Sócrates não mudou radicalmente o Brasil – garante este especialista na Operação Marquês

Daniel Oliveira sentiu necessidade de ir buscar Sócrates para concluir um brevíssimo apontamento em que estava em causa comentar os mais recentes desenvolvimentos na situação judicial de Lula. E o resultado é extraordinariamente ordinário.

Primeiro, não se percebe qual foi a necessidade a justificar a ida até à Ericeira naquela altura em que falou. Se houvesse algum nexo noticioso na actualidade entre a Operação Lava Jato e a Operação Marquês, ou entre Lula e Sócrates, eu não estaria agora a gastar o meu teclado. Só que não há, e foi o próprio Daniel quem garantiu que nunca houve nem haverá. A sua intervenção é apenas negativa, resolveu dizer coisas precisamente porque não havia nada para dizer. Daí ter-se armado em Zandinga do comentariado e ter feito uma profecia a respeito de Sócrates. Como bom feirante, serviu um prato onde irá sempre sair a ganhar: se se confirmar, virá a correr dar voltas à pista sob o aplauso dos colegas repetindo “Já tinha dito, eu é que o topo”; se não se confirmar, continuará a adormecer fantasiado de valentão que assustou e calou o mafarrico.

Depois, a partir do que disse podemos inferir que esta vedeta da opinião política dita de esquerda tem uma visão da Operação Marquês que não destoa em nada de nadinha de nada do que um José Manuel Fernandes, um Rui Ramos e um João Miguel Tavares martelam semanalmente: que Sócrates, independentemente do que Ivo Rosa ou qualquer outro juiz venha a decidir sobre o caso, é corrupto sem margem para a mínima dúvida; que existem provas concretas, ou de alguma maneira evidentes, de corrupção; que Rosário Teixeira e Carlos Alexandre foram exemplarmente imparciais e paladinos do Estado de direito e da Constituição ao longo de todo o processo; que não existe a menor suspeita de se ter violado o princípio do juiz natural; que a confluência do poder estatal e político de Cavaco Silva, Passos Coelho e Joana Marques Vidal na altura em que se inicia a investigação e quando se prende Sócrates é uma coincidência absolutamente irrelevante; e que, acreditem borregos, o espectáculo montado para a sua detenção no acto de regressar voluntariamente ao País, número que foi antecedido de uma violação do segredo de justiça com a finalidade de prejudicar Costa e favorecer Seguro nas eleições no PS, e número onde se distribuiu por jornalistas o racional que viria a ser usado (ipsis verbis) para justificar a sua prisão preventiva ainda antes de ter feito qualquer declaração às autoridades, tudo isto, portanto e para este bravo da esquerda pura e verdadeira, não teve qualquer significado nem importância. Ou seja, desconfiamos que o Daniel Oliveira já não vê televisão desde que desligou o aparelho lá de casa logo nos primeiros segundos da entrevista a Carlos Alexandre, em 8 de Setembro de 2016.

Finalmente, e será o aspecto mais patético (vergonhoso? assustador?) do seu argumento, vir dizer que Sócrates não é Lula porque este “mudou radicalmente o Brasil” leva-nos para o salão de convívio de Rilhafoles. Porque então, se é para entrar nessa reinação enquanto não passa o enfermeiro com os comprimidos, será de lembrar que Lula não é Churchill, que o próprio Churchill não é nenhum Obama, que o Obama jamais poderá ser um Carlos Magno, e que o dito Carlos Magno está muito longe de alguma vez vir a ser considerado um Péricles. Isto parece-me indiscutível, tão indiscutível como ver na declaração absurda deste tão calejado e profícuo comentadeiro a expressão da sua recusa em ser intelectualmente honesto para com os resultados da governação de Sócrates até ter rebentado a crise económica mundial de 2008. Com Sócrates – e daí o pânico de morte da direita e a vingança da oligarquia – houve crescimento económico, redução da pobreza, redução do desemprego, modernização do Estado, renovação das escolas e do ensino, progresso social, defesa das minorias e das mulheres, educação e formação para os mais velhos e mais carentes, investimento na ciência e na tecnologia, agressividade comercial nas exportações, vanguardismo ecológico, prestígio internacional, escrupuloso respeito pelas instituições e pelo Estado de direito, clima de total liberdade democrática. Isto é, tudo o que Sócrates ambicionou para Portugal, e que realmente começou a conseguir realizar nos primeiros três anos como primeiro-ministro, corresponde a um típico modelo de políticas social-democratas que em nada diferem do que Costa propôs ao PCP e BE para obter o seu apoio em 2015. O que é diferente está nas circunstâncias económicas e financeiras, bem distintas, de cada conjuntura mas a essência e o espírito são os mesmos, mutatis mutandis.

Não fez o mesmo que Lula no Brasil? Claro que não, até porque tal não era possível seja qual for o ponto de vista da comparação – enfim, a menos que o Sr. Oliveira explique como, recorrendo ao seu génio de estadista e notável experiência governativa, e prometo dar-lhe os 10 euros que tenho no bolso se nos obsequiar com essa fineza. O que há a realçar no persecutório acrescento que fez questão de deixar no programa é a sua lógica primária, sectária, animalesca: “Gosto do Lula, é cá dos meus, por isso dou a cara e o coiro por ele contra os pulhas. Não gosto do Sócrates, não é da minha esquerda, por isso alinho com os pulhas e contribuo no que puder para o seu linchamento.”

Vermos este papel a ser representado num estúdio da SIC, pertencente ao Grupo Impresa que dá a este artista os rendimentos mensais com que desfruta de uma qualidade de vida muito acima da média, não me parece (nem ao velho Marx) despiciendo. Será um caso de exemplar dedicação ao trabalho e, quiçá, de excesso de zelo? Não sei, embora não custe a adivinhar que o seu patrão aprecia ter as botas a brilhar. Todas lambuzadas.

77 thoughts on “Sócrates não mudou radicalmente o Brasil – garante este especialista na Operação Marquês”

  1. antes eram casos iguais. melhor dizendo, cumplices e se pudessem até tinham anexado o lava-jacto ao processo marquês, pelo menos extrapolações e cruzamentos houve em barda. agora que a coisa se clarificou no brasil, são coisas distintas, não tem nada a ver.

    o que eu gostava de saber era se o daniel tem a mesma opinião que do lula:

    “Quem acusou Sócrates tem de provar. Se não provar tem de ser punido”

    e se for que o declare na tv do balsemão com o mesmo vigor do vídeo acima e de preferência antes do processo ser arquivado ou julgado inocente.

  2. Vou repetir: José Sócrates, Lula da Silva e Donald Trump, em grau e consequências diversas, são exemplos contemporâneos do mesmo fenómeno: Lawfare – instrumentalização da justiça com o fim de atingir objectivos políticos, devidamente acompanhada de manipulação mediática e prolongado atraso na comparência, ou mesmo ausência, do jornalismo de investigação imparcial. É triste não ver um só, UM, 1, observador da actualidade capaz de aplicar o martelo na bigorna do óbvio. Ninguém ousa por o pé fora da sua tribo.
    Sobre o processo de Lula, não se iludam. O que aconteceu na semana passada foi golpe de teatro, uma tentativa desesperada do Juiz Fachin, do STF, de travar a sangria das revelações do conluio entre Moro e os Procuradores da Lavajato, a decorrer no processo de suspeição deste “Juiz”. A manobra correu mal mas, através de alguns absurdos jurídicos, como fazer saltar o processo da 2a. turma para o plenário, ainda está a tempo de cumprir os seus objectivos: manter Lula inelegível. Tudo isto revelou que há juízes no Supremo Tribunal tão ou mais suspeitos do que o próprio Moro. Revelou para alguns. Lula sabe muito bem que está jogando um jogo de cartas marcadas. Mas não o vai perder sem expôr à sociedade o carácter dos seus inimigos.

  3. Narrativa obrigatória e irrefutável: Sócrates levou o país à banca rota; Sócrates é uma vergonha e envergonha o país; Sócrates não presta; Sócrates cheira mal; Sócrates vem lá da província e projetou ou assinou umas casas parolas; Sócrates viveu em Paris com o dinheiro do amigo; Sócrates gostava de pagar em dinheiro; Sócrates e a jornalista namorada; Sócrates é aldrabão; Sócrates fala mal inglês… Por tudo isto e por outras coisas do género, é preciso aniquilar politicamente Sócrates.
    Afirmar que José Sócrates foi um primeiro-ministro que projetou Portugal, modernizou na ciência, na administração, nas escolas (ah!… Espere… acusaram-no de restaurar as escolas com materiais excessivamente caros…), etc., etc. é coisa que se encontra emprateleirado no index anti-socrates e que ninguém – mesmo ninguém – se atreve a retorquir, até porque seria a desgraça televisiva e jornalística dos próprios.
    Se isto não é andar atrás do populismo, então não sei o que é populismo. Retirem o Lula do argumentário do Daniel Oliveira e vejam se não podíamos vislumbrar as trombas do Sr. Ventura.

  4. o trump só se for por ter demitido todos os juízes que não apoiaram as suas vigarices e nomear outros que lhe davam mais garantias, o que acabou por não resultar, mandaram-no foder para não arriscarem a cabeça com os crimes que o gajo lhes pediu para avalizarem.
    tu bem tentas misturar aquilo que te aflige com exemplos da filha da putice que defendes. não cola, mas gabo o esforço a ti e ao teu sócio pascóvio, grande especialista em putinadas oficiais e venerando espectador do russian today. um dia destes não há moldura que “chegue” para encaixilhar tanta família.

  5. Qual é o mal de ser russófilo? eu sou , completamente. a Rússia fascina-me. E eu sou muito à frente. E o trump ? coitado , um exemplo claro de má imprensa. Não fez rigorosamente nada de mal à América : nem uma guerrinha começou. Se calhar é por isso que não gostam dele. Ser feio e ataralhocado não implica que seja doido varrido.

  6. “Qual é o mal de ser russófilo?”

    nenhum. só falei em putinadas e na televisão do putin.

    “eu sou , completamente. a Rússia fascina-me. E eu sou muito à frente.”

    eu tamém, russia, china, brasil e usa. eu sou em várias frentes e grandes dimensões.

    “E o trump ? coitado , um exemplo claro de má imprensa.”

    tadinho… até a fox news, cambada de ingratos.

    “Não fez rigorosamente nada de mal à América : nem uma guerrinha começou.”

    vontade não faltou… mas o pentágono não deixou.

    “Se calhar é por isso que não gostam dele.”

    se calhar é isso. em portugal só tu e o ventrujas é que gostam declaradamente, mas acredito que haja mais envergonhados que não gostem de falar disso públicamente.

    “Ser feio e ataralhocado não implica que seja doido varrido.”

    isso é o menos. o problema está no racismo, violência e ódio que espalhou pela américa e nos movimentos supremacistas que incentivou, mas isso para ti são chupa-chups.

  7. “este bravo da esquerda pura e verdadeira”

    Discordo. O comportamento de quem não resiste a mais uma dentada em quem há muito está cercado pela canzoada não é o do bravo mas sim o do cobarde. E se o faz por medo de destoar, ser expulso da matilha e poder igualmente ser desfeito à dentada, mais cobarde é ainda. Quem, por acções e omissões, mostra ter o coração do lado direito também nada tem a ver com esquerda, seja ela pura ou verdadeira, impura ou contrafacção de feira.

    “Gosto do Lula, é cá dos meus, por isso dou a cara e o coiro por ele contra os pulhas.”

    Percebo por que motivo diz que gosta do Lula, a imagem que cultiva exige-o, mas não acredito que goste a sério. Do que ele gosta mesmo (além do seu magnífico umbigo) é de verificar, no extracto bancário, se a avença do militante n° 1 continua a lubrificar-lhe os bolsos.

    “Se houvesse algum nexo noticioso na actualidade entre a Operação Lava Jato e a Operação Marquês, ou entre Lula e Sócrates, eu não estaria agora a gastar o meu teclado. Só que não há, e foi o próprio Daniel quem garantiu que nunca houve nem haverá.”

    Nexo noticioso não sei, mas nexos existem, porque eles aprendem uns com os outros e um oceano a separá-los, nos tempos que correm, não separa a ponta de um corno. Por exemplo, ninguém me tira da cabeça que o ataque a Lula por via do tal apartamento triplex não sei adonde foi inspirado pelo aparente sucesso da invenção teixeirista de que o apartamento de Paris seria de Sócrates e não do seu verdadeiro proprietário, teixeirosamente reciclado como testa-de-ferro. Alguma coisa teria ainda a antiga potência colonial a ensinar à ex-colónia, caramba!

  8. Lucas, espelho meu, diz-me se há focinho mais belo que o meu… perdão, o teu… perdão again, o que Deus me, te, nos deu. Ou serei eu, tu, nós um camafeu?
    [© Júlio Aspirinovski]

  9. «Não tenho qualquer convicção sobre a inocência ou culpa de Woody Allen. Sou do tempo em que estas coisas se entregavam à Justiça e aos instrumentos de recurso e confronto, não à HBO. Nesta matéria, não há #MeToo, com tribunais plenários e pena de suspensão imediata da vida pública a partir de acusações de alguém, que me faça recuar. Porque sei de muitos linchamentos feitos na História em nome dos melhores valores.»

    «No resto, é ele o julgado. Nos tribunais, que é onde os países onde vigora o Estado de Direito fazem os julgamentos.»

    Do (Daniel Oliveira,in Expresso Diário, 18/03/2021)

    Andava no zapping à procura de desporto, qualquer um, pois cada vez mais tudo indica que o que acontece no campo de jogos é já o facto dado ao vivo em pormenor que nos proporciona uma maior probabilidade de verdade comparando com tudo o mais que os média soltam da caixa de falsificações.
    E desse modo, pois já vai longe o tempo que sabia o horário daqueles programas hoje de tipo bulling escolar para auto-convencidos e engraçadistas, dei de vista com o programa precisamente no momento do “um minuto a cada um para falar do seu facto da semana” e ouvi o DO debitar o que está no vídeo acima.
    Quando pensava que já tinham atribuído a Sócrates todas as maldições do mundo pelo que fez e não fez, incluindo o querer construir obras megalómanas como TGV e Aeroporto pelos quais agora choram porque não há, e atirado o diabo prá masmorra acorrentado eis senão quando o DO, antes que o homem condenado se levante do chão e fale “lê” o seu pensamento e, claro, as suas intenções diabólicas e para evitar tal desgraça nacional imediatamente vem bufar (de bufo) já não o que o homem declarou querer fazer mas o que lhe vai no pensamento e quer dizer.
    Mais uma manobra pidesco-fascistóide de antecipação para manietar e manter calado o homem que nunca foi à mão de oportunistas auto-convencidos, de DDTs, de juízes e procuradores nem sequer do Presidente Cavaco golpista que, sendo hoje uma vergonha histórica nacional reconhecido pela grande maioria do povo, é a prova provada da razão de Sócrates assim como é a incontornável semelhança entre o seu “processo” e o de Lula tal qual é a coincidente semelhança de processos de fazer justiça entre os amigos juízes Moro e Alexandre.
    E porquê a dualidade de critérios exibido por DO acerca de casos de justiça entre Sócrates e Woody Allen como se constata nas transcrições feita acima (Expresso Diário, 18/03/2021)?
    Porque um é de lá de fora e é um cineasta faz fitas de que DO gosta e o outro foi um político português que quis fazer obras para o Séc.XXI sem consultar o génio do eixo do mal.

  10. Camacho, Valupi e demais comprimidos,
    Já andamos há muitos anos nisto. Leio por aqui alguns dos textos e comentários mais inteligentes que encontro no espaço público. Tenho aprendido muito convosco. Acho que se justifica a realização de um evento comes e bebes para conhecermos as fuças de cada um, não?

  11. Tá tudo tão maluco p’a comer fora que qualquer desculpa serve.

    Galuxo: Depois de assistir a algumas discussões passadas aqui no grémio, é natural que a coisa descambe após umas litradas. A menos que o Valupi nos obrigue a reuniões nos AA, como é tradicional.

    ‘Tou a ver algo estilo “Saloon” num western do Sergio Leone.

  12. “Tou a ver algo estilo “Saloon” num western do Sergio Leone.”

    comes melhor na trattoria, pede um spaghetti western

    “o menu terá de ser qualquer coisa com ossos , que é para dar aí pró bobi.”

    o zé manel dos ossos já foi. portantes… deixa cá ver google… já sei um almoço na capela dos ossos seguido de chá dançante com os nossos ou um piquenique no osso da baleia com a banda do mata sete. não tem piada mas pra bóbi chega.

  13. atão ninguém se inscreve no invento comes e bebes para conhecermos as fuças de cada um.
    eu vou mascarado de broas se não for muito longe daqui.

  14. Lucas Galuxo, tal ideia não me parece impossível, quanto à sua finalidade. E também não me parece possível, quanto aos meios.

    Para além de estarmos numa pandemia, que no meu caso me obriga a não ter qualquer vida social com família e amigos, levanta-se um problema curioso resultante da tua posição face ao Trump. É como se estivéssemos os dois a olhar para o mesmo objecto e cada um relatar estar a ver um objecto que nada tem a ver com a percepção do outro. Tal desencontro leva-me a pressupor que o mesmo possa acontecer quando te declaras concordante com qualquer outra coisa que eu opine, sugerindo-me a possibilidade que o teu declarado acordo pode estar a nascer do que tu projectas nas minhas palavras e não dos meus raciocínios ou informações.

    Atenção, não estou a defender que tenho razão e tu não, a respeito do Trump ou de outro qualquer assunto. Poderás ser tu a ter razão, ou cada um a sua. O que realço é a radicalidade das nossas diferenças face um assunto onde há caudalosa informação para tomar partido. Isso obriga a contemplar a hipótese de estarmos em universos cognitivos separados. E, se for o caso, nem sequer conseguiríamos concordar com o local para esse evento copofónico.

    Repara: dizer que Trump é um milionário norte-americano que fez fortuna com esquemas ilegais e manhosos, explorando o pior do capitalismo, e que chegou a presidente dos EUA com uma retórica racista, xenófoba e populista decadente, que usou os poderes da Casa Branca para tripar narcisicamente e que tentou por todos os meios perpetuar-se no poder recorrendo a diferentes tipos de violência, os quais acabaram por causar feridos, mutilados e mortos, para além de espalharem insegurança por todo o planeta, não é para mim uma matéria de fé ou de mera opinião, é de facto. Não sei, sinceramente, do que poderemos mais falar quando tu consideras que quem está aqui a delirar sou eu.

  15. Amigo Lucas, não é preciso uma assembleia de fuças para “provar” ao Júlio que tu e eu “semos” dois caramelos distintos e não apenas um, que inventaria heterónimos para se elogiar a si próprio. Estou certo de que o amigo Júlio percebeu rapidamente a figura de urso que fez com a magnífica e sherlóquica descoberta e já se arrependeu da bojarda. Não veio daí mal ao mundo.

    Dito isto, admito que não teria problema nenhum em apresentar a minha belíssima fuça às não menos belas fuças dos comensais que aqui petiscam ideias e argumentos alheios, enriquecendo o farnel comum com ideias e argumentos próprios. É o teu caso, tal como o do Clemens, Chevrolet, Vieira, Neves e muitos outros (muito mais do que os “quatro ou cinco malucos” que o Valupi referiu um dia). Ainda que por vezes discordando, é gente que vem aqui para conversar. O mesmo se pode dizer dos anfitriões Valupi, Penélope, Júlio e Guida.

    Nas minhas visitas ao pardieiro, tenho por princípio, quando critico algum post ou comentário, não escrever nada que não fosse capaz de dizer na cara de quem discordo. Esforço-me por fazê-lo educadamente, civilizadamente, ainda que com ironia ou mesmo sarcasmo. E verifico que não tenho, felizmente, o exclusivo, pois é fácil de entender que é princípio que também segues, tal como os atrás referidos e muitos não nomeados.

    Seria, porém, incapaz de partilhar o mesmo espaço com a fuça e a massa pastosa de que é feito o bully ranhoso parvalhatz, aka cretinatz, aka porcalhatz, aka aldrabatz. Já por várias vezes analisei, dissequei e adjectivei o bacorinho, mas nunca alguém aqui me viu a argumentar com o desclassificado, a tentar contraditá-lo ou convencê-lo seja do que for. Apenas pauladas nos cornos, e só se perdem as que caem no chão. Seria igualmente incapaz de partilhar mesa com o batráquio nazi que assina SAP-não-sei-dos-quantos, e mais um ou dois javardos/as que por aqui se peidam incessantemente, provocando, insultando, insinuando, javardando, debochando. Teria de usar pelo menos duas molas no nariz, por causa do fedor, e ser-me-ia difícil respirar pela boca e conversar ao mesmo tempo.

    Paz na Terra às fuças e fuços dos homens e mulheres, cães e gatos, canários e periquitos, cágados e cagados de boa vontade. Salut les copains.

  16. galuxo, confesso apoiante de trump e de tudo o que este representa, propõe um invento de comes & bebes para conhecer a cara dos C₉H₈O₄ e a sheila camacho cryptotrumpista convicto e incondicional fanzine da putinada apresenta uma proposta de cessar fogo “às fuças e fuços dos homens e mulheres, cães e gatos, canários e periquitos, cágados e cagados de boa vontade”.

    quem anda por aqui diariamente depara com o incómodo que a grande maioria dos postes e comentários causa na concorrência direitolha que aqui vem cheirar o prato do dia e nas patéticas tentativas frustradas de identificação dos autores ou de alguns comentadores dos postes.

    portanto estamos perante mais uma evidência de tentativa infantil da identificação das caras responsáveis com a finalidade de destruir a fórmula.

    exemplo de nostalgia pascóvia:
    https://www.youtube.com/watch?v=Qf9ZbpWpYFE

  17. Val, não seria para agora.
    Vivo nos EUA. As viagens à metrópole estão complicadas. Mas a pandemia, se Deus quiser, não dura para sempre.
    Tens razão em afirmar que pouco mais nos une do que o amor ao Estado de Direito e à Democracia em Portugal. Sobre o que é Estado de Direito e Democracia noutros países já não nos entendemos. Caça às bruxas dói se afecta os nossos amigos. Quando dirigida aos outros é refresco. O que me traz aqui não é a procura de ideias iguais às minhas. Dispenso repetições. Mas mesmo discordando em quase todos os assuntos menos num, acho inegável que se encontra neste pardieiro, como lhe chamas, tanto nas postagens como nos comentários, uma certa consistência argumentativa, informação, algumas referências intreressantes a investigar e, me parece, quase todos se esforçam por embrulhar as suas opiniões com estilo e ironia de qualidade. Literatura, portanto.
    Não são três dias. Claro que estou grato. Aos anfitriões e aos frequentadores (um pouco mais ao Camacho, parece-me que é dos poucos que é cria do campo, como eu).
    Às vezes, aborrece-me pensar que todos acabaremos por deixar esta sala, um a um, uns por perda de paciência, outros, quem sabe, com alguma maleita, ou com os cornos esmagados por um piano caído de uma varanda. Se calhar, alguns dos que por aqui andaram até já se foram. Isto, sem termos a oportunidade de olhar para os olhos uns dos outros. Mas também há o risco de um contacto maior do que as teclas, o ecran e as ondas electromagnéticas, fazer desaparecer a ilusão.
    Deixa pr’a lá.

  18. “Vivo nos EUA. As viagens à metrópole estão complicadas.”

    espero que os índios se revoltem e declarem independência brevemente. mais um repatriamento para o costa resolver e para o iarn pagar.

  19. “Obras Incompletas” de Moi, reedição fuck-shitmilada:

    《Em verdade vos digo, amigos e amigas, companheiros e companheiras, ser crença comum entre a rafeirada piolhosa que, quando as galinhas têm dentes, nascem os pintos carecas. Trata-se de um erro, porém, tal como outras crenças ingénuas sem qualquer relação com a verdade científica.

    Por exemplo, houve quem ouvisse o chihuahua parvalhatz ganindo, aos pulinhos: “A mim ninguém me enraba porque eu ponho o cu no chão!” Mais um engano, caros amigos, já que o chão, obviamente, não é para aqui chamado.

    Verdade, verdadinha, é ter eu recebido há dias, directamente da Transilvânia, um SMS do simpático príncipe Vlad, o Empalador, canalizador nas horas vagas, em que o admirável soberano me garante trazer o microbully parvalhatz, aka cretinatz, aka porcalhatz, aka javardatz, aka aldrabatz, debaixo de olho faz algum tempo, tendo já preparado, com amor e carinho, o varapau que fará a limpeza radical da canalização do canito, penetrando-o pelo sim-senhor e saindo-lhe pelos gorgomilhos.

    Perfeccionista até ao exagero, assegurou-me Sua Alteza possuir o referido varapau certificado de origem nas florestas da Transilvânia e carimbo de autenticação, implicando a excelência da matéria-prima empregue um custo acrescido que o magnífico príncipe compensou poupando na vaselina.

    Temos, assim, dado o inevitável acréscimo de atrito com as hemorróidas, recto, esófago e amígdalas do feliz contemplado, guinchadeira garantida e fartura de decibéis, pelo que me atrevo a sugerir uma visita rápida ao AKI, que tem uns muito jeitosos tampões para os ouvidos em promoção.》

  20. Lucas Galuxo, partilho desse sentimento de comunhão resultante desta estranha forma de comunicação e convívio. E também contemplo nostálgico a finitude de todos nós, a dos que já partiram porque se fartaram, adoeceram ou morreram, e que não deixaram qualquer despedida nem deles chegou alguma notícia, e a dos que por aqui passam com fatal prazo de validade, autores e comentadores.

    A ideia de transpor a interacção digital e assíncrona para o plano presencial foi comum a muitas comunidades nascidas nos blogues e anteriores à explosão do Facebook. Porque havia a natural curiosidade de descobrir quem estava por detrás das palavras, tal opacidade despertando desvairadas projecções ou naturais impulsos afectivos. Somos animais sociais, logo é inevitável procurarmos formar ou expandir grupos. É uma necessidade nascida do instinto de sobrevivência.

    Por mim, jamais tal cultivei. Apenas participei em dois jantares com os autores fundadores do blogue, em finais de 2005, e mais nada aconteceu daí para cá enquanto grupo. Individualmente, já me encontrei com alguns autores, com outros nunca. As redes sociais actuais vieram dar essas informações biográficas a quem as queria expor, os que não queriam continuaram a usar pseudónimos, fosse qual fosse a sua motivação. Quanto a encontros com comentadores, este blogue evoluiu muito rapidamente para ser um espaço de aberta agressividade lúdica e, como tenho sido o autor mais activo e mantive uma cultura o mais libertina possível nas caixas de comentários, o Aspirina B não criou grupos de fãs com apetência para irem juntos beber chá e comer torradas na Versailles.

    Por tudo isto, na minha primeira resposta à tua sugestão, te disse que tal não era impossível. Enquanto estivermos vivos, com saúde suficiente, e capacidade de locomoção autónoma ou auxiliada, esse encontro só depende da vontade de cada um. Pelo outro lado, o sentido dessa reunião parece colidir com o fundo da objecção que te coloquei. Na tua resposta, dizes que “Caça às bruxas dói se afecta os nossos amigos. Quando dirigida aos outros é refresco.”, o que implica estares a ver Trump como vítima dessa caçada. E com estas palavras só adensas a minha perplexidade a teu respeito. Porque, aparentemente, tu dispões de fontes de informação que eu não tenho.

    Repara: apenas disponho para construir uma opinião a respeito de Sócrates e de Trump do que me chega através da comunicação social normalzinha da Silva, pelo que aplico num caso como no outro a mesma racionalidade. Sócrates poderá ter cometido alguma ilegalidade, e provavelmente no plano fiscal tal poderá ser uma realidade sem defesa, mas do que se sabe do caso não me é possível ter uma certeza acerca do crime de corrupção. Todo o meu argumentário, desde a primeira hora, resulta desta dúvida, e foi para proteger esta dúvida que se inventou o Estado de direito democrático. Quanto a Trump, o que sei do caso mostra que ele representa uma visão decadente da política, existindo provas de que tentou violar o Estado de direito, de que ele usou a Justiça com fins políticos e de que ele instigou e manipulou grupos ultraviolentos para cometerem violências. Isto, para mim, são factos. Quais são os teus?

    Estás em diálogo com alguém que por aqui tem divulgado vários conteúdos das ciências psicológicas a respeitos das distorções cognitivas. Nós estamos numa dessas situações em que não podemos ter os dois razão, um de nós está a excluir informação decisiva em ordem a manter a integridade da sua ilusão. Pelo que, no espírito de quem bebe copos à mesma mesa ou balcão, te peço que me ajudes a ver o Trump como vítima de uma caça às bruxas.

  21. Val, se gostas de jornalismo de investigação à séria sugiro-te o substack de Gleen Greenwald, o homem que revelou ao mundo a farsa da Lava Jato.
    É de esquerda, casado com um deputado federal brasileiro de um partido de extrema esquerda, e não me parece que tenha sido eleitor de Trump. Tens aqui bom material para reflectir se será boa ideia chamar dissonância cognitiva às opiniões que não coincidem com as tuas.

    https://greenwald.substack.com/p/how-do-big-media-outlets-so-often

  22. o grinevaldo é o gajo que contava as histórias do esnouden que o putin asilou para ajustar contas com o obama e que acaba de ser corrido do interceptador por querer “reciclar as acusações duvidosas de uma campanha política – a de Donald Trump – e branqueá-las como se fosse jornalismo”.

    portanto tem credibilidade das teorias conspiração marca “snowden”, das putinadas e trumpalhadas habituais do eixo mar a lago – la roca del rey, que tu e o teu amigo pascóvio defendem e promovem. curioso não fazerem ondas sobre o bannoninho de morango.

    a fase seguinte deve ser negar a invasão do capitólio, uma mentira encenada pelas televisões americanas para legitimar a nomeação do bidden.

    e haja paciência para malucos em campanha de angariação de mais malucos das verdades holocaústicas tipo “negócios do filho de biden na china e na ucrânia”, coisa impensável e altamente comprometedora da paz mundial e aquecimento global.

  23. Valupi, não tenho procuração do Lucas, nem tenho bem presente o posicionamento dele em relação ao Trump. Sei, porém, qual é o meu. E se, como algumas vezes aqui escrevi, o meu candidato preferido, no plano da utopia, era a Tulsi Gabbard, seguida pelo Bernie Sanders (este como mal menor, porque também sobre ele não tenho ilusões), ambos pré-candidatos pelo Partido Democrático, ninguém com um mínimo de seriedade me pode acusar de trumpismo.

    Dou-te um exemplo caseiro do que, na minha opinião, pode aqui estar em causa. Paulo Portas é personagem em relação à qual me situo nos antípodas, em termos de política formal. Mas acho-o também politicamente desonesto, oportunista e vigarista, para dizer o mínimo, e nutro por ele um enorme desafecto, a raiar o desprezo. Um salta-pocinhas, como dizia o Mário Soares. No entanto, num debate televisivo entre Paulo Portas e Francisco Louçã, há uma carrada de anos, sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (que sempre apoiei e apoio, ao contrário de Portas), ao ouvir o Louçã invocar a sua qualidade de marido e pai (i.é., fabricante certificado de bebés), contra a qualidade de solteiro (que nunca tinha feito filhos) do oponente, para lhe tirar legitimidade para se pronunciar sobre o assunto, a minha trincheira, no plano pessoal, passou instantaneamente a ser a do Portas, apesar de sobre o assunto em discussão a minha posição ser a do Louçã. Porque se metia pelos olhos dentro que o Louçã-bué-de-progressista-e-estrénuo-defensor-dos-direitos-dos-homossexuais estava, oportunisticamente, a tentar capitalizar o preconceito homofóbico enraizado na Tugalândia, cavalgando a “ideia” prevalecente sobre a orientação sexual do outro. No que me respeita, e pelos mesmos motivos, o meu profundo desafecto pelo Trump e pelo que ele representa não me impede de pensar sobre o que lhe fizeram o que, provavelmente, o Lucas pensa também.

    Deixo para outra altura os (para mim) verdadeiros pecados do Trump, ainda que já aqui os tenha listado noutras ocasiões. Não são poucos, mas nada têm a ver com as aldrabices de que o acusaram para se verem livres dele. E o Lucas tem razão quando alude a uma campanha mediática quase unânime na América (excepto talvez a Fox News), com a colaboração activa e também quase unânime do aparelho judicial e judiciário, para se livrarem do desbocado. Tratava-se, porém, apenas de recuperar a imagem, a ilusão. Porque o verdadeiro problema dos assanhados antitrumpistas primários foi o facto de ele ter destapado, sem um mínimo de pudor, a verdadeira face da América, que é bem feia. O homem é uma besta infantilóide e boçal, fazia as sacanices às claras, com arrogância de gangster, e isso era mau para o negócio. É possível conseguir-se o mesmo lucro, o mesmo ascendente, o mesmo poder, praticando as sacanices por debaixo da mesa, exibir um sorriso beatífico e fazer um discurso bué da simpático, democrático e humanista enquanto se distribui caneladas, joelhadas e pontapés nos tomates, sem ninguém ver, aos que estão no lado oposto da mesa ou mesmo ao nosso lado.

  24. “Val, se gostas de jornalismo de investigação à séria sugiro-te o substack de Gleen Greenwald, o homem que revelou ao mundo a farsa da Lava Jato.”

    investiga nada, o putin dá-lhe tudo pronto e já traduzido para americano pelo snowden.
    quem revelou o lava-jacto foi o intercept.
    a colagem que fazes ao lula é a mesma que o pascóvio faz ao sócras, tentam credibilizar cenas pró ultradireita com colagem à esquerda.
    não colou, tenta de novo ou vai dar banho ao cão.

  25. o pascóvio ficou escandalizado pelo louçã ter insinuado que o portas não tem filhos porque é paneleiro.
    eu fico escandalizado é com paneleiros que recusam direitos e segregam homosexuais.
    é o que dá leres a cartilha à pressa e o prá-frentex colado a cuspo.

  26. “… o meu candidato preferido, no plano da utopia, era a Tulsi Gabbard, seguida pelo Bernie Sanders…”

    tudo malta com fortes hipóteses de perder para o trampas, como convinha.

  27. estas são as aldrabices que chateiam o pascóvio:

    . não houve covid, bebam lixívia, não é preciso máscara e muito menos vacinas. mortos até hoje: 2 711 747
    . saída da organização mundial de saúde
    . saída dos acordos climáticos
    . saída do conselho de direitos humanos da onu
    . promessa não concretizada de abandonar a onu
    . tratados comerciais pró lixo e conflitos comerciais por todo o lado, vizinhos canadá e méxico, europa, china, japão, causando instabilidade bolsas e economia mundial.
    . falta de educação, em todas as cimeiras mundiais que participou fez birras e atropelou outros participantes para aparecer ao centro na primeira fila da fotografia de família.
    . muro do méxico, separou famílias e proibiu viagens para países muçulmanos
    . retoma embargo a cuba
    . reconhecimento de jerusalém como capital de israel
    . reforma tributária, desoneração fiscal de $ 1,5 trilhão em 10 anos dos impostos para empresas e empresários
    . rasgou o acordo nuclear com o irão
    . palhaçadas públicas com o kim da coreia
    . invasão do capitólio, mortos e destruição património
    . incentivou organizações supremacistas, promoveu racismo policial, kkk, revoltas negros e guerra civil.

    olháki o macron a gozar o prato:
    https://www.youtube.com/watch?v=dHmgh-dzmbE

  28. “quem revelou o lava-jacto foi o intercept.”

    É. Fois quase enviado para a prisão por mera coincidência.

    https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51200608

    Mas os outros é que inventam fake news e teorias da conspiração, não é Ignatz?
    O Ad hominem é uma falácia como as outras. Se tens algum contraditório consistente a fazer aos links indicados apresenta. Se não deixa-te estar calado.

  29. O Camacho vai ao ponto. Para o caso, é absolutamente indiferente se Trump é a maior besta política à face da terra ou se tem um programa interessante. Para quem ama a Democracia e o Estado de Direito, antes disso, o que conta é a maneira como se disputa o poder. No tabuleiro das ideias, por mais espatafúrdias que possam ser, ou com maningâncias mediático-judiciais, vigarizando a livre escolha dos eleitores. Surpeende que pessoas tão inteligentes se deixem cair num sectarismo tão primitivo como aquele que criticam. Há aspectos em que pouco acrescentam ao fanatismo de trumpistas, bolsonaristas ou dos extremos da esquerda e da direita em Portugal. Não votaria em Trump (preferia Tulsi Gabbard, Rand Paul e só depois Sanders), nem em Lula e acho que nunca votei em Sócrates. Mas isso não me impede de achar que os três são exemplos de vítimas de processos de deterioração das instituições que envenenam a democracia. Aliás, acho que o combate às suas ideias não será leal sem antes reivindicar esse jogo limpo. É das coisas que mais me entristece na direita portuguesa, da qual fui habitual eleitor. (também sou católico praticante, eu nunca poderia ser o Camacho, Júlio)

  30. abri o link e li:

    “… e dois dias antes de o Intercept Brasil ter começado a publicar a série que revelava possíveis ilegalidades na Operação Lava Jato.”

    aqui o que escrevi:

    “quem revelou o lava-jacto foi o intercept.”

    deveria ter acrescentado brasil. mesmo assim não percebo que é que é fake.

    agora argumentas que “Fois quase enviado para a prisão por mera coincidência”
    não li nada disso. houve uma denúncia contra 7 pessoas, uma delas era o grinevaldo e outros seis, estes sim correram risco de ser acusados de pirataria e escutas ilegais. depois nem acusação houve e prisão não consta em lado algum. fake, stupid people ou losers é aquilo que os trumpalhaços dizem quando a conversa não lhes interessa ou não corre bem. quando interessa ou corre bem é tudo great job, very smart, tremendous success, winning like never before, terrific, truly classy e outras cenas de arrasar.

    afirmei mais umas coisas, mas nessas nem pegas.

  31. Ignatz,
    Os hackers falaram com Manuela d’Ávila e esta põ-los em contacto com Gleen Greenwald. Sim, foi este que correndo risco de vida e de prisão revelou ao mundo os pôdres da Lavajato. Mas pôrra, para o caso tanto faz. Se tens alguma coisa de concreto para contraditar os textos que linkei dele diz. Faz de conta que é um anónimo como o Valupi.

    https://www.dw.com/pt-br/manuela-d%C3%A1vila-confirma-ter-posto-hacker-em-contato-com-greenwald/a-49768699

  32. “O Camacho vai ao ponto.”

    deve ponto morto, em americano neutral com mestrado em reverse

    “Para o caso, é absolutamente indiferente se Trump é a maior besta política à face da terra ou se tem um programa interessante.”

    o que interessa mesmo é que seja presidente falsificando resultados eleitorais ou fazendo batota com ajuda dos russos.

    “Para quem ama a Democracia e o Estado de Direito, antes disso, o que conta é a maneira como se disputa o poder.”

    democracia é isso mesmo, chapeladas e recontagens de votos até eliminarem os que não interessam

    “No tabuleiro das ideias, por mais espatafúrdias que possam ser, ou com maningâncias mediático-judiciais, vigarizando a livre escolha dos eleitores.”

    pois foi, mesmo assim perdeu as eleições

    “Surpeende que pessoas tão inteligentes se deixem cair num sectarismo tão primitivo como aquele que criticam.”

    desculpa lá, mas tás a equacionar mal a coisa. atão o teu sectarismo existe e eu sou tão primitivo como tu?

    “Há aspectos em que pouco acrescentam ao fanatismo de trumpistas, bolsonaristas ou dos extremos da esquerda e da direita em Portugal.”

    não percebi.

    “Não votaria em Trump (preferia Tulsi Gabbard, Rand Paul e só depois Sanders), nem em Lula e acho que nunca votei em Sócrates. Mas isso não me impede de achar que os três são exemplos de vítimas de processos de deterioração das instituições que envenenam a democracia.”

    experimenta outra, o teu sócio tamém tentou colar essa. coisas inelegíveis e simpatia à esquerda para valorizar pechisbeque republicano, que nem os republicanos querem.

    “Aliás, acho que o combate às suas ideias não será leal sem antes reivindicar esse jogo limpo. É das coisas que mais me entristece na direita portuguesa, da qual fui habitual eleitor. (também sou católico praticante, eu nunca poderia ser o Camacho, Júlio)”

    não andas muito longe do pascóvio em ideias e ideais. não podes é declarar isso tudo na alfandega dos costumes que és logo carimbado com direitolho.

  33. “… correndo risco de vida e de prisão revelou ao mundo…”

    onde é que isso está escrito no artigo que linkaste?
    risco de vida = diz que recebeu emails com ameaças
    prisão = primeiro teria de ser investigado, acusado e julgado. nada disso aconteceu e a investigação nem chegou a ser oficial.

    risco de vida foi a marielle e o motorista
    prisão foi o lula

    continua a torturar as notícias e a procurar links, pode ser que chegues lá mas não convences ninguém.

  34. Caro Lucas, o pide parvalhatz está farto de saber que o Intercept que desmascarou a Lavajato foi o Intercept de Glenn Greenwald e o Glenn Greenwald do Intercept, de onde saiu quando começaram a censurar-lhe as prosas, mas o bácoro não anda aqui para esclarecer, argumentar ou conversar e sim para javardar. Conversar com ele é deitar pérolas a porcos. O cobardola aldrabatz não gosta do homossexual Greenwald porque é homem, da esquerda com tomates, o que nada tem de contraditório. O porcalhatz, pelo contrário, sendo porventura hetero, não passa de um mariconço e de um panasca de merda. Por sinal, todos os panascas de merda que conheci até hoje eram hetero.

    Serás, ou terás sido, habitual eleitor da direita portuguesa, como dizes, mas, pelo que vejo, tens uma forte costela moral de esquerda que falta a muita falsa esquerda da boca para fora que por aqui e por aí anda, como, por exemplo, a corja de hipócritas e vigaristas da máfia klingoniana (de Killary Klingon e seu oral consorte), que se apropriou do Partido Democrático nessa BROS (Banana Republic On Steroids, aka USA) onde fazes a vida e que de esquerda só tem a garganta. Ser de esquerda, para mim, é uma questão moral, e de moral, e, por vezes, vejo mais esquerda nalguma direita do que em muitos auto-apregoados canhotos de fancaria.

    Ter-te-ás certamente apercebido de que a maioria dos comentadores deste pardieiro é de esquerda, e revelador da tua costela que acima refiro é que te identifiques frequentemente com a prosa deles, mas aposto (mais uma vez) o meu colhão esquerdo e metade do direito em como não encontrarás, entre eles, um único com as bainhas das calças secas, um sortudo em cujos pantalones o chihuahua porcalhatz, microbully criptonazi, não tenha alçado a perninha para largar umas mijinhas, minuto sim minuto não, porque o porco não tem vida para além das caixas de comentários do Aspirina.

    É essa a função dele: confundir, desmoralizar, desmobilizar o campo a que finge pertencer. Na I Guerra Mundial, os combatentes também partilhavam as trincheiras com outros tipos de criaturas, como ratazanas, piolhos e percevejos, mas até um extraterrestre conseguiria perceber as diferenças entre uns e outros. Acontece o mesmo aqui: os Homo sapiens sapiens que por aqui despejam, com franqueza e honestidade, o seu (obviamente questionável) contributo nunca serão confundidos com o híbrido de ratazana, piolho e percevejo parvalhatz, aka aldrabatz, aka javardatz, aka cretinatz, aka cobardatz, aka porcalhatz.

  35. “Intercept que desmascarou a Lavajato foi o Intercept de Glenn Greenwald e o Glenn Greenwald do Intercept, de onde saiu quando começaram a censurar-lhe as prosas”

    que porra de aritmética. sai esquiço: o intercept é do gringovaldo e o gringovaldo despediu-se ou foi corrido por umas prosas que o patrão do intercept censurou. esta malta anda a dar ivone silva na veia.

    https://www.youtube.com/watch?v=ydnBAcdGoQw

  36. Lucas, ainda. Só para teres uma pequena amostra do que ganhas em argumentar com o vigarista aldrabatz e do que valem as mijadelas e o ganir do canito, repara no seguinte: os campeões mundiais da pandemia, tanto em mortos como em número de casos, são os EUA: total de 555296 mortos à data de hoje, seguidos pelo Brasil, com 294115. O aldrabatz, às 19:55, espeta-te, só para os EUA, com nada menos do que 2711747 mortos (cinco vezes o número real!), que era, nessa altura, o total de mortos a nível mundial e não dos EUA! Achas mesmo que vale a pena argumentar com um idiota destes?

  37. Camacho, o Ignatz é o responsável por um excelente colaborador desta casa se ter ido embora, o José do Carmo Francisco. Não esquecemos. De vez em quando faz uns trocadilhos com graça mas na maior parte do tempo produz lixo. É dos tais que se parece com um bolsonarista de sinal trocado.

  38. pois foi, enganei-me e troquei com o número de telefone cá de casa, mas não digas nada a ninguém. já agora, se não for pedir muito, verifica no resto da lista a falta de virgulas, acentos e erros ortográficos, não vão pensar que quero dar cabo da imagem dum gajo porreiro que ganhou as eleições por uma margem incrivelmente superior a qualquer dos seus antecessores, tal como provam as contagens de presenças/m2 em tomadas de posse.

  39. “Camacho, o Ignatz é o responsável por um excelente colaborador desta casa se ter ido embora, o José do Carmo Francisco.”

    quando o ignatz veio buscar o carmo franscisco,
    eu fiquei em silêncio;
    eu não era poeta da benedita.
    quando ele prendeu a tia da cascalheira,
    eu fiquei em silêncio;
    eu não era um cacilheiro.
    quando ele veio buscar os trumpistas,
    eu não disse nada;
    eu não era um trompetista.
    quando ele buscou o camacho,
    eu fiquei em silêncio;
    eu não era um capacho.
    quando ele me veio buscar,
    já não havia ninguém que pudesse comentar.

  40. Lucas, lembro-me disso. O José do Carmo Francisco não era bem a minha onda, era um bocado vaidoso, mas era um tipo correcto e com genuínas preocupações culturais, entre outras, divulgando criações de terceiros e não apenas as suas. Tive uma ou duas “conversas” com ele, nas divergências ambos mantivemos a correcção no trato, lembro-me, por exemplo, de o criticar quando deu umas bicadas na Pilar del Río por ter usado o termo “presidenta”, que ele, erradamente, considerou incorrecto e manifestação de feminismo exagerado e politicamente correcto importado do Brasil, por via da eleição da Dilma Rousseff. Acontece que não é assim. Presidenta é termo que há muito enriquece o léxico português. O “Vocabulário da Língua Portuguesa”, de Rebelo Gonçalves, elaborado com base no Acordo Ortográfico de 1945, regista-o sem qualquer reserva.

    Lembro-me também de uma desgraça que aconteceu ao JCF, o roubo de um computador em que tinha uma enorme parte da sua vida, como fotos, textos, poesia. Não conhecendo o homem de lado nenhum, não pude deixar de sentir a angústia e o sentimento de perda irremediável que ele aqui desnudou e manifestei-lhe a minha simpatia e solidariedade. Qualquer ser humano sentiria o mesmo, bastava pôr-se no lugar dele.

    O que fez então o criptonazi parvalhatz? O que fazia todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Insultou o homem, gozou-o, achincalhou-o, escarafunchou desapiedadamente na alma ferida de um indivíduo fragilizado, atirado ao chão, angustiado. Confesso que lhe ganhei desde então um pó do caralho, uma profunda aversão, desprezo, nojo. É preciso ser muito mal formado, muito reles, porra! Porco de merda!

    Acho que o JCF acabou por lhe barrar o acesso à caixa de comentários dos seus posts, mas o javardo ia ladrar e peidar-se virado para ele nas caixas ao lado, do Valupi, da Isabel Moreira e outros aspirinos, até que o homem se cansou, desistiu e se foi embora.

    Se virmos aqui o “nosso” pardieiro como uma espécie de centro comercial com várias pastelarias, cujos bolos são à borla, o normal será entrar uma ou duas vezes em cada uma delas, experimentar os bolos e, caso agradem, regressar mais vezes. Se não gostamos, temos bom remédio: nunca mais lá pôr os pés e procurar outras pastelarias. O que fazia o parvalhatz? Todos os dias, várias vezes ao dia, entrava na pastelaria do JCF, comia-lhe os bolos à borla e, logo em seguida, berrava que eram uma merda, cuspia-os, metia os dedos à boca e vomitava-os, cagava-lhe o chão todo, as mesas, o balcão e as paredes do estaminé… e no dia seguinte lá estava ele de novo, a comer os bolos que sabia antecipadamente ir detestar, e cuspir, e vomitar! Foda-se, que anormal do caralho!

    O criptonazi porcalhatz é uma das manifestações de baixeza moral mais reles que alguma vez conheci, um cobarde que esgotaria o stock de Hirudoid do país inteiro se se atrevesse a dizer na cara fosse de quem fosse a milésima parte do que diz aqui. Ele sabe-o bem, mas não resiste e não tem vergonha. É como o lacrau da anedota, está-lhe na massa do sangue.

  41. A Pilar del Rio usou “presidenta” porque é assim no país dela desde o século XV e vem dicionário académico desde 1803.

  42. “O José do Carmo Francisco …. era um bocado vaidoso, mas era um tipo correcto e com genuínas preocupações culturais, entre outras, divulgando criações de terceiros e não apenas as suas.”

    o gajo a tentar morder nas canelas do ferreira fernandes. fartote de rir, vale a pena revisitar pelos comentários. link a baixo para não teres trabalho
    https://aspirinab.com/jose-do-carmo-francisco/vinte-linhas-641/

    “Tive uma ou duas “conversas” com ele, nas divergências ambos mantivemos a correcção no trato, lembro-me, por exemplo, de o criticar quando deu umas bicadas na Pilar del Río por ter usado o termo “presidenta”, que ele, erradamente, considerou incorrecto e manifestação de feminismo exagerado e politicamente correcto importado do Brasil, por via da eleição da Dilma Rousseff. Acontece que não é assim. Presidenta é termo que há muito enriquece o léxico português. O “Vocabulário da Língua Portuguesa”, de Rebelo Gonçalves, elaborado com base no Acordo Ortográfico de 1945, regista-o sem qualquer reserva.”

    aqui tentaste fazer aquilo que o gajo fazia aos outros (ver exemplo acima), mas gostava de ler o original, caso exista, para tirar dúvidas e saborear o prato.

    “Lembro-me também de uma desgraça que aconteceu ao JCF, o roubo de um computador em que tinha uma enorme parte da sua vida, como fotos, textos, poesia. Não conhecendo o homem de lado nenhum, não pude deixar de sentir a angústia e o sentimento de perda irremediável que ele aqui desnudou e manifestei-lhe a minha simpatia e solidariedade. Qualquer ser humano sentiria o mesmo, bastava pôr-se no lugar dele.”

    bué comovente e muito solidário. tenho ideia do francisco ter comprado um computador novo e pagar com a tua simpatia & solidariedade. só não acho o post e gostava de rever esse momento maravilhoso dos nudes franciscanos.

    “O que fez então o criptonazi parvalhatz? O que fazia todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Insultou o homem, gozou-o, achincalhou-o, escarafunchou desapiedadamente na alma ferida de um indivíduo fragilizado, atirado ao chão, angustiado. Confesso que lhe ganhei desde então um pó do caralho, uma profunda aversão, desprezo, nojo. É preciso ser muito mal formado, muito reles, porra! Porco de merda!”

    aqui tens toda a razão até ao… nojo. mal formado e reles és tu e ele. porco de merda, até aceito, gosto de porcos, apesar de não chafurdar os teus lugares comuns e argumentos de circunstância tipo coliformes desconformemente conformados em cagalhão liofilizado.

    “Acho que o JCF acabou por lhe barrar o acesso à caixa de comentários dos seus posts, mas o javardo ia ladrar e peidar-se virado para ele nas caixas ao lado, do Valupi, da Isabel Moreira e outros aspirinos, até que o homem se cansou, desistiu e se foi embora.”

    achas mal, acabou com os comentários no caixote para todos e para desgosto de quem lá ia diáriamente aplaudi-lo com tomates. o gajo era menos burro que tu, apercebeu-se que o melhor que tinha afazer era ir pregar para outra freguesia porque só a bimba e um caralho qualquer do algarve é davam esmola.

    o resto é mais do mesmo, repetição de argumentação infantójuvenil, falta de espelhos em casa e no elevador. quem vai à guerra, dá e leva e tu sais sempre a ganhar porque levas mais do que dás, especialmente em produtos premium tipo xico da benedita em que dás por um e levas de todos.

  43. o aprendiz de pascóvio andou a fazer escavações na torre do tombo, descobriu que o ignatz tinha corrido com o da benedita e até achou graça aos trucadalhos. nem percebo como é que ainda não sugeriu uma angariação de fundos, tipo craudefading, para fazer um “preservation aspirina memorial center” numa rotunda da damaia debaixo dos arcos do aqueduto.

  44. o meu tio ignatz manda dizer que ninguém correu com o bronco da benedita, bazou porque não tinha pedalada para aguentar a merda que fazia. há epitáfio disso, pelo próprio beneditino, no último post que deixou, onde atribui as culpas ao meu tio e omite propositadamente que todos os comentadores gozavam indecentemente o prato, voltaren e poeta da treta eram os mais produtivos e assíduos. ainda hoje dá gozo reler aquela merda e ver as figuras ridículas que o poeta da benedita proporcionou com conversa da treta e comentários simpáticos a quem não engolia a papa. coisas do passado mal digeridas por alguns artolas que ainda não entenderam o epifenómeno da benedita e insistem no erro. aconselho a leitura e podem começar pelo fim.

    https://aspirinab.com/author/jose-do-carmo-francisco/

  45. Lucas Galucho, pedi-te para me ajudares a ver Trump como vítima de uma caça às bruxas, na qual se violou o Estado de direito como afianças, e mandaste-me ler um artigo de um fulano. A partir daqui, qual achas que deva ser o passo seguinte nesta conversa? Mandar-te ler um artigo que me agrade de um outro fulano que diga coisas contrárias às do fulano do teu agrado, posto que é a minha vez de jogar? Se formos por aí, dá para ficarmos entretidos a despejar paleio de terceiros até que o Inferno arrefeça.

    Preferia conhecer os teus raciocínios. Vou assumir que o artigo em causa, do Greenwald, expressa suficientemente o teu pensamento a respeito da temática. Ora, não encontro nele matéria para sustentar a tua posição. Do que se trata é de uma crítica à comunicação social que apoia os democratas e que, portanto, puxou a brasa à sua sardinha no afã de atacar Trump. Terão cometido erros, no mínimo, excessos? Inevitavelmente, claro, e o Greenwald aproveita para dar a sua versão do que poderão ter sido alguns. Só que isto é perfeitamente legítimo e nada tem a ver com violações do Estado de direito nem com caça às bruxas. Isto foi exactamente o que fizeram os órgãos de comunicação social que apoiam os republicanos quando exploraram o caso dos emails da Hillary, e todos os outros casos a que puderam deitar a mão para diabolizarem a candidata democrata. Com esta diferença: no caso da Hillary, não havia matéria de facto, os seus emails não mostraram ter algum vestígio de ilegalidades; no caso de Trump, a intenção ilegal é óbvia – o próprio Greenwald tem de se refugiar na invenção de que Trump estaria convicto de ter existido fraude – e ainda a ser avaliada pelas autoridades.

    Greenwald igualmente trabalha contra as tuas pretensões, nesse artigo, quando elabora sobre a investigação e conclusões de Robert Mueller. Mais uma vez, o que ele aqui critica é o tratamento dado pela comunicação apoiante dos democratas, mas, por outro lado, defende a legitimidade das conclusões – as quais considera ilibarem Trump de conluio com os russos. Não me querendo (pelo menos agora) pronunciar sobre as tais conclusões, que contam uma história bem diferente da versão sectária servida pelo Greenwald, o aspecto que realço por ter ligação directa com a nossa discussão é o facto de Trump não ter sido alvo de qualquer violação do Estado de direito nessa investigação. Tal evidência, para quem alega que Trump foi vítima de uma caça às bruxas, é uma camião cheio de sapos para engolir. Acaso não teria sido facílimo perverter o relatório e fazer a folha ao Trump nessa ocasião? Pois não foi assim, o Estado de direito cumpriu-se com todas as suas inerentes complexidades e até ambiguidades.

    Claro, posso estar a ser vítima de distorções variadas que não me permitem ver a luz que te ilumina. Mostra-me, então, o que no artigo comprova as tuas teses. Estou disposto a aprender contigo e passar a ver Trump como vítima de odiosos sectários inimigos do Estado de direito, como alegas. Força nisso!

  46. pq largaste o Crótalo , cromo? assenta-te cada vez mais como uma luva , tal a quantidade de veneno que destilas -:)
    o JCF era um chato , era e é. muito necessitado de atenção. não há pachorra. mas os outros dois ? 5 estrelas.

  47. Valupi,
    Folgo em registar a promoção de distorção cognitiva a opinião discutível.
    Uma dos sinais de vitalidade da democracia americana é encontrar facilmente alguém que se dedicou a sistematizar e partilhar informação que suporta determinado ponto de vista.
    Se queres aprofundar o tema, tens aqui muito material para te entreteres. Está tudo bem explicadinho.
    https://www.amazon.com/Witch-Hunt-Greatest-Delusion-Political/dp/109402872X
    No Brasil também acontece isso. Há muitos materiais a descascar a vergonha em que se transformou a Lavajato.
    Em Portugal, a denunciar a mentira do Processo Marquês não sei se há algo mais consistente do que os teus escritos. Já to disse. Pega nestas folhas e dá-lhe um formato apresentável. Poderia servir a aulas de lógica, direito, educação cívica, filosofia, ciências políticas, psicologia, sociologia… e até literatura. Seria um contributo ao debate democrático não despiciendo. Bem mais efectivo do repetir a mantra jocosa contra o primeiro Presidente americano, em muitas décadas, a não iniciar uma só guerra.

  48. o Lucas está certo , nem é preciso grandes teorias ou demonstrações , é só observar a realidade não fiiccionada pelos mérdia
    o que fizeram ao trump foi uma verdadeira demonstração do que é o 4º poder ( sempre pensai que o judiófilo trump tivesse boa imprensa , mas não, esquisito) . não fez rigorosamente nada de péssimo e foi crucificado como o demónio in self.

  49. “Bem mais efectivo do repetir a mantra jocosa contra o primeiro Presidente americano”

    “não fez rigorosamente nada de péssimo e foi crucificado como o demónio in self”

    não é demais relembrar esta lista incompleta de incompetência, basófia, prepotência e crimes vários cometidos pelo trumpalhão que os dois últimos trampalhistas ignoram por má fé e desonestidade moral. com gente desta não há conversa possível.

    . não houve covid, bebam lixívia, não é preciso máscara e muito menos vacinas. mortos até hoje: 542 202
    . saída da organização mundial de saúde
    . saída dos acordos climáticos
    . saída do conselho de direitos humanos da onu
    . promessa não concretizada de abandonar a onu
    . tratados comerciais pró lixo e conflitos comerciais por todo o lado, vizinhos canadá e méxico, europa, china, japão, causando instabilidade bolsas e economia mundial.
    . falta de educação, em todas as cimeiras mundiais que participou fez birras e atropelou outros participantes para aparecer ao centro na primeira fila da fotografia de família.
    . muro do méxico, separou famílias e proibiu viagens para países muçulmanos
    . retoma embargo a cuba
    . reconhecimento de jerusalém como capital de israel
    . obamacare pró lixo
    . reforma tributária, desoneração fiscal de $ 1,5 trilhão em 10 anos dos impostos para empresas e empresários
    . rasgou o acordo nuclear com o irão
    . palhaçadas públicas com o kim da coreia
    . invasão do capitólio, mortos e destruição património
    . incentivou organizações supremacistas, promoveu racismo policial, kkk, revoltas negros e guerra civil.

  50. Lucas, há uma falha imperdoável no modo como aqui disponibilizas os links dos “fulanos do teu agrado” com que pretendes abrir os olhos ao Valupi. A saber: antes do link deves colar o “selo de qualidade”, ou “denominação de origem protegida”, se preferires, cujo ou cuja rezará assim: “EXACTISSIMAMENTE”. Só assim o nosso anfitrião poderá dar-lhe (se nesse dia não tiver acordado com os pés em cima da almofada) algum crédito. Passo a exemplificar.
    ———————————

    Exactissimamente:

    https://caitlinjohnstone.com/2021/03/17/us-intelligence-cartel-all-the-governments-we-hate-interfered-in-our-election/

  51. Lucas Galuxo, não só continuas na mesma lógica como a agravas. Agora, em vez de um artigo que dá para ler em 7 minutos queres que eu encomende um livro, o leia, tire notas e volte cá daqui a um mês para dizer coisas. E que farias nessa altura? Sendo o comportamento passado a melhor fonte de previsão acerca do comportamento futuro, de certeza que já terias pronta a disparar a ligação para uma biblioteca com milhares de volumes de um trumpista conspiracionista da tua preferência onde eu iria encontrar a verdade definitiva acerca dos malvados democratas que quiseram fazer mal ao pachola e pacifista Trump. Digamos que o teu método não me parece viável caso pretendas realmente discutir algum assunto comigo numa caixa de comentários.

    Eu preferia conhecer os teus raciocínios a respeito das problemáticas em causa. Tens pensamento próprio acerca delas? Se tens, bute nisso.

    Podes começar por me responder a esta pergunta: na tua opinião, os resultados eleitorais nas últimas eleições presidenciais norte-americanas foram adulterados para dar a vitória a Biden?

  52. Valupi,
    Não sei se os resultados das eleições foram alterados. Acho provável que não tenham sido. Mas não acho que contestar nos tribunais a respectiva contagem transforme automaticamente um candidato num pária. Não transformou AL Gore, por exemplo.
    Agora responde tu. Achas que se não tivesse existido Covid, ou não tivesse existido uma instrumentalização mediática da pandemia no combate político, num país que entrega o mesmo número de mortos por milhão de habitantes que Portugal, onde muitos dos Estados com piores resultados são governados por Democratas, um país que já administrou 123 milhões de doses de vacina, um país onde alguns políticos chegaram ao ponto de sugerir atrasar o program de vacinação para não beneficiar politicamente Trump, achas que este teria perdido as eleições?

  53. Lucas Galuxo, a questão que me colocas não tem resposta dada a complexidade de factores em causa numas eleições, para mais com a configuração assimétrica e regionalista do sistema eleitoral setecentista em vigor. No entanto, caso conheças algum votante republicano, de imediato ficas com a informação de que a situação da pandemia não tirou nenhum voto a Trump. Aliás, ele foi o republicano com mais votos na história das eleições norte-americanas. O que aconteceu foi que houve ainda mais cidadãos que preferiram Biden, tanto para o colégio eleitoral como no voto popular.

    Mas onde é que está o nexo com a caça às bruxas e com a violação do Estado de direito? Querias que os democratas tivessem ficado calados a respeito do assunto na campanha eleitoral?

    Tens feito proclamações grandiloquentes mas, vai-se a ver, e apenas tens conspirações para servir. Curiosamente, Trump só ganhou as eleições em 2016 por causa das teorias da conspiração e nada mais acrescentou ao seu legado nos 4 anos seguintes. A tua posição, salvo novas informações e/ou raciocínios que tenhas na manga, é indefensável.

  54. Cá venho eu molhar na sopa:
    GALUXO, AMIGO, O VIEIRA ESTÁ (MAIJÓMENOS) CONTIGO!
    Isto não quer dizer que goste do Trump ou do Bolsonaro. Acho mesmo que são umas valentes bestas.
    Quem ganha as eleições, no tundo, é sempre o “Deep state”.
    Bem sei que o Trump fingiu que era um outsider, mas não deixou de ser a face suja da mesma moeda.
    E se estivesse nos USA, como o Galuxo, não saberia como votar porque nem sequer têm o André Silva (sim, porque, sem ele, esquece o PAN) para o voto de protesto.

    Considerem isto retórica ou apenas um desabafo porque, enquanto continuarem a engolir as tretas do “Isis e o resto dos Islamitas terroristas”, as “ditaduras da América Latina”, ou o novo comedor de criancinhas russo chamado “Vlad Putin”, nem vale a pena discutir.
    Tem piada que essa narrativa simplista dá um jeitaço para os Américas meterem as “boots” ( quero dizer: Bases) , ou interferirem politicamente em todos os países que lhes der na real gana e nós achamos que está muito bem, porque nos filmes da nossa infância eram os “cóbóis”.

    Claro que se votaste no Trump, perdes uns quantos pontos de consideração, Galuxo.

  55. maisjómenos para não dizer completómais, nuance semântica dum rometa & julieu americórusso.

    “Isto não quer dizer que goste do Trump ou do Bolsonaro.”

    claro que não e do ventrujas muito menos, mazé só aqui na igreja, há noite no bordel é diferente.
    há quantos anos é que o tio patins é czar daquela democracia? e comer criançinhas em público não é muito bem visto na rússia.

  56. Atenção Vieira,
    Trump e Bolsonaro não têm absolutamente nada a ver um com o outro, à parte o segundo ser puxa-saco do primeiro. Bolsonaro foi eleito gritando enviar os seus opositores para a ponta da praia (gíria para o lugar de execução no tempo da ditadura). Há evidências de ligações da família Bolsonaro com as milícias criminosas do Rio de Janeiro. Aliás, a sua actuação se caracteriza por uma espécie de extorsão miliciana eleitoral, ou eu ou a Venezuela, quando a sua prática de militarização do Governo e aparelhamento das instituições judiciais o torna muito mais parecido com Chavez do qualquer um dos seus adversários. E teve mais de 50 milhões de votos. Não há nada que se pareça em termos de colapso social cívico e intelectual, em países democráticos, na actualidade.

  57. “Não sei se os resultados das eleições foram alterados.”

    vives nos estados unidos e não tens informação suficiente. deve ser isso.

    “Acho provável que não tenham sido.”

    de seguida, vem o achismo de quem não sabia.

    “Mas não acho que contestar nos tribunais a respectiva contagem transforme automaticamente um candidato num pária. Não transformou AL Gore, por exemplo.”

    depois vem o achismo desculpativo e o comparativo incomparável. o al gore não invadiu o senado para travar a nomeação do bush, nem promoveu motins supremacistas para intimidar populações.

    “Agora responde tu. Achas que se não tivesse existido Covid, ou não tivesse existido uma instrumentalização mediática da pandemia no combate político, num país que entrega o mesmo número de mortos por milhão de habitantes que Portugal, onde muitos dos Estados com piores resultados são governados por Democratas, um país que já administrou 123 milhões de doses de vacina, um país onde alguns políticos chegaram ao ponto de sugerir atrasar o program de vacinação para não beneficiar politicamente Trump, achas que este teria perdido as eleições?”

    claro que perdia, como perderá as próximas em que se meta. o jesus queixa-se do mesmo mas a malta do benfica não acredita. os eleitores trump são tão grunhos que não deixam de votar nele por causa da pandemia e a maior parte deles foi votar sem máscara. na próxima até votam menos porque alguns morreram de covid e os filhos em idade de votar vão ter mais cuidado na escolha.
    123 milhões não dão para imunidade do país, só funcemina à volta dos 80% e quem está a fazer o combate à pandemia é o bidden, o trump andou em negócios de livívia sem máscara e só reconheceu que existia covid quando percebeu ter promovido o negócio dos caixões & funerárias.
    tanto quanto sei nos estados governados por democratas o trump boicotava e não dava dinheiro para anti-covides.

  58. “Trump e Bolsonaro não têm absolutamente nada a ver um com o outro, à parte o segundo ser puxa-saco do primeiro.”

    https://www.youtube.com/watch?v=2–r8bV4wsI

    “Bolsonaro foi eleito gritando enviar os seus opositores para a ponta da praia (gíria para o lugar de execução no tempo da ditadura).

    https://www.gqportugal.pt/donald-trump-ameacou-prender-hillary-clinton-caso-seja-eleito-presidente

    “Há evidências de ligações da família Bolsonaro com as milícias criminosas do Rio de Janeiro.”

    https://www.rtp.pt/noticias/presidenciais-eua-2020/como-as-milicias-da-direita-se-distribuem-no-mapa-dos-eua_n1271766

  59. Cá venho eu [também] molhar na sopa:
    VIEIRA, AMIGO, O CAMACHO ESTÁ (MAIJÓMENOS)* CONTIGO!

    * O menos é o André Silva, bom rapaz, sim senhor, mas que não me serviria como protesto

  60. rapazinho “depois ficam ofendidos por lhes chamarem fachos e racistas” , eu não fico , mesmo nada. mas se tivesse paciência , que hoje não tenho , arranjava uma lista de horrores de todos os presidentes dos estados unidos. é só pensar nas atrocidades cometidas por bush. o trumpetas ao pé deste é um menino de coro , a cena do iraque cobre tudo e mais um par de botas.

  61. Continuando, Galuxo:
    Na minha modesta opinião. Há diferenças, com certeza, mas mais na forma e não no resultado (esquece o conteúdo…). Ainda assim, até na forma abrutalhada e ignorante de ambos se podem encontrar semelhanças.
    Agora a sério:
    Creio que percebo o porquê de uma certa benevolência da tua parte para com o Trump. No entanto, acho que teve mais razão de ser durante a campanha eleitoral, em que enfrentou a Clinton, do que a forma como exerceu o mandato.
    Lembro que, tirando o facto de o achar um idiota, me surpreender a abordagem mais diplomática das futuras relações Rússia/EUA em oposição à escalada no discurso belicista da vaca louca. Acho que o americano comum não estavam muito confortável com a possibilidade de uma guerra a sério, por muito que não gostem do “Vlad comedor de criancinhas”.
    Não esquecer o que a puta fez com a Líbia nas barbas do banana Medvedev que o Putin não deixou repetir na Síria.
    Além disso, fiquei com a sensação que o Trump prometia controlar o poder que Israel tem sobre os EUA e a sua política externa, porque é um lugar comum dos American Patriots, que acabou por ser uma grande força eleitoral embora, normalmente, nem costumem votar.
    No entanto enganei-me redondamente e, afinal, quem dirigia essa pasta ( pelo menos) era Kuchner, o genro que, por acaso até é amigo do Bibi.
    Atenção Mossad ou Watchdogs, só estou a constatar um facto, acho que foi o Ariel Sharon (lembram-se dele?) que disse :“Don’t worry about American pressure, we the Jewish people control America.”
    Por isso não estou a ser anti semita, nem me apetece morrer num atentado do Estado Islâmico. Ok?

    Hás-de saber, penso, melhor do que eu, quais são as sensibilidades. Mas acho que, para além da Clinton estar enterrada em merda até ao pescoço, o Trump beneficiou do facto de conseguir passar a ideia que estava fora do sistema.
    A malta cá fora vai engolindo as tretas da máquina de propaganda que está infiltrada em todos os setores da nossa sociedade -basta pesquisarem a promiscuidade entre os jornalistas de topo e a FLAD e quem fez os acordos para a sua criação – mas uma boa parte dos americanos tem noção que quem os governa não está sujeito às leis da democracia.

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