4 thoughts on “Serviço público”

  1. https://www.rt.com/usa/492143-pepsico-dropping-aunt-jemima/

    Não vem longe o dia (preferencialmente a noite, muito mais excitante!) das gloriosas fogueiras alimentadas a Mark Twain… sem esquecer a execrável Margaret Mitchell, claro! E muitos outros, que o que por lá não falta é combustível. Por cá também temos fartura. A começar no padre António Vieira, passando por Camões, Pessoa… vá lá, queridas e queridos, essa imaginação a trabalhar, rapidamente e em força, como diria o botas. E o CO2, senhores? E o efeito de estufa, senhoras? E o aquecimento global, meninos e meninas, cães e gatos, canários e periquitos? E a casa a arder? E a Greta d’Arc? Bueno, a gente odespois pensa nisso…

  2. Lá vem a FC com conversa da treta. Não, o que ela escreveu não é serviço público.
    O que eu leio é ódio no seu discurso.
    Como se as Histórias – todas- não fossem interpretação e “escrita”. E até invenção.
    FC está mal resolvida, problema dela. Que procure cura!

  3. Ola,

    Os discursos do tipo “isto é histerismo ou racismo invertido” são insuportaveis de boçalidade mas a questão é um bocadito mais complicada. E’ inegavel que a estatua do Padre Antonio Vieira é anacronica, porque reproduz uma imagem paternalista e deturpada do dito. Mas também é redutor, e também é anacronico, fazer do Padre Antonio Vieira um cinico cumplice de uma sociedade esclavagista. Quanto a mim, o erro consiste em repudiar a imagem simplificada de Vieira (imagem que faz parte dos “iconos pop” da nossa cultura), como se ela impedisse que a encaremos com distância e espirito critico. A estatua do Marquês de Pombal impede-nos de criticar os seus excessos ? Mais perto de nos, somos racistas quando lemos o Timtim no Congo ? Parece-me que não…

    O apelo de FC ao discernimento e à revisão da forma como ensinamos a historia é salutar e de aplaudir. Em contrapartida, julgo que a vandalização da estatua de Vieira é uma aberração contraproducente. No limite, posso compreender que se pretenda responder simbolicamente à violência da historia por uma agressão a simbolos emblematicos da nossa cultura imperialista e/ou esclavagista. Mas nesse caso, a escolha da estatua do Vieira parece-me disparatada e contraproducente. E’ um erro equivalente ao dos que, em França, protestaram contra o uso de mascaras negras numa representação de uma peça de Esquilo, a pretexto de que isso equivaleria ao “black face”.

    Boas

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