Septimana horribilis

João Araújo teve uma semana desgraçada, tanto para a defesa do seu cliente Sócrates como para a sua imagem de advogado competente e digno. Por um lado, viu dois tribunais, e seus colectivos de juízes, concordarem com Rosário Teixeira e Carlos Alexandre quanto ao essencial do processo. Por outro lado, a forma como se apresentou aparentemente descontrolado e indubitavelmente violento nas declarações aos jornalistas leva a acreditar no teor da sua primeira chalaça ao chegar ao Campus de Justiça, tinha Sócrates sido detido na noite anterior, quando se descreveu como “advogado estagiário”.

No ataque à jornalista do CM, acreditando piamente que possa ter sido um acto involuntário, saiu-lhe um insulto que é um clássico da misoginia. Conseguiu fazer da Tânia Laranjo (um nome que é um destino) uma vítima a merecer a solidariedade de toda a classe jornalística, a qual foi igualmente atacada com a mesma fúria, e ainda conseguiu despertar um sentimento de asco na grande maioria, talvez totalidade, das mulheres que tomaram conhecimento da cena. Que ganhou com esse número? Nada de nadinha de nada, é só prejuízo, para si e para Sócrates.

Todavia, o mais grave no seu comportamento irracional estava guardado para Évora nesse mesmo dia. Foi à saída do Estabelecimento Prisional que se lembrou de disparar contra Costa Andrade. De facto, havia por onde pegar no plano de argumentação jurídica, mas o nosso Araújo resolveu – e aqui aparentemente de cabeça fria – espalhar suspeições difamatórias, sugerindo que existiria alguma coisa errada relativamente a supostas viagens de avião do Professor de Coimbra. Ora, havendo ou deixando de haver, ao recorrer à pulhice obriga a que tudo e mais alguma coisa que tenha dito e feito até agora seja reavaliado a outra luz. Pela simples razão de ser inadmissível atentar contra o bom nome de terceiros, para mais enquanto advogado e, por cúmulo, andando a denunciar aqueles que fazem o mesmo contra um cliente seu. De resto, que se pretendia atingir com esse assunto? É incompreensível. O episódio fica especialmente absurdo dado ser provável que Sócrates nunca tenha lançado qualquer suspeição nem difamação enquanto teve responsabilidades políticas ou depois. Seguramente, nenhuma deste calibre chunga da referência às viagens. Donde, esta cagada faz parte de alguma estratégia ou será a prova de não haver estratégia alguma?

Finalmente, Araújo e Delille anunciaram em modo de farronca que vão tentar derrotar a Justiça portuguesa por atacado, procurando impugnar as decisões do Supremo e da Relação, embora sem revelarem onde nem como. Com isso, terão levado a plateia para onde falam a ficar quase vazia, pois a percepção no espaço público da culpabilidade de Sócrates nunca esteve tão alta; e aumenta a cada novo dado que a acusação lança sobre as trocas e baldrocas de dinheiros entre Santos Silva e Sócrates.

Foi uma semana de perdas sucessivas, e perdas graves, para a causa da inocência de Sócrates. Contudo, não serei um daqueles que irá desistir de estar na plateia a dar atenção à sua defesa. Continuo a pensar exactamente o mesmo que pensava a 24 de Novembro de 2014 e dias, semanas e meses seguintes. E o mesmo que pensei em todos os casos, desde 2005, em que Sócrates foi alvo de campanhas negras, investigações e ódio colectivo. O que penso é simples, e é belo: o Estado de direito, mais do que nos proteger uns dos outros, serve para nos proteger de nós próprios.

188 thoughts on “Septimana horribilis”

  1. Os advogados do Ex Primeiro Ministro de Portugal, influenciados, ou não, pelo Narcisico e doentio EGO do seu constituinte, disparam em todas as direcções. A doutrina do partido socialista, quando algum dos seus é confrontado com situações pouco claras, procura chutar para o lado, criando uma narrativa que, em geral, assenta na teoria a que costumam dar o nome de cabala. O pai desta doutrina é nem mais nem menos do que o “VERDADEIRO DONO DISTO TUDO,” o advogado Proença de Carvalho, advogado, desde sempre, de sua Exa. o Ex. PM. A doutrina sempre deu resultados positivos, desde que o Sr. Pinto de Sousa começou a andar nas bocas do mundo, por situações pouco claras, no que à sua conduta diz respeito. Houve o Caso COVA DA BEIRA, em que Pinto de Sousa é notícia por indícios de ter metido ao bolso uma maquia avultada. Tudo foi abafado e de concreto nada veio à luz do pagode, que pagou a factura. Depois assistimos à novela do FREEPORT, em que os indícios de sua Exa. ter metido ao bolso avultadas quantias, levou o caminho processo anterior. Sua Exa. quiz ser Engenheiro e arranjou uma licenciatura ao Domingo e por fax. Como houve jornais atrevidos e um tal Sr. engº Verde, disposto a por tudo em pratos limpos, a Universidade foi mandada encerrar, para que quaisquer provas que pusessem a nu a desfaçatez do agora supostamente Engenheiro, pudessem ser inutilizadas. O agora Engenheiro de aviário. não ficou por aqui e em breve se vê envolvido em novo processo, chamado FACE OCULTA, que acaba em nada, porquanto o Procurador Geral da República, auxiliado pelo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, fizeram o favor de mandar destruir as provas contra sua Exa. O seu advogado de sempre, Proença de Carvalho, figura sinistra, comandava o DCIAP, onde pontificava uma estrela televisa, de seu nome Cândida. A necessidade de uma vida de fausto, obrigavam a que houvesse uma fonte permanente de entrada de fundos. Para isso criou-se a Parque Escolar, para fazer Escolas por ajuste directo, fizeram-se inúmeros estudos para a Construção de um novo Aeroporto em Lisboa, Fizeram-se inúmeros estudos que conduziram à decisão da avançar com o famoso TGV. Autoestradas, foram adjudicadas, em regime de PPP e sempre aos mesmos, por todos os cantos do país, que hoje estão às moscas…Sua Exa. tornou-se vendedor de um computador, o Magalhães que fez chegar a todo Mundo mas com destaque para a Venezuela. Na maioria destas situações, toda a gente, de má fé, dizia à boca pequena, que o agora Engenheiro abichava uma comissãozinha, para acomodar em OFFSHORES QUE SUA MÃE E FAMILIARES, detinham em paraísos fiscais. O agora Engº tantas fez que acaba por conduzir o país à bancarrota. É corrido da governação e deixa o país hipotecado aos credores, que entretanto vieram em nosso auxilio, já sobre a batuta de outra gente. Ao abandonar as lides governamentais, desgostou-se do título de Engenheiro de aviário e rumou a Paris, para se tornar filósofo, fazendo jus ao seu nome. Andou por lá durante dois anos, mantendo e incrementando o seu género de vida de FAUSTO, situação que suscitava incredibilidade e que terá motivado pesquisas, sobre a fonte de tantos rendimentos disponíveis. O Sr. Pinto Monteiro e o Sr. Noronha do Nascimento, os seus protectores tinham entretanto abandonado os seus postos, que sempre lhe permitiram a impunidade para todas as arbitrariedades que, hoje se percebe, de há muito vinham sendo cometidas. O Estudante de filosofia começa a ser investigado e hoje está preso por indícios de corrupção, e fraude fiscal.
    O Seu Patrono Proença de carvalho, atribui ao Juiz que o mandou prender o epíteto de JUIZ DE TABLÓIDE. Os advogados que o defendem têm vindo de derrota em derrota, a tentar tirá-lo da cela 44 da prisão de Évora. Hoje, para estes advogados, que já são confrontados com decisões de Juízes da Relação e do Supremo, estrabuxam por todo o lado. O PROENÇA deve continuar a achar que toda esta gente, julga, não com base nas leis da Republica, mas porque querem também juntar-se a Carlos Alexandre nos Tablóides da praça. A RECOMENDAÇÃO DE PROENÇA VAI NO SENTIDO DA IMPUGNAÇÃO DE TODAS AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS….Araújo e Delile, vão cumprir. O que é preciso é que o assunto não morra. O que é preciso é que os amigos do Sr. Pinto de Sousa continuem a fazer romaria a Évora, para manifestar a sua solidariedade. O que é preciso é que se vá passando a mensagem de que a prisão é por motivos políticos. A NARRATIVA DA CABALA, OS HINOS AO HIRÓI, TUDO PARA ALIMENTAR A IDEIA DE QUE UM CORRUPTO ESTÁ PRESO POR MOTIVOS POLITICOS

  2. O Estado de direito não é um jogo de tabuleiro ou uma paciência em que jogamos contra nós próprios – é um campo de batalha. Os seus inimigos sabem-no. E os seus defensores não deviam esquecê-lo.
    A praia é já ali, Valupi.
    __________
    OS EUNUCOS
    (José Afonso)

    Os eunucos devoram-se a si mesmos
    Não mudam de uniforme, são venais
    E quando os mais são feitos em torresmos
    Defendem os tiranos contra os pais

    Em tudo são verdugos mais ou menos
    No jardim dos haréns os principais
    E quando os mais são feitos em torresmos
    Não matam os tiranos pedem mais

    Suportam toda a dor na calmaria
    Da olímpica visão dos samurais
    Havia um dono a mais na satrapia
    Mas foi lançado à cova dos chacais

    Em vénias malabares à luz do dia
    Lambuzam da saliva os maiorais
    E quando os mais são feitos em fatias
    Não matam os tiranos pedem mais.

  3. Quando soube que a Laranjo e o correio da manha vão processar o João Araújo, lembrei-me, vá-se lá saber porquê, da história daquele rei que tinha a mania de passear em pelota pelas ruas do reino. Rezam as crónicas que também ele pôs um processo a um jovem súbdito que um dia se atreveu a verbalizar a evidência. “O rei vai nu”, exclamou o rapazinho, vejam lá o atrevimento.

    Quanto à alegada “misoginia”, pensas que se em vez da Tânia fosse o Dâmaso o desabafo era diferente? E se não fosse chamavas-lhe misogiquê? Há alturas em que aproveitarias bem melhor o tempo se o ocupasses a dar banho ao cão.

    Dito isto, não há dúvida de que o cientificamente rigoroso desabafo de João Araújo poderia ser, num país normal, um erro que redundaria em prejuízo do seu cliente. O que não acredito é que o Sócrates se preocupe minimamente com isso, juraria até que o gozo que lhe deu compensa o prejuízo que poderia ter. E digo “poderia” porquê? Porque qualquer indígena com mais de dois neurónios já percebeu que, estando esta coisa em que nos tornámos a anos-luz de um país normal, o homem tem o destino traçado: está preso sem provas, instâncias atrás de instâncias judiciais validam (branqueiam) a prisão com divagações alarves em concursos de gongorismo bacoco, daqui a talvez um ano será finalmente acusado com base nas mesmas não-provas embrulhadas em mais umas toneladas de gongorismos e, finalmente, será julgado e condenado com a mesmíssima ausência de provas, sem apelo nem agravo, numa sentença que rivalizará em alarvidades popularuchas, cheias de “ressonâncias de verdade” e “normalidades do acontecer”, com as doutas instâncias que a precederam.

    Passará uns anos na prisão, ficará completamente arruinado e nunca mais na vida arranjará um emprego minimamente decente, pois potenciais empregadores, nacionais e estrangeiros, fugirão dele como da lepra ou o diabo da cruz, com medo que as represálias dos mafiosos lhes dêem cabo das empresas. Resumindo: terá a vida completamente destruída, porque é exactamente para isso que as máfias coligadas estão laboriosamente a trabalhar. Para esta cambada de cabras, cabritos e cabrões, a solução do “problema” Sócrates tem de ser exemplar, um aviso à navegação para quem sonhe sequer em perturbar-lhes minimamente a excelsa e douta digestão.

    Suspeito que foi a súbita tomada de consciência deste rebanho de inevitabilidades, plasmada nas alarvidades gongóricas e pretensiosas da Relação e do Supremo, que provocou a reacção de João Araújo que te está a encanitar. O homem percebeu de repente que nada de útil pode fazer que faça justiça ao seu cliente e que, no futuro, o seu trabalho como advogado se limitará, na prática, a legitimar formalmente o rolo compressor da justiça de cabritos e seus paizinhos que se apropriou do aparelho de Estado do país. Para uma pessoa que até hoje, como ele próprio disse há dias numa entrevista, acreditava nessa justiça, não te será difícil compreender que concluir subitamente, quase no fim da vida profissional, que ela se transformou numa coutada mafiosa não é fácil de (di)gerir.

  4. É inacreditável este post. Valupi sempre escreveu textos acerca dos canalhas da poderosa oligarquia que desgraçaram e perseguiram Socrates anos a fio. Quando esta oligarquia consegue finalmente colocar o sistema judicial ao servico de tao hediondos intentos, o que valupi acha mal sao, pasme-se, os excessos e desabafos dos advogados de socrates. Nao lhe ocorre que por exemplo que a decisao da relacao é mil vezes mais perfida, maldosa e juridicamente inaceitavel do que os estados de alma do araujo ao ser perseguido na rua pela laranjo. Mas nao admira que para a maioria das pessoas e para o valupi o q importe, o que faz a diferença, seja a forma e nao o conteudo, ou seja, os desabafos do araujo, visto que é a esse nivel de interesse e curiosidade sub-mental que proliferam audiencias de coisas tipo casa.dos segredos.

  5. nem percebo porque é que sentiste necessidade de escrever o último paragrafo. podes enfiar o poste no cu, não te esqueças da manteiga président para aliviar a dor.

  6. Perante a enormidade do que está em causa neste processo, qualquer pessoa de boa fé considerará o incidente provocado por JAraújo como um fait-divers irrelevante ! A menos, claro, que a substância da matéria de facto seja tão amorfa que necessite de todas as bengalas possiveis para se manter de pé. Neste blogue já por várias vezes tem sido dada à estampa a tese de que a estratégia da defesa deveria ser outra. Talvez devesse, não sei. O que sei é que a estratégia do MP não é própria de um estado de direito. Essa a minha maior preocupação.

  7. Ignatz ainda falta dizeres mal da “becula”, mandares uma boca ao zarolho, e depois podes voltar para a jaula.

  8. que excelência de resumo de factos! que opinião avassaladoramente inteligente! acabei de ocupar o lugar na plateia bem juntinho ao teu, Val – e levo um cesto de bolinhos de cenoura cheiinhos de vitamina. :-)

  9. O discurso do Val seria muito, muito mesmo, sensato, se, como se diz aí acima, estivessemos perante a normalidade da justiça. Mas só não percebe quem não quer, que isto é o culminar de uma perseguição kafkiana ao ex-PM e os títeres que a levam a cabo só repousarão em cima do seu cadáver, quiçá das cinzas que restarem da fogueira onde já arde. A sentença foi dada antes da prisão e foi dada em todas as instâncias judiciais. Não há impugnação que valha às vítimas e será perda de tempo recorrer para o TC, embora pense que o deve fazer. Eu julgo, nesta altura , que só um murro na mesa do PS, enquanto promotor e defensor de um Estado de Direito, poderá abalar as consciências adormecidas e manipuladas dos portugueses. Estou convencida que é pura ilusão António Costa sonhar que pode governar normalmente com a justiça capturada por forças tenebrosas e todo-poderosas. Ainda mais, sabendo nós que essas forças são donos e senhores de toda a comunicação social e estão a encharcar os altos cargos da Administração pública com os seus boys. Pensar que isto é obra de alguns magistrados é puro engano. Não se tarta, já, de salvar Sócrates dos abutres, mas de salvar o Estado de Direito. Não sei porquê, fico com a sensação que o PS de Costa vai caminhar alegremente para o abismo. fechando os olhos ao espectaculo macabro da execução sumária do ex-PM Sócrates às mãos da canalha.

  10. Maria Abril,

    Se não estivesse cobertinha de razão, noticias como esta do DN de hoje não apareceriam:

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4466687

    Que me interessam a mim os enredos financeiros do Sócrates com a tia, a prima, os amigos, o motorista ou o raio que os parta a todos?? Entendo que as coscuvilheiras e outras comadres gostem desses assuntos de treta. Mas o que eu quero saber é se ele foi corrompido enquanto PM ! Traduzo: quem lhe pagou, como, quando e a troco do quê ! Um MP que, não sabendo isso, alimenta a imprensa tablóide com noticias como esta para conseguir na praça publica aquilo que muito provavelmente já percebeu que é incapaz de provar em tribunal, devia assustar-nos a todos ! Por uma razão bem singela: hoje Sócrates, amanhã outro qualquer !

  11. Maria Abril, agora encheste-me de riso com a expressão do Costa caminhar alegremente para o abismo: lembrei-me do primo dele, o José Castelo Branco, que já lhe expressou o seu apoio incondicional. realmente mais alegre caminho não pode haver. :-)

  12. entretanto o de núncio passa despercebido. quando descobrirem que o fisco substituiu a pide na defesa do regime e perseguição da oposição é capaz de ser tarde.

  13. Evidentemente. Evidentemente. Do seu texto, retiraria – eventualmente – a expressão estagiário, não porque não lhe reconheça a oportunidade, pois que foi isso que o causídico um dia afirmou. Estagiário é-se sempre e ai do advogado que se apresentar como tudo conhecendo. Substitui-la-ia por arrogância. Esta defesa é arrogante. Em jeito meio ligeiro, tenho aqui opinado que a defesa neste caso está ERRADA desde o começo, designadamente a forma como se apresenta em público e a forma (concertada) como o arguido se tem apresentado a responder nos media. DEVIAM AMBOS FICAR CALADOS. e, já agora, se o arguido tanto pensa na imagem do seu partido e, até politizou a causa, devia desencadear outro tipo de atitude pública, através do advogado. Deve falar em sede própria e não se alongar numa defesa que só cabe no final ( deve ser isso que aconteceu, caso contrario não tinha apanhado com as cabras e os cabritos).

    Devia estar atento às provas que existem no processo, trabalhá-las, e guardar-se para a fase de julgamento, e não disparar como TÃO ESTUPIDAMENTE disparou na magistratura nem, posteriormente, antecipar uma qualquer amostra do que vai ser a defesa do cliente. É evidente que se pôs a jeito, e claro, apanhou com dois argumentos de peso – o do puro altruísmo e o dos cabritos ( que tudo já dizem. E foi dito claramente sobre a documentação existente).

  14. Ao primeiro comentador, li agora o seu post. Lúcida análise. Permita-me acrescentar o seguinte: O Proença de Carvalho continua a ser uma besta quadrada e só manipula os bastidores enquanto tiver quem lho permita.

    Fraco advogado, mais fraco na escrita, não reage espontâneamente quando confrontado com os «incidentes de audiência», nem incrivelmente se defende quando o qualificam perante colegas e magistrados. Porque não sabe. Pior está Sócrates se de facto, aquele alegado advogado, se está a meter na sua defesa.

  15. Exageros

    Não gostei deste post. Tem razão no geral, mas algumas observações são excessivas. Araujo tem muita razão no que diz mas às vezes não é feliz na sua forma de dizer, e agora, pressionado, exagerou. Também os senhores juízes lá terão os seus fundamentos para o que vão decidindo, mas a linguagem dos acórdãos, é extravagante, para não dizer inapropriada para um acórdão que deveria ser sempre “douto”. Ou seja todo este caso parece em muitos aspectos, um exagero.

  16. Ó Val, já muito se escreveu sobre o Sócrates, mas o problema persiste e não está no conteúdo, está na forma. Não está em causa se fez ou não fez, porque para isso servem os tribunais. O que está em causa é a forma como uma pessoa é vilipendiada na praça pública sem que se ponha cobro a isso. A impunidade com que jornais, jornalistas, juízes e advogados violam o segredo de justiça. A indiferença com que a esquerda trata deste problema.
    E já agora, se fosse tudo tão transparente como querem fazer crer, porque é que a direita não tem ninguém de relevo na prisão. Será que o BPN, BPP, SWAP´S, submarinos, quinta da coelha, vistos gold, a PT e outros que agora não me lembro, não teve a mão de nenhum ministro, ou a mão atrás do arbusto de outro gajo qualquer?

  17. A defesa do estado de direito faz-se pela defesa das suas normas e procedimentos jurídicos (gravemente irregulares neste caso, pelo que vamos vendo) e não escrevendo post parvos como este, completamente lateral ao assunto (já que versando sobre comentários coloridos do advogado a uma pseudo-jornalista e a um comentador exterior ao caso, académico muito embora). Com apoiantes destes, que, à mínima contrariedade, correm a esconder-se debaixo da mesa de camilha mediática, o engenheiro Sócrates bem pode ficar-se pelos adversários leais.
    Quanto à suposta misoginia, misógino acho eu (que sou mulher) a pressuposição paternalista que todas as mulheres se sentirão ofendidas por alguém mandar tomar banho a outrém (se fosse um homem já não haveria problema, depreende-se), Posto o que, fazendo minhas as palavras de um comentador acima, acho que o Valupi faria melhor em ir dar banho ao cão.
    Já outra coisa é discutir a estratégia do advogado, como é evidente – e aí talvez a discussão seja interessante, sim.

  18. “Government exists to protect us from each other. Where government has gone beyond its limits is in deciding to protect us from ourselves.” Ronald Reagan

    Não é hora de vacilar nem de pruridos higiénicos. Os homens não são de ferro. Perante o que considera ser uma monstruosidade não será normal reagir como se estivesse perante um acontecimento banal. Os jornalistas que levantam a voz para criticar um desabafo fortuito num momento de tensão e tortura e se calam diante das atrocidades deontológicas e morais que os colegas da corporação têm praticado mostram que são feitos da mesma massa.

  19. E não acho que tenha sido uma semana de perdas. Bem pelo contrário. Semana de perdas será aquela que, preto no branco, aparecer descrito um crime concreto acompanhado das respectivas provas. Quanto mais tempo passa com tentativas óbvias de substituir isso com historietas e redacções populares mais convencidos ficamos do terror que entrou na praça.

  20. num país decente, o conselheiro santos cabral não teria aceitado apreciar o caso para na semana seguinte dizer que era incompetente para o fazer. a cobardia é tanta para dizer não que se escondem atrás de pareceres manhosos ditados por sumidades do direito penal laranjóla nos telejornais da véspera.

  21. A questão não está na existência, ou não, de eventuais provas de crime. Aliás, Sócrates poderá nem vir a ser acusado de nada e o processo ser arquivado – atente-se como é difícil provar crimes de corrupção caso os corruptores e corrompidos não se denunciem, e, por esta mesma razão, os inocentes alvo dessa suspeita não mais se livram dessa sombra caso ela ganhe densidade judicial. A questão está no facto consumado de se ter conseguido arranjar material suficiente para construir uma percepção de culpabilidade que só tem aumentado à medida que o tempo passa. Para isto, não vimos nenhuma defesa eficaz por parte dos seus advogados, bem pelo contrário.

    Quanto às falhas da Justiça neste caso, já factuais e denunciadas, e quanto à eventual conspiração política, é caricato assistir ao paroxismo dos sectários: exigem provas para justificar a situação de Sócrates mas abdicam de imediato das provas para defenderem uma conspiração política. Onde estão essas provas?

    No caso do acórdão da Relação, o que interessa para o essencial não é o folclore das cabras e dos cabritos. É antes o raciocínio jurídico que levou esse colectivo de juízes a validar as opções drásticas da dupla Teixeira-Alexandre. E aí há matéria para inquirição, mas os sectários nem sequer percebem qual seja.

    É pela extrema gravidade deste caso, e suas tremendas consequências em diferentes planos da vida nacional, que a conduta da defesa de Sócrates não deve estar acima dos interesses colectivos e tem de ser criticada se estiver a errar. Nesta semana viu-se que errou várias vezes.

  22. Val, perguntas onde estão essas provas da conspiração. Recomendo-te a ler tudo o que andaste a escrever nos últimos 10 anos acerca da violenta perseguição a Sócrates, acerca da forma nada democrática como os atuais pulhas se alçaram ao poder. Tu só podes é ter enlouquecido…

  23. Pois o argumento «cabras e cabritos» é bem ilustrativo da ENORME fragilidade da defesa do arguido. É um argumento bem mais jurídico do que se possa pensar. Se o traçado entre os agentes infratores estiver documentado, como acredito que esteja, a corrupção será fácil no concreto caso, de provar. Esse deve ser o receio da defesa que, por isso, tenta a vitória da secretaria – a processual.

    Acresce que sendo excecional a prisão preventiva, e atenta a complexidade dos tipos de crime em causa, o MP nunca a requereria nem o JIC a deferiria, sem documentação sólida. Não é preciso dizer que semelhante medida proposta pelo MP foi antecipadamente estudada pela hierarquia, eventualmente ao nível da PGR, após estudo e análise da documentação compilada.

    A defesa nasceu torta, com arrogância, caíu, partiu-se e o resultado é este: o preso continua enclausurado, vai continuar e vai ser condenado. E ele sabe disso. Quanto aos outros arguidos – se eles começam a falar, o cúmulo jurídico vai dar uma bela soma de anos de cadeia, ai isso vai.

    Evidentemente, há sempre a hipótese do TC – quem sabe, a aplicação do preceito penal deva ser revista…regra geral é o que fazem os culpados, com influência em certos bastidores de decisão. Ainda assim, estes também não gostam de vinagre nem de gajos que lembram o caril e mandam os outros lavar-se.

  24. O VAL dá pena…está perdido. Aliás, mal o Sócrates foi detido ele veio aí com um discurso de merda…se há fumo há fogo…Depois teve que dar uma pirueta…afinal talvez tivesse razão…agora de tempo em tempos dá-lhe nisto…há merda pior do que isto? Prefiro os coerentes dos Laranjos e direitolas, do que estes que viram conform o vento…cambada..

  25. ó Enapa, zarolho és tu. Ladrão de nicks e cobardolas q.b. Ouve, dada a crise, recolhe-te à mesma jaula do merdilander IGNATZ. oqueie, ó comuna.

  26. Ou seja: quando se fala das teses da acusação e das decisões dos juízes (e importa lembrar que tanto uns como outros atuam em nosso nome e são pagos por nós, ao passo que os advogados de José Sócrates agem em nome dele e são pagos… pelo «amigo Santos Silva» – disso tenho a certeza, perdão, a perceção absoluta! -, pelo que me sinto mais confortável a exigir lisura aos primeiros), Valupi acha que «a questão não está na existência, ou não, de eventuais provas de crime», até porque «é difícil provar crimes de corrupção caso os corruptores e corrompidos não se denunciem» (coitadinhos dos procuradores e juízes, que só têm à sua disposição apreensão de documentos, perícias, escutas telefónicas, dezenas ou centenas de subordinados, etc., mas não podem contar com a prestimosa autoincriminação dos sacanas dos arguidos, enquanto que o batalhão de dois advogados tem ao seu dispor uma quantidade indeterminada de neurónios e pode recorrer a palavras e a outros meios igualmente condenáveis, pelo menos enquanto os deontológicos de serviço deixarem).
    Mas quando, quase seis anos após o caso das «escutas de Belém» e depois de uma década bem medida de faces ocultas e freeports, se alega «conspiração política», que é facílima de provar (é o que devo presumir, não é?), aí sim, a questão passa a estar na existência, ou não, de provas: ou as apresentamos ou somos sectários.
    Entendi bem, Valupi?

  27. Pode ter sido uma semana horrível mas, a “jornalista” foi para provocar e,
    não para obter uma opinião do dr. João Araújo, não terá qualquer relevância
    em termos de processo de ofensa … porque até cheirava a tinta eu estava perto!
    Que existem muitas coincidências neste tortuoso inquérito é um facto! Pelo
    que tem sido publicada e, por especialistas, é duvidosa a necessidade de manter
    a prisão preventiva, se até agora não reuniram provas jamais, as irão encontrar,
    tanto assim é que, o folhetim continua aos soluços pela imprensa escrita e não
    só, porque as televisoes fazem eco! Não há acusação mas, o julgamento está em
    curso, não havendo a menor reação de quem devia zelar pelo segredo!
    Os juízes não são diferentes das outras pessoas, não são omniscientes, acreditam
    nos ditados populares, sentem que foram menos bem tratados pelo poder político!
    Creio, não ser necessário por mais peixe na caldeirada agora, é tudo uma questão
    de tempero mais cebola menos cebola! Estado de Direito … onde ???

  28. Leis para quê quando temos provérbios populares?

    E porque não provérbios populares quanto temos à disposição das televisões o formato Costa Andrade — 10% de interpretação e raciocínio legal, 40% de bonomia catedrática bem humorada no melhor estilo do mocho sábio do conselho superior dos mochos sábios do partido, mais 50% de mesuras, salamaleques, felicitações e auto-cumprimentos?

    Será que já ninguém vê reality shows?

  29. o POST do autor Valupi é elucidativo, correto, objetivo e fotográfico. Facilmente percebeu o cerne da questão ( a que rodeia a defesa) e a que deve compôr a defesa. Os OUTROS que andam aos saltos com questões de existência duvidosa, deviam preferencialmente, contraditar com INTELIGÊNCIA e INTELEGIBILIDADE. As dúvidas não se resolvem com dúvida. Ora com tanto ERUDITO ILUMINADO, titulares de uma sabedoria wikipédica, que tomam como fidedigna, não alcanço os motivos pelos quais, NINGUÉM diligencia sabiamente junto do DECISOR e põe o homem cá fora ( pois que está absolvido em seu entendimento).
    Porque não o fazem?
    Vamos lá: se a prisão é ilegal e se é preciso ( para alguns inteligerdas) culpa formada ( e isto é o quê?), e até há «escolásticos» neste dispensário que invocam que o juíz conselheiro ( ou desembargador?) foi obrigado a citar a constituição ( mas quanta IGNOrÂNCIA ALARVE), e se escoram na constituição ATUALIZADA ( mas há outra??), porque razão, seus donos da verdade, não avançais e requereis?
    Se há energia para a excursão ou para conferências de imprensa, movidas por aposentados, havê-la-á para promover TERMOS CERTEIROS, EFICAZES e CÉLERES.

    Já se viu, contudo, que o aludido autor nunca integraria o círculo desta democracia alegadamente aberta à diferença de ideias. Talvez, por isso, e atenta a IGNOrÂNCIA de uns e a impreparação de outros, Péricles não tenha admitido todos a levantar o braço.

  30. ” Por força do princípio republicano e do princípio da igualdade, as prerrogativas de que os políticos gozam valem apenas para o tempo do exercício das funções. Caso contrário, os princípios seriam violados”

    “Quando se deixa de exercer determinados cargos, cessam as prerrogativas e volta a ter-se as mesmas obrigações e direitos de qualquer cidadão”

    portantes, cavacoise, galão de massamá, paneleirote do caldas e restante entourage pode ser julgada no fim do mandato pela merda que fizeram enquanto governantes, né ò bosta andróide?

  31. dsm, qual achas que seria, ou será, a consequência de se provar que a Operação Marquês não passa de uma conspiração política? Responde-me a esta simples pergunta e continuaremos a partir daí.

  32. Já se percebeu o funcionamento do spin de serviço que habita a caixa de comentários deste blogue. Quando não consegue o unanimismo sem o qual o mundinho não lhe faz sentido, refugia-se numa concepção pré-histórica da democracia. Nada de novo esse espírito de casta que gostaria de ver a democracia preservada de todos os intocáveis que ousam discordar deles, pensar diferente, recusar o pensamento único. Conheço talibãs mais pluralistas !

    Valupi,

    Se me permite um comentário à questão que deixa ao dsm, ele aqui fica: prove-se que a OM é uma conspiração politica ou que tivemos um ex PM corrupto, o resultado é o mesmo: desconfiança definitiva nas instituições da república e campo aberto ao absentismo ou, pior, a qq oportunismo de circunstância ! São estas as razões que me levaram a criticar desde a primeira hora a estratégia do MP, por ter avançado com medidas de impacto irreversível sem fundamentos “de betão” !

  33. rodrigues, ninguém sabe o que está na posse do MP. Sabemos é que ele se está a guiar por uma estratégia onde sonega informação e baralha a defesa de Sócrates, assim tomando todos os cuidados para não perder terreno nenhum. Veja-se como só pediram os dados do banco suíço depois da detenção e veja-se como planearam conseguir furar uma eventual decisão da Relação a favor de Sócrates conseguindo ter dois despachos com datas diferentes a prolongar a prisão preventiva por mais três meses, mesmo sem sequer terem voltado a interrogar Sócrates a propósito de “novas provas” que só revelaram nesta fase. Aliás, a frase atribuída a Rosário Teixeira acerca da sua vontade em ir assistir ao sorteio da Relação, a qual ele não desmentiu, dá conta de um clima de luta de vida ou de morte onde vai valer tudo o que a Lei, e os seus buracos, permitir.

  34. Absolutamente, Valupi !

    E é por isso mesmo que pessoalmente considero que se justifica toda a indignação ! Somos eleitores com todo o direito de saber sem margem para dúvidas se elegemos por duas vezes um corrupto, prescindindo de todos os muitos artificios em que o processo penal se especializou, e só vejo uma forma de obter essa satisfação: é que nos digam preto no branco, quando, como e por quem , o gajo foi corrompido ! Se isso não sai, a minha ilacção é simples: a magistratura padece de uma profunda corrupção moral !

  35. “… ninguém sabe o que está na posse do MP.”

    de momento não deve ter grande coisa, mas vive no sonho de encontrar o amor*, se não encontrar inventa-o. testemunhas falsas é o prato do dia em qualquer tribunal, umas são entaladas e outras nem por isso, depende para que lado está virado o meretíssimo.

    * prémio festival da canção 1966
    https://www.youtube.com/watch?v=jKFfL4wi8Ho

  36. rodrigues, com certeza que toda a gente, sejam apoiantes ou inimigos de Sócrates, quer saber se houve corrupção. Só que para tal é preciso esperar. Pelos vistos, caso haja acusação desse teor no final da investigação, só iremos saber passados alguns anos. Será o tempo normal até ir a tribunal. Há quanto tempo começou o caso BPN? E que se sabe provadamente, com nomes de quem fez o quê, até agora? Com Sócrates, na eventualidade de ir a tribunal, poderá ser igual ou parecido.

    Entretanto, os factos são os factos. A Justiça portuguesa encontrou material suficiente para prender Sócrates preventivamente e a sua defesa ainda não mostrou ser capaz de reverter essa situação e não me parece que esteja a conseguir reunir aliados.

  37. “A Justiça portuguesa encontrou material suficiente para prender Sócrates preventivamente…”

    aonde? andas a dormir. o que o ministério público disse foi que o prendeu para ele não destruir o material que o rosário teixeira supõe existir, mas ainda não encontrou. depois disso ainda têm que inventar um crime. só chatices, não queria estar na pele deles, mesmo com o subsídio de isenção e renda de casa paga.

  38. ignatz, nesse caso, os advogados de Sócrates ainda são piores do que parecem. Talvez esteja na altura de tu levantares a peidola da cadeira e ires lá entregar o “habeas corpus” que está a faltar.

  39. topa-se que já decoraste as letras do blind zero e agora andas a afinar a música, mas estás com azar. o sócras escolhe os advogados que quer e não me parece que seja incompetência ou possível fazer melhor. trata-se de uma prisão política e só o largam quando o calarem de vez, se o soltassem agora caía metade do regime, assim fica mais um problema para o costa resolver e ainda serve para assumpto de campanha ao narcotóinobosta.

  40. Na verdade, a tolerância relativamente a alguns comentários tem de existir – por força das circunstâncias. Não sabem, simplesmente não sabem o que é o tribunal, o que é o processo penal. Talvez, por isso, se escorem em opiniões sem peso jurídico. O argumento das cabras e cabritos, a verificar-se o que alegada documentação contém, FALA muito. Juridicamente fala-se no critério do homem comum, da razoabilidade, do que se pode exigir do arguido, é esse que rege, sendo certo que a um governante se exige um outro tipo de discernimento e sabedoria. Qualificação.

    Não há sonegação de informação. Não pode haver. Há é pesquisa de informação, que nesta fase não tem de ser comunicada ao arguido, mas que com a acusação, lhe será notificada. Outra fase onde se aquilatará da habilidade e inteligência da defesa. Antevejo, contudo, mais um erro – a abertura de instrução criminal.

  41. IGNATEZES, pára de projetar. Tira as palas dos olhos e vai apanhar ar fresco. Depois, bebe um bagaço e põe mãos à obra, pegas numa constituição atualizada ( não na outra), fazes umas quantas citações do que leres, arte em que és lesto, e fazes um requerimento. Condimenta o articulado com o teu caraterístico idioma chorrilhado de asneiras, palavrões e tudo o mais em que te movimentas com ostensiva habilidade.

    Éh pá, incomoda-me tanto a arrogância do teu ídolo, que estou capaz de telefonar à ex, para esta lhe pôr um certo cabresto…justamente, ó IGNONCIO, há que desmobilizar a tese da conspiração política e INDICAR-LHE para parar de se prejudicar.
    Aproveita e põe um pouco de banha nessa língua, que não sais do mesmo registo.

  42. «dsm, qual achas que seria, ou será, a consequência de se provar que a Operação Marquês não passa de uma conspiração política? Responde-me a esta simples pergunta e continuaremos a partir daí.»

    Valupi,
    Para além do que se possa passar ao nível do apuramento das responsabilidade criminais e/ou disciplinares dos agentes da justiça envolvidos (que é importante mas pouco importa para aqui), a grande questão é a seguinte: ou nos resignamos com a «emergência do poder judicial como poder público de controlo de outros poderes de Estado e de de um novo modo de exercício do judiciário» (as palavras são do juiz desembargador Agostinho Torres, esse mesmo, o relator do acórdão da Relação de Lisboa sobre a prisão preventiva de José Sócrates) ou revemos o desenho constitucional do poder judicial (embora sempre tenha considerado excelente – e continue a considerar em abstrato – o atual, a verdade é que, na hipótese que me é proposta, o poder judicial ter-se-ia revelado irreformável por via de legislação ordinária; e é também verdade que outras democracias adotaram soluções diferentes).

  43. numbejonada, o argumento das cabras e dos cabritos não passa de provocação dos juízes, neste como noutros casos onde se permitem essas displicências verbais. Excuso-me de explicar porquê, a menos que tenhas estudado Direito pelas embalagens da farinha Amparo. Quanto à sonegação, ela é evidente quando se começa por dizer à defesa que os crimes em investigação dizem respeito a um período e depois se passa essa investigação para outra baliza temporal após a defesa ter entregado o recurso à Relação.

  44. dsm, qualquer mudança dessa magnitude teria de ser o resultado de negociações demoradas e altamente complexas entre o PS e o PSD, pelo menos, mas preferencialmente também com o PCP e CDS (pelo menos). Repara como esse âmbito que agora apresentaste está marcado por uma grande abstracção e é de uma extrema dificuldade intelectual para qualquer um que o queira pensar.

    O caso da Operação Marquês é mais claro e preciso na sua esfera de responsabilidades. Se Sócrates não estiver inocente, ou se estiver mas se Santos Silva for culpado de algum crime que contamine Sócrates dado o tipo da sua ligação pessoal, a Justiça terá agido dentro do que se espera dela e todas as teorias da conspiração política vão ter de ser metidas no saco. Se Sócrates estiver inocente, e mesmo que Santos Silva seja culpado de alguma coisa mas sem relação com os dinheiros que foram emprestados a Sócrates, então é que se levanta a questão de saber se houve intenção conspirativa neste processo. E eu não vejo como tal poderia ser investigado sem que um clima de pré-guerra civil se instaurasse no País, pois o próprio Ministério Publico deixaria de merecer a confiança para liderar essa investigação, posto que tinha nascido nele a conspiração.

    Donde, não é provável que a tese da conspiração política venha algum dia a vingar neste caso, mas há que esperar.

  45. Para o que se está a passar não há direito nem advogados que possam sustentar uma defesa. É a inquisição, não há que ter medo em dizê-lo. Quando gente desequilibrada administra a justiça, não se pode esperar outra coisa.

  46. tenho a certeza que autor deste post há 40 anos seria daqueles mansos que, até um certo ponto seria apoiante de marcelo e jamais terias apoiado as forças revolucionárias, esse bando de insurretos. seria um daqueles que assistiria da plateia sem arriscar coisa nenhuma, mas no dia em que a assembleia constituinte aprovou a constituição de 76 teria vindo para a rua celebrar o estado de direito e dizer como ele é belo. olha valupi, tu devias ter vergonha nessa cara.

  47. Valupi,meu caro, eu gostava da farinha amparo, era boa, consistente e alimentava. Quanto ao estudo do Direito, hum, é como destrinçar o que é pedra e diamante, não será?

    O argumento em causa NÃO É PROVOCAÇÃO judicial. Estude os requisitos de uma sentença penal e o que é exigido ao magistrado para se fazer entender ao leigo, impreparado para a técnica jurídica.

    O provérbio em causa É PLENO, OBJETIVO, e SIMPLESMENTE traduz o que está ilustrado nos autos e a DEFESA ERRADAMENTE trouxe à baila. Claro está que lhe subjaz um conjunto de considerações jurídicas que se prendem com critérios de apreciação de factos, medidos à luz do homem médio, acrescido do que é razoavelmente exigido a um governante – de resto, também consignado em preceitos de natureza civil ( mas que se aplicam).
    GARANTIDAMENTE nada de errado com tal expressão. Nem sequer brejeira, ligeira ou leviana, se pode considerar.

    «Quanto à sonegação, ela é evidente quando se começa por dizer à defesa que os crimes em investigação dizem respeito a um período e depois se passa essa investigação para outra baliza temporal após a defesa ter entregado o recurso à Relação.»

    E? E? E depois? Mas não se está em sede de investigação? Não se encontra o titular da ação penal a investigar, compilar prova? Pois não é permitida a prisão preventiva? A investigação já acabou? O MP NÃO tem de providenciar AGORA o que quer que seja ao arguido! Aliás, até o GUARDA legitimamente em reclusão. A lei permite-o.
    A tese da sonegação a vencer, nunca permitira, então, a PP.
    O que tem de acontecer a final é: dedução articulada de factos acusados ao arguido, que pela sua gravidade, são suscetíveis de perseguição penal. A partir daí, o contraditório ganha a dimensão que os INDOUTOS que comentam com tanta certeza, desejam e entendem que é exigível desde o começo. Por isso, sempre disse e digo: PROCESSO. O único critério.

  48. A um tal Fernando. A sério? mas este processo é diferente dos outros ?
    Assim nascem heróis da revolução. Eu sempre desconfiei de alguns – será que foram mesmo heróis?
    Quantas PP existem neste país? Mas o Santo Sócrates é diferente?

    Há que averiguar e investigar. Ora o que acontece é que os santos xuxas NÃO QUEREM a investigação, porque o adn do homem diz que ele nunca poderia ser …investigado. Mas que postura é essa?
    Eu nada devo a nenhum PARTIDO deste país. Investigue-se. Quem nada deve, nada teme. Muito menos no âmbito de leis vigentes e conhecidas do recluso.

  49. enapa, larga o vinho.

    __

    numbejonada, está claro que és um tanguista, mas isso não altera a realidade: uma Justiça que se serve de provérbios está ao nível da Feira da Malveira, e uma Acusação que age de má-fé não é algo aceitável num Estado de direito democrático. Claro, a Lei permite essa estratégia, quiçá por boas razões, só que tal não deixa de ser o que é visto de fora.

  50. Caro Valupi, o que cada um pensa sobre os outros, é da sua responsabilidade. Penso que o tempo lhe dirá onde está a tanga. Não mora deste lado.

    A lei prevê que quando um SUJEITO PROCESSUAL age de má fé, se possam acionar mecanismos de condenação naquela. Ao alcance da DEFESA.
    Seguindo o seu raciocínio temos que, afinal, se tudo fosse perfeito num Estado de Direito Democrático, não haveria tipos de crime. Um crime não é aceitável em nenhum Estado de Direito. Não é?

    O que não existe não causa efeitos. Como não há acusação, não há má fé. Há uma investigação, que mais tarde será sindicada judicialmente, e representada (a acusação) por outro Procurador ( evidentemente). Nessa altura poderá – eventualmente – invocar má fé. E terá que demonstrá-la.

    O provérbio, mais uma vez, está correto, é acessível, e reproduz o que se está a passar. E, note, não se queda no patamar da secretaria, é dito na instância recursiva – e isso é mau. Alguém se pôs a jeito.

    Já agora, eu não faço a lei. Tento conduzir à sua aplicação. Há diferenças.
    Naturalmente, que para as teses da conspiração, da perseguição e afins, há sempre a possibilidade de dedução de algo chamado – INCIDENTE de SUSPEIÇÃO ( previsto não na tanga, mas na lei).

  51. “Claro, a Lei permite essa estratégia, quiçá por boas razões…”
    a lei não permite nada disso, os juízes fazem interpretações abusivas e atropelos à lei e não prestam contas a ninguém. se reclamares, agravam-te a pena para aprenderes a respeitar o meretíssimo e se chatearem muito os meretíssimos, o chefe da corporação vai fazer queixa ao cavacôncio ou aparece na têvê a queixar-se de pressões, influências, instrumentalizações, falta de meios, excesso de trabalho, ordenados de merda e mais umas sindicalices que censuram aos outros. resumindo funcionário públicos nas responsabilidades e magistrados para as regalias. tenho 2 na família e nenhum presta, não há discussão que não acabe em argumentos de superioridade que só os ungidos do cej entendem e não são acessíveis ao comum dos mortais. uma raça superior com laivos de arianismo que se dá ao luxo de não saber fazer contas quando o dinheiro é do contribuinte, mas que pede factura por uma bica. puta que os pariu mais quem lhes apurou a raça.

  52. numbejonada, o facto de haver uma investigação é o que propicia a má-fé, entre outras disfunções. E não é preciso desenvolver uma teoria da conspiração para falar dessa temática. O próprio exercício da Justiça, tal como da medicina ou de outra área qualquer da prática humana, implica o reconhecimento de que podem acontecer erros – e que eles acontecem numa qualquer referência estatística.

    No casa da aplicação da Lei, a problemática do erro – seja intencional ou involuntário – é ainda mais complexa dado que a Justiça é um resultado objectivo que depende de uma operação subjectiva: a interpretação textual.

    Assim, independentemente de eventuais averiguações após o processo estar encerrado, para quem o acompanha coevamente é legítimo questionar o que vai sendo do conhecimento público.

    Por exemplo, que achas do facto de Carlos Alexandre ter deixado escrito que considerava a prisão preventiva como uma medida que a pecar não seria por excesso?

  53. Valupi,
    Embora comece por sugerir que a hipótese de uma revisão constitucional, que eu tinha avançado, é uma túnica demasiado larga para a Operação Marquês, acaba a suscitar a questão da «confiança» que «o Ministério Público deixaria de merecer para liderar a investigação» sobre uma eventual conspiração política, «posto que tinha nascido nele a conspiração». O que nos remete para uma túnica ainda maior e muito mais antiga: Quis custodiet ipsos custodes?
    Como não me atrevo a sugerir que tentemos resolver de imediato e definitivamente esta última questão, reitero o que disse sobre uma revisão constitucional, que é a forma mais democrática de a adiar mais uma vez. Como tem acontecido desde há cerca de dois séculos nas sociedades em que ela tem sido reconhecida como um problema.
    (Já sobre os crimes que contaminam, as culpas que contagiam e os dinheiros que circulam, nada direi, porque nada sei dessa espécie de crimes, culpas e peçonhas que tais e nada quero saber desses dinheiros. Bem me basta o que oiço e vejo na televisão, porque, ao contrário do que acontece com os jornais, não é muito prático saltar notícias.)

  54. «Por exemplo, que achas do facto de Carlos Alexandre ter deixado escrito que considerava a prisão preventiva como uma medida que a pecar não seria por excesso?»

    Eu não li o texto na integra. Não POSSO nem DEVO pronunciar-me sobre o que pode – eventualmente – ter sido descontextualizado. Se um juíz antecipa juízos, é errado. Por isso, existe o que se chama o recurso que pode decidir a anulação da sentença. Isso acontece. É a reprovação do juízo do juíz.
    Acredito que está descontextualizado. A PP não é uma pena, é uma medida ao alcance do juíz, e desde que haja o que a sustente, ainda que peque (o que a final se verá, porque pode vir a ser absolvido – já que o MP será «parte» no julgamento), a sua aplicação para certo tipo de crimes em curso de investigação não peca por excesso. É legítima, está sustentada. Este é o raciocínio processual a fazer. Que não pode evidentemente estar ao alcance do leigo e que, por isso, é explorado por uma DEFESA INCORRETA.

    Erros judiciários? Existem. Evidentemente. E sim, há exageros e incompetência, como em qualquer profissão exercida pelo homem. É isso que devia estar na cabeça da DEFESA, que, mais uma vez primou ERRADAMENTE pelo ATAQUE inoportuno. Estragou IRREVERSIVELMENTE. É bom que encontre um argumento constitucional, FORTE, ( resultado da aplicação de certo preceito num concreto sentido) para se LIVRAR. Caso contrário, segue o modo «Vale e Azevedo».

    Como aqui tenho dito, não conheço o processo, e só este INTERESSA. Não me quedo em alegadas transcrições jornalísticas e não me atraem os depoimentos em jeito de desabafo no Boletim da Ordem dos Advogados. A isso é que deve chamar conversa da tanga.

  55. Para os comentadores que parece gostarem de provérbios (e particularmente, daqueles que ajudam os juízes a fundamentar as suas doutas decisões) deixo aqui mais três, que surripiei ao blogue “Vai e Vem”, de Estrela Serrano:

    “Um juiz iníquo é pior do que um carrasco”

    “Não há diferenças entre um juiz perverso e um juiz ignorante”

    “A vingança é o prazer dos deuses”

    “Cá se fazem, cá se pagam”

    “O último a rir é o que ri melhor”

  56. Os três iniciais acabaram por parir um quarto. Acontece, quando se fazem duas coisas ao mesmo tempo. No caso, ler blogues e festejar a vitória do Rio Ave.

  57. “A questão não está na existência, ou não, de eventuais provas de crime”.
    Pois não. A questão é não haver razões para ser mais céptico em relação à palavra de um cidadão que tem a vida pessoal publicamente devassada como nenhum outro na história recente do que em relação à de jornalistas, juízes, procuradores e pareceristas mercenários (de cuja vida pessoal nada sabemos). Qualquer figura pública suscita suspeição e inveja nos medíocres. O destino de José Sócrates é igual ao de quem o persegue e julga e ao de todos nós. Para quem acredita que a realidade transcende a burocracia com que homens e mulheres organizam a vida na cidade, o sentido do seu e do nosso percurso estará mais na consciência de verdade com que agimos e olhamos o que está à nossa volta do que nas consequências físicas dos desejos de expiação da multidão do momento. São mais lembrados, como exemplo, pela História, os nomes dos que as padeceram, tantas vezes sozinhos, do que os dos seus algozes.
    Como diz o outro: em Deus acredito, todos os outros têm de me apresentar factos. Visto e somado o que apareceu até agora, a história contada pelo acusado, racionalmente, parece muito menos romanceada e fantasiosa do que todas as outras. Siga a procissão.

  58. numbejonada, para discutirmos o acerto da prisão preventiva de Sócrates, teremos necessariamente de conhecer o processo, inquestionável. Mas a frase que te referi, confirmada ainda recentemente por jornalistas que leram o acórdão da Relação onde ela aparece citada, não tem contexto que a salve. É uma estrita declaração que ultrapassa o espírito do Estado de direito e seus pressupostos constitucionais e morais.

    Ora, numa situação onde há uma permanente campanha mediática contra Sócrates que se serve de verídicos ou alegados documentos na posse da Justiça, resultando daí um qualquer dano, ou vários, para os direitos e interesses legítimos da defesa de Sócrates, essa tal frase do Carlos Alexandre ganha um sentido não só ilegítimo como assustador. Também sobre isto temos de falar caso estejamos nas muralhas da cidade.
    __

    Lucas Galuxo, a história é, na verdade, muito simples: o dinheiro que Santos Silva emprestou a Sócrates, e com o qual comprou bens a Sócrates e chegou ainda a pessoas ligadas a Sócrates, está limpo?

    Se não, Sócrates está acabado e abre-se uma fase nova e imprevisível na democracia portuguesa. Se sim, logo se verá se Sócrates sobreviveu ao massacre e se consegue renascer.

  59. oh pázinho, não há dinheiro limpo. a minha avózinha até desinfectava as mãos com alcool cada vez que mexia em dinheiro, dizia que aquilo tinha micróbios e transmitia doenças. se continuas à procura do graal, começa por investigar o financiamento partidário a partir dos bancos, empresas de obras públicas e presidentes do psi20.

  60. Val, o dinheiro de Santos Silva é o dinheiro de Santos Silva. Se foi transferido para Portugal atráves do RERT, como vários milhares de milhões de euros de outros é, fiscalmente, dinheiro limpo. Agora, se há provas de ter corrompido alguém para o obter, esse dinheiro ou outro, deve responder por isso. Tal como Sócrates deve responder se existirem evidências de que obteve benefício indevido directo de alguma decisão sua enquanto primeiro-ministro. Até agora não vimos nada disso. Só romances de má fé. Um político que perde património e é obrigada a recorrer a empréstimos para manter um período sabático, ao contrário de muitos outros, indicia não ter lucrado pessoalmente grande coisa nessa função.

  61. ignatz, ganhas ao comentário?
    __

    Lucas Galuxo, o dinheiro transferido para a Suíça é que importa. Donde é que veio? Como estamos num processo onde Sócrates está nas mãos da Justiça, e por extensão nas mãos dos seus inimigos que se aproveitam de tudo o que o possa atingir, é óbvio que a origem do dinheiro emprestado vai ter um peso decisivo no julgamento moral, se não for também judicial, deste caso.

  62. Caro Valupi, transcreva o acórdão na íntegra e depois analisamos. A interpretação dos jornalistas nada me diz.

  63. “ignatz, ganhas ao comentário?”

    yah meu, mas desde que o perna foi dentro deixei de receber o envelope das fotocópias.

  64. Val, pesa algum juízo moral ou judicial sobre os clientes de um Banco por a sua administração estar acusada da prática de algum crime?

  65. Lucas Galuxo, estás mesmo a comparar a relação entre Sócrates e Santos Silva com a de um cliente com o seu banco? Ou isso é o vinho a teclar por ti?

  66. Val, só acho que ninguém pode ser responsabilizado por crimes que outros cometeram. Se se provar algum crime na forma como Santos Silva ganhou o que tem isso não pode servir para incriminar os amigos ou a família. A ter sido cometido algum crime concreto por José Sócrates, não acho possível que, após tanta devassa, não sejam encontradas provas irrefutáveis.

  67. Lucas Galuxo, com esse raciocínio, revelas estar completamente alheado do que está em causa neste caso onde Sócrates, mesmo que saia ilibado e nem sequer vá a julgamento, está a ser julgado também no plano moral.

  68. Val, todos estão a ser julgados no plano moral. Os que acusam, os que se defendem e os que se aproveitam da fragilidade de outros para aliviar os seus instintos animalescos. O resultado do processo será menos importante do que o seu percurso.

  69. Santo deus, tanta interrogação e perplexidade num país onde sindicatos de magistrados usam os poderes dos seus filiados para vigiar por que restaurantes caros andam os políticos de que não gostam a jantar. E depois se orgulham de enviar os resultados da «investigação» para a imprensa de retrete, sem que ninguém se lembre sequer de estranhar tais feitos, e ainda estranhamos?!

    Olá gentes sonâmbulas, tentem acordar se fazem favor!

    O que o provérbio dos cabrestos quer dizer não é «gostamos de polvilhar os nossos substanciais acordãos com um tempero de sabedoria popular para aligeirar o ambiente pesado que as lettres de cachet dos nosso síndicos e as prisões ilegítimas que delas decorrem tendem a criar». O quer dizer é simplesmente: «é isto que temos e mais nada, e ainda gozamos com as vossas caras, corja de imbecis».

  70. Por exemplo, há um julgamento moral a fazer de quem recebe dinheiro para dizer coisas destas todas as semanas
    http://www.noticiasaominuto.com/economia/364554/ricardo-salgado-e-socrates-sao-almas-gemeas
    e há outro julgamento moral a fazer de quem não retira da observação de fenómenos destes as devidas consequências.
    A Sócrates, e aos homens livres, pouco mais deve interessar do que a sua consciência e o desejo de ser fiel e actuante nas suas convicções. Quanto maior o preço a pagar por isso maior a sua grandeza. Nenhuma prisão ou provação pode apagar essa verdade, se ela existir.

  71. Pobre farmacêutico desorientado, agora deu-lhe para argumentar com o cegueta desclassificado. E o pobre do cão lá continua, sujo, à espera do banho…

  72. os piores cegos são aqueles que não querem ver – com o ego vazio à espera de o encher com orgulho de estarem certos, não querem saber se o país foi roubado e moralmente humilhado por mentiras e farsas. que degredo de gente.

  73. “A Justiça portuguesa encontrou material suficiente para prender Sócrates preventivamente e a sua defesa ainda não mostrou ser capaz de reverter essa situação…”
    Tal como outros, em tempos idos, arranjaram material suficiente para manter Paulo Pedroso preso preventivamente, por 5 meses , não chegando a deduzir acusação mas destruindo a sua carreira politica.
    Tal como, em tempos idos, condenaram gente baseados em ressonâncias.
    Depois de ver, ouvir e ler o que para aqui vai http://www.processocarloscruz.com/, deixei de confiar na justiça portuguesa para passar a ter medo, muito medo.

  74. Olinda,

    Tudo o que quero é saber se o pais foi roubado para não me sentir ainda mais humilhado ! Portanto, não me diga que eu não quero ver! Mas não faça disto um assunto de fé ! Não me diga que só não acredita que três pastorinhos viram a a mãe do JC em cima duma azinheira , quem não quer ver , ok ? Obrigado !

  75. EduardoJ, tens toda a razão. E, se te recordas, dos problemas, falhas e erros do processo Casa Pia vieram algumas alterações legais. Nesta caso com Sócrates, tal também poderá vir a acontecer, caso haja razão para isso. Neste momento, do ponto de vista de quem não conhece tudo o que se passa no âmbito da investigação, ainda não possível ter alguma certeza a respeito.

  76. Irmãos, caríssimos irmãos, até aqueles que tão doutamente usam o milagre de Fátima para apoucar a inteligência de outros, existe um ditado – pois, os ditos populares compilam, de facto, a sabedoria do ser humano, que lhe advém da «sabedoria da cruz», da sua ação e interação – que alguns teimosamente recusam aceitar-, existe um dito, dizia eu, que plasma o seguinte: a mais honrosa ocupação do ignorante e do invejoso, incapaz de rebater o que não vai ao seu encontro, é investir no seu ego e no demérito do adversário.

    Como sois (in) doutos pequenos, alcançáveis inclusive no palheiro mais atestado, pois que vos fazeis sentir pelo cheiro da ignorância e desinteligência ( vulgo, burrice), permitam que vos diga, ainda: prefiro a minha «numbejonada» do que a (pseudo)visão de alguns enfermeiros daqui, pois fatiga pela sua incapacidade de alcance e golpeia irreversivelmente a democracia da decisão.

    A bússola não está ao alcance de todos, é preciso saber manejá-la, e vós, excursionistas acarneirados, precisais urgentemente de aprendizagem teórica, seguida de estágio.

    A quem cabe o barrete? A vários, evidentemente. E já agora, o dispensário avisa que o sítio é altamente inflamatório. Bá, unguentozinho nesses cutubelos, quisso tá em muito mau estado.

    OIinda, perdoe-lhes, não sabem. Mas quem sabe, um destes dias, apanham um Cássio pela frente…

  77. de acordo com os doutos raciocínios do valupi todos os advogados dos réus condenados na farsa judicial casa pia são uns nabos com os advogados do sócras que não o conseguem tirar da pildra. já começo a acreditar que isto se resolveria com as teorias do limbonadas, dar graxa aos meretíssimos, nenhuma contestação, uns cozidos à portuguesa numa tasca de sacavides, envelopes com uns complementos de isenção e já cá estava fora. agora que isto tomou estas proporções, já não é controlável e o juíz não pode libertar, criou expectativas eleitorais à coligação e tem os fãs à perna. entretanto o portas a ri-se que nem um desalmado desta merda toda, tirando o nervoso miúdinho que a ana e o magalhães lhe provocam.

  78. As considerações do spin doctor numbejonado são de uma valia argumentativa impressionante ! Rendo-me perante tão grande dominio das normas do processo penal, tanta assertividade no comentário, tanta lucidez dos factos, e agradeço-lhe piamente inúteis as magnas lições que aqui nos deixa, a nós , borregos acéfalos, repolhos ignaros, intocáveis de merda ! Bem haja , pois!
    Proposta : aproveite a boleia da campanha anti-pedófila da meritissima Paula da Cruz e mande assinalar-nos com uma estrela de cinco pontas florescente bem no meio destas testas ovinas! E depois mandem-nos fritar, pois para prender preventivamente seriamos muitos e a palha ainda lhe saia da algibeira ! A República ficar-lhe-á devedora de tão nobre gesto de civismo militante!

  79. IGNORANTEZES pá, coitado do Ccruz, os juízes taméie o tramaram, num é? fogu, malandros, toma cuidado, um dia apanham-te a tie, tás abere? acunselho-te a num prestarees declarações, pá, se o fizeres fazes prova contra ti próprio, pá, e bais prá pildra dimediato, meue. Ignatezes, cala-te, num ponhas o dispensário de quarentena, pá, sempre que abres a tromba castanha, as baquetérias fazem sentir-se tás a bere?

    Camacho, meue, que tal exprimentares o PROGRAM, pá? alibia a cumixãoe e matas os parasitas, eue aplicaba no meu caozinho, o gajo tinha pedigree, mas por algum motibo, de quando em bez, lá se metia com um pé de chinelo, hum, tás abere? No cotobelo, podes aplicar pó de talco, ficas a cheirar melhor e sp disfarças um póco, meue. oqueie.

  80. Caro Rodrigues,

    Ninguém sou para o desmentir. Aceito os elogios que me dirige, que são merecidos. Nunca me viu V. Ex.ª em compenetrada e concentrada defesa de quem precisa e em quem acredito. Saiba o meu caro, não me fico pela teoria, aplico-a e demonstro-a, em sede própria, seja quem for o adversário. A si, tolhido pelo facto de até querer concordar comigo mas resistir a tal, aconselho-o a ler, tentar compreender o que escrevo, que é tão só fruto de espontaneidade e em jeito de treino de adrenalina, no decurso de outros articulados importantes e que contribuem para mudar o que está errado ( em meu entendimento, evidentemente). Domino mais do que pensa, por dever de ofício. Gosto da haute couture, do louboutin, não me quedo pelos sapateiros. E aqueles que até aqui têm retaliado agressivamente, sem norte de escrita, tão só orientados pela tentativa de demérito, estão ao nível do aspirante de aprendiz de sapateiro. Ora isso, V. Ex.ª. já alcançou, daí a sua frustração tão visível nesse seu post. Continue com os repolhos, mas saiba que até a cultura biológica precisa de um bom fertilizante. Cabe a si escolhê-lo.

  81. Esta longo frenesim juridico-socratico-masoquisto-fanatico-autoflagelador de consciências bovinas e dogmas sacrossantos de crença e defesa da pureza imaculada do Santo Mestre de Évora; deixa-me tocado e comovido com a profundidade e intensidade da FÉ dos Aspirinicos e Devotos Beatos! Mesmo em Fátima, onde ainda não se fala de aparições de cabritinhos órfãos e cabronas arrependidas, é raro sentir uma Devoção tão Inocente e Poderosa. Amen. Ossanas Ossanas.

  82. Já agora quero também ajudar neste desígnio generoso e solidário de fazer chegar os comentários a este post acima do simbólico número 100. Que jornada de Fé e Fervor! Que excitação e entusiasmo. Até me humedeço …

  83. pergunta ao gato félix, na altura indefectível da paulette e menistro do porquinho nacional, que instituiu um prémios de € 50.000 para a malandragem denúnciar o pessoal das listas da coisa pia. como (não) vês essa treta das listas não é invenção recente, já tinham sido usadas para extorquir uns cobres aos judeus por um tal schlinder, não confundir com elevadores sociais. depois da insolvência do independente, por excesso de processos, passou à condição ad usum delphini, sendo prática e moeda corrente no partido do paneleirote que usa colarinhos à aviador e nós de gravata do tamanho da cabeça do joão soares.

  84. Pelos vistos, o numbejonada gasta o seu tempo no aspirina a ensinar aos ” ignorantezes” as teorias que aplica e que tem demonstrado em sede própria. Resta saber se é por falta de ocupação, sentido de missão, militância, ou, quem sabe, por gosto de rebater o que não vai ao seu encontro, investir no seu ego e no demérito do adversário. De qualquer maneira, isto deve dar-lhe um tesão do caraças… Se não fosse o aspirina, o numbejonada esgotar-se-ía na pornografia da net.

  85. Fico assaz curioso se neste intermezzo desta
    deambulacao dilemática entre dar banho ao cão e a fiscalizacao do cumprimento das normas, preceitos e obrigações religiosas da intensidade da abalada fé do Valerico, aqui na Basílica do Santo, alguém terá tido visões de cabritinhos ou cabritinhas órfãos depois de passar o número 100 de comentários!

    Se for de cabronas não arrependidas e depravada, avisem – me logo ! Miauuuuuuu

  86. … e depois há os sucedânios, os joãozinhos crios, a virem-se despudoradamente. Mas bonito, bonito, é ver as portas dos submarinos a ajoelhar em frente ao altar do crucificado, com os joelhos no chão e todas as benzeduras. só visto! Isto é tudo gente muito católica e séria, até porque é com estes cidadãos de primeira água que a nação revigora do seu atraso ancestral.

  87. Caro Numbejonada,

    Em nome dos cultivadores de repolhos e aprendizes de sapateiro cujo direito ao voto tanto o incomoda, premita que lhe diga que me parece obrigação civica de uma mente culta e democrata, esclarecer os seus concidadãos sobre as evidências que aqueles não alcançam. Ora não é o que vexa tem feito. Desde que o leio, a única coisa que encontro é um repetido exercicio de spin destinado a passar a mensagem de que tudo vai bem no reino, que as instituições funcionam regularmente e que temos mais é que esperar confiantes que a justiça frutifique, ainda que ela, mesmo depois de fertilizada pelos arrotos de tantas mentes brilhantes, produza os abortos que conhecemos. O que vexa nos diz é que magistrados e juizes não têm ideologia nem agenda, que nasceram possuidos por uma imparcialidade transcendente, e que quando por mero acaso se enganam, pois temos que ter paciência e esgotar os mecanismos de recurso que o sistema pariu, como se o sistema não fosse dotado de vasos comunicantes nem se lhe conhecesse qualquer lampejo corporativo. Ora bem, meu caro: acéfalos como eu convivem melhor com a certeza de que existem mil criminosos à solta do que com a mera suspeita de que possa haver um só inocente preso. Foi coisa que aprendi com o meu avó, que era analfabeto, coisa que obviamente vexa não é, e no entanto…..

  88. Vejam lá as coisas e mistérios insondáveis do Divino e da FÉ: não foi um IgnontZio, como seria de esperar, tal é a sua manifesta e expressa Devoção em número de comentários e sugestões trogloditas, qual sacristao Buldogue de serviço permanente e implacável … mas foi uma IgnontZia a alcançar o número 100 ! Aleluia, Aleluia, Aleluia

    PS – confesso que ainda não sei bem como interpretar este sinal misterioso dos mistérios do Santo, na escolha que fez ao sinalizar esta escolha e dar – nos está nova orientação, sinal de nova Encíclica ??

    Pss – confesso tb que está IgnontZia não tem qualquer sentido de humor, ao contrário do seu género masculino, honra lhe seja feita, e tresanda a mãos uma cabra frígida e azeda … mas prontos é o que temos !

  89. a culpa, a existir tal coisa no normal desenrolar da história humana e bloguística, foi claramente do autor do post, na minha opinião. não podemos culpar os vermes por se sentirem atraídos pelo cheiro da putrefação, está na sua natureza.
    e isto é tão válido pro plano material, fisico, real, das entranhas e dos seus teluricos desejos como para o racional, mental, espiritual, abstracto-beato.
    ou se não é, pelo menos a frase parece saída de um acordão da Relação e portanto, embrulhem.
    val, escreve outro que este tinha bicho.

  90. eh pah, estou a ser injusto contigo, val.
    já tinhas postado outro e eu é que ainda não tinha visto.
    moral da história: quem com adágios mata, com adágios morre.

  91. Ignatzia, fogu, fogu, nãoe pá, afasto-me todos os sítios onde possa tere uma bisão de uma gaja cumo tue, a maltratar-se cum foices e martelos, cumo se fosse um mar de rosas, pá. oqueie.

  92. Caro Rodrigues, já percebi que VExª. cultiva muitos repolhos, mas olhe, marque uma consulta e desmarque-se de Sísifo….

  93. Agora temos o merdas do zarolho a arrogar.se de ilustre, iluminado e balofo causídico. Um palerma que uns comentarios acima não era sequer capaz de verbalizar corretamente o conceito de presunção de inocência. também por dever de ofício tenho de lidar com causídicos balofos desta laia mijona. Despacho.os a pontapé, mas doutamente é claro.

  94. Xuxas, comunas, descansai, nem sempre o fruto do que se semeia, surge logo, mas mais tarde. Para já, fostes semeados, lestes-me, e respondestes, tal qual filho tresmalhado, rebelde, mas ainda assim atento. Angario, sem dúvida que angario, congrego, serenamente. Ignorantezes, vermes são aqueles que vos trouxeram e atentaram contra o equilíbrio das coisas.

  95. Enapa, ladraõe cobardolas, gostas tanto que até usurpas. Vai pensar o porco, pá. Sabes o que é isso, hum? Conta aí, o que é a presunção de inocência? bá, manda aí cum a tua sagesse (in) douta, e articula aí a tua factualidade obijetiba, ó ladraõe. Bamos lidar um cum o ótro, ó ilustre, manda aíe, figurãoe de má fé, hum. oqueie.

  96. e se queres falarre de despachos, ainda que apontapé, bé lá, tameie me ajeitu a tale,mas num me ponho a jeitu…hum, ó ladraozito burro, deixaste-te apanhar, macacu, num debes ter mamado quando eras gaiato pa, afétó-te a inteligencia pá, e agora o que fazes num te fica beie, nem te traze nada de beie, tás a bere. Oqueie. boue ao reino, decretar, táze na primeira linha de despachus, pá. oqueie.

  97. precisamente por não ser uma questão de fé, MRocha, é que ninguém pode basear-se a não ser nos factos neste assunto. e os factos são altamente reveladores: existem indícios fortíssimos que condicionam o estado actual da situação de Sócrates.

  98. noutro dia pareceu-me que essa deficiência na fala era o gicleur entupido, agora tenho a sensação que é problema no motor do arenque e que só pegas de empurrão.

  99. não pá, as técnicas d´enjambement , d´enculement et avalement, são todas tuas, lá sabes, então, como isso, funciona. Pois que as conheces, assim as mencionas.

  100. Olinda,

    Em Fátima tb houve imensos factos, e alguns altamente indiciadores de milagre, tendo até havido imensa gente disposta a jurar que num dia qualquer que não sei qual foi até o sol bailou ! Por conta disso, Fátima conta com mais adeptos que o Benfica!
    Para uma história ser verdadeira não basta que seja coerente com o nosso sistema de crenças ou de pré-juizos ! Com alguns factos e algumas deduções, qualquer um produz uma ficção credivel ! Ser verdadeira é outra coisa: carece de provas tangiveis. Na falta delas aconselha-se o uso dos saudáveis principios da presunção da inocência antes de julgamento e , depois, de permitir que a eventual dúvida favoreça o réu . Como se sabe são principios pouco usados. Veja-se os casos da mãe presa pelo homicidio da filha cujo cadáver nunca apareceu, do fulano preso pelo rapto de um rapaz que ninguém sabe o que lhe aconteceu , de um C Cruz preso por um broche em Elvas em dia e hora indeterminados e numa casa que podia ser aquela mas tb podia ser outra !
    A mim, há uns anitos, aconteceu-me que tive de dispender uma boas centenas de euritos para conseguir demonstrar que a multa de estacionamento em Mangualde não podia ser do meu tractor, que nunca saiu das voltas do Brejão. Era questão menor , eu sei. Mas como me tenho na conta de pessoa de bem, a partir desse dia tudo o que desejo a todos os crentes que tão facilmente concluem que o que parece é, é que nunca tenham o azar de se ver na necessidade de provar que, não se sabe bem há qts anos, não enrabaram nenhum menor em dia incerto da semana, num ermo onde nunca puseram os pés !Capicci ??

  101. Val, não me parece fácil à defesa demonstrar que o sócras está inocente da acusação porque ainda não se sabe que factos são considerados suspeitos. O que sabemos é que há uma conta na suiça que é do carlos santos silva (CSS) mas que o ministério público assume como sendo do sócras. Depois, como CSS era empresário do grupo lena e amigo do sócras, há indícios de corrupção, que justificam o dinheiro, que por sua vez justifica a corrupção. O que falta agora são os actos em concreto, que o MP se recusa a divulgar, e induzem o raciocínio dinheiro-lena-corrupção-dinheiro. Tudo o que vier depois é lucro, e na impossibilidade de sequer ir a julgamento, faz-se um acórdão de arquivamento onde se refere que ficaram por fazer umas perguntas por fazer.

    Por outro lado, há a possibilidade de haver provas mais que suficientes para levar o sócras a julgamento e sustentar uma condenação. Isto levar-nos-ia a considerar que a actuação do super-juíz, do procurador-de-bigode e restante magistratura foi a mais adequada, por temerem uma real perturbação do processo. Mas uma coisa é certa, uma justiça que altera datas para enganar a defesa está condenada a estar, mais cedo ou mais tarde, do lado errado da defesa do estado de direito.

  102. aquaporina, a questão não é essa relativa a uma prova de inocência, precisamente porque nem sequer existe ainda uma acusação, mas sim ao combate pela percepção de inocência. E aí a defesa de Sócrates andou a garantir que a decisão da Relação teria de ser inevitavelmente a seu favor, dado terem sido cometidas ilegalidades. Ora, nem o Supremo nem a Relação validaram a tese das irregularidades no que à prisão preventiva diz respeito – o que significa que há neste momento 3 tribunais a considerar que se está perante “fortes indícios” de actividade criminosa. Ou seja, estes juízes estão todos a dizer que é preciso investigar e que é preciso privar Sócrates da sua liberdade no grau máximo possível em ordem a conseguir-se investigar.

    Perante estes resultados, mais as informações que vão aparecendo na comunicação social e que adensam a suspeição ou a convicção de culpa já formada, a defesa de Sócrates, com Sócrates incluído, parece completamente aos papéis. Será que têm alguma coisa na manga? Aparentemente, só o recurso para o Constitucional, embora ninguém acredite que depois destes episódios judiciais tal venha a resultar numa alteração da situação.

    Para além disto tudo, mesmo que a Relação tivesse mandado Sócrates para prisão domiciliária, ou só com apresentação regular numa esquadra, a percepção pública a respeito do caso não sofreria qualquer alteração.

  103. “… e induzem o raciocínio dinheiro-lena-corrupção-dinheiro. ”

    para que conhece o grupo lena de perto o racíocinio induzido é dinheiro->lena->corrupção->psd. os arqueólogos que queiram escavar as ruínas do grupo lena podem fazê-lo googlando: leirisport, jornal i ou bcp/abrantina, depois é seguir o rasto e os links até ao psd local e nacional. deixem-se de merdas, houve corrupção, mas é com outros e o processo não avança por isso mesmo.

  104. oh val, não sejas paspalho. há uma conspiração política executada pela justiça e contra isso batatas. a única solução possível é dar publicidade aos atropelos legais, desmontar as acusações mais importantes, ganhar eleições e correr com a canalha, preferencialmente com processos que mostrem ao país as vigarices que fizeram em nome da impunidade e já agora não permitir entrada de garrafas de vinho na cela da alcoolizada da cruz.

  105. Val, concordo, mas acho difícil nesta fase haver uma defesa eficaz. Enquanto não houver uma explicitação dos factos que levaram ao pagamentos do CSS a Sócrates a defesa está mesmo condenada a andar aos papéis. Por um lado qualquer procedimento que seja rejeitado, tal como foram o recurso e o habeas corpus, é encarado como uma derrota. Por outro, não utilizar estes procedimentos seria encarado como uma admissão de culpa. Uma coisa é certa, a maneira como isto está montado deixa muito pouco espaço de manobra a Sócrates e à sua defesa.

  106. aquaporina, pois ai está o ponto: Sócrates poderá não ter defesa possível. Não sabemos. Aparentemente, caso tudo fosse lícito, Santos Silva no primeiro interrogatório trataria de esclarecer a questão do dinheiro na Suíça. Consta que ele resolveu nada explicar. Esse silêncio, por sua vez, tanto poderia resultar de esse dinheiro ter nascido de uma evasão fiscal como poderia resultar de Santos Silva não permitir que a Justiça o andasse a devassar (uma hipótese lírica, mas lógica nesta especulação).

    O facto é que parece mesmo haver um padrão de gastos do dinheiro de Santos Silva para favorecer Sócrates de diferentes modos. Por sua vez, Sócrates já admitiu ter prestado um favor ao Grupo Lena a propósito de negócios com Angola, embora já não fosse primeiro-ministro. Enfim, há aqui muita lenha para se ir queimando Sócrates pelo tempo máximo e como Rosário Teixeira e Carlos Alexandre bem entenderem, pois ficaram com carta branca.

  107. “… Sócrates já admitiu ter prestado um favor ao Grupo Lena a propósito de negócios com Angola, embora já não fosse primeiro-ministro. ”

    qual é o crime e onde é que está a imoralidade? só se foi por ter conseguido aquilo que o actual governo deveria ter feito e não fez. fónix, engoles toda a merda que te põem no prato.

  108. Se os indícios contra Sócrates existem e contam, por que razão não podem contar os indícios, que também os há e igualmente fortes, de existir uma conspiração? As miseráveis perseguições a Sócrates nos últimos 10 anos não indiciam nada? A direita só conseguiu alçar-se ao poder, para colocar em prática um destrutivo plano para este país, depois de o diabolizar até ao limite. Isto não indicia coisa nenhuma, é normal e admissível em política? Indícios por indícios, quais são os mais fortes?

  109. ENAPA, és um brincalhão. Ai que brincalhão. Hum, ouve e no meio dessa conspiração política, não houve nenhuma prescrição, hum? Ora dá-nos lá a tua perspetiva da coisa, sempre tendo em mira a tua beleza do direito ( eu acho que cheira a mofo, por vezes…). Deves gostar de sopa da pedra, não é? É um prato flexível, de facto….

  110. “… Sócrates já admitiu ter prestado um favor ao Grupo Lena a propósito de negócios com Angola, embora já não fosse primeiro-ministro. ”

    Se isto estiver no processo, é um prova irrufutável da sua má fé. Esse telefonema escutado ocorreu muito tempo depois de JS ter sido avisado de andar a ser investigado e creio que até já depois da notícia da Sábado. A provar alguma coisa é que JS está de consciência tranquila. Mais ainda do que má fé, é velhacaria e malícia insinuar um comportamento criminoso num acto banal e até meritório. Nem a ti te fica bem, Val.

  111. “… do que estás à espera para ir entregar esses indícios no Ministério Público?”

    eheheh… deverias saber que o ministério público só aceita indícios contra o sócras, queixas anónimas ou do mário machado, o resto é chover no molhado, se não prescreveu é porque não configura crime.

  112. val, já que insistes em ver as coisas assim e independentemente do paradoxo que seria o acusado ser o acusador, não me parece que exista um tipo legal crime em que se pudesse enquadrar esse tipo de conduta conspirativa.

  113. Lucas Galuxo, estou com a impressão de que o vinho voltou a tomar conta do teu teclado. Não se trata de eu estar a insinuar um acto criminoso nesse episódio onde, pelo vistos, Sócrates foi intermediário entre partes num eventual negócio. Trata-se de isso estar a ser usado pela acusação como uma peça de um determinado padrão. É isso que se discute, a acusação e a defesa.
    __

    enapa, se é assim que vês a questão, não te gabo a sorte. Por mim, assim que existir qualquer indício sólido de uma qualquer conspiração política na Justiça tem de se denunciar o caso até às últimas consequências.

  114. Pelo modo como fede e se contorce, percebe-se que o ceguinho pretende deslumbrar-nos com a sugestão de suposta pertença a uma das agremiações judiciais, cujo merdoso poder o fascina até ao orgasmo.

    A escrita pretensiosa e analfabeta poderá indiciar, porém, tratar-se de um funcionário judicial cinzento e invejoso, burocrata infeliz afogado em complexos de inferioridade, ainda que analfas não faltem na corporação que o deixa molhado.

    Ou não passará de mais um entre milhentos curiosos que empestam o país com a sapiência de toneladas de leis e códigos que aprendem no correio da manha e em programas televisivos matinais para donas-de-casa mal fodidas. Um pobre desgraçado que se masturba com o Código de Processo Penal à frente do focinho, em jeito de “Playboy”.

    Uma coisa é certa: os bitaites do ceguinho implicam, necessariamente, uma colossal perda de tempo na conversão em língua de parvo das elucubrações que lhe fritam os dois neurónios solitários. E essa perda de tempo, gentes, acontece quando devia estar a fazer o trabalho que os nossos impostos lhe pagam e que fica, logicamente, por fazer. Basta verificar os horários de flatulência do cretino aos dias de semana, nesta farmácia.

    O ceguinho julga ter graça, massacrando-nos com piadolas de pau, incompetentes e malparidas, seguramente à medida da competência do parvalhão na profissão que finge exercer. Mas até a tábua de engomar que cá tenho em casa o ultrapassa em sofisticação humorística. Um momento, ouço protestos… é a cagadeira a gritar-me que ela idem. Perdão again… What? O autoclismo (que só fala inglês) diz que também ele aspas!

    O ceguinho gongórico escreve em língua de parvo, espelhando pornograficamente a alma, porque, num raro momento de lucidez, percebeu que, quando arrisca língua de gente, a careca analfabeta se expõe, obscenamente, à vista de todos (só as vírgulas entre sujeito e predicado bastariam para levar ao suicídio o seu professor de Português).

    É asneira dar-lhe trela, caros comensais, porque o estimula a elucubrar parvoeiras indecifráveis, enquanto os papéis se acumulam na secretária e lhe submergem a focinheira, para depois, no fim do mês, termos de lhe pagar o salário. E, ainda que a asneira seja livre, há alternativas. Quais? Talvez foder.

  115. “Trata-se de isso estar a ser usado pela acusação como uma peça de um determinado padrão. É isso que se discute, a acusação e a defesa.”

    veio na pasquinada habitual e o sócras já deu explicações sobre isso. neste momento não há acusação alguma, há só palpites a que chamam fortes indícios e que amanhã dão lugar a outros. a estratégia do ministério público é ir testanto reacções aos bitaites que manda para os jornais sob a forma de fuga ao segredo de justiça e para ver se o preso diz qualquer coisa por onde lhe possam pegar. quantas vezes é que o calex confrontou o sócras com factos? oficialmente nenhuma, mas interrogatórios via correio da manhã, i, sol, observadores e merda sucedânea é todos os dias. dizem que a lei permite e vai de prender até que o gajo confesse, se não confessar instituem um prémio ou fazem um concurso de ideias para quem denúnciar ou arranjar processo de condenarem o gajo, no mínimo, ao dobro da prisa que já cumpriu. depois sai em liberdade se confessar ou cumpre o resto caso não mostre arrependimento. solução: ganhar eleições, acabar com esta palhaçada, investigar a bagunça e levar à justiça os responsáveis desta pouca vergonha.

  116. CAMACHO, my friend, muito iscrebestes tue, pá, debes tere os dedos torcidos, pá, hum?

    Oube, oube, toma lá um treat, só pra tie, pá, que hoje ando aquie com bués de tarefas…

    Inspirrei-me na lógica do pastor e aí baie,

    Julgando um deber cumprir,
    Sem descer no meu critério,
    Digo berdades a rir
    Aos que me falam a sério!

    Hum, porque dizes que eu não presto,
    nem mesmo quando bos falo,
    Se não carrego na testa
    o selo de quanto valho.

    Cala-te, interpelante chato
    Que me estáze a probocar
    Se te mostro o meu balor
    Hás-de ter que te calar.

    O Camacho, da mama descaída,

    Tem a sua fala presa,
    Mas não é do binho tinto;
    É duma «penguinha d’água»
    Que «bubeu» na Corte do Pinto.

    Pinto do Sócrates, tás a bere? oqueie.

    Taméie queres ó Galucho, hum? dize, num te acanhes. Bá. oqueie.

  117. Numbejonada: «A PP não é uma pena, é uma medida ao alcance do juíz»

    Em Portugal, e noutros países onde não existe o equivalente do “arraignement” americano — que requer indicação do crime em concreto, com dados como o tempo e o lugar incluídos, e arrasta a impossibilidade de alguém ficar detido por mais do que um ou dois dias (dependendo do estado) sem ele — a PP é uma pena e mais do que isso: é uma consolação judicial quando não há pena legal possível e uma miséria moral própria de uma cultura multisecular de inquisições e beatices.

  118. Caro Meirelles, pois tem V. Ex.ª direito à sua opinião. Contudo, o que interessa é o que vigora validamente. A PP é uma medida de coação que só se aplica em casos graves, sempre sindicada no processo, até pela possibilidade de ser revista. E, note, acresce-lhe que os magistrados que seguirão na próxima fase processual, serão diferentes. Por isso, a sindicância da justiça da medida não radica só naquele que a aplicou.

  119. Numbejonada, tente ver mais longe do que a ponta do nariz: alguns magistrados podem ser diferentes, mas a cultura é a mesma; e desses poucos, pouquíssimos se arriscarão a ter os outros à perna.

  120. Correcção: é arraignment que se escreve:

    The wording of the arraignment varies from jurisdiction to jurisdiction. However, it generally conforms with the following principles:

    The accused person (defendant) is addressed by name;
    The charge against the accused person is read, including the alleged date, time, and place of offense (and sometimes the names of the state’s witnesses and the range of punishment for the charge(s)); and,
    The accused person is asked formally how he or she pleads.

  121. “Veja o que aconteceu no caso de leonor beleza.”

    a leonor beleza não foi presa preventivamente e depois teve o desfecho normal de todos os acusados do psd, tirando o duarte lima que foi preso para ser protegido da polícia brasileira e os casos isaltino e vale azevedo que foi ajuste de contas entre gangues de direita.

  122. estás certíssimo, MRocha: não creio que a acusação tenha fabricado tão fortes indícios que têm mesmo ser desbravados a bem da nação e do estado de direito.

    (de resto, fizeste mal em gastar os euritos: ligavas ao Silva, Carlos Santos) :-)

  123. A discussão àcerca da culpabiblidade ou não de José Sócrates em qualqeur coisa que ainda não se sabe bem o que virá a ser ou se algum dia será parida nunca vai conseguir ofuscar o essencial: o que está a ser julgado neste caso de uma forma irreversível é a “justissa” portuguesa e o modo como se praticam coisas tortas por linhas “direitas” neste País.

    Por mais voltas que blogonautas ociosos dêem à questão ou por mais tolinhos e ingénuos que sejam os escribas do género deste pavão valupi, a coisa está preta e, a seu tempo, o tiro vai-lhes saír pela cloaca.

    Até lá, o Dr. António Costa (PIrro?) não se ponha a pau, e depois diga que a sarrafada dói muito. Quem te avisa…

  124. Numbejonada Caro Meirelles, e que pretende com tal tecnicidade?

    Não é a «tecnicidade» em si que interessa, na medida em que julgar de forma justa não é o mesmo que fazer sapatos de forma correcta (que os sapateiros dominam e os outros não). São os princípios por trás das «tecnicidades» (que se metem pelos olhos dentro de todos, excepto dos que não vêem mesmo nada).

  125. Sugestão de aforismo do dia: «Devemos perdoar às televisões e jornais o futebol nosso de cada dia com que nos procuram adormecer e castrar, e estar-lhes agradecidos por todos os juízes, e procuradores, e seus síndicos de classe, e suas felícias estripadoras, que nos entram diariamente pela casa dentro, com seus processos, e buscas, e provérbios, e anedotas, e — ai jesus! — pedofilias, e — ai meu deus! — espionagens de restaurantes caros, com que diariamente nos brindam, porque sem isso dificilmente perceberíamos a camisa de sete varas em que estamos metidos.»

    Salve-se quem puder.

  126. Na continuação (meu itálico):

    Amendment VI: In all criminal prosecutions, the accused shall enjoy the right to a speedy and public trial, by an impartial jury of the state and district wherein the crime shall have been committed, which district shall have been previously ascertained by law, and to be informed of the nature and cause of the accusation; to be confronted with the witnesses against him; to have compulsory process for obtaining witnesses in his favor, and to have the assistance of counsel for his defense.

  127. Para informação técnica sobre prisões preventivas e segredos de justiça favor procurar nos regulamentos da saudosa Santa Inquisição.

  128. Para já nem falar em vítimas secretas, assistentes técnicos em pânico, pagamentos antecipados de indemnizações, recursos anedóticos, acordãos de consolação literário-humorística, sábios exibicionistas babados e outras maravilhas. Há processos que nos abrem os olhos, mesmo com quase tudo o que interessa escondido. O Casa Pia iniciou a coisa, e tudo o resto em que tenho reparado tem seguido o guião.

  129. Rodrigues: http://www.mjd.org.pt/pdf/Jornal2014.pdf

    O artigo (a páginas 17 e 18) do desembargador Agostinho Torres, relator do recurso da prisão preventiva de Sócrates, é de facto muito interessante.

    Primeiro, o habitual queixume pela degradação do estatuto remuneratório capaz de fazer um santo perder a isenção e torná-lo corrupto. Depois a queixa contra os «alguns políticos» do costume que perseguem os juízes, arriscando-se a que estes percam a serenidade, transformando — maravilhosa imagem de fino recorte literário! — o ouro em latão.

    E a cereja ideológica no topo do bolo revolucionário:

    «Quer-me parecer que, neste conspecto, os poderes de Estado, na sôfrega facção legislativa e, sobretudo, executiva (predominante em todo o século XX), nem sequer têm sido inteligentes. No afã de nivelar tudo e todos fora do estado social, esquecem que, e muitos o avisaram, o Sec. XXI pode bem vir a ser o da emergência do poder judicial, como poder público de controlo de outros poderes do estado e de um novo modo de exercício do judiciário».

    Preto no branco!

    Cuidado, sôfregas «facções» legislativa e executiva: cesse tudo o que a antiga musa canta porque um valor mais alto se alevanta!

    Como se até as cabras não soubessem que nem tudo o que brilha é ouro…

  130. Caro Meireles,

    1- Que princípios são esses, então?
    2 – Que tem a reprodução do direito US que ver com a ordem jurídica portuguesa e, no caso concreto, com Sócrates? Está a fazer um juízo comparativo casuístico ( e com o quê nos US) ou simplesmente genérico, em sede da bondade do direito repressivo/punitivo em Portugal?
    3- O caso Casa Pia iniciou o quê?
    4 – E no caso em concreto, que aponta ao processo crime na precisa fase processual em que se encontra?

  131. Numbejonada (em grosso):
    1 – Que princípios são esses, então?

    Que «tecnicidades» eram essas, então? A cada uma o seu, se quiser ter a bondade. É como aquele musical «Sete Noivas Para Sete Irmãos», mas podem não ser só sete (no caso americano são dez e têm um nome. [releia se não se lembra]

    2 – Que tem a reprodução do direito US que ver com a ordem jurídica portuguesa e, no caso concreto, com Sócrates?

    Tudo e nada. Tudo se perceber a que propósito vem. Nada se julgar que provérbios populares e concertinas mediáticas chegam para substituir a precisão jurídica e impedir a prisão discricionária, entre muitos outros malefícios da nossa — generalizada, há que confessá-lo — falta de ἀκρίβεια. [releia]

    3- O caso Casa Pia iniciou o quê?

    Iniciou a coisa. [releia: «Há processos que nos abrem os olhos, mesmo com quase tudo o que interessa escondido. O Casa Pia iniciou a coisa»]

    4 – E no caso em concreto, que aponta ao processo crime na precisa fase processual em que se encontra?

    No caso em concreto não iniciou nada. Já estava atento.

  132. Meu caro,

    Quer discutir PRINCÍPIOS JURÍDICOS e normas de processo no caso em CONCRETO ou simplesmente quer continuar a dizer NADA? Todos criticam e falam dos atropelos, da incompetências, etece tc, mas quando se chega ao ponto de se discutir a causa, e de apresentar soluções, ei-los que se arredam, com ironias que, em boa verdade, desculpará, nem aquecem nem arrefecem.

    É só especialistas e visionários de dedo em riste, que cai com a menor rajada de vento.

  133. “É só especialistas e visionários de dedo em riste, que cai com a menor rajada de vento.”

    ganda piada ao bafo da menistra bebedólas da cruz

  134. Numbejonada: Quer discutir PRINCÍPIOS JURÍDICOS (. . .) ?

    Releia. Os princípios e os fins são morais, os meios é que são jurídicos. Tudo na sequência do seu «Caro Meirelles, e que pretende com tal tecnicidade?», sendo que a «tecnicidade» supostamente supérflua e aniquilada pelo seu cancioneiro de provérbios do jurista português era, se bem percebi, o dever de informar a pessoa acusada e os seus advogados de detalhes como a natureza, data, lugar e testemunhas do alegado crime que justificariam a forte suspeita e a detenção.

    Eu explico melhor: «você fica cá porque está fortemente suspeito de homícidio» não chega, e o que falta não é só uma «tecnicidade» nem basta completar (ou confirmar) a sentença preventiva com um provérbio qualquer sobre a vida e a morte. É preciso o quem, o quando, o onde e outras pequenas insignificâncias desse género. Se continua a não perceber isto, vai continuar a não perceber nada.

  135. Pelo estilo enfatuado, esquizofrénico e vácuo da prosa, o cegueta (terminal) só pode mesmo ser um merdíssimo juiz brotuguês. We have very feather…

  136. meus caros o cegueta não passa de um menino de recados num gabinetezinho qualquer de advogados e debita aquilo que vai ouvindo.

    “O que diz o seu cliente sobre o intervalo em que o MP diz terem sido praticados os actos?

    Diz algumas vezes o seguinte: “Realmente os crimes que eu possa ter praticado, pratiquei-os certamente depois de 1957.”

    factos? datas? nada, nadinha de nada.

  137. “Ou seja, o discurso não é “eu não fiz”, mas sim “não há provas de que eu fiz”.

    Em primeiro lugar, se tivessemos tido sucesso com o habeas corpus e o engenheiro Sócrates tivesse sido libertado, Qual seria o comentário? “Ganharam na secretaria”. Como se o Supremo Tribunal de Justiça fosse uma secretaria. E, depois, a questão é esta: eu só trabalho na tecnilidade. Porque para trabalhar nos factos, temos de ter os factos.”

    Factos? Datas? nada nadinha de nada

  138. Valupi, concluo que os advogados não podem defender Sócrates sem saberem de que está acusado, isto é, quando, onde e como o MP acredita (se é que acredita) que foram cometidos os crimes.
    “P-Apesar de o MP não ter indiciado José Sócrates por tráfico de influências, a Relação de Lisboa referiu este crime. Surpreendeu-o?
    R-Podiam até eventualmente considerar que também há homicídio, lenocínio. Pode haver enfiteuse. Pode haver uma quantidade de coisas. Eu só queria que eles se entendessem e me dissessem ao que ando. Para mim também é um bocado difícil andar a saltar de crime em crime. Eu já levo tanto tempo desta marmelada que conviria que pudessem formular com clareza e rigor o que pretendem do meu constituinte. Não podem construir um texto barroco em que apontam para crimes praticados entre 2000 e 2005 e depois passarem para outro período.
    …/…
    P-O MP refere que a defesa foi informada do espaço temporal em que os actos foram praticados…
    R-Quando um magistrado do MP escreve uma imputação de factos a primeira obrigação dele é escrevê-la de modo a que seja entendível, clara. Mas o doutor Rosário Teixeira não é burro, não é analfabeto. Ele sabe escrever e se ele escreveu em termos suficientemente ambíguos para permitir duas ou mais leituras fê-lo porque quis.”
    Para mim não é a defesa que é inadequada, como defendes, existe é muita gente com o poder de prender e manter preso seja quem for, independentemente de estratégias, argumentos jurídicos, questões processuais, ou competência.
    Para mim Sócrates está é lixado, nunca mais se livra da má fama. O que me chateia é que seja a Justiça a ser trapaceira e injusta.
    Já agora, podes dizer à malta como é que farias a defesa de José Sócrates, o que é que farias de diferente?

  139. Meus caros,
    os “malandros”, para citar Mário Soares, vão recalcinar Sócrates na prisão durante um ano para que não sobre qualquer vestígio do homem à superfície da terra. Depois do homem morto e enterrado, arquivam o processo. Nada de novo e, assim, cumpre-se o desejo de muita gente a quem Sócrates meteu medo e inveja pela sua forma de estar na política e não só.

  140. O comentador Meirelles está a brincar, não está? Se não entende o que se lhe pergunta nem o objetivo das questões, é evidente que os seus conteúdos respondidos, estão viciados. Totalmente.

    Releia, pois o caro comentador, e já agora, em paralelo, leia um pouco de Kant – ajuda-o. Já que se atreve com moral, ética e condutas jurídicas.

    Direito comparado? Foi esse o seu objetivo quando transcreveu a tecnicidade em causa? What the heck do I care about what´s going on in USA?
    Nem é uma questão de ser supérflua, não se aplica numa realidade jus- processual ( e não só) DIFERENTE.
    Meu caro – PERCEBA! A PP é legal, por isso, legítima, corre uma investigação, que segue normas de processo claras e concretas, regidas por princípios jurídicos, por sua vez orientados pela ética e/ou moral vigentes na COMUNIDADE. É o princípio e o meio – ambos jurídicos – sequer questionados por instâncias supranacionais.

    Não adiante DISCUTIR o juridico, a juridicidade e muito menos o Direito, com quem mistura «alhos com bogalhos» com «ares» de doutrina da verdade.
    Sugestão: aparentemente, aliás, DEFINITIVAMENTE, ABSOLUTAMENTE, ninguém viu a VERDADE do MEIRELLES sobre o caso Sócrates. Ele sim sabe os seis «W´s» do inquérito criminal. FAÇA qualquer coisa. É cidadão, tem legitimidade para intervir. Vá aos autos elucidar os INCOMPETENTES. Mostre-lhes a sua competência, com os meios, a ética, o cancioneiro da verdade do Meirelles, com títulos de filmes e sei lá o quê mais. ESTE PESSOAL, pensa que discute DIREITO como se estivesse a discutir POLÍTICA! Há escolas, sabia? A académica e a prática. Venha o PRIMEIRO E REBATA a SÉRIO o que até aqui tenho escrito no assunto. Garanto que não tenho bola de cristal…
    Desculpará, mas não posso continuar a discutir consigo quando desconhece comprovadamente o que é o PROCESSO PENAL, e como o mesmo se dinamiza.

  141. JPFERRA, o bruxo que te aconselha deve estar bêbado. Ou será que bebeu da água do Pinto? Hum?

    Então, colocas-me na classe de office boy? Hum, eu lanço mais bombas e apago fogos. Com estilo, devo dizer. Muito estilo. Os anões mentais, regra geral, fogem de mim, ou reagem com invetivas que nem sequer entram na ótica certeira – a traseira. O meu olho do rabo é demasiado fino e snob para atrasos inteletuais e inteletualerdas. Evidentemente, pratica os sons consoante o palco….

  142. “Desculpará, mas não posso continuar a discutir consigo quando desconhece comprovadamente o que é o PROCESSO PENAL, e como o mesmo se dinamiza.”

    oh paspalho do caralho, pira-te enquanto é tempo, não vás levar um comprovado e dinamizado baile de penas & alcatrão.

  143. Seu bestalhóide, a tua IGNORÂNCIA é lamento para almas generosas. Venha o PRIMEIRO dar o baile…num salão onde não sabe dançar. Anão, vai comprar um par de BOTAS ALTAS pá, de preferência com CANUDO, e tenta subir até cá acima…

  144. ficamos a saber que o delinquente do cegueta gosta de passear o seu rabo fino e snob por esta farmácia. resta saber por onde andou tal figura para aqui estacionar.
    vai-se a ver, afinal, o jurispudêncio sodomizado encostou por aqui porque precisa de enfiar diariamente no seu rabinho fino pelo menos um supositório de 5000mg de vaselina.

  145. Ó anão mas não és tu que o farias, se esse fosse o meu final goal, see, schmuck ass? E isso frustra-te, ó gajo das caldas…não bebo dessa caneca, connard.

  146. ó kamarada, não é no caldas que param os melhores rabos finos e snobs da temporada?!…
    ah! pois! é a catherine deneuve a presidir ao concurso! thanks!

  147. We have same very feather, blindoooooooooo

    You don´t pass of a histeric whore relaxed, son of a goat

    GO FOR THE COCK THAT FUUUUUUUUUUUUUUUCKS YOOOOOOOOOOU,

    or to hell, where you do belong, beetle…

  148. hummm… está a doer, ó meue?!… prontes, 10000mg de glicerina. oqueie?!…
    bá, num chores, num rifolegues, quisso passa…

  149. Ó IGNORANTEZES, mas ólha que cum pilas iscaldadas num podes abafare nada, pá. ainda pur cima com calus, em jeito de medicina alternatiba, ó badlhócu.

  150. numbêsnumfazesenumsabesnada,

    and now in Portuguese, his analphabrut:

    Temos mesmo muita pena, ceguetaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    Não passas de uma puta histérica e relaxada, filho de um cabrão

    VAI PÓ CARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALHO QUE TA FOOOOOOOOOOOOOOODA,

    ou para o Inferno, onde pertences,

    verme

  151. Ahahahahaah. Ó ORDINARECA TONTINHA, hum, discarrilaste, foie? HUm? Oube: Baie tue. E tue é Kés isso.
    oube, cumpraste um tapete em alemãoe, foi? IGNRANTEZES baie bubere água, tás muito inflamdu, pá. oqueie.

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