Se o ridículo pagasse imposto

Tendo em conta os desvarios megalómanos que os proponentes e divulgadores da manifestação Todos pela Liberdade exibiram frenéticos, e face à hilariante fantochada em que tudo acabou, é grande azar não se pagar imposto pelas figuras ridículas na via pública. A dívida de Portugal teria desaparecido por volta da 13.30, de fronte ao Palácio de São Bento.

Mas saber que este rancho de cínicos, decadentes e avariados dos cornos não faz a menor ideia da razão pela qual ficaram a falar sozinhos é ainda mais engraçado.

49 thoughts on “Se o ridículo pagasse imposto”

  1. Agarra Que É Ladrão

    O Aspirina é cada vez mais difícil de seguir, tal é a velocidade das postas e a curiosidade das figuras e metáforas que vão aparecem. Infelizmente não tem dito de sua justiça quadrantes conservadores, ou mesmo mais extremados, que animem a conversa. Mas a riqueza dos outros é tal que são um prazer para quem se deita tarde ou levanta cedo. O Aspirina ocupa cada vez mais tempo ao cidadão que quer estar presente. Ou seja: um blogue de mão do Plano de Contrôlo da Comunicação Social de Sócrates, o cínico, o octópode, o intimorato, o homem tranquilo apesar do plano inclinado em que está e foi antevisto pelo togado, com muita borla e muito capêlo, Marcelo, o que prevê e adivinha certeiramente, sem búzios nem visceras, não estou aqui para enganar ninguém, senhoras e senhores, é prácabar, é prácabar…

    Misturando várias coisas muito recentes:
    1. Cada vez é mais patente a verdade do dito popular Agarra que é Ladrão. Enquanto os grandes grandes defensores da democracia, da liberdade de expressão e da luta contra a corrupção vão gritando à esquerda e à direita que é o Sócrates o grande ladrão, vão facturando vertiginosa e concupiscentemente. Só que o Povo não é tão parvo como julgam.
    2. Nem os Jornalistas. Aplaudo quem disse que é dos jornalistas que acabará por vir o desmascarar deste deboche.
    3. Que, pasme-se, continua a ter a oposição parlamentar unida. Que ganda Oposição, caraças. É mesmo uma Oposição de Salvação Nacional. Uma União Nacional da Oposição. Abrenúncio! Vade Retro, Satanaz. O comentário feito pela indignada senhora Helena Pinto do Bloco de Esquerda (excelente e bondosa senhora, por certo) merece realmente o crachá de ouro (outro must da atónita, esparvalhada e azuratada senhora Judite ao argumentar candidamente contra o surpreendidíssimo Presidente do Supremo sobre a existência de uma crachá de ouro em Aveiro, como argumento de autoridade). Atenção amigos Crespistas, Crespianos, Crespiólogos, Crespiences, que se embevecem com Aveiro. Não se esqueçam que Aveiro é muito mais do que a imagem que estão a tentar dar, ou não se tivessem aí realizado, entre muitas outras jornadas pela liberdade, os Congressos da Oposição Democrática antes de 74. Nada comparado, então, com A Grande Manifestação Branca de 50 pessoas, ontem, em frente à AR, onde se notou como momento alto o rebate de consciência de Daniel Oliveira que não se divisou (ter-lhe-á dado uma dor de barriga à última hora?) Porquê? Ah, porque 50 (não seriam só 30?) foram estes bravos do pelotão, arriscando tudo contra o hediondo plano de Sócrates de amordaçar Portugal (nunca o conseguirá, Paulo Rangel vela e tem já uma capital no exílio para erguer o facho luso- ah, gandas fachos, resguardar os restos de Camões (que não existem), o xaile de Amália, sei cá, um dente de ouro de Viriato encontrado nos Montes Hermínios por uma galinha que esgravatava…)
    4. Saraiva, o pequeno-grande arquitecto, à frente do Sol, excede em argúcia o brilho cultural do nefando pai, mas agora no campo do nada vil pilim. Não é genial esta de pôr a televisão, amordaçada por Sócrates (e com a enorme dedicação das RTPs, nos horários nobres, a fazer publicidade ao arauto da luta pela liberdade de imprensa em Portugal, sem pagar um tusto? Pelo contrário, pelo contrário… Saia ou não saia hoje o Bem -Santo Eça nos valha de novo. Oh Bem, Oh Bom, Oh Bem Bom, Oh Bom Bem, BUM).
    5. Nos postadores apreciei Claudia, PMatos, José Gil, tra.quinas e FM (pese embora a metáfora do polvo claudicar um pouco. E olhe que um bom polvo à lagareiro…digo-lhe eu cá isto).

  2. o procurador vidal (ainda é da familia do avô cantigas) também descobriu que o objectivo final do socrates é controlar o washington post, o die tageszeitung, o le monde e, principalmente, o o jogo

  3. Val,
    Estás enganado. Eles não ficaram nada a falar sózinhos. A chamada Comunicação Social levou-os pela mão à frente dos papagaios de serviço da oposição e ali estiveram em amena cavaqueira sobre a falta de liberdade e a gritante censura contra a indiscutível independência de quem?: Dos mesmo jornalistas e respectivos patrões!
    Um gozo!
    Campanha contra o governo legítimo do País? Não senhor! Apenas a fruição da falta de Liberdade.

  4. Hoje , o povo português, numa prova inequívoca de apoio ao 1º, esgotou o jornal Sol de todas as bancas.
    Tomem lá seus bandidos, não cumpriram a providencia cautelar ?? Nós, portugueses solidários com o administrador da pt (esse garante da democracia e da legalidade), tratámos de tirar esse pasquim cheio de “calhandrices e botabaixices” das ruas.

  5. Ora se o ridículo pagasse imposto…

    Não haveria défice, nem dívida, nem crise…
    O oficial de justiça que foi entregar a providência cautelar ao jornal Sol, teria ficado na cama!
    O “administrador” da PT que interpôs a providência cautelar, sujeitou-se ao ridículo…
    José Sócrates teria pago quando disse que “estava para vir um 1º que fizesse melhor no défice”!!!
    Manuela Ferreira Leite teria pago quando disse que a Madeira era um exemplo democrático.
    Paulo Portas pagaria semanalmente uma taxa fixa.
    Francisco Louçã quando quis tributar os telemóveis…
    Manuela Moura Guedes pagaria, quando encontrou Marinho Pinto pela frente…
    Paulo Rangel quando prometeu cumprir até ao fim o mandato como eurodeputado…
    Passos Coelho ao publicar uma autobiografia “oca”…
    Jerónimo de Sousa por não abandonar uma “cassete” gasta e usada…
    Podia estar aqui o dia todo a enunciar casos em que o ridiculo pagaria imposto, tornando me eu próprio num potencial pagador!!!

    Não dêem ideias para a carga fiscal, que já é crescidinha…

  6. Ponto da situação: a direita organizou uma manifestação pela liberdade de expressão (que lhe interessa), a Manuela Moura Guedes foi promovida a mártir da liberdade de imprensa e um jornal liderado pelo António José Saraiva bateu recordes de tiragem. O que vem a seguir?

  7. Quem investiga o casino estoril e o trafulha do administrador mario assis ferreira, operação furacão feita ao casino, os despedimentos dos 130 trabalhadores a colecção de estatuas de santº antonio os bares e discoteca do casino gerido pela familia .

  8. A providência cautelar foi uma medida imbecil. Foi o maior acto de promoção do Sol que se poderia imaginar. O resultado está à vista.

  9. Quase me engasguei a rir quando ouvi uma velhota (comunista?), completamente desfasada da composição social maioritária, a berrar que defendia a Liberdade contra todos os corruptos, porque o Povo quer ser rico, “temos que ser todos ricos!”, gritava ela, coitadita, brandindo a sua bandeira portuguesa e gozando já, talvez, uma bela reforma antecipada (como ex-sindicalista?), nem se apercebendo que alguma “tia” de S. Bento ou da Lapa, que tivesse “corajosamente” aderido à manifestação, poderia até ter tido logo ali um enfarte, só de a ouvir falar assim! Que palhaçada grotesca…

    E o que mais me mete dó, para além dos pobres coitados, como esta pobre de Cristo, que aderiram à “mini-manif” com ingeniudade e convicção, totalmente manipulados pela canalha manipuladora, são as figuras ridículas feitas em directo para as têvês pelos Deputados da “esquerda”, a receber pomposamente e com um ar muito sério e compenetrado aquela papelada venenosa da hipócrita e mal intencionada “petição”. Que tristes trastes sem qualquer capacidade de auto-enxergamento…

  10. Refere, com ironia, que está aqui a servir o Governo (caramba, homem, ficou mesmo sentido com o Pacheco Pereira!), mas eu que não o conheço de lado algum, nem faço ideia quem é, que acredito perfeitamente que não é funcionário do Governo e que nem sequer conhecerá Sócrates pessoalmente, não consigo deixar de pensar que, efectivamente e talvez até inconscientemente, presta um grande serviço a Sócrates por cada um destes posts inflamados que escreve. Enfim, admito que possa ser defeito meu. Mas que você se põe a jeito para ser acusado pelos Pachecos Pereiras e afins, lá isso põe.

  11. HG,

    toda a agente que não calunie Sócrates e defenda um pouco de decência na política se põe a jeito para ser caluniado pelos pachecos pereira deste país.

    O melhor é ficar calado para não sofrer as consequências?

  12. vi dois minutos e picos do Noronha do Nascimento, gostei. Acabei quando ele diz que não tinha que conhecer a floresta, e concordo, ele só tinha de ouvir a seco as gravações do pm.

    Não ouvi mais porque a Judite irrita. Mas portanto tudo junto deu foi para prolongar o Carnaval, o sol (com maiúscula é o Outro) vai facturar para pagar indemnizações. Não dá para pôr providência cautelar para fazer um depósito à ordem do tribunal por não ter cumprido uma providência cautelar anterior?

    odeio burocracias, mas já agora…

  13. Bom, assistimos agora, e de forma inédita, a uma ligeiríssima falha de sintonia entre o sindicato dos magistrados e a comunicação social : a propósito do não cumprimento da providência cautelar por parte do Sol, o presidente do Sindicato dos Magistrados do MP diz “que regras dos tribunais são para cumprir”.
    Pronto, está a fazer o papel dele…o que lhe deve custar ter de dizer estas coisas…

  14. O que eu me espanta é que ainda se ligue à fantochada! Mas alguém no seu juízo esperava alguma coisa daquela manif, num país de gente totalmente alheada, descomprometida e sem saber, afinal, o que raio é a liberdade e a democracia?

  15. João Pedro, eu não sei se o que o Val escreve é o que realmente pensa ou o que deseja pensar, por isso não estou em condições de responder à sua pergunta. Mas, de qualquer das formas, o “pôr-se a jeito” só deve ser relevado se se der grande importância ao que Pacheco Pereira diz, importância essa que eu não daria. Bom, e salvaguardando a minha posição e esperando que não tenha feito uma interpretação indesejavelmente extensiva do que escrevi, devo referir que longe de mim querer que o Val se cale ou se condicione com o que for. Apenas desconfio de pessoas que nunca dão o braço a torcer, que não questionam ou que se recusam a questionar. Apenas e tão só isso.

    Edie, há consequências a sofrer com o que diz Pacheco Pereira? A que se refere, concretamente?

  16. HG, agradeço o teu comentário. Vamos lá:

    – O Pacheco Pereira ofereceu-me uma vantagem a seu respeito ao nomear este blogue como sendo de autoria de assessores do Governo ou de prestadores de serviços a esse mesmo Governo ou a alguém ligado ao PS fosse de que forma fosse. A vantagem consistiu em ter ficado com uma prova de que Pacheco Pereira é caluniador, mentiroso e irresponsável. Mas a ironia que apontas não lhe era dirigida, antes se ligava à retórica dos blogues de direita no seu conjunto, que todos se repetem.

    – Consideras que presto um grande favor a Sócrates. Não queres repensar a afirmação? Acaso tens noção de que a audiência do Aspirina B nem sequer o coloca entre os 50 blogues pela tabela do Blogómetro? Acaso achas que as audiências da blogosfera política têm alguma influência seja no que for? Olha a barrigada de riso que uma iniciativa promovida pelos blogues com mais audiência gerou. E tinham apoio mediático! Acima de tudo, achas que alguém se convence com o que eu e outros escrevem por aqui, até nos comentários? Isso, se acontecer, será sempre pelas melhores razões, implicando o assentimento racional. É que – desconfio, mas tu poderás corrigir-me – este blogue não faz lavagens cerebrais. Quem aparece para ler e participar sentirá uma prévia afinidade ou uma prévia aversão. E nunca vi ninguém mudar de opinião em resultado das discussões políticas…

    – Finalmente, a tua alusão ao “pôr-se a jeito” é irrepreensível. Sim, ponho-me a jeito para não abdicar da minha inteligência, da minha vontade, da minha consciência e da minha liberdade. Se o preço a pagar for o delírio do Pacheco, diria que é tudo lucro.

  17. Ei, pssssst, companheiro LINGRINHAS, calma aí! Lê lá melhor e com mais atenção o comentário do Cidadão Presente e reconhecerás que há por ali muita ironia, sobretudo no primeiro parágrafo (e, já agora, lê também os seguintes, meu…)!

  18. Val, muito bom na resposta acima a HG. O Noronha do Nascimento ontem, face à senhora Judite (estou de acordo que o frenesi dela, de catadupas histérico-metralhantes, só se acalma quando pressente o mêdo que exala, imperceptivelmente, da mão perlada de suor de um cobarde encapotado. O que não foi, felizmente, o caso do Presidente do Supremo, antes pelo contrário) também explicou que a Justiça, para ser irrepreensivelmente independente e proba (o que é muito difícil de conseguir, bruxos), pode ter que passar por um Juiz se “pôr a jeito” para ser criticado se tiver que defender um poderoso. Mesmo um poderoso. Quantos dos que se põem a jeito ao defender Sócrates (está na moda, na esquerda, dizer mal dele e nem querem ouvir que a gente que o faz não move a carroça a carcanhões) sabem que o primeiro olhar que recebem é de indiferença, desprezo ou hostilidade. E que. mesmo assim, põem-se a jeito. Há um certo Quixotismo? Há. Mas vale a pena: para combater a Estupidez (a mais antiga e deletéria doença epidémica da Humanidade) todos somos poucos.
    E já agora, com o pensamento elevado ao sétimo céu por onde se abana com magestade a senhora Helena Pinto, do BE, ontem ao tergiversar sobre o Estado de Direito: outra doença sempre em voga universalmente grassando como fogo galopante em seara ressequida a partir do século dezanove: a doença infantil do comunismo. Não, Lingrinhas, não é a rubéola nem o sarampo. É o esquerdismo, assim referido por mestre Cunhal (aqui certeiro) que a este propósito deixou poucos ou nenhuns sucessores. Agora preocupam-se mais em espetar alfinetes num pequeno boneco de pano a quem chamam Sócrates, chegando a flanela de Charlie Brown ao rosto e chupando, concentrados, o polegar, com os olhos em alvo e não em Álvaro. Ou recebendo as delegações de marchas brancas com ar grave e sério, hirtos e atentos à defesa (extreme) da Democracia. De braço dado com o Rangel Myzen, garboso e esbelto queixinhas em Bruxelas, a preocupada senhora Helena Pinto, a indignada manifestante do CDS na marcha branca e o Bernardino, sócio número um da associação de Amizade Portugal/Querido Líder (da Coreia do Norte).

  19. espero bem que o Bloco tenha a lucidez mínima de descolar das manobras da direita e do cavaco, senão não lhe auguro nada bom. Louçã: lucidez, pá, e toda não é pouco, embora seja por demais evidente o que está na choça. Bem, mas eu decidi não me irritar por ora, embora o relampago de Zeus ande aí.

  20. Isto não resultou porque os sindicatos não se envolveram iupi.

    Ainda não há sindicato dos bloguers? Filhos da puta, é só asfixia!
    Metem os cornos num nojo qualquer e não olham a realidade.

    Repitam isso com calma!
    Primeiro a burocracia, depois os plenários, quotas em dia, aluguer de autocarros e o carago! E depois, fé. Muita fé!

    Aí é que se estava para ver. Não é com os sindicatos remelosos de há trinta anos. Esses fartam-se de esfregar as olheiras e não veêm nada.

  21. A cidadania é uma trabalheira. Os jornalistas e muita política de ocasião é que pensa que é só gritar e têm mais adeptos do que qualquer um dos grandes.

    Para isso tudo, a sociedade já deu…

  22. Val, é certo que se deve relativizar a importância e influência que este blog (ou até qualquer outro) possa ter na esfera política e aprecio a tua genuína modéstia em assumi-lo. Mas eu quando disse aquilo não pretendi ser literal, nem pensei nas audiências – confesso que não fui assim tão pragmático -, mas sim no poder da palavra, que tu sabes usar tão bem. Mesmo que torça o nariz quando leio o que escreves, tenho que reconhecer a tua coerência, a inteligência, a aparente convicção com que tentas desconstruir este clima de suspeição que há muito ensombra Sócrates. Não digo que me convences, claro, mas admito que ao menos me fazes por um segundo reflectir e sentir necessidade de de não cair na tentação fácil de me deixar levar, de forma acrítica, na voragem de todos estes eventuais (apesar das minhas convicções, continuo no campo das eventualidades) factos com que somos bombardeados de há uns tempos para cá.

    Ora, e se a tua escrita tem esse efeito em mim, mesmo que ténue, porque não admitir que podes convencer outros ou pelo menos “ajudá-los” a formar a sua opinião. Sejam 10, 100, não faço ideia. E isso não é lavagem cerebral. O “grande favor” que fazes a Sócrates, mesmo que ele não saiba da existência do Aspirina (será que não?), é seres uma voz arguta, entre raras outras, que vai contra a corrente esmagadora destes dias, a que defende que, sem já admitir outro cenário, que Sócrates tem falhas de carácter e perdeu a credibilidade para continuar a ser PM. O “grande favor”, que não é mais do que uma força de expressão que usei, é tu conseguires aduzir argumentos que, suspeito eu, o próprio Sócrates e os seus acólitos, os verdadeiros, não se coibiram de aplaudir e, certamente, aproveitar. É que o desnorte já deve reinar ali para os lados do Rato.

    Esta prosa toda para, no fundo, querer chegar ao que já disse num comentário anterior, o de desconfiar de quem não tem a coragem de questionar, mesmo que vá contra as suas ideias e convicções ou até meras simpatias. Não sou assim tão assíduo do blogue e posso estar errado e a ser injusto, mas não me lembro de ter vislumbrado uma palavra tua crítica que fosse contra Sócrates ou contra este Governo, o denunciar de uma medida inadequada ou injusta, lamentar a incompetência de um ministro, sei lá, qualquer coisinha que fosse. Até a Ana Gomes teve a coragem de vir cascar no “boy” Rui Pedro Soares, que por muito competente que possa ser, é um triste paradigma do que é a nossa realidade política, transversal a todos os partidos.

  23. HG, concordo a 99 % com o que escreves, a tua análise peca por defeito. Esqueces a propagação fibonácia que cada um desses 10 irá provocar. Falo-te num caso concreto, no meu. A minha opinião não mudou por frequentar este blog. Ficou mais forte, sustentada. Aqui debate-se ideias, sim, mas sustentadas em factos (adoro esta palavra), ao contrário de outros, que também frequento, não seja mais pelo contraditório. A falta de tempo, e não só, não permite comentar mais, mas sou um leitor assíduo. Termino com um comentário dito por alguém “conhecido” e que sempre adoptei em muitas situações ao longo da minha vida “…mesmo que perca, já ganhei”.

  24. HG, a função do Valupi não é escrever palavras criticas relativamente ao PM, talvez um dia, mas não agora!

    Escusavas de ser “cínico” (sem ofensa), mas não me parece que aches que é genuína a modéstia ;-)

  25. HG, acho inevitável que Sócrates conheça o Aspirina B, pois o Pacheco Pereira incluiu este blogue na lista dos que emanavam do Gabinete do Primeiro-Ministro. Imagino que muitas risadas tal desvario do Pacheco tenha gerado por S. Bento, porque é um óbvio exemplo do que a figurinha é capaz de fazer no seu vale tudo. Mas já não vejo como razoável o cenário em que daqui nasceriam contributos para algum aspecto da comunicação do Governo e do PS. Quanto mais não fosse, e esquecendo a egocêntrica pretensão, porque por aqui ninguém se ocupa em defender as políticas do Governo ou as propostas do PS. Eu até cheguei ao ponto de anunciar que não iria votar PS, meses antes das Legislativas e durante a campanha, explicando porquê.

    Falando apenas por mim, o José Francisco e o Confúcio que falem por eles, o que me interessa é a qualidade da oposição. Como temos uma oposição com 4 forças em dois blocos ideológicos, a situação é propícia a observações, análises e reflexões que vou propondo a debate. Entretanto, e desde finais de 2007, mas já antes com a questão do aeroporto na Ota, o combate político deixou de ser feito no campo das propostas e passou a ser feito no campo das tentativas de assassinato de carácter e, finalmente, no ataque ao Estado de direito. Essas circunstâncias convocam-me para um combate cívico.

    Há dezenas de blogues que apoiam o PS, o Governo e Sócrates. O Câmara Corporativa faz regulares resenhas onde se podem ler vozes bem diferenciadas nesse apoio. Creio que em nenhum deles encontrarás ausência de espírito crítico, antes exibem díspares considerandos a apontar falhas, erros e até suspeitas ou abertas oposições. Acontece é que eu não pertenço a nenhum grupo de apoiantes do PS. Para mim, importa-me a boa governação, podendo ser com outro partido qualquer. E tenho esta convicção de que a boa governação depende da oposição. Uma oposição que utiliza o seu poder para boicotar a acção governativa, em vez de a fiscalizar, está a prejudicar-me. E uma oposição que ataca o Estado de direito está atacar-me a mim e aos meus.

    Passar por fanático defensor de Sócrates honra-me. Desde que se faça a justiça de reconhecer que defendo o cidadão e o governante, não o político ou o socialista.

  26. Abraço Val…
    antigamente dizia-se que a caravana passa quando algumas gentes bolsam
    não sei…
    tens uma posição de honra e verticalidade que esses, aqueles, não conseguem entender…
    tá-lhes na massa da sua pequenez…
    insisto, deixa-os a falar sózinhos…
    até porque, entretanto, a luta continua…
    e tu fazes falta
    abraço

  27. Caro &

    Gostaria de comentar isto que V. escreveu:

    ” vi dois minutos e picos do Noronha do Nascimento, gostei. Acabei quando ele diz que não tinha que conhecer a floresta, e concordo, ele só tinha de ouvir a seco as gravações do pm. “.

    Ora,
    Se você ler algo sobre Direito (por exemplo, A Filosofia do Direito, de Gustav Radbrush) verá lá escrito, que, precisamente, um dos dramas do/dum magistrado, é estar, na maioria das vezes, ou mesmo, quase sempre, na situação ou contingência de apenas ver a árvore (a parte, um episódio, um facto isolado) e não a floresta (o conjunto dos factos, a totalidade dos acontecimentos, o «filme todo»).

    Dir-se-á que o sistema é assim. Refiro-me ao sistema instituído, e não áquilo que o sistema poderia ser, – e poderia ser diferente.
    Pois é, e por ser assim, é que o sistema é o que é.
    O juiz não conhece daquilo que não deve conhecer, e não se pronuncia dando mais do que aquilo que é pedido.
    Bela desculpa para sacudir do capote eventuais erros judiciais (o juiz só decide com base no que consta no processo, tudo o resto que não está lá, é desconhecido, e como tal, inexistente – embora possa bem existir e ser até bem visível para todos) o juiz não faz prognósticos ou prognoses sobre o futuro (desenlaces desastrosos resultantes de tomadas de decisão – sentenças antes proferidas). E por aí adiante, Você pede 100 em Tribunal, enganou-se e pela lei aplicável, teria direito a 10.000, o juiz só lhe dá 100.
    E para além de uma bela desculpa, uma bela maneira também, de sacudir trabalho de cima da mesa/escrivaninha do tribunal. Matéria, em que os juízes, são peritos (um juiz não quer nem processos muitos fáceis, do género, pilha-galinhas, nem processos muito complexos, do género crime de luxo de colarinho-branco).
    Não foi este Noronha do Nascimento, que disse que deveriam ser afastados dos tribunais os processos por cobranças de dívidas (género facturas da PT, Vodafone, TMN, etc.)?
    Então para onde deveriam ser esses processos encaminhados, pergunto eu?
    Para «Agências de Cobrança Duvidosa»?
    Cobrador do Fraque ou gorilas das ditas agências a tratar dos assuntos, mediante um par de sopapos?
    É esta, a concepção do «Estado de Direito», deste «Príncipe do Tribunal», de nome Noronha do Nascimento?

    Olhe, eu do que ví dele em resposta à Judite de Sousa, não gostei mesmo nada.
    Dos exemplos que ele desfiou, género, uma conversa telefónica em que é dito por A que recebeu dinheiro de B para praticar um crime de tráfico de influências, coisa que se concretizou, não faz prova nenhuma em tribunal porque é apenas e só um mero ponto de partida, não uma confissão, e é necessário desencadear averiguações adicionais para reunir mais elementos de prova, ficou bem patente o motivo pelo qual Portugal se encontra no estado de coisas em que está (em que os bandidos andam todos à solta). Para mais, que ele disse que o sistema português, é superior ao sistema americano (uma verdadeira insensatez!).
    Só se fôr superior, pela razão de aqui, os bandidos andarem todos à solta.

    Como toda a gente sabe, em Direito, um princípio só é válido, se fôr passível de generalização.
    Donde, com relação aos aludidos exemplos desfiados por Noronha, em resposta a Judite, e por generalização, caso o actual, ou outro qualquer PM, fosse escutado telefonicamente a dizer que planeava efectuar um golpe-de-estado para o dia X, contando para o efeito com os generais A, B, C, D, e F, isso, no entender dele, não faz prova de nada, são preciso elementos de prova adicionais.
    Logo, só, e apenas só, quando os tiros e os bombardeamentos começassem, e os morteiros fossem bem audíveis no edifício do Supremo Tribunal de Justiça no Terreiro do Paço, a lenta, bafienta e burocrática maquina judicial, talvez se começasse a pôr em funcionamento, no sentido de, o velhinho Noronha, mandar buscar o processo, onde tinha lavrado o «competente» despacho de arquivamento, por falta de indícios fortes, para «reavaliação», haja em vista que, os rebentamentos de artilharia, «poderiam ser um indício adicional, de que algo, está a acontecer.

    Gente caduca e com esse entendimento, não interessa para nada!
    Pode, tal entendimento, proporcionar uma consciência tranquila, e um bom sono (afinal, aquele que, na duvida, não trabalha, não tem problemas de consciência).
    Mas não é útil para nada.
    Para mais, que os principescos e escandalosos, ordenados, auferidos pelos magistrados de topo de gama, são mais do que um bálsamo, para eventuais “problemas de consciência», decorrentes, da desconformidade entre Lei e Justiça (por vezes, muitas das vezes infelizmente, primos afastados): é que para além do mais, é sabido que, por imposição legal, o juiz tem que aplicar a lei, mesmo que a considere, injusta, imoral, ou até, indecente.

    Cumprimentos.

  28. Caro Vox, quem me trouxe agora aqui foi o Cidadão Presente,

    Está estupenda a sua intervenção mas não consigo por ora pronunciar-me. Cheguei cá para descontrair vindo de variedades de equilíbrios de índices de informação que estou a escrever, precisamente para descarregar a energia destes tempos, se possível transmutando-lhe alguma coisa o sinal,

    confesso que acho que devo ouvir o Noronha do Nascimento mais um bocado mas é a pensar que desforro-me a seguir com uma cabidela de galinha, vamos com calma,

    constato que a emissão de dívida pública correu aparentemente bem.

  29. mas portanto, meus caros, proponho que lá mais para a frente retomemos a busca das Minas de Salomão, sentados nos sofás de couro da Sociedade de Geographia, que há que ter inspiração,

  30. justifico no entanto a minha posição no sentido de que acho muito mais saudável que um homem poderoso, no exercício do seu poder, saiba que este obriga a pará-lo ali, pelo menos por enquanto, do que desembestar-se em protagonista a desbravar a floresta,

    Eiwa will provide.

  31. A lei que existe não presta e a minha é que é boa.
    As provas podem e devem ser reduzidas até e só às aparências.

    Isso é um modelo antigo e tem nome: justiça popular.
    E nunca lhe faltaram adeptos.

  32. Donde, a minha lei é má e a sua é que boa.

    Quanto às provas, em se tratando de gente poderosa, devem não só ser reduzidas até às aparências, como até, se lhe deve aplicar, por analogia, a solução mágica para a dívida externa: devem ser congeladas, expostas ao Sol, e deixadas derreter.

    Qual modelo antigo?
    No modelo antigo, nunca existiu justiça popular.
    No modelo antigo, só existiram duas modalidades de juízes e de Justiça: aquela do modelo inglês, em que o juiz defendia o povo contra os abusos do soberano, e o modelo europeu continental, em que o juiz defendia os abusos do soberano contra o Povo.

    Um exemplo de justiça popular, foi por exemplo, a fantochada da absolvição pública da leoneor beleza, promovida pelo agora advogado defensor do Sócrates (que não tem vergonha nem pejo em contratar um videirinho de direita para o defender) em que participou, entre muitos outros, Mário Soares (uma vergonha!).

    Outro exemplo patusco do que v. diz “justiça popular” – no sentido de, para o Povo -, foi aquele ocorrido na França, quando um juiz levou a tribunal uma porca, por a dita ter matado um rapazinho, e os leitões foram posteriormente mandados também comparecer em tribunal, por terem sido considerados cúmplices.

    Mas a culpa não foi do Povo. Esse deve ter-se fartado de rir.

  33. Minha lei? Parece que em democracia as maiorias é que alteram as leis em vigor. Para alguns é uma chatice.

    Não era popular para o povo, era mais feita pelo povo. À vontade do freguês.
    Mas claro que a ideia não era essa. Bom, bom era um iluminado de pacotilha com mão de ferro e lei de aço. Uma ditadura doméstica à lá vox. O algodão não engana.

  34. É uma chatice é, veja por exemplo o caso do Hitler que chegou ao poder através do voto popular e democrático, e depois alterou as leis como quis, e veja o resultado de merda que deu para o povo Alemão.

    Entre uma democracia de merda, em que os bandidos e os desonestos são os beneficiários, e um regime autoritário mas com gente honesta e decente na governação, prefiro sem hesitar a segunda hipótese.

    Eu viví sob três regimes diferentes, e sei do que falo.

    Cresça e apareça!

    PS: ai você não quer justiça “feita pelo povo” – embora mais atrás, já enchesse a boca com o povo. Isso, para lhe apanhar o voto. Como eu o compreendo (parafraseando o seu chefe e querido líder). Afinal você é um elitista: justiça, só se for administrada “por quem sabe”, isto é, por gente “instruída” que faz parte de uma elite, uma classe alta que protege as outras classes altas (como diz o Povo, eles cobrem-se todos com a mesma manta).
    Olhe, o Povo pode não saber muito sobre ónus da prova, presunção de inocência e o raio-que-o-parta, mas sabe muito bem distinguir entre uma pessoa honesta e entre um vigarista ordinareco e um ladrão, quando o vê.

  35. Olhe, serve melhor do que a “justiça a martelo” que temos, coisa do género, “alegadamente fugiu”, conforme despacho proferido por uma juíza a respeito do caso Sandra Felgueiras, que como é público e toda a gente sabe, fugiu para o Brasil, para evitar ser detida preventivamente (ela mesma disse isso em conferência de imprensa a partir de lá).

    Não há alegadamente fugiu, nem tampouco existe, alegadamente correu, e por aí adiante. Ou fugiu, ou não fugiu, ou correu, ou não correu.

    E a Manuela Moura Guedes não levou o “alegado tio do Sócrates à televisão”, mas sim o tio de sócrates, nem os sobrinhos de Sócrates são alegados sobrinhos, mas sim, sobrinhos (e que sobrinhos!).

    Cordiales!

  36. Olha… afinal o nazismo é o fruto maduro das democracias.
    E eu que pensava que tinha resultado de gente demente e autoritária que, servindo-se de muitas manhas e engodos e propondo sonhos despropositados tinha transformado o resto da sociedade em rebanho. Típico das ditaduras e tudo coisas que, pelos vistos, aprecias.

    Regimes autoritários com gente honesta e decente. Essa merece um caramelo. Não te importas de dar exemplos?

    Então e o que é que fazes aos que não pensam como o ditador? Caxias está destinada a associações de carácter cívico, Peniche é museu e o Tarrafal está muito bem entregue e será Museu da Resistência e Património da Humanidade. O melhor é cativares a Berlenga Grande para degredo dos prisioneiros políticos e podes sempre dizer que é para incrementar o turismo e a diversidade genética.

    O meu chefe e querido líder? De que palavras minhas retiras isso?
    Só consegues analisar os outros pela tua postura. Podes ir lavar os pés.

    Exactamente porque o povo não é estúpido é que a democracia é o único regime consequente. Ou será que tens aí na manga uma série de exemplos de ditaduras estupendas?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.