52 thoughts on “Se não fosse em Portugal”

  1. Se não fosse em Portugal, gostaria de ter nascido na Madeira. Se dúvidas houver e me disserem que a Madeira é Portugal, confirmo a minha concordância. Mas, quando ouço o mais alto representante da Nação referir-se a todos os portugueses nestes termos fico de boca aberta: – quero dizer aos Madeirenses que os Portugueses estão com eles neste infortúnio.

  2. Val, não faças essas perguntas.É que mesmo imaginariamente não é justo destruir-mos os outros países.Ainda por cima este ainda não está acabado…

  3. Perguntas filosóficas…

    Interessante seria perceber PORQUÊ que tantos jovens e menos jovens decidem sair do país para poder trabalhar. A EMIGRAÇÃO já não é mais um detalhe estatístico e contrariamente aos anos 60, seduz os portugueses com mais estudos…

    Estes, portanto, já responderam a esta pergunta com os PÉS…

    Mas perceber isso ou os mais de 500.000 desempregados, a dívida do país, das famílias, o déficit, a competitividade do país, etc, está completamente fora do alcance deste blog.

    Daí a necessidade em fazer perguntas abstractas ou ´filisoficas´ ou mesmo culturais…

  4. Não nasci em Portugal, mas foi por um engano cósmico qualquer rapidamente corrigido. Vim para cá com dois anos e apesar de vários convites de familiares para regressar a França (lá é que era tudo bom) nunca me conseguiram convencer a abandonar este rectangulozinho. Deve ter sido amor à primeira vista e a Serra dos Candeeiros onde viviam os meus avós tem muitas culpas.

    Só me deu para me armar em francesa uma vez na vida (e era muito nova, não pensava), foi durante o jogo Brasil-França do Campeonato do Mundo do México, num café a abarrotar de gente a torcer pelo Brasil, eu era a única a torcer pela França, que ganhou. Ainda hoje estou para saber como saí de lá com vida. :)

  5. Val,

    Temos um país de merda, com gente de merda e a trasandar a porcaria. Bom, mas é a nossa merda e é a porcaria que temos. Mas como sou um optimista antropológico, acredito que nem sempre vai ser assim. Portugal pode e deve vencer o futuro.

  6. Se não fosse em Portugal… pois gostaria de ter nascido em Olivença (e assim ser totalmente alentejano, e não apenas alentejano de coração, mas lisboeta – embora não alfacinha – de naturalidade).

    ____________________________________

    Sugestão de pergunta: se não fosse na época em que nasceste, quando (e onde) gostarias de ter nascido?

  7. Nova Zelândia…Era um bom lugar!!!
    Como era outra galáxia qualquer… Mas na impossibilidade das duas opções anteriores, resta essa grande nação PORTUGAL…
    Quando não tiver emprego, nem dinheiro para o pão, tento a revolução… se não conseguir imigro espontaneamente para a Sibéria como constructor de igloos… Um mercado inovador e apetecível!

  8. Passaram duas horas e ainda ninguém percebeu PORQUÊ que em Portugal há tanta EMIGRAÇÂO.

    Mas percebo, alguns assuntos são incómodos para os instalados e os situacionistas. No entanto, a realidade vai bater e vai bater forte até para os instalados e outros anestesiados, preparem-se…

  9. Eu sou Galego, do sul da Galiza, Norte de Portugal.

    No “reino maravilhoso” de Torga.

    Ou contrário da opinião da maioria, é uma óptima EuroRegião para se nascer….

  10. Ai , Lúcido , seja optimista : não é emigração , é exportação . Portugal exporta pessoas para todo o mundo , a preços menores que os da China , gaita.

  11. Para já e descontando o melhor dos portugais possíveis, sou de saudar a proposta do PSD para a constituição de uma Comissão de Inquérito ao putativo interesse do PM em controlar a comunicação social. Já deveria ter acontecido e sob proposta do próprio PS e do PM. Quem não deve não teme. Contudo, recorda-se ao PSD (quem sou eu), que igual tratamento deveria ter tido aquela rábula do Presidente com o Público. Mas as coisas são como são e é o PS que tem que estar na berlinda.

    Já agora, tenham juízo e aproveitem a oportunidade para convocar a malta do Sol (jornalistas e Administração), a actual líder do PSD e o José Eduardo Moniz, os Directores dos demais orgãos de informação (para fazerem prova do que têm afirmado, inclusivamente naquele OK gun fight kurral que se tem passado na AR) e, claro está, a malta da judiciária, Ministério Público de Aveiro e as altas magistraturas (PGR e PSTJ).

    Estou francamente convencido, apesar de saber que o interesse do PSD é, mais uma vez, queimar o PM até ter líder, estou convencido que só um Inquérito Parlamentar permitirá, de uma vez, libertar o país desta tramoia bem urdida. Trata-se do único sítio (para além da blogosfera), onde neste momento é possível o contraditório. Na comunicação social já não existe e no aparelho de justiça também não.

    Pois venha a Comissão e venha por bem.

  12. Tem piada que a revista Maria de Lurdes, aqui ha anos, tambem fez a mesma pergunta. A maior parte das borboletas respondeu que adorava ter nascido na California, capital Sacramento, minha maezinha santissima.

  13. A minha terra é Portugal!!! Continuo a ter orgulho de ser português, nem coloco outra opção. Por todas as razões e mais aquela que acrescento na lista o avolumar na merda o amigo PG.

  14. Num país onde o chegar a gente, implicasse para tanto, o entender e respeitar, todos os dias e por toda a vida, a exacta dimensão de cada um, na justa proporção da grandeza natural de todas as coisas; num país que elegesse como referência deontológica o que cada um, a cada momento é seu direito exigir e é seu dever observar; que este propósito se conformasse como um código de conduta social.

  15. O Lúcido lá de trás, continua muito pouco lúcido. A emigração seduz os portugueses com mais estudos,diz ele, chorando lágrimas de crocodilo! Tem saudades do tempo em que Portugal só tinha analfabetos para exportar. Nunca ouviu falar do mundo global que é hoje o nosso. Devia orgulhar-se de o Portugal de hoje ter dado passos de gigante nesses domínios, mas vem choramingar porque os portugueses com mais estudos, emigram. Esquece ou melhor, não quer saber, dos imigrantes “com estudos” que nos procuram. Não faz a mais pequena ideia de quantos cientistas estrangeiros e portugueses irão trabalhar no Laboratório Europeu de Nanotecnologias já em construção em Braga. Não ouviu falar dos dois investigadores estrangeiros que ainda há dias foram notícia por terem realizado na Universidade de Aveiro uma importantíssima descoberta nos domínios da nanotecnologia que se prevê venha a ter excelentes aplicações na medicina. Onde será que vai esta gentinha com o insuportável discurso da miséria com que a toda a hora nos massacra! Meu caro, abra os olhos à luz ou …mude de nome!

  16. ANIPER,
    olha se o botas se tem lembrado dessa para justificar a debandada.

    Corre a nossa fronteira com Espanha e vais ver onde o pessoal trabalha, é só drs a dar o salto.
    Drs. da mula russa como esse iluminado que nos governa.

  17. Carmen, fado, gosto bastante. Das grandes Mariza, Ana Moura e Carminho pasando pelo Camané , já agora um ” chisco” de uma letra simples de um fadista/com positor esquecido, de Portugal….

    Canção ‘Sou Galego’ de Paulo Bragança. LETRA: “Das terras da Rosalia às terras de Miguel Torga percorre o ar a cantiga que todo o povo recorda, das Beiras a Trás-os-Montes, dos rios Mondego ao Minho o perfume da Galiza, de giesta e flor de pinho. Mil anos do mesmo sangue num passado sem fronteiras, o fumo das chaminés nas memórias das aldeias; [ ] Sou Galego, ai, sou Galego, sou Galego até ao Mondego.”

    MF, ser celta, é um estado de alma, olha, é como ser do BENFICA.

  18. Insisto, pela segunda vez. Em Portugal, sem justicações ou considerandos, até porque em todo o lado há bufaria, intrigalhada e inveja. E também porque não há sol como o nosso.

  19. reis,

    já disse uma vez e repito: esse teu português antigo é uma ternura de ouvir. Por isso não devias estar tão calado. Como galego de coração português que és, tens mais legitimidade para falar das nossas politiquices do que alguns portugueses que só o são de nome…deu para perceber o meu português moderno?

  20. Sempre me senti em casa e muito feliz num sítio que não é um país, é uma cidade: Nova Iorque. Não sei se gostava de lá ter nascido, mas gostava de lá viver. A passear cães no Central Park. Até podia fazer turnos com o João Pedro Costa :)

  21. Se não pudesse ser em Portugal teria que ser na Grécia, é mais ou menos parecido.
    Inglaterra? Não, come-se mal e não há sol. USA? Muito tiroteio para o meu gosto e demasiados cobóis.
    Portugal é um país do caralhão, adoro!

  22. ANIPER,

    E que descoberta nano-tecno-logica foi essa de dois forasteiros que explodiu em Aveiro para entusiasmar globalistas triunfalmente satisfeitos como o xenhor? Mais promessas sobre mais descobertas de mais esperancas da cura contra a industria cancral? Ou teria sido algum super-mini-dique revolucionario para travar as cheias ou secas de insulina e dar esperanca aos diabeticos do tipo tres, classe Alzheimers?Desembrulhe esse pacote de segredos de ultima hora do nosso pais cientifico que estou a ficar deveras excitado. A farta mesmo. Avie-se.

  23. edie, o que dis é muito giro. Como gosto de ouvir isso de ” como galego de coração português que és”… obrigado, edie. ::))
    gosto inmenso partilhar convosco as opiniões, mas tambe gosto muito de lê-las, acho que conhezo mais o sentir português. Por vezes não dou esprimido tudo o que quiser, as minhas palabras são limitadas, mas hei de procurar escrever mais.

    Por certo não conhezo nova iorque, mas acho que pode ser um pais para qualquer de nos, modernidade, beleza, interesante pelas suas gentes e por se mesma. Onde seguro que ninguem se sente estrangeiro, porque case que ninguem é dalí. ::))

  24. Não imagino, Val, embora seja suficientemente flexível para o fazer, caso seja necessário. Nós pertencemos sempre aos sítios onde crescemos, excepto quando a vida nos prega partidas. Os nossos filhos, se nascerem noutros países, é lá que pertencem, pelas mesmas razões. Por isso somos uma comunidade forte de 2ª geração em destacados países da Europa.

  25. Joao XXI,

    Definir-me, pois, evidentemente, com lhanura: envergo avental e barrete branco, mas sou eu que o enfio, em ritual obrigatorio, logo de manha, antes de preparar le petit dejeuner aos meus esfomeados clientes. Tenha paciencia e espere que o Aniper desenvolva a sua tese sobre o “insuportavel discurso da miseria” e as maravilhas da tecnologia liliputiana. Depois, se ainda estiver atento e curioso e a confusao nao for muita, talvez enxergue a definicao em que parece estar interessado.

  26. em “nowhere”

    onde pessoas
    discutissem com vigor e argumentos

    mas
    fossem solidarios
    com resultado dessas dialecticas

    onde nos concretos dos problemas quotidianos
    soubessem definir
    até onde estão juntos
    onde se demarcam
    em objectivos ou caminhos diferentes

    abraço

    PS “Nowhere”, é ali ao fundo
    dobrando a esquina do autoconvencimento
    as taras do “religioso”
    a ilusão da necessidade de ter que arranjar oponentes
    adversarios, inimigos
    como forma nos estruturarmos como gentes e sociedades

  27. Imaginem…
    http://www.youtube.com/watch?v=okd3hLlvvLw
    Imagine there’s no heaven,
    It’s easy if you try,
    No hell below us,
    Above us only sky,
    Imagine all the people
    living for today…

    Imagine there’s no countries,
    It isnt hard to do,
    Nothing to kill or die for,
    No religion too,
    Imagine all the people
    living life in peace…

    Imagine no possessions,
    I wonder if you can,
    No need for greed or hunger,
    A brotherhood of men,
    imagine all the people
    Sharing all the world…

    You may say I’m a dreamer,
    but Im not the only one,
    I hope some day you’ll join us,
    And the world will live as one

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