Serviço público

A Covid19 e o elitismo

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NOTAS

– Sendo verdade que os pobres não adoecem porque fazem muitas festas, a seguir ao desconfinamento foi visível que alguns pobres acorreram a locais onde se vende álcool e fizeram as suas festas. Foi ostensiva a recusa em usar máscara e manter distanciamento físico. O clima era de celebração. De festa. Muitas? Não faço ideia, seguramente menos do que as festas dos putos e adultos não pobres, até aos 50 anos de idade especialmente, ocorridas no mesmo período. Se isto foi visível na rua, podemos imaginar o resto nos circuitos dos relacionamentos afectivos, do consumo de droga (onde entra o álcool como a mais acessível e consumida das drogas) e da prostituição. O mesmíssimo fenómeno ocorre em diversos países.

– Dentro do desconhecimento acerca dos meios principais da propagação do vírus, é fácil aceitar a informação dada pela ministra da Saúde sobre a ausência de qualquer caso de infecção em Lisboa associado à utilização de transportes públicos. E isso é verosímil se pensarmos que os transportes públicos são ambientes similares aos das lojas tanto quanto à quantidade de utilizadores como quanto às situações de proximidade física.

– Num quadro de incerteza epistémica tão crítico como o actual, usar a epidemia para atacar governantes e autoridades a partir da estupidez e da má-fé é abjecto. Se é para criticar, que se pense a partir do bem comum e da fraternidade, como faz o Paulo numa valiosa reflexão sociológica, política e moral.

– Rui Pena Pires e Paulo Pedroso reabriram o Canhoto, mais uma fonte de inteligência na cidade.

2 thoughts on “Serviço público”

  1. Continuamos a insistir na mesma paranóia pandémica.
    Já alguém parou para pensar que estamos com metade dos mortos em relação ao ano passado com o vírus da gripe?
    Alguém fez algum teste aos assintomáticos do ano passado para podermos ter algum termo de comparação?
    Quantos são os que morreram de gripe este ano sem ser de covid ?
    A quem é que interessa este alarme social?
    Será que é necessário incutir o medo, institucionalizar a denúncia para de uma forma sub-reptícia justificar a introdução de uma aplicação para telemóvel, de características pidescas.
    A desinformação é tanta que já estamos a imaginar um novo surto de gripe pandémica com o pomposo nome G4EAH1N1. Ainda não aconteceu mas a ocorrer será a pandemia com a designação mais adequada ou seja:
    – A gripe dos porcos.

  2. o que está ficando claro é que fechar todo mundo em casa , lixando a economia , serviu de nada de nada , posto que o pessoal de risco , doentes novos, semi novos e idosos , está cada vez mais em risco , nos hospitais e lares é cada festa de arromba que nem vos digo.
    essas pessoas , “os pobres” das outras festas , estão quase todas saudáveis , infetadinhas mas saudáveis, não têm dinheiro para ficarem doentes…

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