Rui Esgoto

"Temos todos, relativamente a qualquer português — quer esteja na política ou não esteja na política –, que respeitar o princípio da presunção de inocência e, respeitando o principio de presunção de inocência, temos de aguardar não pelos julgamentos populares mas os julgamentos nos tribunais. Infelizmente, esses julgamentos arrastam-se três, quatro, cinco, seis e sete anos e a pessoa vai sendo queimada em lume brando”, afirmou Rui Rio.

Questionado pelos jornalistas que o aguardavam no Forte Santiago da Barra, em Viana do Castelo, para o lançamento do livro “E agora, Portugal? – Tribuna Social”, do ex-deputado Eduardo Teixeira, Rio defendeu ainda que “os julgamentos das pessoas se façam nos tribunais e não na praça pública”. “Num estado de direito democrático não está correto nem para militantes do PSD, nem do PS, nem de coisa nenhuma“, frisou.

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"Não vejo nenhuma acusação seguir para tribunal, nenhuma sentença, nenhuma condenação de casos muito, muito graves. Penso que a justiça devia ser mais célere, mais capaz na condenação e no julgamento destes casos, porque, estes sim, todos os portugueses pagaram milhões de euros em impostos para salvar. Nem é bem salvar, é dar um jeito na banca", afirmou Rui Rio, em Viana do Castelo, à margem do lançamento do livro "E agora, Portugal? - Tribuna Social", do ex-deputado Eduardo Teixeira.

Questionado sobre o trabalho da comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão do banco público, o líder social-democrata disse terem sido cometidos "erros, provavelmente com dolo, por pessoas que ganhavam milhares e milhares de euros, porque a sua responsabilidade era muita".

"Afinal qual era a sua responsabilidade [dessas pessoas que ganhavam milhares]? Foi a mesma do porteiro que ganhava 700 ou 800 euros por mês? Isto não é justo. Isto sim, penso que todos os portugueses estão desejosos que haja julgamento justo, em tribunal, sobre esta matéria", sustentou.

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Deve constituir algum tipo de recorde. Na mesma ocasião, de rajada, conseguiu defender o Estado de direito e atacou o Estado de direito. Por um lado, chutou (e muito bem) para a presunção de inocência as questões sobre os autarcas do PSD e o eurodeputado social-democrata recém-eleito. Por outro, cuspiu (e muito mal) em cima de cidadãos que concebe como adversários políticos a merecer a justiça popular de que se fez porta-voz e agitador. Aproveita-se de nada ter de justificar, por isso despacha insinuações, suspeições e difamações demagógicas em modo de vendedor de atoalhados na Feira da Malveira. Aposto os 10 euros que tenho no bolso como nem sequer sabe o que tem sido dito na II comissão de inquérito à CGD.

Infelizmente, estas antinomias não causam surpresa em Rio, mas apenas porque já a causaram. Ao ter usado calúnias conspirativas na campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, o actual presidente do PSD revelou a sua natureza no mínimo medíocre. Nada do que venha a dizer como suposto estadista e líder ou representante político tem valor porque ele é o primeiro a desprezar a sua palavra.

Prometeu, era bluff.

2 thoughts on “Rui Esgoto”

  1. Há muito que é conhecida a habilidade do Rio dar tiros nas patolas por outro
    lado, não lhe é fácil acertar o passo com as exigências do seu cargo no partido!
    Quem nasceu para ser merceeiro ou modesto contabilista não pode aspirar ou
    ter condições para vir a ser P. Ministro de Portugal apesar, de outros pouco do-
    tados já terem exercido a função com as consequências que sofremos!!!

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