66 thoughts on “Serviço público”

  1. Sem dúvida que é serviço público. E do bom. Pena que nem todos se pautem por estas coisinhas elementares. Como o Valupi, quando volta e meia apanha boleia de “cascatas de dedução” para atacar a moral de Sócrates.

  2. O cábula do JRodrigues já “comentou”, agora faltam o porco Ignatz, a Jasmim descontrolada, o descosido jpferra, o caça-borboletas Galuxo e as bacoradas do Camacho. Que troupe!

  3. JRodrigues, o artigo que supostamente leste e aparentemente elogias não fala de questões morais, mas sim judiciais. Tu, manifestamente, não consegues distinguir as duas dimensões.

  4. fui ver e diz quem sabe que provar é, através de meios de prova (testemunhas, documentos, etc…) criar no julgador a convicção de ocorrencia ou não de um facto ou conjunto de factos. depois, aos factos, o julgador aplicará o direito.
    a coisa é pois muito mais complicada: o viés ou o erro do julgador pode até passar pelo julgamento do direito e não ter nada a ver com a prova.
    cretinices e ignorâncias valupianas.
    diz quem sabe que o direito é uma ciência e que para opinar sobre ciência deve-se fazer mais do que arrotar mentiras e alarvidades ao ler uma entrevista de un sr. dr. que terá a sua perspetica do direito. eu perguntei a quem também sabe e diz que o sr. dr. patricio nao é dono do direito.

  5. Tudo se resolve com a INVERSÃO DO ÓNUS DA PROVA para casos de enriquecimento ilícito.

    Mas ninguém quer, PORQUÊ ?

  6. Valupi,

    No direito como na moral, as “provas indirectas” e as “cascatas de deduções”, constituem aberrações, no minimo éticas, dos processos de julgamento das condutas. Compreendo que não te dê jeito admitir o paralelismo, mas é assim.

  7. Francamente, acho que o que diz o entrevistado não tem pés nem cabeça. O facto de se recorrer, mesmo no processo penal, a indicios e presunções, não é novo, nem evitavel. O problema talvez seja que ninguém se importa quando se trata de por à sombra ciganos, gatunos ou jovens marginais perdidos para a sociedade (onde é que esta a prova directa nesses casos, gostava de saber ?), mas ja doi mais quando se trata de um banqueiro, de um empresario ou de um politico.

    Quanto a mim, o facto de termos uma politica penal orientada para o combate à criminalidade financeira, ou para a criminalidade dita “de colarinho branco”, é uma boa coisa. Afinal, se ha matéria em que a sanção penal tem eficacia (directa e reflexa) este é claramente um deles. Em contrapartida, o toxicodependente, em regra geral, so fica pior (e faz mais vitimas) com a sanção penal.

    Quanto às considerações do tipo “o que mudou foi a percepção, quando ao resto tudo na mesma”, sejamos sérios. E’ evidente que em matéria de criminologia temos sempre de compor com a percepção, quanto mais não seja porque a realidade do crime é coisa que nos escapa sempre nalguma medida (donde a hipocrisia total das considerações da entrevista sobre provas indirectas), mas isto não quer dizer, nem que o fenomeno não exista, nem que não deva ser combatido. E a singela circunstância que o entrevistado tem a impressão subjectiva que a corrupção não existe (ai é ? OK, prontos, esta bem, então podemos estar descansados…) não é propriamente suficiente para reputarmos absurdo o combate à corrupção…

    Não digo que o tema não seja interessante, nem que a politica penal esteja ao abrigo de criticas. Mas as que leio na entrevista não me parecem entrar no grupo das inteligentes. Estamos sobretudo perante (mais) um advogado a defender clientes que, pelos vistos, não gostaram de descobrir que a justiça penal não existe apenas para os pobres coitados vencidos da vida.

    A igualdade perante a lei tem destas coisas…

    Boas

    Boas

  8. interessantíssimo do início ao fim. e transversal. se aplicarmos a ideia de compliance às questões da vida empresarial, por exemplo, tudo faz sentido. depois, estou a tentar perceber por que raios e coriscos se chamam provas ao que, vislumbramentos de asserção, não possui consistência de verdade.

    (prefiro bem mais, neste caso, o remate com a máxima do Pessa do que com a do Pessoa) :-)

  9. JRodrigues, isso de teclares sob a influência da vinhaça dá invariavelmente disparate. A opinião que tenho a respeito da moralidade de Sócrates na sua relação com o dinheiro de Santos Silva não advém de qualquer “prova indirecta”. A opinião vem das declarações mesmas e públicas de Sócrates e dos seus advogados. Estamos, portanto, perante factos assumidos pelo próprio responsável e pelos seus representantes legais sem que de tal tivesse havido desmentido, explicação ou contextualização.

    Custa-te enfrentar os factos e pensares de acordo com o que fica assim exposto incontornavelmente? Se te custa, a origem da dor está no teu fanatismo.

  10. Usa-se e abusa-se da prova indirecta, diz o entrevistado. Lá está, este tipo de prova outra coisa não é do que “a inversão do ónus da prova”. Os investigadores e senhores procuradores vão de dedução em dedução até encontrarem a tal prova indirecta. A partir daí o acusado, para se defender será obrigado a apresentar contra-provas directas. Lá está a tal inversão do ónus da prova. Assim, culpa-se qualquer cidadão daquilo que bem se pretenda. Ao desgraçado resta-lhe a morte lenta do processo arrastado nas páginas dos tablóides.
    E há quem chame a isto justiça!

  11. F…… António Correia !
    Outra vez essa merda da “inversão do ónus da prova para o enriquecimento ilícito” ?
    A sério ? Estás mesmo morto por ires preso por não conseguires provar que a tua avó te deixou as jóias dela como herança ?

    É só camelos, chiça !
    É que já não há pachorra !

  12. Tal como uma cadeia de insinuações ou invenções de ligações abusivas promove, convence e leva o pagode ao estado acéfalo de considerar conceito jurídico o “está-se mesmo a ver” é, também, uma continuada sucessão permanente de invenções de ligações que insinuam corrupção que levou muitos pensadores da treta ou avençados dos media ao intelectualmente elevado preconceito do “ele pôs-se a jeito” e enquadrá-lo, nas suas opiniões, num discurso como conceito de valor jurídico.
    “A opinião que tenho a respeito da moralidade de Sócrates na sua relação com o dinheiro de Santos Silva não advém de qualquer “prova indirecta”.”
    Creio eu que a ideia moralista retirada da relação de Sócrates com o dinheiro de Santos Silva é, também ela, fundada num preconceito originado pela repetição contínua do “modo” como é contada essa relação, até, provavelmente, por efeito de reflexo condicionado.
    Porque acho impossível que essa relação com o dinheiro do amigo possa ter sido exercida do “modo” como é contada. Nunca, mesmo entre os amigos mais amigos as relações de empréstimos de dinheiro são feitas à balda e o “pedinte” fica sempre obrigado e sentido às costas o humilde dever face ao emprestador; esta é a situação normal.
    Precisamente, o “modo” como é relatada a relação de Sócrates com o dinheiro de Santos Silva que é o mesmo “modo” como são montadas as escutas que são tornadas públicas, servem para condicionar os desprevenidos, e levá-los a tomar as tradicionais ideias fixas como, “não há fumo sem fogo”, “está-se mesmo a ver”, “ele pôs-se a jeito” ou “quem vende cabritos e cabras não tem …”, em ideias de culpa com valor jurídico.
    E é assim que, aos que chegaram ao poder com uma mão atrás e outra à frente e passados uns anos cantam de galo com o cofre cheio ninguém questiona mas a algum, como Sócrates, que chegou à política sendo rico de origem familiar mas depois sai da política sem tostão, sem pensão que retirou a si mesmo, e se vê na situação de ter de pedir dinheiro a um amigo, esse sim é perseguido anos e anos, preso, e destruído pessoal e politicamente sem que seja deduzida uma prova de culpa ao fim de dez anos de perseguição por vingança.
    Ainda por cima, um pede para ir estudar e valorizar-se enquanto os outros vão tratar de negócios obscuros, tal qual como obscuras são as suas fortunas.
    É caso para dizer que os letrados são levados (o Manoel de Oliveira diria, apanhados) na mesma orgia de formação de pensamento que os iletrados e metem a cabeça entre as pernas.

  13. dass… já chega, o sócras só é culpado depois do tribunal provar que cometeu crime. o resto é treta para embalar tótós e justificar a ausência de provas, que é como quem diz: temos bué de provas indirectas e uma equipa de idiotas a trabalhar nisso, ainda não conseguimos inventar uma estória credível para condenar o gajo na justiça. a coisa já foi decretada complexa, portantes deixem-se análises simplícias e aguentem porque os prazos são só decorativos.

  14. jose neves, insistes em defender o indefensável. Isso pode ter, no entanto, alguma utilidade. Para tal, importa analisar como é que te vais convencendo de ter razão num assunto onde não podes ter razão. Eis as tuas principais afirmações:

    – As “ligações” que insinuam corrupção são uma invenção.
    – Quem disser que Sócrates é responsável por ter criado uma situação passível de investigação judicial (mesmo que o processo acabe sem acusação ou sem condenação) é um “pensador da treta” ou um “avençado dos media”.
    – A opinião desse tal Valupi nesta matéria, ao se referir à relação de Sócrates com o dinheiro de Santos Silva, é um eco do “modo” como é “contada” para que se consiga “condicionar os desprevenidos” a aceitar “ideias de culpa com valor jurídico”.
    – Há para aí uns políticos que chegam ao poder pobretanas e depois ficam ricos e ninguém os investiga. Já Sócrates chegou ao poder rico e saiu dele pobre. Ainda por cima, o dinheiro que pediu a um amigo era só para conseguir ir estudar.
    – Os letrados são broncos e cegos perante as evidencias que provam a inocência e exemplar comportamento de Sócrates.

    Ora, jose neves, qual é o problema com a tua argumentação? É a de que nada argumenta. Limitas-te a fugir do que está em causa, a distorcer a lógica judicial que origina a investigação e a espalhares calúnias. Ou seja, fazes o mesmo que os inimigos de Sócrates fazem com ele desde 2004.

    Repara: não precisamos de mais nada para julgar Sócrates moralmente do que das suas palavras públicas. E as suas palavras não são “invenção” nem “insinuação”, são factos relatados pelo próprio responsável dos mesmos. Ele, ao admitir que se tinha financiado com o dinheiro de um amigo em valores que estariam à volta de 700 ou 800 mil euros (refiro de cor) – e ao sabermos que esse amigo teve negócios com o Estado na altura em que Sócrates foi governante, e também que esse amigo teve negócios com terceiros que por sua vez igualmente tiveram negócios com o Estado na altura em que Sócrates foi governante – admite, concomitantemente, ter tido um comportamento passível de investigação judicial.

    O que depois de aberta a investigação lhe aconteceu, acontece e vai acontecer é outra conversa. É outra dimensão. Para a avaliação moral, apenas o sujeito Sócrates e as suas declarações importam. Todavia, a moralidade não é a mesma para todos, será até um sistema axiológico único para cada um no limite da sua potencialidade. Por isso, não é anormal haver desacordo nas avaliações morais. Porém, se a ideia for a de analisar e reflectir sobre o que é a moral e quais as suas categorias e como é que elas se aplicam e a quê, tal só é possível quando os interlocutores acordam em certos pontos fundamentais: respeitarem a lógica, respeitarem os factos e respeitarem a inteligência e a liberdade daquele com quem debatem. Tu, manifestamente, não estás em condições para discutir questões de moral.

  15. “Ele, ao admitir que se tinha financiado com o dinheiro de um amigo em valores que estariam à volta de 700 ou 800 mil euros (refiro de cor)”

    Ok, Val. Então se é de cor, confirma. Mostra-nos lá, se não te importas, uma declaração de José Sócrates em que afirma dever 700 mil euros ao amigo. De atirar para o ar a compor a prosa e depois encolher os ombros quando se descobre que é mentira temos que chegue.
    E diz qual é o problema moral de pedir dinheiro emprestado, seja a quem for, e vender património para o pagar.

  16. “A opinião que tenho a respeito da moralidade de xxxxx não advém de qualquer “prova indirecta”. A opinião vem das declarações mesmas e públicas de xxxxx. Estamos, portanto, perante factos assumidos pelo próprio responsável e pelos seus representantes legais . ”

    E queres tu dar lições sobre a distinção entre provas directas e provas indirectas e sobre as suas implicações…

    Livra !

    Boas

  17. “ELE, ao admitir que se tinha financiado com o dinheiro de um amigo em valores que estariam à volta de 700 ou 800 mil euros (refiro de cor) – e ao sabermos que esse amigo teve negócios com o Estado na altura em que Sócrates foi governante, e também que esse amigo teve negócios com terceiros que por sua vez igualmente tiveram negócios com o Estado na altura em que Sócrates foi governante – ADMITE, concomitantemente, ter tido um comportamento passível de investigação judicial”.
    – Olha pá, é ELE …e mais PORTUGAL INTEIRO. Fechamos o país ?

    “O que depois de aberta a investigação lhe aconteceu, acontece e vai acontecer é outra conversa”.
    – E essa conversa, pelos vistos, pode ser completamente AMORAL, ILEGAL, e até pode ENGORDAR a conta bancária de terceiros (desde que não a dele, nem a de nenhum amigo dele até à 5ª geração) porque afinal “foi ele quem deu motivo para lhe abrirem uma investigação”, é isso ?

    “Para a avaliação moral, apenas o sujeito Sócrates e as suas declarações importam”.
    – O caraças, pá ! Interessam também os valores morais de quem o avalia !
    Se for avaliado por provincianos, forretas, e beatos, o homem será culpado como no tempo da “moral” da Santa Inquisição.

    Bardarmerda, para o juízo moral de quem acha muito bem que se prenda e se humilhe alguém para o “investigar” só porque esse alguém se está nas tintas para a “moral” dos Inquisidores.
    PROVEM-SE OS CRIMES, porra ! e deixem de chafurdar na “moral”. A História da Humanidade está cheia de merda por causa da “moral”.

  18. O Valupi vai de menos a mais, do juizo moral a juizo de valor jurídico, de 400 a 800, da ligação original e única do Freeport (julgada sem culpa do visado) às dezenas de insinuações de ligações posteriores dos “cm” através do mundo são verdades (não mentiras). Quer dizer Val vai de mal a pior.
    O próprio Valupi já referiu aqui no blog que os valores, esses sim confirmados por Sócrates, seriam à volta de 400 mil euros e não chegariam a 500 mil.
    Agora o Val duplicou a verba. Para quê? Para, como fazem os anti-Sócrates, criar uma “cascata de deduções” de modo a ter à mão cascatas de “provas indirectas”. Formidável.
    O fedorento-mor, o engraçadista que vive de fazer montagens de trocadilhos de som e imagem para obter os efeitos de engraçadismo pretendidos também tem a lata e o despudor de pretender, afirmar e convencer outros de que Sócrates é corrupto face ao “tom” das respostas que “ouviu” nos cd traduzidos e tornados públicos pelo “mui-digno” correio da manha.
    O fedorento, o adão, o daniel, a clarinha, o soromenho, o miguel e o Valupi; a mesma luta

  19. Nem Sócrates nem os seus advogados, e nesta lista entra também Santos Silva, alguma vez disseram qual era o valor total dos empréstimos em causa. Isto, em si mesmo, é mais uma fonte de suspeição. Mas Sócrates, numa das suas entrevistas, referiu que já os tinha começado a pagar. Valor indicado para essa primeira tranche: 250 mil euros – http://www.jn.pt/nacional/interior/socrates-acusa-mp-de-selvajaria-e-defende-governo-de-costa-4932360.html

    A partir daqui, é sempre a somar, só que nem os próprios envolvidos parecem saber onde se vai parar. E, para as contas ficarem bem feitas, teremos de também somar o valor dado por Santos Silva pela casa da mãe de Sócrates, pois para a lógica da investigação essa compra é igualmente suspeita. Fora as ofertas do mesmo Santos Silva, matéria a que o Ministério Público e a indústria da calúnia chamaram um figo.

    Estes são os factos, mesmo que incompletos quanto à informação final, que permitem avaliar um ex-primeiro-ministro e ex-secretário-geral do PS que se deixa envolver desta maneira num processo judicial com consequências imensas que em muito o ultrapassam. E a razão pela qual o ultrapassam é essa mesma de ele não se representar apenas a si próprio nesta cegada, igualmente representa as instituições onde exerceu poder político e os cidadãos que votaram nele.

    Só para os fanáticos, e têm de ser especialmente doentes, é que Sócrates pode ser visto como um cidadão igual a qualquer outro sem o seu trajecto e responsabilidades políticas e estatais.

  20. Pensava que eram 800 mil, só consegui descobrir 250 mas dá para compor a prosa com “tranche” e “sempre a somar”.

    Depois de ver Obama encerrar o seu mandato na lama, só faltava ver o Valupi imitar a maneira de escrever insinuosa e romanceada do esgoto a céu aberto.
    O ano termina em tragédia.

  21. “Nem Sócrates nem os seus advogados, e nesta lista entra também Santos Silva, alguma vez disseram qual era o valor total dos empréstimos em causa. Isto, em si mesmo, é mais uma fonte de suspeição.”
    “A partir daqui, é sempre a somar, só que nem os próprios envolvidos parecem saber onde se vai parar.”
    ” E, para as contas ficarem bem feitas, teremos de também somar o valor dado por Santos Silva pela casa da mãe de Sócrates, pois para a lógica da investigação essa compra é igualmente suspeita.”
    “Fora as ofertas do mesmo Santos Silva,”
    “Estes são os factos, mesmo que incompletos quanto à informação final”
    “Só para os fanáticos, e têm de ser especialmente doentes, é que Sócrates pode ser visto como um cidadão igual a qualquer outro sem o seu trajecto e responsabilidades políticas e estatais.”

    Um verdadeiro rol de opiniões que o rosário & alexandre agradecem.
    Não, Socrates não foi nem é um cidadão igual a qualquer outro, Valupi. É por isso que não pode ser visto nem analisado do mesmo modo que qualquer cidadão comum e muito menos por gente do género do rosário & alexandre que são gente do género cavaco silva.
    Como diz o Jasmim, Sócrates é da estirpe visionária que se está nas tintas completamente para a eventual moralidade que venha a impressionar no futuro os agentes do moralismo dominante.
    É pelo erro de ver em Sócrates uma personalidade vulgar que os vulgares omitem o seu nome em tudo que seja um trabalho de êxito seu.
    Agora é o bom resultado do relatório PISA obra feita dada inteirinha aos ministros e omitido o governo que mais contribuiu para tal, apenas e só, para omitirem o nome de Sócrates.
    E o que se passa com o PISA passa-se relativamente ao Alqueva, Energias Renováveis, Mobilidade Eléctrica, Inovação, Ciência e Tecnologia, Parque Escolar (se houver um forte maremoto salvam -se as Escolas da Parque Escolar, disse há meses um técnico), o Novo Aeroporto (já na ordem do dia) e o TGV que um dia vamos pagar com língua de palmo.
    Quando é relatado um caso de êxito vindo de lá de fora e, portanto difícil de omitir (no seu tempo dos factos chamavam-lhe propaganda), falar do governo que construiu esse êxito porque implica falar no nome de Sócrates, é uma blasfémia devido à má consciência que tal gente tem de sua pequenez política e velhaca conduta nesse tempo.
    Mas as “responsabilidades políticas e estatais” de Sócrates, para Valupi, são apenas e só as que recaiem sobre a alçada dos julgamentos morais.
    E moralidade é como os sorvetes; cada um seu paladar.

  22. aeiou, faltou listares o José Neves que, por entre a sua incontinência, lá continua a bordejar durante as madrugadas o seu infindável naperon todo catita à moda dos anos 50… para deleite próprio, gosto por trabalhos manuais ou, o que é bastante provável, devido a receituário médico. Mas, sublinhado, que não serve para nada nem para mais ninguém.

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    1. Ponto da situação, neste momento. Sobre o José Sócrates pode dizer-se (é aqui que o Valupi está, mesmo que para isso tivesse de apagar dos diálogos cada vez mais fortuitos com os vizinhos todo o sofrimento provocado pelas tangas que ia postando durante alguns meses da sua pobre existência; mas fê-lo, finalmente, numa tomada de posição no Aspirina B exactamente antes do anúncio do “regresso do herói” para mais uma tournée evangélica à conta de um livrinho sobre o carisma ou o caraças pago a peso de ouro por um “amigo”, ouro depositado na conta de outro “amigo”, pois-pois, para ser entregue a um outro casal “amigo” ao que se diz frequentador da FDUL e, seguramente, sequioso por dinheirinho fresco):

    – Porque não te explicas tu, ó maldito, e aqueces o meu pobre coração que eu ainda tenho uma réstia de esperança em ti, e em nós!, já que andei para aqui anos seguidos (6, 8, 10 ou 11 anos?) de chapéu enfiado nos cornos a guiar o teu Mercedes ou o BMW oficial e, em vez do Porsche prometido ou de um carrinho eléctrico assim modernaço para transportar a prancha de surf, acabei sozinho a puxar uma carroça como se fosse um nómada pelas estradas deste país? E tudo por causa de ti, querido Primeiro Ministro, que eras quotidianamente espezinhado pelos mauzões da imprensa popular, à testa da qual estavam os gajos do Correio da Manhã conluiados com os bófias do Ministério Público (!), pelo PSD/CDS e pelos ignotos candidatos presidenciais e por tutti quanti até comprovadamente dar em maluquinho sem que tenha percebido, até hoje, como me fui enganar no lugar daquele parque de estacionamento como um ébrio ao fim da noite, como me equivoquei a aparelhar o dorso duma égua alheia ou que tivesse surfado a onda errada? E nem sequer sei por quem fui enganado, pázinho?
    («sem que de tal tivesse havido desmentido, explicação ou contextualização»)

    2. Ponto da situação, neste momento. Sobre o José Sócrates pode dizer-se (é aqui que estou, claro):

    – Vai trabalhar, malandro!

    3. Sobre o José Sócrates poder-se-á dizer, alhures (com todo o direito por quem na altura o entender fazer ou, objectivamente, se o dito for condenado: será o momento da verdade de um longo processo instruído pelo MP em que, perante uma acusação desejavelmente clara e bem fundamentada, o dito terá oportunidade de se defender em tribunal o melhor que souber e puder e, o que será de todo incompreensível dado o seu manifesto enfado em revelar a cor do dinheiro, se ali o quiser fazer finalmente):

    – Vai trabalhar, gatuno!

    Apontamentos, alguns. Que um ex-PM no espaço que mediou entre uma derrota eleitoral e o próximo ano de 2017, com o interlúdio que constituíram as suas idas e vindas de Paris, se tenha permitido, em grande parte por culpa própria, ser olhado assim miseravelmente pelos seus contemporâneos (um caso é pior que o outro e o outro é que é o pior é certo, mas os três são péssimos) demonstra uma resistência política frágil como o vidro, desfaçatez e uma inconsciência pueril de um tipo que quereria permanecer eternamente num jogo de ilusões, que insistia em enganar os demais (ou de os trair, na verdade) e, o que é mais importante, de confirmar levianamente sem disso se dar conta o pior do que sobre si foi sendo dito em voz alta durante bastante tempo. Isto tudo pesado, e por consequência, acabará por fixar José Sócrates na memória dos portugueses como alguém que, em dado momento e perante circunstâncias vá lá “anormais” (parecendo sem forças para lutar de igual para igual contra um imperdoável “erro” do sistema judicial e, ainda, sem um único ponto de fuga possível já que foi diariamente acossado durante a primeira fase em que permaneceu sob detenção, o que seguramente condoeu parte da opinião pública em seu favor, ou por culpa dos deuses ou de uma mortal conjugação astral ou, ainda, digamos que por vincada natureza clínica depois de ser libertado quando lhe deverão ser assacadas as responsabilidades por ter enjeitado todas oportunidades para se defender convincentemente), dizia eu, deixou a sua “performance” pública transitar num curto lapso temporal de um estado infanto-juvenil para chegar a lugar nenhum (ou a um estado de precoce senilidade intelectual, se quisermos). Ou seja, e juntem-se se forem necessárias algumas provas: não tendo aparentemente qualquer noção de que, a cada aparição no espaço público tratando-se de um pós-PM publicamente indiciado por evasão fiscal, branqueamento de capitais e corrupção dando-se ares de divertido no cumprimento estratégico de uma qualquer procissão sem norte, acabaria por se revelar, afinal, como sendo uma moeda “gasta” sem valor corrente a quem a história lhe reservará apenas, o que será inevitável, um tempo mais ou menos longo para agitar o que foi o seu mundo e recordar confusamente o passado durante a velhice.

    Os enfins são vários, e não o invejo.

  23. jose neves, quando relatas a obra que os Governos de Sócrates deixaram ou começaram ou continuaram, e teces elogios à mesma, estás a ir para uma dimensão dúplice: por um lado, essa faceta de Sócrates como político e governante nada tem a ver com o assunto na berlinda que o coloca, neste momento, como arguido sobre o qual recaem suspeitas gravíssimas; por outro lado, essa obra mesma, e o que ela representa para o País, para a comunidade e para o PS, permite constatar que Sócrates (no mínimo) arriscou conspurcar o sentido e prestígio desse passado por razões estritamente relacionadas com decisões irresponsáveis na âmbito da sua vida privada.

    Quem quiser ser intelectualmente honesto não pode negar o extraordinário mérito de Sócrates como político e governante. Tal como não pode negar, agora e sempre, os seus direitos face aos ataques judiciais e mediáticos que têm ocorrido desde 2004, pelo menos. E, depois, não pode negar que – e independentemente do desfecho judicial da Operação Marquês – há algo inaceitável do ponto de vista moral (da moral política e cívica) quando uma figura com tanta importância para a comunidade se deixa envolver numa situação onde as suspeitas de corrupção são legítimas do ponto de vista da abertura de uma investigação.

    Isto é simples. E bem melhor do que o teu fanatismo se a ideia for a de se respeitar a inteligência própria.

  24. “… quando uma figura com tanta importância para a comunidade se deixa envolver numa situação onde as suspeitas de corrupção são legítimas do ponto de vista da abertura de uma investigação.”

    até parece que foi o sócras que pediu para ser envolvido numa investigação que dura há 15 anos cujas suspeitas de corrupção foram provadas ilegítimas, caso zeferino boal, do ponto de vista da abertura de uma investigação. vendeu bem na altura e continua actual sem prazo para acabar, quando cair, tira-se mais uma certidão para abrir novo processo. o kafka nunca imaginou que a coisa pudesse ir tão longe e que houvesse público para tanto.

  25. alguém viu o cavacoise ser investigado ou acusado nos casos bpn ou bes? quem é que lhe pagou as campanhas eleitorais, “convenceu” a concorrer e lhe deu mais-valias impensáveis para os portugueses pagarem. pelos vistos aqui não se aplicam condutas morais e muito menos investigações judiciais.

  26. inaceitável e execrável do ponto de vista moral, sim, reles mesmo.
    coisa de bandido
    com certezas
    tantas
    de que nunca seria fodido
    ofendeu a integridade do estatuto de guardião do povo e da Cidade. ofendeu-me. Sócrates manchou-se até ao osso.

  27. ignatz, a Operação Marquês distingue-se de todos os outros casos em que o nome de Sócrates apareceu envolvido em suspeitas relacionadas com processos judiciais por uma razão que se veio a provar, pela boca do próprio Sócrates, ser à prova de estúpidos: há matéria, neste caso, para o constituir arguido (coisa que nunca tinha acontecido). Nos outros casos anteriores, eram só os seus inimigos, os pulhas e os ranhosos que o pretendiam ver nessa situação. Neste caso, será qualquer cidadão interessado em viver num Estado de direito onde um Ministério Público cumpra a missão que o Estado e o Soberano lhe confiam: investigar crimes e suspeitas de crimes.

    A tua alusão ao Cavaco não sei quê só diz de ti, não do assunto em discussão.

  28. “Não desvalorizo, longe disso, a dimensão estética da política nem a força que a presença física e a forma podem dar à palavra – escudo e espada do político* -. Mas o que torna excecionais estes momentos não é a forma como se diz; é o significado e a consequência do que é dito. O CARISMA DA FORMA É FUGAZ, O CARISMA DO CONTEÚDO É OUTRA COISA.”

    O Valupi deve ter lido bem esta proposição inserida no “O Dom Profano” pois diz-lhe directamente respeito.
    Como vê, já aqui Sócrates, reflectindo acerca da opinião do Valupi diz que não desvaloriza totalmente a dimensão da ‘forma’ nem da ‘estética’ na política mas que o excepcional está no conteúdo e suas consequências. Diz que a ‘forma’ é fugaz e que o ‘conteúdo’ é outra coisa, Depois cita Lutero, a quem reconhece que ninguém hoje lhe cita a forma como disse (ou como expôs as suas teses escritas na porta da catedral) mas sim o que disse e foi: “AQUI CHEGADO, NÃO POSSO FAZER DE OUTRA FORMA . QUE DEUS ME AJUDE.”
    Sócrates usa a palavra de Lutero como analogia do seu caso e sua situação actual. Tal como Lutero lutou pelas teses religiosas em que acreditava, independente da forma ou modo como as apresentou, também ele o fez e faz e chegado a certo ponto é uma inevitabilidade; não pode já voltar atrás ou a outra forma.
    A “forma”, o “modo”, o “tom” , o “jeito” e o “vender cabritos sem ter cabras” são questões estéticas e morais que os adverários mesquinhoe e vingativos usam e abusam sistematicamente para criar no pagode a tal cascada de “culpas” que levem pavlovamente ao pensamento fixo e falso do “ele pôs-se a Jeito” e depois ao “está-se mesmo a ver” para a condenação por “prova” indirecta; uma treta.
    O Valupi não entende quando digo que Sócrates não pode ser julgado, moral ou politicamente, como vulgar cidadão porque ele é uma personalidade que idealizou e transporta consigo uma utopia para o país e quis aplicá-la, prescindindo da moralidade beata ou do politicamente correcto. Sócrates é, desde cedo, uma personalidade histórica e não pode ser julgada comparativamente a gente medíocre e sem nível de nenhuma espécie como cavaco silva ou um seu clone como alexandre.
    A um portador de utopia o povo culto coetâneo chama-lhe louco e o mais rude e analfabeto chama-lhe maluco dos cornos por ser capaz de destruir a sua própria vida em prol do fim social bom em que acredita e luta em detrimento total do seu próprio bem-estar e da sua própria existência. Eu convivi três décadas com um homem assim que arriscou tudo para construir a sua pequena utopia pessoal.
    A luta que Sócrates travou pelo país e agora trava contra a injustiça que, até ao MP mete medo só pelo facto de não ter medo de nada que lhe aconteça, típico do homem portador de utopia, demonstra precisamente que é uma personalidade diferente e invulgar que se coaduma pouco com a sua actualidade e mais com o futuro, pouco com as leis escritas dos homens e mais com as leis universais inscritas na personalidade.

  29. este dr. valerico afirma que quando “há matéria” para o constituir arguido “há algo inaceitável do ponto de vista moral” .

    eu já li muita coisa e já disse muitos e tremendos disparates aqui neste aspirina, mas, foda-se, isto que o dr. valerico acaba de dizer acima é completamente aberrante do ponto de vista cívico.

    estariam abertas as mais tenebrosas portas de perseguição política se a constituição de arguido de um político fosse inaceitável moralmente.

    o que é MORALMENTE INACEITÀVEL é que um MP constitua “arguido uma figura com tanta importância para a comunidade” e que depois não consiga sequer deduzir uma acusação, quanto mais levá-lo a julgamento.

    é inacreditável que este valerico continue a dizer barbaridades e tremendas idiotices e mentiras neste blogue e não haja ninguém lhe chame o que eu lhe chamo, um mentiroso, hipócrita com uma agenda ideológica do mais merdoso e rasteiro nível que tenho visto,.

  30. enapa
    [O que é MORALMENTE INACEITÀVEL é que um MP constitua “arguido uma figura com tanta importância para a comunidade” e que depois não consiga sequer deduzir uma acusação, quanto mais levá-lo a julgamento].

    ENAPA
    … olha concordo contigo, e acrescento:

    E MAIS AINDA TENDO TIDO A SUPREMA OUSADIA DE O TER MANTIDO PRESO DURANTE QUASE UM ANO PARA O “INVESTIGAR” !

  31. “a Operação Marquês distingue-se de todos os outros casos em que o nome de Sócrates apareceu envolvido em suspeitas relacionadas com processos judiciais…”

    não distingue nada, no princípio chamava-se freeport, depois passou para face oculta, agora é operação marquês e há-de continuar com outro nome qualquer, se ninguém puser cobro a este regabofe. o problema sempre girou e gira à volta do tema “de onde é que vem o dinheiro”, como explicou o juiz dos cabritos, primeiro era o heron-castil, depois o mercedes, a seguir paris e entretanto como tudo somado não pagava as custas do processo, passaram para o cofres do bes e da ubs… bués de milhões, testas de ferro e a ferrugem está à vista, o processo encalhou e até o sucateiro, que poderia ficar com os salvados, foi preso por causa duma caixa de robalos.

    “… por uma razão que se veio a provar, pela boca do próprio Sócrates, ser à prova de estúpidos: há matéria, neste caso, para o constituir arguido (coisa que nunca tinha acontecido).”

    até agora só ficou provado que o ministério público deteve e prendeu ilegalmente, atropelou leis e abusou de poder, violou o segredo de justiça, mostrou incompetência e desnorte na investigação, exibiu ressabiamento persecutório nas entrevistas do juíz instrutor do processo e nada… nadinha do que andam há 15 anos a vasculhar da vida do suspeito serviu para sair dos suponhamos e efabulações, que fariam do calex herói nacional e repunham a honra da justiça.

    “Nos outros casos anteriores, eram só os seus inimigos, os pulhas e os ranhosos que o pretendiam ver nessa situação. Neste caso, será qualquer cidadão interessado em viver num Estado de direito onde um Ministério Público cumpra a missão que o Estado e o Soberano lhe confiam: investigar crimes e suspeitas de crimes.”

    não. os promotores e a finalidade é a mesma, mas marktungas fez progressos e aumentou os seguidores da novela, que um dia destes já ninguém liga, caso não refresquem o elenco e actualizem a “estória”. nota que essa coisa da culpabilidade moral, inventada por uns parvomediáticos do ps, não teve grande sucesso. deves ser dos poucos que ainda falam nisso.

    “A tua alusão ao Cavaco não sei quê só diz de ti, não do assunto em discussão.”

    claro que é abusivo. para falar do cavacoise é preciso nascer 20 x e o respeitando é muito bonito. só faltava dizerem que agora o senhor fazia o papel de zeferino e mudarem o nome do processo para “mãos no ar de busto”

  32. Giorgio, tens razão porque me esqueci do tipo mas isto só demonstra a nulidade intelectual da troupe circense para o que interessa discutir politicamente no caso em que se mistura a polícia e a política no qual foram apanhados os “amigos” de José Sócrates.

    Quanto ao resto, Valupi, o José Neves não idolatra nada. O tipo parece um velho marado, sem “estatuto” reconhecível, e que como tal não se importa de fazer figuras ridículas. Que o Sócrates nunca teve dinheiro, e muito menos uma «fortuna familiar», isso ficou claramente explicado em 2004 quando o José António Cerejo dissecou a alegada “fortuna” imobiliária da mãe no Público. Na altura, perguntou-se se a crueza daquela investigação jornalística tinha alguma importância para aquilo de que o José Sócrates era acusado (corrupção, nomeadamente). É certo que não tem directamente mas mostra a intoxicação a que os papalvos foram expostos. E o Aspirina B tem bastantes culpas no cartório, agora aguentem com eles e não te queixes.

    https://www.publico.pt/2014/12/04/sociedade/noticia/a-historia-de-uma-fortuna-que-nao-chegou-a-selo-1678337

    Mãe de Sócrates: a história de uma fortuna que não chegou a sê-lo

    Um dos mitos que José Sócrates não quis alimentar durante muitos anos foi o da suposta fortuna da mãe. Isso valeu-lhe tantas suspeitas quanto à origem da riqueza que ostentava, que no ano passado resolveu dar gás ao mito. Afirmou que ela nem sabia o que fazer com tantos prédios e andares que herdara. Nessa altura, porém, ela já tinha vendido quase tudo. E não era tanto quanto isso.

    JOSÉ ANTÓNIO CEREJO 4 de Dezembro de 2014, 6:53

    O apartamento de luxo em que morava desde 1998, no Heron Castilho, o prédio da Rua Braamcamp, em Lisboa, onde o filho residia até ser preso, tinha-o vendido um ano antes, em Setembro de 2012. A venda rendeu 600 mil euros e o comprador foi Carlos Santos Silva, o velho amigo de Sócrates igualmente detido pelos mesmos indícios de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais que levaram o ex-primeiro-ministro ao Estabelecimento Prisional de Évora.

    Mas Sócrates preferiu não o dizer ao Expresso. Disse apenas que a mãe “conseguiu vender dois andares em Queluz que estavam ocupados.” Omitiu foi que essa venda tinha sido feita há 24 anos, em 1990. E muito menos disse que, há três anos, logo após a sua derrota eleitoral nas legislativas de 2011, vendeu igualmente dois andares no Cacém.

    Também neste caso, o comprador foi Carlos Santos Silva, que resolveu pagar 100 mil euros por um deles, que estava e está devoluto, e 75 mil pelo outro, que está arrendado. Num prédio vizinho, também situado na Rua Dr. António José de Almeida, está actualmente à venda um andar igual, também sem inquilinos, pelo qual uma agência imobiliária está a pedir 64.500 euros. Moradores na mesma rua garantem, contudo, que este género de apartamentos, com cerca de 35 anos, se vende ali por valores entre os 40 mil e os 50 mil euros.

    A escritura do primeiro daqueles dois andares da mãe de Sócrates, Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, foi celebrada a 6 de Junho de 2011, no dia seguinte ao das eleições. A segunda foi assinada um mês depois, a 7 de Julho. Em ambos os casos, Maria Adelaide e Carlos Santos Silva, o comprador, foram representados pelo mesmo procurador: o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, igualmente arguido e indiciado pelos mesmos crimes que Sócrates e o amigo.

    De acordo com o que tem sido publicado por vários jornais, mas até agora sem confirmação documental, os 675 mil euros pagos por Santos Silva terão depois sido transferidos por Maria Adelaide, em pequenas parcelas, para a conta do seu único filho vivo e resultariam de vendas simuladas, destinadas a branquear a origem de parte do dinheiro que o ex-primeiro-ministro teria depositado em nome do amigo. Em todo o caso, e do ponto de vista teórico, as duas netas, ainda menores, deixadas por António José Pinto de Sousa, o irmão de Sócrates que faleceu aos 49 anos, no início de Agosto de 2011 (duas semanas depois da morte do pai de ambos), terão sido assim prejudicadas com estas aparentes doações da avó ao tio.

    Relativamente aos dois andares do Cacém, Sócrates disse à RTP, numa carta divulgada no princípio desta semana, que a mãe vendeu, com a ajuda do irmão, os dois apartamentos “por um preço total de 100 mil euros”. E acrescentou que se trata de “um preço justo que resultou de uma avaliação”. As escrituras celebradas no cartório da notária Isabel Catarina Portela Guimarães Neto Ferreira, na Av. Almirante Reis, em Lisboa, não deixam, porém dúvidas: a venda foi feita por um preço total de 175 mil euros.

    Mas estas vendas, a dos dois andares do Cacém e a do apartamento do Heron Castilho, foram apenas as últimas e quase derradeiras. Ao longo dos últimos 32 anos, o património que Maria Adelaide herdou, e que, afinal, não foi assim tão valioso quanto isso, foi sendo vendido, doado e até expropriado.

    Doze andares modestos
    No total, chegaram à sua posse — por herança directa do pai, pela dissolução de uma empresa de que ele era sócio, pela morte, sem filhos, de um dos três irmãos e ainda pelo divórcio — 12 apartamentos (em Setúbal, Queluz, Cacém, Cascais e Covilhã), uma arrecadação (Setúbal), um terço de uma casa em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, um sexto de mais três andares (em Queluz e Setúbal), um terreno rústico com 320 m2 (Covilhã), um sexto de um lote de terreno no Barreiro com 300 m2, três doze avos de dois lotes de terreno em Setúbal, um sexto de outro lote de terreno em Setúbal e um sexto de um armazém, também em Setúbal.

    Filha do primeiro casamento de Júlio César Araújo Monteiro, o homem que amealhou algum dinheiro no negócio do volfrâmio durante a Segunda Guerra Mundial, em Trás-os-Montes, e depois se dedicou à construção civil em Lisboa, Maria Adelaide só por um triz é que não perdeu uma boa parte da sua herança: a segunda mulher de Júlio César, mãe dos dois tios maternos de Sócrates, faleceu em 1981, cinco dias antes do marido.

    Nas partilhas feitas no ano seguinte intervieram Maria Adelaide e o seu irmão José Júlio, também filho do primeiro casamento do pai, e os irmãos Celestino Júlio e Júlio Eduardo, filhos de Júlio César e da sua segunda mulher, Maria Olímpia. A totalidade dos bens deixados consistia em andares e terrenos, cabendo um terço aos dois irmãos mais novos e um terço a Maria Adelaide e a José Júlio.

    Foi assim que, em 1982, a mãe de Sócrates herdou um dos andares do Cacém (Rua Dr. António José de Almeida), dois andares num prédio em Queluz (Rua Dr. António Correia de Sá, no Monte Abraão) e um pequeno apartamento (casa da porteira, com 35 m2) em Setúbal (Rua Ocidental do Mercado). Além disso, ficaram a pertencer-lhe um sexto de outro andar no mesmo prédio de Queluz, um sexto de mais um andar em Setúbal (noutro prédio da Rua Ocidental do Mercado) e ainda um sexto de outro andar em Setúbal (Praceta de Macau).

    Por último, couberam-lhe um sexto de um lote de terreno para construção com 453 m2 em Setúbal (Estrada de Algodeia), um sexto de um terreno com cerca de 17.438 m2 em Setúbal (na Escarpa de São Nicolau), um sexto de um pequeno armazém com 600 m2 em Setúbal (Estrada da Graça) e um sexto de um lote para construção com 300 m2 no concelho do Barreiro.

    Ainda em 1982, os quatro irmãos partilharam também a parte que lhes pertencia no património de uma empresa de construção civil, a Barros & Monteiro, de que Júlio César fora sócio desde 1945 e que foi então dissolvida. Dessa partilha ficaram para Maria Adelaide dois andares num subúrbio de Cascais (Rua Furriel João Vieira) e uma arrecadação autónoma na cave de um prédio de habitação de Setúbal (Rua Dr. Miguel de Sampaio e Melo).

    Doze anos depois, em 1994, na sequência do falecimento do irmão José Júlio, que morreu solteiro no Brasil, em 1988, Maria Adelaide herdou ainda dois andares no mesmo prédio da Rua Furriel João Vieira, em que já possuía dois, mais o pequeno rés-do-chão em que actualmente reside, no centro de Cascais (Rua Vasco da Gama), e um outro andar, a duzentos metros do anterior, na Rua Freitas Reis.

    Um período de dificuldades
    Depois de se ter divorciado, em 1979, ficando Sócrates a viver na Covilhã com o pai, Maria Adelaide passou um período de algumas dificuldades, primeiro no Pragal, Almada, e depois em Cascais, onde morava o irmão José Júlio. Da partilha que fez com o ex-marido, o arquitecto Fernando Pinto de Sousa, coube-lhe uma pequena casa em ruínas situada na Covilhã (Rua do Norte), junto à muralha da cidade, um sótão para habitação também na Covilhã (Rua Rui Faleiro), um terreno rústico com 300 m2 no mesmo concelho e um terço de uma casa de dois andares com quintal e pátio na sua terra natal, em Vilar de Maçada (Rua da Encruzilhada).

    Esta propriedade, aliás, só foi registada em seu nome, por usucapião, em 2002. Na escritura que serviu para justificar este registo, apesar de aquela parte da casa lhe ter sido adjudicada na partilha que fez com o ex-marido em 1979, Maria Adelaide declarou que a propriedade tinha sido por ela adquirida “por volta de 1980, já no estado de divorciada, por compra verbal” ao seu próprio pai.

    A avaliação dos bens assim herdados por Maria Adelaide é complexa, tanto mais que a maior parte deles já foi vendida há muitos anos a preços muito inferiores aos actuais. Em todo o caso, supondo-se que todos eles ainda estavam actualmente na sua posse, o seu valor total deveria situar-se algures entre um e dois milhões de euros.

    Quando recebeu a herança do pai, a mãe de Sócrates residia com o filho António José, então com 20 anos e uma vida muito complicada, e com a filha mais nova, Ana Maria, falecida em 1988. Logo em 1982, um mês depois da partilha, vendeu a sexta parte do rés-de-chão com que ficara em Queluz e onde, há muitos anos, funciona uma farmácia. Nesse mesmo ano vendeu também a sexta parte de um dos andares que herdara na Rua Ocidental do Mercado e a sexta parte da fracção da Praceta de Macau, ambas em Setúbal.

    Dois anos depois, em 1984, fez uma doação a José Sócrates de metade da casa com que ficara pelo divórcio na Covilhã, vendendo a outra metade, por 100 contos (500 euros) ao ex-marido. Em 1990, foi a vez de se desfazer dos dois andares do prédio de Queluz, andares que agora não chegam a valer 100 mil euros cada um. Entre 1997 e 1999, vendeu três dos apartamentos da Rua Furriel João Vieira, tendo doado ao filho António José, em 1997, o apartamento da Rua Freitas Reis, em Cascais.

    Alguns anos antes, com as receitas das vendas já efectuadas, comprou uma moradia em Cobre, nos arredores de Cascais, onde viveu até a vender, em 1998. Foi então, porque lhe tinha morrido o cão e se sentia muito só, conforme José Sócrates disse no ano passado ao Expresso, que decidiu comprar, em Maio desse ano, um apartamento no Heron Castilho, onde já vivia o filho, por 44.923 contos (cerca de 225 mil euros).

    Em 1998, quatro meses antes de comprar a fracção do Heron Castilho, fez, com os três irmãos vivos, aquele que terá sido o mais proveitoso dos negócios que envolveram a sua herança (ver texto à parte). Chegou a acordo com o Estado para que este expropriasse o armazém da Estrada da Graça e os 17.438 m2 da Escarpa de São Nicolau (Setúbal) pelo valor total de 298.060 contos (perto de 1,5 milhões de euros), cabendo-lhe a ela uma sexta parte, ou seja, 49.676 contos (cerca de 249 mil euros).

    Mais tarde, em 2001, vendeu aos irmãos a sexta parte do lote de terreno da Estrada de Algodeia, em Setúbal, e em 2003 vendeu o sótão da Rua Rui Faleiro, na Covilhã. Nos oito anos seguintes, nos quais se incluem os seis em que Sócrates chefiou o Governo, os registos públicos não dão nota de qualquer venda feita por Maria Adelaide.

    Já em Junho e Julho de 2011, como já se disse, vendeu os dois andares que lhe restavam no Cacém. No ano seguinte, vendeu o apartamento do Heron Castilho e foi para o pequeno rés-do-chão da Rua Vasco da Gama, em Cascais, que herdara por morte do irmão José Júlio.

    Presentemente, para lá deste apartamento, Maria Adelaide tem em nome dela um terço da casa de Vilar de Maçada, a arrecadação da Rua Dr. Miguel de Sampaio e Melo, em Setúbal.

    Por dificuldades de identificação das propriedades nos respectivos registos, o PÚBLICO ainda não conseguiu esclarecer se a habitação da porteira de um dos prédios da Rua Ocidental do Mercado, em Setúbal, o lote para construção do Barreiro e a parcela rústica da Covilhã ainda lhe pertencem.

  33. Certo, aeiou. Agora faz a mesma investigação sobre a evolução do património de qualquer outro político, “jornalista”, comentarista de televisão, ou opinador, que o persegue.

  34. eheheheh… vão conferir as declarações de património de todos os primeiros ministros anteriores e posteriores e vejam quem declarou mais. de seguida metam o moralismo bacoco pelo cu acima.

  35. No fundo, essa é a mesma lógica do que escreveu disparatadamente o José Neves não se importando de ostentar umas senhoras palas porque, pura e simplesmente, se nega a ver a realidade. Que não leia os jornais “da burguesia” como antes se dizia, se quiser, está à vontade mas que use a liberdade de se expressar com inteligência ainda que se comporte como um self made man tardio das Novas Oportunidades (nada contra, mas que acumule sabedoria e que esteja “desperto” para os vários estímulos que lhe vão chegando). Sobre o que dizes, e se quiseres “elogios” desses, vais encontrá-los no Armando Vara que veio de Vilarelho, no Duarte Lima, nos espertalhões Oliveira Costa-Isaltino-Dias Loureiro ou nos empresários cavaquistas, no Joe Berardo e no Jorge Coelho etc., atingindo o seu apogeu tutelar na figura de Cavaco Silva que é filho de um gasolineiro. Nada contra, mais uma vez, mas depois de ver em acção nego-me a elogiar social e politicamente qualquer um deles. Se o faço assim, porque é que os podres de José Sócrates hão-de ser diferentes?

    «E é assim que, aos que chegaram ao poder com uma mão atrás e outra à frente e passados uns anos cantam de galo com o cofre cheio ninguém questiona mas a algum, como Sócrates, que chegou à política sendo rico de origem familiar mas depois sai da política sem tostão, sem pensão que retirou a si mesmo, e se vê na situação de ter de pedir dinheiro a um amigo, esse sim é perseguido anos e anos, preso, e destruído pessoal e politicamente sem que seja deduzida uma prova de culpa ao fim de dez anos de perseguição por vingança.»

  36. «Quem quiser ser intelectualmente honesto não pode negar o extraordinário mérito de Sócrates como político e governante. Tal como não pode negar, agora e sempre, os seus direitos face aos ataques judiciais e mediáticos que têm ocorrido desde 2004, pelo menos.»

    Pode explicar no que consistiu esse “extraordinário mérito”, Valupi? Referir-te-ás a algo mensurável, presumo? Ou dizes que antes eram as trevas, o silêncio e o nada e depois da acção da mão divina de José Sócrates foram abertas as portas para o paraíso? Antes era o dilúvio e depois veio a bonança e a felicidade para todos os portugueses (lembro-me que o PS foi penalizado nas eleições de 2011, ou não foi assim?). Ou é o período entre 2005 e 2008, o ano da maldita crise internacional? Ou deveremos ser-lhe eternamente devedores de outrora, e passar uma esponja sobre estas chatices de agora? Ou aconteceu exactamente o contrário na violenta retórica da PàF e dos tipos da Troika, e que agora vai sendo recacheutada? Ou afinal foi apenas no primeiro governo do PS, o de maioria absoluta que chegou a deslumbrar Cavaco Silva? Nos sectores á e bê ou á a zê, em alguns ministérios, no MNE, com os PALOP e a CPLP ou na “performance” com a EU do porreiro pá? No comportamento exemplar daquela maioria parlamentar, diferente de tudo o que o PS fez antes ou que jamais fará algum dia? Onde exactamente se revelou essa «estirpe visionária» como profetiza alguém no Aspirina B, podes explicar aos terráqueos?

  37. José Neves, espremidinho o serviço público para ti é esta miséria.

    «E o que se passa com o PISA passa-se relativamente ao Alqueva, Energias Renováveis, Mobilidade Eléctrica, Inovação, Ciência e Tecnologia, Parque Escolar (se houver um forte maremoto salvam-se as Escolas da Parque Escolar, disse há meses um técnico), o Novo Aeroporto (já na ordem do dia) e o TGV que um dia vamos pagar com língua de palmo», certo? Ora, do Alqueva eu lembro-me e é coisa do tempo do António Guterres (que coincide com a histórica vitória do PS do PS nas autárquicas de Beja e de Évora, e não por acaso), as áreas do ministro Mariano Gago também vêm de lá e só um desmemoriado pode dizer isto. E o Sócrates, afinal, não foi ministro nessa época? E nada fez? Ai essa cabeça que já não é o que era, José Neves, dito e lido assim e, depois de descascado o teu panegírico sobra a respeitável professora Maria de Lurdes Rodrigues, parece que só sobram obras e estudos (obras interrompidas e o emblemático projecto “faraónico” do TGV, segundo os tipos do PSD/CDS que vieram a seguir).

    É apoucar injustamente o período pós-2005 extraordinário segundo diz o Valupi, reconheçamos.

  38. Giorgio, a antiga grandiloquência dos posts do Valupi, o José Neves e a troupe do Aspirina B desapareceram de mansinho (a partenaire Penélope, o Lucas Galuxo, jpferra, Camacho, a ofegante Jasmim ou o cábula JRodrigues): hoje não há ninguém que queira saber do legado do ex-PM José Sócrates, o que é na verdade uma tristeza. Maremotos, terramotos e uma vaga ideia sobre o aeroporto na Ota para quase rimar, eis o que sobra. Desconfio que alguns não se querem dar ao trabalho (e alguns é melhor permanecerem em silêncio porque nem saberão do que falam)…

  39. “hoje não há ninguém que queira saber do legado do ex-PM José Sócrates”

    Tanto faz que alguém queira saber como não. O seu legado está na pedra, nos números e na consciência de qualquer pessoa de boa fé que olhe para o país nos últimos 20 anos. Só quem viu atingidos os seus interesses instalados ou teve alguma comissão na venda dos activos nacionais mais valiosos ao preço da uva mijona, pelos que se aproveitaram da maior crise financeira global das últimas gerações, não o reconhecerá. Mas é verdade que falta uma documentação bem sistematizada da acção dos seus governos. É um trabalho oportuno.

  40. Mas podes começar tu, e que a troupe não se fique pela grandiloquência sobre o “extraordinário mérito” do Valupi ou sobre a «estirpe visionária» seja lá o que isso for em democracia. Agora já há algum distanciamento para o fazer, por sectores por exemplo., porque, se não perceberam, quando o Giorgio falou em panegíricos esses são discursos para pessoas mortas… E são panegíricos factualmente fracos, mas elucidativos. Ou são elucidativos por isso mesmo, já não sei.

  41. foda-se mais um puto dum cromo… ainda por cima básico. Já é a 2ª vez que invocas o meu nome em vão, portanto pára com as heresias, ou vais parar ao inferno.

    Quando vejo o teu nick lembro-me sempre da musica da bimba:

    Sabes que começa no A, a a a
    a seguir vem o E, e e e
    inteligente é com um I, i i i
    o U depois do O, faz o aeiou ehhhhhhh

  42. aeiou,

    A demagogia da tua prosa e a vacuidade dos teus argumentos, equivalem-se em má-fé. Fazes parte duma vasta trupe que se esforça para tentar fazer passar a ideia de que a defesa do Estado de Direito, nomeadamente dos direitos , liberdades e garantias dos cidadãos, é uma cortina de fumo dos “fanáticos ” de Sócrates para defenderem o seu rei em xeque. O neurónio que usas já deve ter percebido que possa haver quem apenas se apoie neste caso, pela sua notoriedade, para questionar o funcionamento das policias e da justiça, e desafiar a politica a corrigir-lhes a rota. Mas não te convêm reconhece-lo, pois isso poderia por em causa as agendas que serves.

    Coisa distinta se passa com Valupi, que padece de evidente síndroma de dor-de-corno. O ídolo traiu-lhe as expectativas e ele não se conforma. De tal modo que nem consegue aperceber-se da duplicidade em que se coloca quando apoia quem se insurge pelo recurso à prova indirecta e às cascatas de deduções , enquanto se socorre delas para julgar com base numa racionalidade moral só sua, mas que tenta fazer passar como transcendente e imperativa .

  43. (demagogia + vacuidade) = má-fé (vou estudar esta fórmula matemática e depois apresentarei as conclusões, se possível).

    JRodrigues sobre o que te dói: é verdade que linkei uma notícia sobre mais um “amigo” de José Sócrates apanhado pelas polícias chamado Lalanda de Castro, tratando-se de um ilustre membro da “Máfia dos Vampiros” no suave dizer dos brasileiros, e que era o seu único-patrão através da Octapharma antes da prisão de Évora (como não sou adepto da UGT percebe-se que não me refira a um “amigo-patrão”, mas antes usarei a expressão vulgarizada nos PALOP sobre o “camarada-patrão”…), e assim te direi que, lamentando embora, mas não me referi ao assunto que provocam as tuas dores e sintomas de obsessão por aqui. E, por conseguinte, não o tendo feito também não me me referi nunca nesse contexto ao “seu rei em xeque”, mas sim ao facto de os panegíricos que vá-se lá saber porquê a troupe do Aspirina B resolveu dedicar ao pós-PM me pareceram que eram assim enxertados… sem rei nem roque.

    A arte intelectual de desconstruir será aparentemente mais fácil, mas serve par mostrar as fraquezas alheias.

    Sobre a vida amorosa e quiçá politicamente aventurosa do Valupi, nada direi.

  44. jpferra, se os teus encarregados de educação me estiverem a ler digo-lhes que o confuso aeiuo que cantas no infantário (repito: aeiuo!) é preocupante. Se alguém souber que diga se entrarias nas Novas Oportunidades, eu fiz a minha parte.

  45. Ah, e sobre a cantinela infantil esqueceste-te de prosar?

    Não leves a mal, mas poderia arranjar-se uma entidade colectiva
    (o presidente da Associação de Pais lá da minha zona tem quase 70 anos,
    que nem sei se é pai de akguém, mantém-se no posto porque vai apadrinhando novas fornadas…
    não sei se estaria disposto mas poderias tentar,
    se quiseres).

  46. aeiou,

    Lá em cima mimaste-me de “cábula”, mas de tua criação não juntas duas seguidas. Segues as mesmíssimas deixas de muitos outros: se o Castro tem negócios escuros e alguém fez negócio com ele, logo…. E segue a procissão ! Giro era o Pai Natal por-te no sapatinho uma difamaçãozinha qualquer baseada em provas indirectas e cascatatas de deduções. Gostava de ver se depois mantinhas a pose de virgem ofendida.

  47. Ah, onde está no que eu disse algo que sustente o que dizes que eu disse sobre se “segues as mesmíssimas deixas de muitos outros»? Consegues ler os espaços em branco deixados assim por um criador, o que é uma qualidade pictórica (detectivesca, na verdade) digna apenas dos mais ilustres historiadores de Arte? Obrigado pela distinção, mas eu apenas linkei algo sobre o tal Lalanda de Castro…. Quanto ao resto, e sobre o que disse há pouco é factual: que era o “camarada-patrão” de José Sócrates. A isto poderei agora acrescentar que o tipo que foi verdadeiramente apanhado tem o nome de baptismo de Luís Cunha Ribeiro. Se quisesse fazer uma associação “das tuas” diria que o tipo viveu à borla num andar jeitosinho de um “amigo” localizado Heron Castilho ali para os lados da rua Braamcamp ( o tal de que aqui há uns tempos se falou). Mais: diria que este é um “amigo do amigo” ou do “camarada-patrão” e que, se tivesse seguido aquilo que constituem as tuas dores e os sintomas dessa obsessão que revelas, chegaria facilmente ao ex-PM. Vê os jornais da burguesia, por exemplo o Sol que foi o que o Google me devolveu, porque traz novidades que não conseguirei jamais alcançar. Já para ti o assunto está por natureza arrumado, aquilo é mais uma difamaçãozinha em versão 204000.0 e que, literalmente, descobres coisas que ninguém consegue.

    «Em 2004, já em Lisboa, Cunha Ribeiro muda-se para um apartamento no edifício Heron Castilo, o prédio onde José Sócrates e a mãe adquiriram casa em 1998. O apartamento em causa era propriedade da empresa Convida, de Lalanda de Castro. O aluguer deste apartamento ao amigo foi em 2013 objeto de uma queixa da atual bastonária dos enfermeiros, Ana Rita Cavaco, ao DIAP de Lisboa, por considerar incompatível o presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo – entidade com responsabilidades também nos concursos para aquisição de medicamentos – viver numa casa com ligações a uma farmacêutica. Cunha Ribeiro viria a deixar a casa pela mesma altura em que Lalanda e Castro foi constituído arguido na operação Marquês.

    Ana Rita Cavaco foi na altura alvo de um processo disciplinar por questionar as despesas do conselho diretivo da ARS de Lisboa e Vale do Tejo num período de cortes no SNS. A bastonária chegou a fazer as críticas em reuniões do PSD, enquanto conselheira nacional do partido, mas Macedo manteve a confiança no gestor.

    Foram várias as polémicas» blá-blá.

    http://sol.sapo.pt/artigo/538401/mafia-do-sangue-mp-investiga-contratos-de-137-milhoes-entre-sns-e-octapharma

  48. ” A bastonária chegou a fazer as críticas em reuniões do PSD, enquanto conselheira nacional do partido, mas Macedo manteve a confiança no gestor.”

    a bastonária dos enfermeiros acumula com conselheira nacional do psd e o ministro do psd cagou nas balelas da miss cavaco. esta moça tamém denúnciou a prática da eutanásia nos hospitais portugueses e depois veio desmentir o que tinha dito porque estava a embrulhar a malta do partido. dá para perceber onde vai parar a operação o- e quais os objectivos da investigação.

  49. JRodrigues e restante troupe do Aspirina B, reparem eu não disse, não digo e não direi nada.

    https://www.publico.pt/2016/12/14/sociedade/noticia/lalanda-o-homem-que-esta-em-todas-1754725

    https://www.publico.pt/2016/12/15/sociedade/noticia/lalanda-de-castro-detido-na-alemanha-1754894

    Paulo Lalanda e Castro, presidente demissionário da Octapharma, foi detido na noite desta quarta-feira na Alemanha onde se encontrava em trabalho, confirmou ao PÚBLICO fonte da Polícia Judiciária.

    Em comunicado, a Polícia Judiciária informa que procedeu, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, e em colaboração com as autoridades germânicas, à detenção “de um ex-administrador de uma empresa farmacêutica”.

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