Será desta que vamos acabar com a asfixia democrática?

O tema da “asfixia democrática” – lançado por Paulo Rangel no discurso do 25 de Abril de 2007 na Assembleia da República e tendo usado originalmente a expressão “claustrofobia democrática” para se referir à nomeação de Pina Moura para a Prisa, esse tal perigoso socrático que viria a dar a TVI ao casal Moniz para lançarem desde o Verão de 2008 um festim de calúnias a partir do Freeport até às eleições legislativas de 2009 – teve um sucesso que se prolonga pelos nossos dias. Para isso muito contribuiu o apelo de supina beleza poética, a real embriaguez mística, de imaginar que no país do grupo Renascença, do grupo Impresa, do grupo Cofina, da Newshold, da Media Capital e da Sonae, a que se veio juntar o Observador, os meios de comunicação e os jornalistas estavam (ou poderiam ficar) controlados, dominados, asfixiados por um grupo de socialistas fechados em S. Bento ou escondidos numa cave do Rato. Foi neste estado alterado de consciência que o Rangel foi para Estrasburgo berrar no Parlamento Europeu que Portugal deixara de ser um Estado de direito porque o Mário Crespo tinha visto um texto seu ser recusado pelo editor do JN. Um texto calunioso e odiento, recusado por uma entidade privada. Culpado? Sócrates, garantiu ao tempo esse paradigma da honestidade intelectual que vem de fazer uma campanha para as Europeias inspirada na sua vocação mais querida, a qual teve os lindos resultados que se conhecem. Pacheco Pereira viria a superar Rangel na campo da exploração política e comercial da “asfixia democrática”, tendo acabado fechado numa saleta da Assembleia da República a chafurdar na privacidade de um concidadão que odiava.

Agora, a Cofina vai comprar a TVI. E os cidadãos preocupados perguntam se chegará para começar a romper a asfixia, a deixar entrar o puro ar da liberdade como só a indústria da calúnia consegue fornecer. Não será melhor entregar também a RTP a alguém sério e isento, como o José Rodrigues dos Santos ou o Adelino Faria, ou mesmo o casal Moniz que conhece de ginjeira a casa, ou pedir à Cofina se faz a gentileza, o esforço, de pôr a estação pública na ordem, desinfestando-a dos perigosos socráticos, essa peste rosa?

É que já chega de asfixia democrática, fosga-se. Um gajo abre o Diário da República e está sempre a levar com os socialistas aqui e ali, por causa disto e daquilo. Que sufoco.

7 thoughts on “Será desta que vamos acabar com a asfixia democrática?”

  1. Ah, mas a suprema atenção da Ad’C não embarca nesse atropelo ao mercado. Não foi assim no caso da Altice, e da sua voragem comunicacional?!

  2. Será que a Cofina já pôs em ordem as suas contas com o Fisco e a S.Social?
    Há tempos atrás falava-se de cerca de 12 milhões de euros em dívida ou terá
    sido feito algum acordo manhoso para débito ser pago em suaves prestações
    até para lá das calendas???

  3. lá que a democracia representativa nos está asfixiar , está. mas ainda não ouvi dizer nada sobre a mudança para a d. directa ou outro sistema menos caro e mais eficaz. deve ser boato, isso de acabar com a asfixia democrática -:)

  4. Um dos maiores embustes da democracia portuguesa, só comparável ao da bancarrota!!!
    Quem se pode queixar de asfixia democrática é a esquerda, pois a direita controla toda comunicação social. Até a RTP, como a RDP, está infestada de reaccionários de merda!!!

  5. Estamos todos a respirar, mas também curiosos. Sócrates diz a verdade quando afirma que não interferiu na suspensão do programa da MMG, Valupi?

  6. Eremita, misteriosos são os caminhos do senhor. No caso, o senhor és tu, que vens para este pardieiro convencido de estares a entrar no escritório de um advogado de Sócrates. Será do vinho? Será do “spleen” estival? Será que és completamente chanfrado da corneta?

    Ora, não faço ideia se Sócrates interferiu na suspensão do programa dessa heróica jornalista. Não faço sequer ideia de como tal pudesse ser provado posto que nunca ninguém disso apresentou a milionésima parte de um indício em público. Sei é que não perderia o meu rico tempo com o assunto caso me oferecessem essa urgente missão de tal perfídia apurar.

    Em contrapartida, tenho uma pergunta para ti, supostamente um investigador científico e notavelmente personalidade que escreve a espaços em meios de comunicação reputadíssimos , como o Observador e o Público (mas não só, mas não só, calma). Que é esta: admitindo que Sócrates provocou a suspensão desse belo espaço de jornalismo do bom, o que implica admitir que tinha o poder para tal (estás a acompanhar a complexidade do argumento ou preferes que faça um desenho?), por que razão, então, portanto, resolveu esperar pelo fim do ano eleitoral de 2009 para o fazer?

    Não sei se captaste a lógica da questão, mas leva o teu tempo.

  7. ” por que razão, então, portanto, resolveu esperar pelo fim do ano eleitoral de 2009 para o fazer?”

    diria mais, porque razão os mesmos o acusam de tentar vender a tvi ao marido da gaja. se calhar era para o zéduardo pagar uma baita indemnização à mulher.

    *investigadores associados do ministério público e correio da manhã

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