Se não se interessam, porque perguntam?

Que pretendem as pessoas saber quando nos perguntam pelo Natal, Passagem de Ano, Carnaval, Páscoa, férias? Se gostámos, se foi bom? Raios. E se não tiver sido? E se a Páscoa acabou por ser uma merda, o Carnaval uma chachada, a Passagem de Ano um aborrecimento, o Natal uma tristeza e as férias um sarilho, que estão elas dispostas a fazer por nós? Têm abraços, filosofia ou dinheiro para nos consolarem?

20 thoughts on “Se não se interessam, porque perguntam?”

  1. Eu esforço-me por manter um ar sério quando venho ao Aspirina, os meus filhos fartam-se de gozar comigo por estar sempre a rir, mas assim não dá.
    Filosofia? As pessoas que nos chagam com essas perguntas retribuirem-nos com filosofia. Nem na escola os professores que encontrei a tinham para dar. Fiquei com a filosofia atravessada, o raio da disciplina. Ainda por cima, por uma coincidência qualquer de muito mau gosto, e que me atrapalha o raciocínio que eu já tinha todo arrumadinho, parece que os meus blogues favoritos têm de ter autores formados nessa coisa. :)

  2. (guida, fizeste-me lembrar do meu professor de filosofia. Do único a quem ainda hoje chamo professor e que ainda hoje me trata por miúda.
    Foi meu professor três anos, não sei se me ensinou filosofia, mas soube ler-me como nunca ninguém conseguiu. Tinha 18 anos acabados de fazer quando pela primeira e única vez me puseram fora de uma aula. Ele ia começar a falar de Nietzsche mas antes mandou-me levantar e sair com a recomendação expressa, e até hoje cumprida, de não ler. Segundo ele era a última coisa que na altura eu precisava. Acho que só passarei à idade adulta quando, finalmente, tiver coragem para ler Nietzsche)

    Valupi, essa é fácil. Respondes que não e ficas calado, sossegado, à espera. Logo vês o que acontece.

  3. Tereza, pois eu não tenho boas recordações dos professores de filosofia. Tive três, qual deles o pior e, infelizmente, esta opinião era partilhada por todos.
    Tive mais professores do que o normal, no secundário, já que fiz as áreas de letras e ciências. Obviamente, encontrei excelentes e péssimos em ambas as áreas, acontece que só um me chumbou e esse era de filosofia. Tinha um colega de turma que respondia a todas as perguntas dos testes dele com letras do Zeca Afonso, eu não cheguei a tanto, mas andei lá perto, daí o meu traumazito. :)

  4. Então tive mais sorte que tu. O meu punha-nos a ouvir Pink Floid nas aulas e no último ano deixou de me corrigir os testes, dizia que eu já o conhecia e sabia a nota que merecia sem precisar de ajuda. Só consegui arrancar-lhe um 16 no último período do último ano. Era um fonas no que a notas dizia respeito mas tenho a certeza que se lhe respondesse nos testes com letras do zeca afonso ele iria aplaudir.
    Tive um outro. Esse não me ensinou nem filosofia nem o que fosse. Fazia-me poemas e lia-os durante as aulas. Agora acho graça, na altura tinha tanto nojo dele que deixei de lá pôr os pés.

  5. Não diria nojo, antes perplexidade. O que andariam aquelas pessoas ali a fazer. O que vale é que uns vão compensando os outros. Aprendi mais filosofia com uma professora de biologia, que se apercebeu da minha completa ignorância acerca da importância da filosofia, do que com todos os professores da disciplina juntos. Mas também tive uma de biologia que ainda sabia menos o que estava a fazer do que os de filosofia, quem a compensava era uma outra espectacular que dava geografia, e por aí fora. Mas claro que tudo isto se passou num planeta muito distante, o Mário Nogueira que saiba que os professores não são todos excelentes… :)

  6. não fui eu, foi ela!
    (guida, tu desculpa, mas aqui na blogosfera quem não bufa não se safa…)

    O “andariam” é muito optimista guida, deve ser o espírito da páscoa.
    Por acaso dos meus professores não me posso queixar muito, tirando o maluco de português, que insistia comigo que não se podia pôr uma vírgula depois de um “e” e mais tarde foi meu colega de faculdade e tentou convencer-me que ele era mesmo mesmo bom para me ensinar latim e um outro cromo no 12º que nos tentava ensinar História mas a vida dele era tirar cursos – andava em Medicina, já tinha papado Filosofia e História. Eu sempre achei que um dia ele ia aparecer numa aula com os dedos de um cadáver no bolso e, (psst, Baía, olhe a vírgula a seguir à disjunção…)esse sim, sofreu muito comigo que lhe fiz a vida negra mas muito mais divertida…

  7. Ex-colegas? Não me digam que o autor deste blogue é ex-professor de filosofia?! Não acredito! O meu sentido de orientação não pode ser assim tão mau.

    Tereza, é um bocadinho optimista, é.
    Acerca dessa descarada denúncia, depois conversamos. Hoje não, que é dia santo. :)

  8. porque há muita gente só – e não solitária – que precisa, simplesmente, de purgar. as perguntas que fazem são as que querem receber para terem motivo de falar.

    (falar sozinha não é para qualquer uma) :-)

  9. mas guida a filosofia é como o vinho do Porto, precisa de tempo e cascos de carvalho, cuidado com os taninos, portanto está tudo certo,

  10. Ex-& (tratamos-te como, agora, por sigma?), está tudo certíssimo. E tens razão, com os taninos todo o cuidado é pouco, ainda são piores do que a filosofia. :)

  11. escolhes o que quiseres e ainda não sei mais o quê, eu já estou com uma palpebra a meia haste enquanto ouço Moby e ainda a lamber-me do cheque-cheque, posso continuar rabo escondido com gato de fora: &

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