14 thoughts on “Serviço público”

  1. ao ler o texto sobre a prisão, a prisão enquanto materialização do castigo e da punição, lembrei-me imediatamente do imaginário infantil a perdurar. quem nunca ouviu um adulto dizer a uma criança que se não fizer isto ou aquilo vai para o quarto escuro ou o polícia mau vem prendê-lo, ou que vai ser comido pelos ratos? então será isso mesmo: a prisão como local podre, sujo e mau – local para onde todos podem ir, todos menos os que poderão usufruir de outras condições mediante outros estatutos. a base, as instalações físicas, deveriam ser igual para todos – igual na salubridade e dignidade na privação da liberdade.

    mas depois, há que repensar a punição dos crimes por categorias e ajustar as estadias. por exemplo, um violador não poderá ser punido com os mesmos critérios de um ladrão de bicicletas: enquanto o violador merece ficar isolado a pensar em agressão sexual, talvez uns buracos na parede com o fundo cheiinho de picos, arquitectura estética adequada, e saliências fálicas autónomas que actuam consoante a posição não controlada do recluso, seja uma boa solução. já o ladrão de bicicletas talvez possa, em convívio de recreio com outros ladrões, ter de restaurar bicicletas antigas para depois serem usadas por outras pessoas. são apenas exemplos, assim de repente.

    e a formação dos guardas? e os testes psicológicos e terapia comportamental para se aferir o carácter, o bom carácter, para exercerem a profissão, podem, por favor, repensar?

  2. sim , falei ontem , por exemplo , com o meu amigo de infância lelo , que passou 10 anos em vale de judeus e saiu agora ( emprestou-me , trazido da biblioteca da prisa , uns livros de filosofia hindu , cool ) : uma garrafa meia de água e lixívia por semana para lavar a cela , comida estragada , quem não tem apoio familiar passa mesmo mal
    agora o que me interessa : ninguém , nenhuma autoridade , nenhuma comissão , ninguém “salvou” este lelinho das garras da máfia familiar , teve de seguir o destino fatal de carreira de delinquente , porque as crianças ciganas não têm direitos , os pais batem nos policias…

  3. madame xunga preocupada com os direitos das crianças ciganas e a lola com os livros dalila pereira costa.

  4. e o que é que acontece ao ladrão de gambás? pintam-lhe o nariz de cor-de-rosinha? as patinhas? vai pra toca? ai que reso! fez me pensar na infancia que perdura, por acaso

  5. teve piada , Olinda -:) -:) -:)
    mas não ,sou eu que ando numa de proseletismo , tem lá coisas boas para gaijos humanos básicos ,como o “teorias da constipação” , que se recusam a Ser humanos e passam a vida à procura de lucro ou coisas assim , sem qualquer importância real e benigna para a Humanidade.

  6. Procuram-se “gaijos humanos básicos” para troca de incenso e de música zen.
    Vendem-se a preço módico sessões de espiritualidade alternativa, com garantia de níveis superiores de consciência, a poder da melhor erva do Woodstock 69, já na era do Aquário.
    Incluem-se budas na melhor louça das Caldas, propiciatórios do inevitável sexo tântrico, que será administrado ao som do “helter skelter” de Charles Manson em disco de vinil rachado.

  7. Afinal quem mudou o nome do Pavilhão Rosa Mota ?
    E passou a chamá- lo Unicer Super Bock , foi o Rui Rio ou o Rui Moreira ?
    Se foi o Rio, está em parte explicado o ” Nazizinho”….

  8. Gosto é daquela do gajo “que passou 10 anos em vale de judeus e saiu agora (emprestou-me, trazido da biblioteca da prisa, uns livros de filosofia hindu, cool)”. O rapaz sai do chilindró, reabilitadinho da Silva pela filosofia hindu, e a primeira coisa que faz para ilustrar a reabilitação é “reabilitar” para a própria trouxa os livritos reabilitadores da biblioteca da prisa. Cool! Um exemplo pleonasticamente exemplar de reabilitação, um case study de filosofia hindu aplicada ao gamanço. O Shiva havia de gostar. O Ganesha, um gajo bué da cool, dava-lhe provavelmente nos cornos com o dente que lhe sobrou da paixão poética.

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