Seculo seculorum

Os crucifixos devem sair das salas de aula na Escola Pública, os homossexuais devem poder casar pelo Civil. E tudo e tudo. E tudo o mais que a sociedade escolha em liberdade. Inquestionável. Mas a Igreja deve estar calada?

A perseguição à dimensão política da Igreja assinala uma cidadania imatura. Os preconceitos de origem religiosa são tão legítimos como os preconceitos de origem ideológica. E temos a ganhar com essa diversidade intelectual. A latente, eventual ou ocasional conflitualidade entre valores religiosos e seculares está ao serviço da própria secularidade.

A democracia tem a sua força na sua fraqueza. É contra-intuitiva.

12 thoughts on “Seculo seculorum”

  1. Val, com certeza que não, não se deve calar e sim, como todos nós deveríamos, lutar pelo que acredita, os tais preconceitos. Mas nessas questões, como sabes, trata-se de inibição da liberdade de uns por parte de outros, e a razão, como disseste e bem, está inquestionavelmente de um lado apenas. Existem perseguições à Igreja? Digo, como diria o meu bisavô quando lhe perguntavam se chovia lá fora, estando ele à mesa: Sim, mas não é geral. E, para além disso, provar um pouco do próprio remédio nunca fez mal a ninguém.

  2. Per secula seculorum.
    Com um grande respeito para os cristãos de boa-fé que estão a viver valores e são ejemplo de bons cidadãos, respeito por se mesmos, que vivem uma ideloxía que ajuda-lhes na sua vida, como as pessoas com valores também que sem religião podem viver semalhantes valores. Pode-se e se calhar deve-se viver sem religião , mas numca prohibir que as pessoas vivam como cidadãos a sua creenza religiosa, ora bem ises cidadãos creintes terão como valor o fazerem parte dum estado laico, ou sem confesão declarada. Porquê?, per secula seculorum a igreja quis impor o seu pensamento, convertir o mundo na cidade de Deus que dizia que dizia São Agostinho, e velai a historia quanto conta.
    A igreja não é democrática. A democracia nasceu comtra a oposição da igreja, ela sempre foi detrás do pensamento dos homens, da ciencia….A igreja en si mesmo tem uma finalidade de controlo do pensamento, de a posesão da verdade revelada que há de impor a todo o mundo e isa verdade deverá ser o credo ideológico de qualquer poder político. A verdade deverá prencher o pensamento civil-político.
    Para que no mundo houver democracia, fisseram uma revolução en França, e mais outras, nas que no fundo ficava uma loita Fé-razão. Um cambio no pensamento político, que vinha dende Constantino e o concilio de nicea no 325 , em que a religião do imperio era a cristiá. A cidade de Deus como cimeira da igreja, estava imposto o pensamento único, sim com a Bibilia como única verdade , Biblia que os fieis não liam , exprimir-se-ia por o eleito de Deus. A igreja na sua missão de conquista vai distinguir emtre bons e maus. Quem di a igreja di qualquer religião. A democracia não trava-la-a na sua liberdade de expresão e influencia na sociedade.
    Deverão sair das aulas os crucifixos: sem duvida que sim. A respeito dos homesexuais, qual é o problema moral dende o ponto de vista laico e não religioso: nenhum. Um laico para dar a sua resposta procura que Sejas respeitados os direitos humans de respeito a pessoa, liberdade individual, igualdade na lei sem discriminação pelo sexo, religião, opinião ou caste social. Porém A igreja vai procurar a sua velha interpretação, vai procurar darlhe resposta conforme convir nessa altura para influenciar na sociedade ou opôr-se a un governo, e aceitar socialmente essa conducta que Fazer-se-a norma geral aceitada por todos ou pelo menos praticada por todos os cristiãos que continuarão serem crentes, homoxessuais e farão o cassamento emtre eles.

  3. Muito bem, reis, e muito obrigado pela reflexão. É esse longo caminho que se fez até chegarmos ao regime secular que se esquece. Tal como se esquece a força do tempo, o facto de estarmos sujeitos ao que a nossa época nos dá como possibilidades de sentido.

    E, depois, sempre lembrar: a Igreja não é o Vaticano ou a doutrina, antes o Corpo Místico de Cristo.

  4. Dizia eu ainda abaixo daquele link e não saiu não sei porquê, que a cruz a que chamam crucifixo foi e será sempre et pour cause o símbolo da mais violenta opressão do homem sobre o homem, através dos séculos. E mais não digo, que o texto da Fernanda aí está para isso!

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