
    Mais ainda: para além de apresentarem esses indícios concretos, referenciaram as leis que os criminalizam e escreveram a urgência que o assunto merecia, por estar iminente a prática de actos lesivos do Estado de Direito e ainda de empresas em que o Estado tem participação privilegiada.
    A articulação dos vários intervenientes supõe a existência de uma associação para a malfeitoria, confessadamente apresentada como um “esquema”, pelo suspeito Armando Vara.
    Estes factos e a interpretação jurídica dos mesmos, aferidos à intervenção, conhecida em escutas telefónicas, do “chefe” e “chefe máximo” no “esquema” ( tudo expressões usadas pelos elementos associados ao esquema), mereceram um despacho do presidente do STJ, em termos que são conhecidos:
    “(…) não revela qualquer facto, circunstância, conhecimento ou referência, susceptíveis de ser entendidos ou interceptados como indício ou sequer sugestão de algum comportamento com valor para ser ponderado em dimensão criminal”.
    Portanto, a dimensão que lhe atribuiu o presidente do STJ, Noronha Nascimento só pode ser uma: política. Ou outra qualquer que não especificou. Poderia ser…brincadeira, por exemplo. Pouca diferença faria, talvez.
    E a sua própria intervenção, neste processo, a par da do PGR Pinto Monteiro, como poderá classificar-se?
    Jurídica? Se assim for, torna-se estritamente necessário avaliar os termos em que o foi e para tal torna-se mister conhecer os termos do despacho do PGR, ainda desconhecido, com justificação alterada em dias diversos.
    Para já, são conhecidos vários factos que não foram devidamente explicados:
    Que valor tem o despacho do presidente do STJ, num expediente que não foi classificado como Inquérito e não faz parte do inquérito original de Aveiro, mas sim para se integrar como um novo inquérito? Que valor se pode conferir a um despacho dessa natureza de o próprio suporte, ou seja o expediente administrativo em que foi proferido, não admitir a aplicação de regras do processo penal, como o foram?
    Estas questões continuam por responder. Para além de outras, de maior gravidade e que assumem natureza política.
    Por exemplo, esta: porque razão o presidente da República, perante os factos conhecidos, ainda não demitiu o PGR?
    Também achou tudo isto uma brincadeira?

    Mais sobre o tema aqui: http://portadaloja.blogspot.com/

  5. luis eme, e não se admire que também haja cada vez menos candidatos a primeiro-ministro, o PSD que o diga. O luis eme diz numa caixa de comentários ali em baixo que Sócrates é primeiro-ministro 24 horas por dia, ou seja, não tem direito a privacidade nem quando dorme. Não só ele como todos os amigos e conhecidos têm de ser perfeitos. Isto é válido para qualquer um, julgo eu, e os possíveis candidatos sabem cada vez melhor o que os espera, é natural que não estejam para isso. Quem afirma uma coisa destas não quer um político, quer um santo a ocupar o cargo. Estou convencida de que nem Jesus Cristo preencheria os requisitos. Só aquele milagre de transformar água em vinho e algumas companhias… eram mais do que suficientes para oposição e comunicação social lhe fazerem a vida num inferno.

    E, já agora, de que rabos de palha está a falar? Daqueles tipo Freeport, que começou com uma carta anónima, e em que as polícias de dois países não conseguiram provar absolutamente nada? Uma vez que estamos em maré de coscuvilhice, já viu o interessante que seria termos escutas das conversas que deram origem a essa carta?

  6. Vivam os heróis, abaixo a bestas!

    Tu és aquele que escreve que é a lei que faz os criminosos, vales-te de uma “lapalissada” para atenuar os actos condenados pela lei e condenáveis.

    Como os factos começam a parecer inegáveis, bute lá atacar aqueles que eventualmente cometem um crime menor para por a descoberto o lamaçal em que estes políticos transformaram o país.

    Vou explicar devagarinho para ver se não restam dúvidas quanto à minha opinião. A tua eu suspeito qual seja, mas tens que ter um pública para ocultar a privada :(

    Os titulares do cargos públicas, nas suas funções públicas deviam ser escrutinados, assim como o são nos seus rendimentos. Quando JS fala da TVI não me parece que seja o mesmo que se fosse José Manel de Alcagoitas de baixo. Até posso dar de barato que se, JS falasse com um amigo e depois não acontecesse nada! Ora não é o caso, ele falou e houve consequências. Coincidência? Não em politica não há coincidências!

    Imagina que a justiça funcionava, mas à séria, para todos, não só para o pilha galinhas, seria necessário violar o segredo de justiça? Não me parece. Está visto que neste país a única forma de trazer à luz do Sol (olha que giro) estes casos é violando o (anacrónico e surreal) segredo de justiça.

    É mais ou menos como o Robin dos Bosques que “era” um criminoso ao serviço de um bem maior!

    A mim não me importa se Sócrates gosta de loiras ou ruivas, ou até mesmo da Câncio (por isso merecia uma comenda) mas importa-me se ele tenta condicionar os media. Noutros tempos neste país fazia-se isso de uma forma menos subtil usava-se uma DG!

    Relativamente a este assunto recordo-me de uma entrevista de JS, que à pergunta, o que é para si um bom dia ele respondeu qualquer coisa do género: Um bom dia é quando abro os jornais e eles não falam de mim (cito de cor).

  7. A revelação de excertos das escutas a pessoas ligadas a Sócrates e ao PS, ontem feita pelo Sol, cumpre a última etapa de uma nova forma de fazer política em Portugal. Assistimos, pela mão do actual PSD, à completa instrumentalização da Justiça ao serviço de interesses políticos. E os factos falam por si:

    Ainda não percebi se achas que o povo é estúpido ou és tu que estás a soldo do teu querido Sócartes para encharcar de mentiras a blogoesfera.
    Tens medo de perder o tachito, agora que a verdade vem ao de cima?
    Já não há pachorra para o absurdo, se também estás metido na marrosca CADEIA

  8. Aqui há uns dias tivemos esta discussão a propósito das escutas do Pinto da costa no youtube. É óbvio que, em termos estritamente jurídicos, num caso e no outro (sócrates e pinto da costa) não há qualquer crime: só um fanático é que podia ver crime de corrupção na oferta da “fruta” aos árbitros, como só um fanático é que vê um crime contra o Estado de Direito na tentativa para ganhar poder na tvi através da pt. A diferença é que no caso pinto da costa o Pinto Monteiro fez de fanático (acusou com base em zero como demonstraram depois os tribunais) e no caso sócrates agiu de acordo com o Direito (se tivesse acusado o resultado final seria igualmente zero ao fim de alguns anos de caso arrastado nos tribunais).
    Posto isto, o que me interessa politicamente é a seguinte reflexão (e nesta cada um pode substituir, consoante a preferência fanática, porto por sporting ou benfica):
    Nós, adeptos do Porto, SABEMOS que a oferta de fruta e actividades circum-escolares correlativas são o prato do dia por parte de todos os dirigentes desportivos (mesmo que não houvesse memória, bastaria atentar no que este ano o CD da liga faz com total impudor) e que se o pinto da costa fosse anjinho, como foram no porto durante décadas, ainda hoje andaríamos a ser miseravelmente comidos. Como sabemos disso, estamos cagando para a oferta da fruta porque sabemos que ganhamos com todo o direito no campo de jogo, onde somos e procuramos ser os melhores. Adiante.
    Também nós, cidadãos, SABEMOS que procurar ganhar poder em órgãos de comunicação é o prato do dia de quaisquer dirigentes políticos e se qualquer deles tivesse sido escutado como foram o sócrates e os amigos, os resultados seriam exactamente os mesmos ou, com toda a probabilidade, muito piores. Mais, sabemos que mesmo com toda a oferta de fruta por parte do sócrates neste domínio, a disparidade de influência na comunicação social entre direita e esquerda é gritante. Basta comparar os comentadores e colunistas.
    Sendo isto claro, a dúvida é a seguinte: podemos nós, cidadãos, fazer como nós, portistas, e cagar para a “oferta da fruta” no domínio da Polis ou aqui as coisas são diferentes exactamente porque não é um problema de “nós, portistas”, mas de “nós cidadãos”?

  9. E como é que você reagiria, Ibn Erriq, se todos os dias ao abrir o jornal pudesse ler mais uma calúnia contra si? Não se lembra como se construiu a história da pretensa homossexualidade de Sócrates? Como se cozinhou a carta anónima que deu origem ao caso Freeport? O senhor não viu como toda a gente isenta que se escutou o PM violando flagrantemente a lei e que essa violação está a ser aproveitada para destruir Sócrates?E quem fala de violação não é o Zé da Esquina, mas sim o Presidente do STJ! Ou considera mais válida a capa de um jornal? O sr. está cego porque quer ou lhe dá jeito para despejar a «porcaria» que tem entranhada em todos os poros da pele!
    Odeie quem quiser e quando quiser, mas seja honesto intelectualmente. Foi o Sócrates que depediu Moniz com 3.000.000 bolso, para vir a integrar a empresa que veio a ser dona da mesma TVI que o enriqueceu com despedimento compulsivo a pedido de Sócrates? Foi o Sócrates que impôs ao Belmiro a demissão do Zé Manel? Foi o Sócrates que calou a boca do Crespo para o tornar mais popular que a Madre Teresa? Tenha juizo, homem.

  10. Guida,

    acho que cargos como o de presidente da república ou o de primeiro-ministro, devem ser ocupados por pessoas de grande qualidade humana e profissional. não precisam de ser santos, mas devem ser honestos e competentes.

    de certeza que existem muitos portugueses que preenchem estes requisitos, podem é estar fora dos partidos, que têm uma lógica promocional muito especial.

    em relação aos rabos de palha, além do freeport, ofereço-te os projectos da beira, a licenciatura da independente, a história da compra da TVI, o fim do jornal de sexta da TVI e as escutas da face oculta. não achas que são casos a mais?

  11. Furando o segredo dos deuses, quero-lhe dizer que, nós comunistas, somos os únicos culpados do estado em que nos encontramos. Somos nós que governamos o País desde há 35 anos; os venerandos chefes de estado foram todos nossos; fomos nós que estivemos metidos, até ao pescoço, no caso Casa Pia; fomos nós que comprámos as sucatas; o Freeport pagou as campanhas do PC ao sul do Tejo; os ex-profs da Independente eram todos do partido; “As memórias de um PS desconhecido” é uma invenção da Soeiro Pereira Gomes; o tipo do matadouro da Guarda, a tipa de Felgueiras são nossos destacados militantes; etc,etc!!!
    Só que aqui tudo é feito com categoria e … quem paga as favas é o PS!!!
    É a vida!!!

  12. A mim o que me espanta no caso do Crespo é que o Sócrates falou tão alto, mas o restaurante do Tivoli àquela hora devia estar vazio… É que já se passou quase uma semana e os jornais não encontraram ninguém que estivesse estado naquele restaurante e que pudesse confirmar ou não a história do Crespo…

    Talvez ninguém queria avançar por medo de ser considerado o BUFO. Será? Ou será que a explicação é mais simples?

    Xica nem entre por ai… se formos a ver como é que o PC tem dinheiro se calhar teriamos muito que falar em termos de ética. Mas peço-lhe que me esclareça um assunto… Se o PC é contra os aumentos da função pública, porque é que é sempre essa mesma taxa que utiliza para aumentar os seus funcionários? Só mais uma perguntinha se não se importa… Gostaria que confirmasse que o PCP tem funcionários a recibos verdes.

  13. luis eme, falas de honestidade e de competência. A competência creio que é aferida pelos eleitores que em 27 de Setembro lhe passaram o certificado.
    Em relação à honestidade, pois, são muitos casos são. Tantos que nunca se tinha visto um político tão investigado. Acontece é que para te dar razão tenho de abdicar da Justiça dos tribunais, com todos os defeitos que tem, mas que não encontrou provas em nenhum desses casos para sequer o constituir arguido em nenhum deles, e substituí-la pela dos jornais, onde vale tudo, mesmo tudo.
    Admira-me que Sócrates seja acusado de querer controlar a comunicação social e não de controlar efectivamente todos os mais altos magistrados do País, muitos. O Presidente do Supremo, por exemplo, foi reeleito para o cargo já depois de ter rebentado esta bomba e não ouvi ninguém criticar quem o reelegeu, pelo contrário, só ouvi elogios, há algo que não bate certo. Claro que há sempre uma Helena Matos que considera todos os que estiveram na abertura do Ano Judicial (é muita gente) extra-terrestres, mas eu prefiro mil vezes a Justiça da galáxia deles do que a que existe na dela e dos pensam como ela.

  14. Luis eme,
    Concordo inteiramente com o seu comentário (a resposta que deu à Guida). De facto, a maneira de fazer política no nosso país afasta gente com o perfil certo para desenvolver Portugal.
    Só não vê quem não quer: até os miúdos, na sua simplicidade, associam a política à corrupção. Que tristeza! Pois, ficamos sem argumentos consistentes para lhes incutir o valor do tabalho e dedicação tão necessários ao desenvolvimento das sociedades.

  15. Eu vou continuar a ter o enorme prazer de assistir à marcha fúnebre, gloriosa, higiénica e implacável, que transporta em grande estilo este tiranete de pacotilha, mentiroso, corrupto, asqueroso e sem carácter, que foi eleito por esclarecidos como este gelatinoso lambe-botas, yes-man valupi, cujos argumentos de defesa da honra, seriedade e capacidade do Socratintas me deixam agarrado aos abdominais de tanto rir com o esforço e contorcionismo investido em semelhante tarefa … você já pensou em engrossar a numerosa palhaçada que segue atrás da glamorosa e patética carreta funerária, em estilo Armani? É que você tem o perfil ideal e, com toda a certeza, teria um cantinho especial ao lado do Clown sub-mor Santos Silva e Pereira. Obrigado pala barrigada de boa disposição que me ofereceu … Cumprimentos e encomende desde já muitas pastilhas Rennie porque a indigestão vai ser monumental!
    PS – Sempre pode enfiar dois dedos na garganta e começar a vomitar o cabrito … uns laxativos também dão jeito para defecar e limpar a tripa de tanta mistificação e avés-marias!

  16. Eheheheh basta um cheirinho a sangue e aparecem logo os abutres, os ressabiados da direita e da esquerda, os idolatras catastrofistas de um novo amanhecer (os novos Medinas)etc…bastam 2 capas de jornal (?) com jornalismo justicialista de esgoto, demasiado parecido para ser esquecido com o método da Pide (que difamava as pessoas no seu bairro e nos seus empregos sabendo que a manda portuguesa é cobarde), para que todos os recalcamentos venham à tona.
    Não se apressem que o homem não é cobarde e fará frente mais uma vez à vossa coragem de manada.Entretanto comprem e encham os bolsos do Sol e do Cmanhã, espelhem-se no lodo e na difamação, avisa-se é que quando se sentirem desiludidos porque enganados não haverá direito a reembolso. É que ainda hoje o Vara está à espera da mala com o dinheiro…
    Adoro sentir o cheiro a napalm pela manhã.;)))

  17. “A reutilização, reciclagem e reutilização das escutas…”

    Eu sempre disse que a Reuters andava metida nesta trampa. Nessa altura, riram-se. Sina minha, que ninguém me ouve….

  18. Não conheço pessoalmente o autor deste artigo, mas quem afirma que “o Chefe de Estado validou o desfecho onde se conclui pelo erro do Procurador e do Juiz em Aveiro” só pode ter feito os seus estudos através das Novas Oportunidades ou está a ser desonesto com os seus leitores.
    Tem consciência do que está a insinuar? Desde quando, num Estado de Direito, um órgão político valida ou deixa de validar actos de um órgão jurisdicional? Talvez não saiba, mas no dia em que o Presidente do STJ ou o PGR submetessem os actos da sua competência a validação (ainda que informal) do PR (ou do PM), não estariam apenas em pôr causa a sua honradez e a sua credibilidade, mas a subsistência do regime. Assim como assim, ele já está a morrer aos poucos…

  19. Luis Miranda,

    Adorei o seu tsunami, apesar de me ter levado Rua do Alecrim acima até ao Camões em menos de trinta segundos… na piroga. Acredite, o Valupi não é mau rapaz. São as putas das Companhias que o estragam… e ainda por cima tem meses que não lhe pagam. A propósito, o amigo sabia que já tinhamos aqui uma regular chamada Carmen?

    Fique por aqui, pelo vemos fruta e rumba não faltará.

  20. Às vezes vale a pena ler opiniões de quem está longe, hoje no DN J.M. Nobre Correia explica bem «Em Portugal há politicos que são «comentadores» e «analistas» e jornalistas que fazem «opinião». Não são comnentários nem análises; são opiniões onde vale tudo e não há limites – o insulto e a difamação é impune». Vale a pena ler.

  21. Onde é que o meu amigo JCM tem andado? Num tour às ruinas do forte de Pencihe, ou de Caxias, para variar? Olhe que o Valupi já tocou essa harpa do “vale tudo” menos tirar olhos vezes sem conta e não me parece que os comentadores que o leem são de compreensão lenta.

    Isto está tudo ligado ao nine ilevan, fique o amigo sabendo. Um dia vamos descobrir isso.

  22. K, usando a mesma teoria do Pacheco, esses ressabiados a quem te diriges podem muito bem ser só dois ou três. Eu explico, acabo de vir do Abrupto e então é assim: ao contrário de muitos políticos que estão preocupados com a grave situação do País, ao Pacheco são o raio dos blogues que lhe atormentam o pensamento (se ele pudesse…), referindo-se ao Câmara Corporativa e a outras ‘pequenas câmaras corporativas’ onde certamente o Aspirina está incluído, informa-nos que os muitos comentários aqui produzidos são ‘falsas vagas de fundo’ destinadas a insultar quem critica o Governo e que podem muito bem ser feitos apenas por duas ou três pessoas, não custa nada. Por outras palavras, nós não existimos. Somos apenas personagens inventadas talvez pelo Valupi ou, quem sabe, por outro assessor anónimo qualquer. Até tive de me beliscar. :)

    (também tenho muitas dúvidas que o Valupi te tenha inventado, K. A inventar inventava sportinguistas para parecermos muitos e tu és benfiquista. :))

  23. Este país há-de andar sempre a pão e circo.

    Ele são escutas, TGV, submarinos, Comunicação Social, computadores para as criancinhas, vacinas para a pandemia.

    É a verdadeira “indústria” da palha.

    E o Povo come.

  24. Ah! O Tulius Detritus apanhou-me!! fonix!;))
    O Tulius Detritus é a Lusa dos ressabiados e como tem que alimentar devidamente os seus (corre)le(i)gionarios de argumentos fresquinhos do dia decidiu animar psicologicamente as hostes.

    Garanto-te guida que eu é que inventei o Val:))

  25. Os beija-mãos.
    Nunca gostei deles e faço uma declaração de interesses. Quando era miúdo e via o meu padrinho de baptizado ia à beira dele e pedia-lhe a sua bênção como era usual na altura. De imediato ele dava-me as costas da mão a beijar e sempre uma moeda de cinco ou dez escudos – o que altura era boa – para comprar qualquer lambarice.
    Com o meu crescimento, por ter vergonha, não concordar com este tipo de atitude por parte dele – se calhar foi habituado a esse procedimento – por via disso quando o via retirava-me ou fingia que o não via. Tinha a certeza que quem era o prejudicado era eu, deixava de receber a referida moeda.
    Um dia encontrou-se com a minha mãe e disse-lhe que já não me via há muito, – a minha mãe desde miúda até casar foi criada de servir dos seus avós, tendo ajudado ao crescimento do meu padrinho – disse-lhe que eu numa conversa com ela lhe referi que era por causa de ele me dar a mão a beijar e que não gostava dessa atitude e por isso não ia estar com ele. Nesta altura já tinha feito a comunhão solene – faço este reparo porque na minha terra era usual convidarem-se os padrinhos.
    Há coisas de dois anos estava a conversar com um colega da minha idade e de escola quando chega à nossa beira o seu sogro e ele de imediato diz e faz: bote-me a sua bênção paizinho e lhe dá um beijo nas costas da sua mão. Fiquei de boca aberta com aquela acção e pensei para mim: olha eu que até se compreendia pedir a bênção e beijar a mão ao meu padrinho, por vezes tinha de me esconder para ele não me ver, perdia de receber uma moeda que na altura muito jeito me fazia e este a pedir a bênção ao sogro e beijar-lhe a mão!
    Mas mais espantado fiquei ontem quando por acaso passei para o canal da Sic-notícias, vejo e ouço esta frase lapidar de fazer corar todos os anti beija-mãos, do deputado do PS, – julgo que ainda o é – António José Seguro, dizer para Mário Crespo: espero ser sempre convidado para vir aqui opinar e de você só tenho a dizer que é um homem íntegro! Se Mário Crespo é íntegro porque precisa António José Seguro de fazer antes tal recomendação? Nessa altura encontrava-me na cama mal disposto pelo motivo de no exame médico que fiz de manhã não me ter corrido bem, de imediato tive de me levantar de ir à pressa ao quarto de banho vomitar, tal foi o nojo recebido.
    Destes beija-mãos o País está farto. Talvez por ainda me encontrar mal disposto digo a todos eles, o que é raro em mim, vão todos p’ró caralho.

  26. eu é como o Domingos. não sei o que o V comeu há uns meses que lhe fez tanto mal ao cérebro ( sera que tem prá lá uma Listeria monocytogenes em hibernação ? ).

  27. K:

    Acha portanto que a mesma boca suja de molho tártaro pode advogar Liberdade e Democracia?

    ou que o Eleitorado, a mastigar palhas magras, se preocupa com os Direitos Constitucionais?

  28. Adiante..
    Já percebi que os direitos, liberdades e garantias constitucionalmente previstos, têm uma excepção: não se aplicam a José Sócrates.

    Des resto,um vitém é um vintém, como disse o Manuel Machado: tome ele a forma de Juíz, Magistrado, Jornalista ou Político…

  29. MF,

    Não me lembro de ter dito nada que o inspirasse a tirar essa chapa ao cérebro do Valupi, uma das pessoas mais inteligentes, e com mais humor, no hemisferio norte. Mas fica desculpado, porque nada disto ficará no registo criminal.

    No entanto, já que o amigo mencionou a listeria monosomething, há mais de meia-hora que tenho estado a pensar se o nojo que Pacheco o Bom (por oposição a Pacheco o Mau) sentiu quando ouviu as palavras de Seguro não teria sido provocado por alguma mistela que os médicos lhe deram em vez de ter sido o resultado da sua indignação de socialista sincero. As melhoras, pois claro.

  30. Nós vivemos como Nação um equívoco existencial; herdamos do estado novo alguns casos que estão por arrumar; são as várias corporações que vindas do antigamente continuam nos dias de hoje senhoras do quero posso e mando; exigem sem dar em troca, tanto ou mais que o governador da Madeira, o tal que ainda por cima, já fez a sua actualização em termos de modernidade a hierarquia administrativa territorial quer dizer, trata por senhor Silva aquele que considera ser o governador da região chamada Continente; e como quem cala concente, somos levados a crer que isto é caso arrumado.
    Mas ponto e vírgula, sendo assim; vamos lá passar o assunto a caso oficial, ou há moral ou comem todos por igual, nã aceito dar e ficar com a mão mordida.

    Caio na nossa realidade do dia a dia e concluo; será que não existe por cá ninguém, que frente a frente, mano a mano se consiga bater com Sócrates? Porra, ás tantas o homem tem de receber um troféu, não sei é ainda qual!

  31. veremos amanhã como anda o baile das hienas. As hienas são predadores de topo, só atacam em bando e quando a relação de forças lhes é francamente favorável, mas um leão à patada fá-las voar. Ah, e ainda há as setas de Neytiri. Veremos então.

  32. é que aqui a je também acha que o V é bom rapaz e boa cabeça , logo , sò pode ter pra lá uma intoxicação qualquer não diagnosticada. obrigado por me ter desculpado uma errada interpretação das suas palavras , Domingos.

  33. Já era de esperar nesta altura o ataque rasteiro e mentiroso desencadeado pelo “Sol da terra”, pelo Moniz, e pelos senhores juizes e procuradores(sempre os mesmos), com a ajuda do “encrespado”, da mulherzinha do senhor Moniz, e quejandos, pois ,como o governo não quer dar as prebendas à Madeira, teem que se criar pontos de diversão e discórdia, para se fazerem os favores ao Alberto João sem o PSD se comprometer muito às escancaras.Uma coisa me faz “espécie”: que justificação dão às bases os dirigentes do PC e doBloco? E que vai fazer o Papa de Belem? E o que vão fazer os srs. do PSD quando,como consequencia desta guerra toda o que resta da nossa confiança se for por água abaixo , e desatar tudo á estalada? O que pretendem estes senhores?

  34. António José Seguro é um dos políticos da nossa praça que estimo. Aprecio-lhe a educação, a serenidade, seriedade (e tantas outras qualidades) que transparecem nos seus comentários. Não é do tipo de falar por falar, impedindo outros de exprimirem a sua opinião o que, convenhamos, é raro nos debates entre eles,os políticos.
    O rótulo que o Manuel P. lhe colou é rídiculo e mesquinho. Fica a pergunta: Quem será o verdadeiro beija-mão, Manuel Pacheco?

  35. “Nós vivemos como Nação um equívoco existencial”.

    Ravara,

    Em que alcofa foi o meu amigo encontrar mais essa? Voce acha que andamos aqui com poucos problemas?

  36. Mário, desde já aceite os meus agradecimentos pelos generosos conselhos!

    Mas tempo que esteja a gastar o seu tempo comigo, quando parece que precisa dedicar mais tempo a si próprio, comece a pensar um pouco pela sua cabecita em vez de pela de que lhe matraqueia a cassete ao ouvido.

    Mau, não querem lá ver que o Mário anda a espiar os balneários, não querem lá ver que o rapaz sabe que tenho os poros da pele cheios de porcaria! Confesse lá gostou do que viu? Gostou deste meu bronze que arranjei em Bali?

    Essas afirmações do que o PM fez ou deixou de fazer são suas não minhas, e pelos vistos está bem informado.

    A entrevista onde Sócrates disse isso é anterior a todas estas questões tem alguns anos, é mesmo anterior à Independente e ao retomar do freeport. Sabe, gostaria mais que o PM do meus pais achasse que um bom dia era aquele em que abria o jornal e via noticias por exemplo do crescimento do bem estar dos seus concidadãos, pelo vistos não. Azar o de todos nós os homem preocupa-se mais com ele do que com o país, mas vamos fazer o quê? Só temos aquilo que merecemos.

    Quanto a si tenha calma, tome qualquer coisa que o ajude a dormir e verá que amanhã está um homem rejuvenescido.

  37. “… Destes beija-mãos o País está farto. Talvez por ainda me encontrar mal disposto digo a todos eles, o que é raro em mim, vão todos p’ró caralho. …”
    seu mal educado, então foi baptizado, faz a 1ª comunhão e vem dizer aleivosias? se calhar não foi crismado.

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