Se existisse imprensa em Portugal

Se existisse imprensa em Portugal, os jornais, as rádios e as televisões estariam por estes dias cheios de políticos, comentadores, historiadores, psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, neurologistas, antropólogos, parapsicólogos, serralheiros mecânicos, ventríloquos e um ou dois veterinários, todos a discutirem freneticamente o número de Cavaco na noite dos prémios Gazeta e o que o acontecimento obrigava a dizer dele e permitia dizer de nós.

Não havendo, é isto. Um país que se deixa humilhar por aquele a quem confiou a defesa suprema da Constituição. Um povo que não se sente.

5 thoughts on “Se existisse imprensa em Portugal”

  1. se existisse imprensa, estavamos muito melhor.num mercado com três patroes, onde nem os biscateiros são serios,muito menos serão os” lixodependentes”.

  2. Relamente é isso! Somos um povo extremamente pacifico, que tudo aguenta e que está já a aceitar que, de novo, lhe ponham a canga no cachaço.
    Mas, atenção, … este é também o povo que no século passado, assassinou um rei, um principe herdeiro, um presidente da república e um sem número de politicos, alguns caçados à mão na noite das facas longas. É preciso que se não esqueçam que este Povo é assim mesmo: aguenta, aguenta, até ao dia em que a mostarda lhe sobe ao nariz. Aí, temos o caldo entornado.

  3. Deixemo-nos de merdas: somos, na generalidade, um povo burro que nem força tem nas orelhas para enxotar as moscas. Quarenta e oito anos de ditadura e amochamos como gente…pequena. Séculos de santa inquisição e fartamo-nos de lamber o cu da bispalhada. E agora entregamos de bandeja a democracia nas mãos de Cavaco-Passos-Portas-Relvas. Pura burrice. Burrice que aceita eleger um presidente sob suspeita. Burrice que aceita que a justiça persiga seis anos um PM em funções, sem que a justiça, em tempo útil, decida se é criminoso ou inocente. Burrice que aceita que a justiça se tenha transformado numa máfia ao serviço de canalhas.
    Não é por acaso que nos temos arrastado penosamente há séculos. Até parece que os melhores morreram no mar, estabeleceram-se nas colónias ou emigraram.
    Ficou a fina flor da burrice. Olhem para quem está à fente dos destinos da “coisa”! Isto já parece a gruta do Ali Babá. Todos eleitos pelos ilustres burros portugueses.

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