Sexta-feira Negra

PSD e CDS passaram a campanha para as Legislativas a berrar que o PS iria governar em aliança com os comunas ou com os radicais, ou ambos. BE e PCP passaram a campanha para as Legislativas a berrar que nunca fariam alianças com o PS porque este era de direita e queria governar num Bloco Central ou com os reaças. Uns e outros deixaram claro que o PS fazia parte dos inimigos e já tinha pactos com os mais extremados dos inimigos respectivos. Portugal podia afundar-se ou desfazer-se às mãos dos monstros que estes partidos denunciavam, mas estar ao lado do PS em prol dos superiores interesses da recuperação económica e protecção aos mais fracos é que não. Até se chegou ao desplante de xingar a abertura do PS para um qualquer acordo que garantisse mínimos de governabilidade, acabando as reuniões com todas as forças na Assembleia por nada de nada de nadinha de nada terem acrescentado à retórica da decadência e impotência actualmente dominando os discursos da oposição.

Na passada sexta-feira, PCP, BE, PSD e CDS aliaram-se numa união nacional para o desgoverno. Provaram, dando o passo em frente que faltava, que antes das eleições Portugal estava mesmo à beira do abismo. O golpe nas finanças públicas que resultou das votações, em período de extrema dificuldade, é de molde a adivinhar a completa falência do sistema caso a irresponsabilidade continue. E ela vai continuar, pois as lideranças partidárias da oposição contêm alguns dos políticos mais irresponsáveis de que há registo na memória colectiva. Como ontem dizia Emídio Rangel, nesta lógica vai seguir-se o aumento do subsídio de desemprego para os 1500 ou 2000 euros. A que se juntará o fim das pensões de miséria, finalmente transformadas em pensões doiradas e fartas, como é justo, justíssimo. E haverá propostas para se construir um aeroporto em cada concelho, um hospital em cada freguesia, uma escola em cada quarteirão. Os impostos irão desaparecer, as férias serão de 6 meses e a convergência com a Europa será alcançada por maioria parlamentar.

A felicidade durará enquanto durar o regabofe.

41 thoughts on “Sexta-feira Negra”

  1. ….”PCP, BE, PSD e CDS

    ao aliarem-se numa união nacional” do “quanto pior melhor”,

    consagraram uma santa aliança para o “desgoverno do país”

    que até 4 ex- presidentes do PSD vieram a publico abjurar…

    enquato Sexa se mantem silencioso….

    Abraço, Excelente artigo. Valupi

  2. “O golpe nas finanças públicas que resultou das votações, em período de extrema dificuldade, é de molde a adivinhar a completa falência do sistema caso a irresponsabilidade continue”

    AH!AH! Vocês vivem mm num mundo de fantasia…

    – o que está em causa é a perda de receita de 1000 M € em arrecadação de impostos, os quais, aliás, o PM disse que não aumentaria (onde já vi este filme?);

    – na semana anterior, e ao fim de 4 anos de “pusemos as contas na ordem”, o governo pediu aos “irresponsáveis dos 1000 M€” que aprovassem um acréscimo do endividamento em 15.000 M€! (1000 M €, concordo com o post, é mto dinheiro, mas como deixaram passar incólume a “irresponsabilidade” dos 14.000 €?);

    – aliás, ainda no ano anterior, foram receitas extraordinárias de valor bem superior a esse que permitiram um défice abaixo de 3% (só o valor que a EDP avançou pela concessão das novas barragens foi cerca de 1.100 M€). Claro que, mais uma vez, o PM afirmou com todo o “à vontade” que este governo não recorre a esse “truque”, essa “farsa”… pergunto então se não seria válido afirmar sobre o tal ano de contas em ordem o seguinte: “receitas extraordinárias arrecadadas em 2008, evitam a completa falência do sistema”;

    – sobre a alegada (in)responsabilidade da oposição, e nomeadamente dos partidos mais à direita (apenas para utilizar a V/ convenção, porque do ponto de vista ideológico e do conteúdo daria “pano para mangas”) o que ouço é um apelo à redução da despesa no TGV, nas autostradas, na 3ª travessia do Tejo, etc… que quer gastar “à grande” é o governo!

    Sinceramente, comportam-se como aqueles membros das seitas, de olhos esbugalhados, completamente fora da realidade, tenham calma…um dia destes o Sócrates vai-se embora e os V/ escritos – de tão exagerados – vão tornar-se alvo de chacota. Bem, eu estou a excluir a hipótese de suícidio colectivo…

    Mas se se sentem mais confortáveis com a V/ iluminada análise prossigam…

    Felicidades para todos que estamos em tempo de paz.

  3. Estou convencida, não há nada melhor do que um Governo minoritário. Era muito arrogante a maioria absoluta de Sócrates. Somos muito melhor governados por esta coligação da oposição. É tão bonito vê-los todos juntinhos, os milagres que o ódio a uma pessoa pode fazer. E ficámos a ganhar: para além da arrogância, agora também levamos com a esquizofrenia.

  4. Curioso, O PS e o PSD já deram as mãos por três vezes em assuntos bem importantes mostrando o sólido pacto central que para aí anda. Parece bem que o BE e o PCP tinham razão, quanto a quem anda com quem. E o CDS só fica de fora pq não faz falta nas contas da maioria

  5. bem, nem tanto ao mar nem tanto à terra, eu votei PS e acho muito provável que isto tenha muito que se lhe diga. É tentação de todos os governos a seguir a eleições sacarem da base da pirâmide e bem, porque são muitos e normalmente é gente honesta e não querem chatices. E depois, na política, entre a retórica e a verdade vai uma boa distância. Sim, o país devia ser governável com maioria relativa porque quando se adoptou o método de Hondt pensou-se que essa seria uma solução normal.

    Já o buraco do BPN sobre os contribuintes e não sobre os accionistas, que seria o caso se não fora nacionalizado, é que não é de esquecer.

  6. O PS anda às moscas, o popularucho memnino do burro já vacila em breve se fará a limpeza estamos perto de correr com estes corruptos todos

  7. o murphy seguindo a cartilha dos seus ídolos, economistas da direita neoliberal que infestam o espaço mediático português, crê firmemente que a crise internacional lhe calhou em sorte grande. inicialmente ficaram banzados com os resultados de sócrates no acerto das contas públicas (lembra-nos lá, oh murphy, sem te engasgares qual foi e quando ocorreu o menor défice dos últimos 30 anos e quando é que nesses mesmos 30 anos a despesa pública não subiu): aquele sacana do sócrates pseudo-engenheiro dava cartas no terreno que eles consideravam ser o seu e dos seus. naturalmente essa performance do sócrates em terreno alheio reflectia-se no estudo de ricardo reis no i: o sócrates era mesmo o mais poupadinho de todos os pm´s que nos governaram e, horrível!, os governantes do ppd foram mais gastadores que os do ps, sendo a idolatrada velha ferreira-leite “em quem nós podemos confiar as nossas poupanças” muito mais gastadora que o sócrates. que grande abalo os números deram na retórica mentirosa e balofa, à la murphy.
    mas eis que volta a esperança (primeiro com os casos “o gajo não é de confiar” ) com a crise internacional: “o gajo tal como nós dizíamos é mesmo mau e o défice e as contas públicas estão aí para o provar”. não interessa que todos! os países da zona euro vissem os défices e dívidas públicas disparar: ” isto é só um abalozinho e o verdadeiro responsável pela crise é o pinóquio”. coloca lá a verdadeira questão, oh murphy: se não fôssemos governados pelo sócrates com a sua vontade férrea e nervos de aço onde é que estaríamos agora? qual seria a nossa sorte se na presente crise fôssemos governados pelo par ppd/cds, que, em tempo bonança, deixaram a segurança social nas lonas e o défice em 7% (para além de um aumento do desemprego de 3%).
    diz-nos lá murphy…..

  8. ANTES DA POSSE

    O nosso partido cumpre o que promete.
    Só os tolos podem crer que
    não lutaremos contra a corrupção.
    Porque, se há algo certo para nós, é que
    a honestidade e a transparência são fundamentais.
    para alcançar os nossos ideais
    Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
    as máfias continuarão no governo, como sempre.
    Asseguramos sem dúvida que
    a justiça social será o alvo da nossa acção.
    Apesar disso, há idiotas que imaginam que
    se possa governar com as manchas da velha política.
    Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
    se termine com os marajás e as negociatas.
    Não permitiremos de nenhum modo que
    as nossas crianças morram de fome.
    Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
    os recursos económicos do país se esgotem.
    Exerceremos o poder até que
    Compreendam que
    Somos a nova política.

    DEPOIS DA POSSE
    Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

  9. Esta Direcção do PPD quer foder tudo enquanto está lá.
    O que é que têm a perder ?!
    Nada!
    E como nada têm a ganhar também, visto que a sua líder é já o rosto da Desgraça do Psd, eles querem é atrapalhar tudo o que o Governo possa querer fazer.
    A Coligação Negativa está a dar aos portugueses o seu melhor: A IRRESPONSABILIDADE.

  10. Ainda estou à espera da resposta da coligação negativa à pergunta de Teixeira dos Santos: vão ou não permitir que o governo se financie para dar resposta às suas obrigações e pagar a quem deve?

  11. E parece-me bem que o psd pare com esta merda de afundar o país a reboque do governo, porque a seguir devem ser eles a levar o barco para a frente…ou será que já desistiram disso?

    &,
    sim, um país devia ser governável com maioria relativa, mas Portugal, nesse aspecto, é um caso de estudo. O PC e o BE, supostos defensores dos interesses dos trabalhadores, acabam de chumbar uma proposta que atacava de frente a precariedade de emprego. Mas sofria de um mal: foi ideia do governo de Sócrates.

  12. Murphy, bebeste vinho a martelo? bebe da Cartuxa, ou se for pesado (€€€), bebe água da cascata, que cai que nem ginjas.

  13. Caro Assis,

    “…se não fôssemos governados pelo sócrates com a sua vontade férrea e nervos de aço onde é que estaríamos agora?”

    quando leio, ou oiço, este tipo de discurso a ideia subjacente é sempre esta: “eles (os da direita) fizeram muito pior”. Mas veja lá, se desde 1995 até 2009 (com a excepção de 2,5 anos) foi sempre o PS a governar que sentido tem invocar este argumento?

    E num país onde a “esquerda” ainda recentemente, demonstrou ter cerca perto de 75% dos votos acha que faz sentido esta afirmação “…economistas da direita neoliberal que infestam o espaço mediático português”, acha mesmo que são eles os culpados?

    NOTA: não sou fã de Ferreira Leite, não me revejo na sua orientação em relação a diversas questões, mas reconheço na Srª. atributos de carácter pessoal que são mto mais importantes do que a sua inclinação ou rótulo ideológico (na minha modesta opinião claro).

  14. Edie, sou o que se pode considerar precário e garanto-lhe que estava com bem pouca vontade de que o cabaz contributivo entrasse em vigor. Pelo que se ouvia, ia subir para níveis complicados as minhas obrigações com o Estado. Entre IRS que tenho de reter, IVA que tenho de guardar comigo e Segurança Social, ando o ano inteiro a penar para em Setembro me ser devolvida uma pipa de massa, que dantes tentava em parte poupar.

  15. Os Atributos da Carcaça Velha são, entre outros, mentir, falcatruar Contas Públicas, meter arguidos nas Listas, suspender a Democracia, etc, etc, etc.
    ..será sintomas de suicídio colectivo do PSD ?!
    Pinto Balsemão e outros ex-presidentes da Laranja Podre, acham que sim.

  16. vamos lá murphy. vamos lá responder às questões que coloquei para podermos ver os atributos da velha e dos ppd’s. nºs, factos e não retórica balofa e mentirosa à pacheco pereira. (gosto dos 2,5 anos: faça lá as contas outras vez e com rigor!)
    sobre o carácter da velha e dos seus assessores também podíamos perorar sem fim: em vez de propostas sérias baseiam a táctica política na insídia e no ataque pessoal com a participação activa dos media e dos agentes da justiça. para a filha-da-putice ser completa até (soubemos agora) usou o conteúdo des escutas em segredo de justiça. esta sucessão de atropelos ao estado de direito, conspirações e inventonas, são factos, murphy, não são suspeições. num país a sério já teria dado umas investigações judiciais e condenações!

  17. Ganda posta Val!
    Palavras como punhos!
    Estamos de facto numa viragem do tempo e das opções. Ou o PS e Sócrates aguentam esta vilania, esta lama e esta trampa que todos os dias é lançada ao ar, e continuam a tentar governar este País, o que sinceramente duvido, ou então estamos a caminhar sem travões para a argentinização, o haitismo, o nacional oportunismo encabeçado pela esquerda revanchista e pela direita trauliteira sem escrúpulos, ao compaço das corporações do século passado. Sejam juizes, sejam jornalistas, professores, sargentos, presidiários, ex-pescadores, ex-juizes dos plenários ( que saudades!…), associações de todo o tipo. As dos autarcas, as dos médicos, as dos advogados…
    Só não sei é do povo que paga impostos e morre sem ter ido à escola, sem ter ido ao hospital, e sem saber porquê.
    Enquanto o Parlamento servir os parlamentares, os hospitais os médicos, as prisões os guardas, os tribunais os juizes, as escolas os professores, provavelmnte o povo vai precisar de um sindicato que o defenda….
    MFerrer

  18. Edie, duvido muuuito que o código contributivo tivesse esse fundamento, esse objectivo, e essa consequência, embora já não duvide que aparecesse sob esse invólucro retórico. No entanto vamos ter oportunidade de ouvir falar mais sobre isso.

  19. a carcaça velha acabou de ser derrotada ontem em Lisboa. Para ter o desplante de andar asfixiada a dizer que tinha medo de ser escutada, quando se fabricava uma inventona de escutas em Belém, ao mesmo tempo que o PM era escutado e a velha sabia, será esta mulher capaz do quê? Tudo. E foi ela que negociou a venda dos créditos fiscais e sabe-se lá que mais. Terrível. E no entanto existe.

  20. Concordo em absoluto com o MFerrer.

    Faria apenas uma chamada de atenção para os elevados níveis de abstenção sempre que existem eleições. Não vale a pena fazer grandes e demorados estudos socio demograficos para perceber o que a população sente :” Enquanto o Parlamento servir os parlamentares, os hospitais os médicos, as prisões os guardas, os tribunais os juizes, as escolas os professores”

    E sim, “o povo vai precisar de um sindicato que o defenda…”

  21. nm,

    como é que tem contrato precário e paga IVA ? O que aconteceria caso tivesse contrato a termo (empresários individuais e profissões liberais não são considerados “precários” nem aqui nem em mais qualquer lado do mundo), é que as condições ser-lhe-iam mais favoráveis e seria aumentado o incentivo fiscal para que o seu contrato deixasse de ser precário. Mas isto é mau para a oposição, porque “QUANTO PIOR MELHOR!

    Mais uma pequena informação, com Sócrates o IRS deixou de ter tempo de retenção. O reembolso é feito de imediato!

  22. &,

    a existência de Deus é uma questão de crença. Os artigos 52ª, 54º, 55º, 56º, 57º, 58º da Lei nº 110/2009 uma data deles que passam por coimas às empresas abusadoras de falsos contratos a prazo (carga fiscal disfarçada, grandes malandros) não são uma questão de crença nem de invólucro :)

  23. Edie, pode dizer o que quiser, sei que na prática isso ia provocar no imediato mais desemprego, pobreza e tensão social, sugados pelo bicho Estado, ladrão? Aliás a precipitação com que o assunto foi agendado fala por si.

    Não desdenho tanto empenho seu no conhecimento pormenorizado dessa lei não aprovada. É o seu trabalho?

  24. &,

    é uma das partes do meu trabalho, mas mesmo que não fosse, gosto sempre de ir ver do que estou a falar (manias). E podes voltar a tratar-me por tu, se quiseres.

  25. Valupi, certeiro como sempre. Os portugueses vão ter que ser confrontados com a seguinte questão: dão-se ou não se dão condições ao Eng. Sócrates para governar? É que a alternativa está à vista. É extraordinária a capacidade de resistência deste Primeiro-Ministro. Outro já tinha mandado o assunto às malvas.

  26. Volto a dizer, como disse depois das eleições: este governo não vai até ao fim, talvez dure no máximo uma ano, dependendo das agendas políticas internas da coligação negativa.

    O sinal está dado: não vão ser dadas condições para governar…

  27. as apparat_chicas dão o sinal: não sabem governar sem maioria absoluta, a democracia é muito penosa.

    Avaliar os outros com as costas quentes é a unica forma de ter sossego, o resto é muito arriscado.

    Caro Pinto de Sousa, em quem votei e não estou arrependido, não esqueça o julgamento de Socrates: perante uma pena menor resolveu agravar até induzir ser acusado de impiedade e resultar a pena capital; dir-se-ia que fez por isso e, verdade se diga, no Fedon portou-se muito bem e legou-nos a todos ‘a libertação da alma’, verdade se diga que parece antes que é do espírito e a alma faz o enlace entre o espírito e o corpo, mas nisso sou estudante.

    Sim, eu li a sua entrevista ao DN pouco depois da posse em 2005.

    Isto tudo para lhe dizer que dispenso sacríficios inusitados e você tem dois rapazes para cuidar portanto faça bom uso do meu voto, governe justamente, e não vá em cantigas gulosas. São os meus votos.

  28. “as apparat_chicas dão o sinal: não sabem governar sem maioria absoluta, a democracia é muito penosa.”

    Ó & isto quer dizer o quê, ao certo? Que temos uma oposição tão, mas tão imbecil que ainda não percebeu que perdeu as eleições e que pelo facto do Governo ser minoritário nos quer impor os seus programas que foram derrotados? Não me diga que a oposição liderada pela Ferreira Leita e seguida de perto pelo querido Louçã, como se viu hoje, é que nos vai dar lições de democracia.

  29. quero dizer que é muito mais interessante ter uma governação com maioria relativa do que com maioria absoluta em minha opinião, apesar de você não concordar comigo, e de eu saber, e de você saber que eu sei que a sua opinião é diferente. Estamos conversados sobre isto desde as vésperas das eleições, lembra-se?

    quanto ao povo português: decidiu, muito inteligentemente, colocar o PS à frente mas em minoria e assim admitiu a possibilidade de coligações negativas. Cabe ao primeiro-ministro ter a envergadura adequada para lidar com a situação, foi o mandato que lhe foi conferido.

    Tirem-se de ilusões que com eleições antecipadas o JS volta a ter maioria absoluta. Tirem-se mesmo.

  30. Poderia ser interessante se não tivéssemos os líderes da oposição que temos. Foi o que eu disse antes das eleições. Acha democrático esta imposição de programas derrotados? O & punha a hipótese de acordos à esquerda, está a ver alguma esquerda disposta a fazer acordos com o Governo? É com certeza mais confortável governar com maioria absoluta, mas não será também mais fácil fazer oposição a governos maioritários? Parecendo que não, a responsabilidade dos partidos da oposição aumentou bastante, embora, infelizmente, tal coisa não se vislumbre.

  31. &,
    “Avaliar os outros com as costas quentes é a unica forma de ter sossego, o resto é muito arriscado.” Estás a falar da actual oposição, certo?

    A sério, os votos não responsabilizaram só o governo, responsabilizaram também a oposição. E como é que se pode percepcionar responsabilidade nesta oposição?

    Não creio que os votos signifiquem que Sócrates tem de governar contra todo o tipo de boicote e de manobras sujas. Mas não ponho as mãos no lume, pelo que aqui e noutros sítios tenho lido.

  32. o que eu quero deixar claro é que não tenham ilusões que têm ao alcance uma maioria absoluta, foram cometidos erros que as pessoas não esquecem, foram cometidas muitas injustiças em nome do acerto das contas públicas e o tanas,

    E não, não estava a falar da oposição.

    E tenho dito.

  33. Já disse aqui que não acredito em governos perfeitos, e acertar as contas públicas deve ter porras, que o digam os governos anteriores. Seja como for, o que vimos hoje foi um primeiro-ministro decidido a governar. Cá estaremos para ver o que a oposição vai fazer perante tal evidência. :)

  34. pois exactamente, o que eu quero é um PM e um Governo dispostos a governar segundo o critério máximo da justiça social e da coerência – aprendi com o Valupi que a Justiça é o primeiro e o último fim da Política – e foi para isso que votei,

    (agora tenho ali um bolo chamado ‘pata de veado’: tem pão de ló com doce de ovos por cima, mas ando a roer-me de saudades de um Ti Piedade, não posso é esquecer-me de comprar um garrafão Vitalis et pour cause)

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